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O Informador

Violeta | Isabel Allende

Porto Editora

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Título: Violeta

Título Original: Violeta

Autor: Isabel Allende

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2022

Páginas: 360

ISBN: 978-972-0-03529-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Violeta del Valle é a primeira rapariga numa família de cinco irmãos truculentos. Nasce num dia de tempestade, em 1920, quando ainda se sentem os efeitos devastadores da Grande Guerra e a gripe espanhola chega ao seu país natal, na América do Sul.

Graças à ação determinada do pai, a família sairá incólume desta crise, apenas para ter de enfrentar uma outra: a Grande Depressão. A elegante vida urbana que Violeta conhecia até então muda drasticamente. Os Del Valle são forçados a viver numa região selvagem e remota, onde Violeta atinge a maioridade e viverá o primeiro amor.

Décadas depois, numa longa carta dirigida ao seu companheiro espiritual, o mais profundo amor da sua longa existência, Violeta relembra desgostos amorosos e apaixonadas relações, momentos de pobreza e de prosperidade, perdas terríveis e alegrias imensas. A sua vida será moldada por alguns dos momentos mais importantes da História: a luta pelos direitos da mulher, a ascensão e queda de tiranos, os ecos longínquos da Segunda Guerra Mundial.

 

Opinião: Isabel Allende lançou um autêntico livro de memórias perante a vida de Violeta, a personagem que dá vida ao romance com o próprio nome. Nesta história rapidamente conheci Violeta del Valle, uma mulher que ao completar o seu centenário dá vida às palavras através de escritos do que foi a sua vida ao longo do tempo, num testemunho que pretende deixar ao neto Camilo perante as verdades pessoais e familiares que passaram por vários momentos históricos como a Grande Guerra, a gripe espanhola, a Grande Depressão e até ao fim já com o nosso conhecido de forma presencial Coronavírus.

Nesta saga familiar fui convidado a viver o amor pelos olhos de Violeta que sempre contou com a amizade e a presença familiar nas suas batalhas. Mulher que viveu apaixonada, conhecendo vários momentos perante os homens com que se deixou apaixonar, foi mãe e lutadora, avó com esperança. Das fugas para fugir dos conflitos sociais, a doença incorporada pela resignação, os bons momentos familiares e com amigos, as perdas e a paixão, esta mulher transmite agora na sua escrita os seus altos e baixos sem esquecer a luta pelos direitos femininos e a diferença de classes sempre existente e com que lutou.

Percebendo o ciclo vicioso do Chile e que muitas vezes rondava entre os mais próximos de Violeta, onde ligações criminosas, cartéis de droga, golpes militares, espionagem e economia sempre abalavam a forma de seguir em frente desta mulher que nunca baixou os braços por lutar pelo bem por quem permaneceu do seu lado ao longo das várias fases pelas quais passou com os homens que amou, filhos e irmãos, tios e amigos que sempre foram permanecendo mesmo perante as deslocações pelas vicissitudes da vida que assim o exigiam. 

Numa união entre memórias fictícias e a História, Isabel Allende criou com Violeta um romance que revela muito sobre a perspicácia da autora em elaborar um esquema literário onde fui convidado a seguir uma linha condutora excelentemente bem elaborada como se me tivesse sentado num antigo cadeirão, com as bolachas caseiras e uma caneca de chá a acompanhar a conversa que podia acontecer com uma mulher recheada de memórias, que enfrentou os desaires da vida e que sempre acreditou na sua essência, Violeta. Numa narrativa com uma caraterização bem conseguida e todos os momentos bem descritos e emocionalmente retratados com personagens que se desenvolvem com o tempo, não é em vão que Allende é um dos nomes fortes da literatura mundial e neste romance existe mais uma vez a prova do seu sucesso junto dos leitores. 

 

Se ficaste curioso, encomenda já o teu exemplar de Violeta, de Isabel Allende

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O Amante Japonês

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Autor: Isabel Allende

Data: Outubro de 2015

Editora: Porto Editora

Número de páginas: 336 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião: Construíndo um forte núcleo de personagens, Isabel Allende não surpreende em O Amante Japonês, continuando sim no seu mais forte lado romântico já conseguido por outros tempos. Com esta nova criação a autora une duas mulheres que enquanto jovens viram a sua vida ser alterada longe do que pensavam que iria ser o seu futuro. A mudança é o verdadeiro sentido desta obra onde a paixão e a amizade se unem com um forte enredo recheado de mensagens.

Com duas histórias no feminino que caminham paralelamente, o leitor é convidado a entrar no passado longínquo e tão presente de Alma, tal como nos medos de Irina que advém também dos seus tempos de menina. Conseguirão as mágoas criadas enquanto criança marcar para sempre uma vida que fica em turbulência até ao fim dos seus dias?

Sem dúvida que a alma deste romance está em Alma, o centro de toda a acção com a sua vida levada por um amor que nem sempre esteve presente fisicamente consigo mas que marcou os seus pensamentos dia após dia. O preconceito e o medo nem sempre conseguiram ser vencidos pelo amor em épocas conturbadas onde a sociedade não aceitava de forma leve a mudança. Ainda hoje isso acontece e sempre continuará a persistir, infelizmente!

Será que vale sempre a pena lutar pelo que se sente numa certa altura de vida, mesmo que se tenham de enfrentar turbilhões de sentimentos para se conseguir atingir um determinado objetivo? Quem não luta poderá arrepender-se um dia mais tarde e em O Amante Japonês essa ideia é bem perceptível com o caminhar por vezes solitário até um objetivo comum, o verdadeiro amor.

Atual leitura... O Amante Japonês

Estávamos no início de 2011 quando li A Casa dos Espíritos de Isabel Allende e acredito que tenha prometido a mim mesmo que não voltaria a pegar numa obra da autora tão cedo de tão desgostoso ter saído da leitura daquele livro que tantos adoram e o qual odiei! Três anos e meio depois, Verão de 2014, quis dar nova oportunidade à escrita de Allende e resolvi pegar em O Caderno de Maya que fez com que as pazes fossem feitas com a autora. Agora e porque quase ano e meio já passou após a última leitura, eis que o mais recente sucesso, O Amante Japonês, está entre mãos e irá começar a ser o meu companheiro literário pelos próximos dias! 

O Caderno de Maya

O Caderno de MayaHá uns anos, talvez aí uns dois, li A Casa dos Espíritos, a obra mais vendida e bem comentada de Isabel Allende, e posso afirmar que não gostei nem um pouco da sua história, tendo colocado a autora de lado pelas minhas preferências, agora resolvi dar uma segunda oportunidade através de O Caderno de Maya e a minha opinião melhorou substancialmente!

Fazendo a história decorrer na época da ditadura chilena, Isabel Allende retrata através de Maya, a protagonista inspirada nos filhos do seu companheiro devido aos problemas com as drogas, como o sistema político do país massacrou o povo ao longo de quase duas décadas. Descrevendo o Chile através de lendas e presságios, anões e bruxas, visões, suposições e astrologia, coincidências e espíritos, a autora retrata a vida difícil de uma adolescente que foi optando por seguir caminhos indesejados pela maioria. Da cidade do caos à calma da aldeia, Maya percorre o mundo com vivências que a transportam num elevador de rotação máxima!

As drogas e a vida boémia que mudam o futuro através das suas dependências e alteram as verdades com o sofrimento dão o mote para esta história narrada de forma perfeita, com as descrições essenciais para cativarem os leitores e sem esconderem as verdades, tal e qual como elas acontecem pelos recônditos ou locais mais luminosos do mundo.

Gostei da mensagem que foi sendo partilhada ao longo do livro, tendo tido uma surpresa no final, o que não gostei assim tanto porque existem histórias pelas quais torcemos para acabarem em bem, só que também existem vidas ficcionadas pelas quais o desenrolar dos acontecimentos e as atitudes fazem com que o leitor acabe por querer que as mesmas personagens tenham o final menos digno da literatura, o que não aconteceu neste caso.

O Caderno de Maya não é uma história onde impera a felicidade, só que os altos e baixos da personagem transformam esta jovem numa pessoa boa pelo final, parecendo que foi perdoada por tudo o que fez e também sofreu. É ficção bolas, podemos também relatar finais infelizes ou não? Pelo menos assim o esperei e isso não aconteceu! Não, a Maya não acabou como desejava, parecendo que encontrou um mundo florido e colorido onde o seu passado foi completamente esquecido.

Um livro bom, com um desenrolar bem conseguido e um final patético! Bem acima de A Casa dos Espíritos, mas sem me conseguir surpreender totalmente!

O que ando a ler... O Caderno de Maya

Não, não ando a ler o novo livro da tia Maya sobre astrologia! O que comecei agora a ler foi O Caderno de Maya, o livro de Isabel Allende, a autora de A Casa dos Espíritos, a obra que muitos adoram e que eu odiei! Como será este reencontro com a autora que me desiludiu com o seu livro mais aplaudido por todo o mundo? É isso que quero descobrir!

Tendo sido editado sobre a chancela da Porto Editora, O Caderno de Maya é um diário sobre, tal como pode ser visto na sinopse que apresento a seguir, uma jovem de dezanove anos, que foi criada por aí, tendo andado refugiada, mas sempre a anotar os seus pensamentos e também os erros de vida de forma a satisfazer os caprichos da avó sobre a ideia de vir a poder fazer psicanálise anos mais tarde para conseguir desatar os nós da sua personalidade.

Pelas primeiras páginas parece-me que estou perante uma excelente obra, mas a ver vamos, porque com a primeira desilusão que tive com a autora, agora estou de pé atrás com O Caderno de Maya.

Sinopse

Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida.

"Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa feitiço, ilusão, sonho, o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer."

Daqui a uns dias já contarei como correu esta experiência a três entre mim, a Maya e a dona Isabel!

Compras na Feira do Livro

LivrosEste ano, e acho que pela primeira vez, fui dois dias à Feira do Livro de Lisboa numa só edição, só que se num dos dias andei a fazer visita sem pensar em compras, pelo segundo comprei um quarteto literário no grupo Bertrand e não vim totalmente recheado do que queria.

Como já tinha revelado, este ano pela feira não encontrei aqueles verdadeiros livros de que todos falam, que todos querem e que estão com um óptimo preço. A feira literária da nossa capital nesta sua edição de 2014 não está com a magia do costume e deixou-me algo desiludido com o pensamento que na maioria dos casos vale mais aproveitar os bons descontos e ofertas que as editoras lançam nos seus sites do que esperar por este evento para desgraçar a bolsa por mil e uma compras literárias!

Mas falando nos quatro livros que trouxe para casa! Três já são de autores conhecidos por estes lados e o outro é algo completamente novo para mim! Começando pela novidade que tem como autora Elizabeth Gilbert, Comer, Orar, Amar já foi bem comentado por diversas pessoas, já andou pelos tops de vendas quando saiu em Portugal e é um sucesso mundial. Já o queria ter comprado na altura em que todos falavam de si, mas fui deixando passar e agora consegui tê-lo comigo por metade do preço. Falando nas restantes compras... Isabel Allende, a autora de Casa dos Espíritos que todos elogiam e que foi um dos piores livros que já tive como companhia, volta agora a ser a minha escolha! A primeira experiência com a Isabel não correu bem, mas acredito que desta vez vou ficar conquistado e que O Caderno de Maya vai ser uma obra reveladora e que me fará ficar fã da sua autora! Daniel Silva para mim já dispensa apresentações! Gosto da sua escrita, da forma como conta e descreve os acontecimentos em torno dos mistérios que cria e é um dos meus autores preferidos, por isso ter agora comprado por metade do preço Morte em Viena, um dos seus trabalhos mais vendidos em Portugal! No final, a minha autora de romances preferida... Danielle Steel é das melhores do seu género e neste momento já li quase todos os seus livros lançados pelo nosso país, tendo chegado agora a vez de comprar Resgate.

Quatro autores, quatro estilos diferentes, duas visitas à feira, duas boas companhias pelas compras e várias horas pela frente de leitura! Queria ter tempo para ler estes quatro livros e os que já tenho à espera há várias semanas, mas não consigo esticar para todo o lado, infelizmente! No entanto prometo que me irei dedicar mais à leitura como antes acontecia, porque esta calma literária por aqui não pode permanecer por muito mais tempo!