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O Informador

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As mudanças tiveram de acontecer pelo Covid19 e somente quando tudo para e ficamos praticamente em isolamento é que percebemos que existem pontos sociais que nos fazem falta desde que o distanciamento começou a ser necessário. 

Aqueles abraços, os beijos, as conversas de esplanada, as idas ao teatro e cinema, os passeios e simplesmente as conversas e o convívio olhos nos olhos. Neste momento é tempo de paragens obrigatórias, ficando em casa, aproveitando para descansar, arrumar e colocar as leituras em dia, ver um maior número diário daquelas séries que nos andam a fazer companhia, falando e comunicando ainda mais pelas redes sociais, fazendo uso da originalidade para ocupar o tempo que não sabíamos aproveitar. 

Neste momento é necessário manter a calma, estar com quem nos faz falta de outra forma, procurando a distração sobre o tema central que nos está a afetar a todos. Tentemos criar ocupações em casa, conversando com quem está do outro lado, partilhando ideias, criando novos projetos e sem perder a boa disposição para que não se caia num poço escuro de pessimismo por sabermos que tudo vai melhorar e que daqui a uns tempos vamos voltar ao nosso dia-a-dia, que será diferente do que tivemos até aqui.

Vejo nesta obrigação uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento social, onde saberemos dar um maior valor à vida e a tudo o que nos rodeia. Vamos alterar relações e a forma de ver o outro e tratar quem nos quer bem. Iremos saber valorizar cada pormenor, ficando muito mais disponíveis e próximos de quem nos faz falta. Neste momento de maior solidão e isolamento, que venhamos a aprender uma grande lição sem perder a essência de quem somos.

 

JuntosSeis crianças juntas, num salto colectivo, numa imagem que encontrei pelo mundo do Facebook e sem qualquer titulo. Para mim, esta simplicidade transmitida pelo salto das crianças poderia ter como título «Juntos». Juntos por que razão?

Juntos por um mundo melhor seria uma óptima resposta, mas infelizmente as crianças não estão a salvo nesta complicada sociedade em que todos vivemos em modo de sobrevivência.

Juntas poderiam estas crianças serem felizes em qualquer lugar se os adultos não se tivessem a atacar constantemente por coisas, por vezes, mínimas.

Juntas poderiam ser crianças felizes em busca de um futuro ainda mais risonho onde o bem impera e o salto para a felicidade seria o sonho de qualquer um. Infelizmente este salto poderá ser o da revolta colectiva que nos ataca constantemente sem apelarmos pela mesma.

Juntos eles podem sonhar, eu posso sonhar e tu podes sonhar, mas a realidade é bem diferente do que o que todos desejamos!

Juntos...

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