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O Informador

31
Out20

Confinamento mas sem isolamento

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Hoje estamos confinados, nesta manhã de Outono, em que acordei cedo, para seguir para mais um dia de trabalho, ao Sábado, mas o que tem de ser acaba por ter mais força que a vontade. Num fim-de-semana de confinamento, em que a saída do município é restrita a necessidades especiais ou por motivos laborais, não me custará, uma vez que com ou sem restrições o dia seria passado da mesma forma, como tal tenho de me sentir solidário com todos os que tencionavam aproveitar este dia de sol em segurança mas com um passeio em família como presságio para se sair de casa e dar uma volta pelas praias, iniciar as primeiras compras natalícias ou ir até aquele jardim onde se sentem bem, com o distanciamento necessário, para passarem mais um dia de descanso. 

Todos teremos por estes dias de nos tornarmos, de novo, mais caseiros, respeitando regras e precavendo o aumento, que continua a evoluir de semana para semana, deste malvado vírus que nos veio estragar a liberdade que tão bem tínhamos e que em poucas semanas nos foi retirada, com maiores ou menores restrições, consoante os locais e a evolução desta triste atualidade que todos enfrentamos e que muitos imbecis ignoram pelo país. É necessário ficar mais por casa e restringir o convívio ao máximo, para quem conseguir, mas ao mesmo tempo tentem desfrutar deste primeiro fim-de-semana de Novembro da melhor forma possível dentro das condições pretendias e se saírem fiquem próximos de casa, podendo desfrutar do bom tempo ao ar livre mas com todos os mil e um cuidados possíveis. Os números estão altos, não sigam os maus exemplos de muitos que fazem notícia por não seguirem as normas para o bem de todos. 

24
Abr20

Vida em estado automático

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Entrei num estado tão automático que já me esqueço que tenho de continuar a conviver, mesmo à distância com os outros.

Geralmente não sou uma pessoa que esteja sempre em conversação com os outros, vivendo muito no meu mundo. No início deste triste estado de quarentena ainda fui alimentando e puxando por mim para estar ativo e atento a tudo o que se passava e também para me manter num estado civilizado dentro do possível. Só que o tempo vai passando, as semanas passaram a meses e começo a ficar sem paciência para tudo e todos.

Os dias são agora mais do mesmo, o 《bom dia》 e 《boa tarde》 parecem esquecidos por parecer que as conversas são contínuas de um dia para o outro sem pausas porque ao final de contas hoje estive a falar com alguém mas amanhã irei continuar muito provavelmente a mesma conversa, esquecendo-me de perguntar se em mais um dia estão bem, se passaram bem mais uma noite previsivelmente igual a todas as últimas.

O quero dizer com isto é que sinto que ando meio desnorteado com os tempos e horas, parecendo que a sucessão de dias não passa de mais do mesmo sem existir aquela emoção de fazer diferente e começar cada novo ciclo de vinte e quatro horas com a ideia de que será um dia melhor que o anterior. Não, agora é tudo mais do mesmo enquanto esperamos que a situação comece a melhorar para voltarmos aos poucos, bem pouquinhos, a entrar nos eixos para que o 《bom dia》 comece a ter de novo o seu verdadeiro sentido de bem com o mundo.

13
Abr20

Redes sociais em tempos de pandemia

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As redes sociais são em tempos de quarentena um bom apoio para que todos possamos ficar um pouco mais próximos, demonstrando agora, numa fase complicada para todos, que a presença no Facebook, Instagram e Twitter e também em plataformas de conversão como o Whatsapp e Skype afinal também contém pontos positivos que outrora eram desvalorizados por grande parte da sociedade que deixava de lado esta forma de muitos comunicarem através do online. 

Num momento em que a necessidade é de quase isolamento perante o lema #ficaemcasa, a necessidade de interação para existir contacto com quem nos é querido existe e é neste ponto que todos estamos bastante mais ligados ao universo online com chamadas, mensagens e principalmente as videochamadas que nunca foram tão importantes como agora. Na vida pessoal ou profissional muito atualmente consegue ser feito através de um telemóvel ou computador para aproximar de forma simplificada todos nós. Os almoços familiares partilhados por videochamadas, as reuniões para que as empresas não parem, as conversas entre amigos e muito do que tem sido possível fazer e que ficará nas nossas vidas a partir daqui.

Acredito que estas necessidades forçadas que todos tivemos de adaptar ficarão connosco no futuro. Muitos empregos irão ser possíveis de acontecer a partir daqui em formato de teletrabalho, muitas conversas telefónicas ficarão a contar com imagem de forma mais próxima... Todos estamos a mudar a forma de estar connosco e com os outros e as redes sociais, em pleno 2020 e após anos a levarem por tabela por transmitirem um mau exemplo por roubarem tempo para as conversas e encontros reais ganharam agora destaque e são vistas como as heroínas perante as formas de comunicar em plena pandemia que nos tem feito ficarmos por casa. 

24
Mar20

Juntos vamos conseguir!

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As mudanças tiveram de acontecer pelo Covid19 e somente quando tudo para e ficamos praticamente em isolamento é que percebemos que existem pontos sociais que nos fazem falta desde que o distanciamento começou a ser necessário. 

Aqueles abraços, os beijos, as conversas de esplanada, as idas ao teatro e cinema, os passeios e simplesmente as conversas e o convívio olhos nos olhos. Neste momento é tempo de paragens obrigatórias, ficando em casa, aproveitando para descansar, arrumar e colocar as leituras em dia, ver um maior número diário daquelas séries que nos andam a fazer companhia, falando e comunicando ainda mais pelas redes sociais, fazendo uso da originalidade para ocupar o tempo que não sabíamos aproveitar. 

Neste momento é necessário manter a calma, estar com quem nos faz falta de outra forma, procurando a distração sobre o tema central que nos está a afetar a todos. Tentemos criar ocupações em casa, conversando com quem está do outro lado, partilhando ideias, criando novos projetos e sem perder a boa disposição para que não se caia num poço escuro de pessimismo por sabermos que tudo vai melhorar e que daqui a uns tempos vamos voltar ao nosso dia-a-dia, que será diferente do que tivemos até aqui.

Vejo nesta obrigação uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento social, onde saberemos dar um maior valor à vida e a tudo o que nos rodeia. Vamos alterar relações e a forma de ver o outro e tratar quem nos quer bem. Iremos saber valorizar cada pormenor, ficando muito mais disponíveis e próximos de quem nos faz falta. Neste momento de maior solidão e isolamento, que venhamos a aprender uma grande lição sem perder a essência de quem somos.