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O Informador

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23
Out18

Não vejam a série A Maldição de Hill House

O Informador

a maldição de hill house.jpg

Já lá vai o tempo em que era apreciador de séries e filmes de terror. No entanto há uns dias encontrei em destaque na Netflix a série A Maldição de Hill House, que gira em torno de uma casa que se alimenta da morte, vivendo das almas de quem lá viveu e conseguiu levar ao limite até à morte. 

Realizada por Mike Flanagan, esta série conta a história de uma jovem família que recupera casas para as recolocarem à venda. Com Henry Thomas e Timothy Hutton nos papéis centrais entre um elenco composto por nomes como Carla Gugino, Michiel Huisman, Elizabeth Reaser, Kate Siegem e Victoria Pedretti, esta família vive e viveu entre demónios. Do passado na mansão ao presente atormentado, a família Crain, mesmo tendo fugido da casa assombrada, sempre fica com o trauma sobre as figuras que fizeram da sua infância um martírio, principalmente quando as noites se aproximavam e os sons, as visões e os chamamentos eram constantes. 

Figuras bizarras como um homem mal trapilho cujos pés não tocam no chão, uma mulher bonita mas louca, a velha rabugenta, a criança de olhar penetrante, o miúdo da cadeira de rodas, o monstro da cave e a mulher do pescoço partido são alguns dos personagens mais terríveis presentes nesta série que assusta mas que ao mesmo tempo parece ter sido como um aperitivo de terror, não sendo um produto forte e que cause verdadeiros sustos para que se fique a pensar em cada imagem e som por alguns momentos. Cada aparição é um susto, mas nada de relevante para quem gostar de terror no seu verdadeiro sentido. 

Para além disso, existem ainda factos que parecem por vezes não fazerem sentidos, com erros básicos. Destaco em termos de produção o facto da cor da imagem ser alterada muitas vezes dentro de uma cena, existindo mesmo a mudança de filtro do nada, sem justificação e na maioria dos casos quando a imagem está fixa. Depois em termos de história surgem aqueles básicos do «mais do mesmo» em que personagens saem sozinhos para o confronto, num estilo mais que batido dentro do género de produção que é apresentada. 

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