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O Informador

Criadores de ilusão

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Janeiro político, o mês da criação da ilusão dos que querem fazer acreditar na mudança e no sonho de um futuro melhor. As entrevistas adensam-se, os debates acontecem num frente-a-frente nem sempre amistoso para dar a ideia que todos se odeiam e ninguém se grama, os comentários puxam da direita para a esquerda passando pela ala central, a família aparece para dar o ar de normalidade e o povo come, fala, pensa, percebe e no final com ou sem alterações de grande curso tudo continua igual. Os que ficam e prometeram dizem existir imprevistos para não cumprirem com tanto sonho idealizado, os derrotados apontam armas a promessas inacabadas e o povo, sempre o povo, percorre a corda bamba sem volante onde se possa agarrar na condução do futuro do país. 

No final e após uns tempos volvidos é notório que a lengalenga é sempre mais do mesmo, cada um puxando para o seu lado e o certo é que nos finalmentes da vida a situação de todos é a mesma, quer se tenha sido governado por direitos ou esquerdos. O que conta é que todos funcionam em autêntica comunhão, lançam granadas para alimentar o teatro e ao almoço trocam piadas e combinam festejos privados nos restaurantes da avenida. 

Eleições podem suspender isolamento

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Existe no ar a ideia, lançada pelo Presidente Marcelo após a primeira reunião de 2022 com a Infarmed, de que no próximo 30 de Janeiro, dia de Eleições Legislativas, poderá existir uma suspensão do isolamento para que todos possam exercer o seu dever de voto.

E agora questiono... Quem terá tido esta disparatada ideia que parece saída de uma mente alucinada com algum produto tóxico à mistura? Vamos então lá perceber, milhares de portugueses estão em isolamento por terem testado positivo ao Covid19 ou por pertencerem ao núcleo próximo de um positivo, tendo de se manter fechado em casa e sem contatos durante dias. Agora, porque existem eleições, já ponderam arriscar outros tantos milhares de novos casos pela libertação, por umas horas, para que todos possam ir votar, existindo cruzamentos e possíveis contactos. 

 

 

«É mentira! É mentira!»

A figura que António Costa fez no último dia de campanha é expressamente ridicula. Será que o Sr. Primeiro Ministro já estava tão mal dos intestinos que bastou uma provocação para quase partir para a agressão a quem o enfrentou de frente e pelas costas? António Costa costuma responder e explicar de forma cordial quando o povo ou mesmo os seus adversários não têm razão, mas este comportamento que «é mentira» é simplesmente ridículo. Então que reação inesperada foi esta só porque não estava de férias no dia em que a sua ausência foi notada na época dos grandes incêndios de 2018?

A perspetiva perante isto para os próximos tempos é mesmo que os nossos deputados terão de ter algum cuidado quando enfrentarem António Costa nas reuniões semanais no Parlamento. Não se coloquem atentos que vão ver se não levam pelas esquerda e direita e ainda com opção centrista pelos próximos tempos.

Já decidi o meu voto

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As Legislativas realizam-se no próximo dia 06 de Outubro e desta vez tenho andado mais atento a entrevistas, debates e comentadores para perceber mais rapidamente em que fração partidária irei colocar o meu voto. Claramente que não vos irei dizer para que lado irá a minha opção, mas perante o passado e se a minha memória não me falha, o voto desta vez será uma novidade.

Já coloquei a minha escolha em partidos de direita e esquerda, não existindo uma escolha fixa ao longo dos quase quinze anos em que tenho o poder e dever de votar. Já repeti votos no mesmo partido, já rodei e voltei atrás, não existindo uma opção exata em todos os momentos de visitar as urnas em dias decisivos para o país.

Agora o momento será para decidir os membros que constituirão a Assembleia no momento governativo e a escolha está feita com a ajuda do que tem sido visto através dos meios de comunicação social onde algumas figuras centrais das opções de escolha se têm destacado, dentro do meu ponto de vista, em relação a outros que já tiveram o meu voto anteriormente. As escolhas, promessas e o passado levam a determinar a 06 de Outubro onde irá recair a marca na folha, que deverá ser branca, recheada de partidos bem baralhados e onde os símbolos não se confundem. Se uns vão com a lição de uma vida e não ligam a promessas, ideias e ao que tem sido feitos ao longo dos tempos, exista quem, como eu, que goste de variar consoante a conjuntura do país, os creres e acreditações pessoais. 

Costa é que não!

Uma certeza tenho... Não votarei em António Costa no próximo dia 4 de Outubro!

A principal razão? Já passamos por muitas contingências para daqui a quatro anos voltarmos a viver todo o processo de recuperação! Mal por mal que continuemos como estamos, de saco apertado mas habituados! Não quero viver melhor amanhã para voltar a passar no futuro!

Cavaco goza comigo?

Mais uma vez as eleições calham no fim-de-semana em que estarei de férias! Acredito que os políticos façam de propósito para que não cumpra o meu dever enquanto eleitor. Ora bolas Cavaco, como vou eu agora fazer com isto se dia 4 de Outubro já não quero estar perto de casa?

As Legislativas não contarão possivelmente com o meu voto. Será que mudará alguma coisa? Sei que devia ir, mas entre escolher mais do mesmo ou ir de férias, acredito que a segunda opção seja a correta!