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Pensamentos que podem ser de qualquer um!

26
Mai18

Como Falar com Raparigas em Festas, da literatura ao cinema

| O Informador

como falar com raparigas em festas cartaz.jpg

E se vos disser que já vi a adaptação da banda desenhada de Neil Gaiman, Como Falar com Raparigas em Festas? Acabou de estrear nas salas de todo o país e já vi este filme que seguindo as mesmas bases do conto transformado para banda desenhada, consegue alterar muito do que é transmitido na obra literária. 

Comecemos logo por falar dos dois rapazes, amigos, no livro, onde no filme lhes é acrescentado um terceiro elemento, numa personagem mais cómica e livre. A segunda diferença logo encontrada surge com a entrada na casa onde a festa das raparigas está a acontecer. É que se no livro só raparigas por lá estão numa fase inicial, no cinema, além das cores de grupo que destacam cada elemento, rapazes e raparigas divertem-se consoante a colmeia onde se encontram inseridos. 

Este é um filme para os fãs do autor e da banda desenhada no geral, não sendo uma criação para as grandes massas, embora conte com Nicole Kidman no elenco, onde dá vida a uma matriarca num grupo punk da vila onde tudo acontece. 

Um filme que vi antes de ler o livro de onde foi adaptado e cuja história em banda desenhada veio ajudar a perceber partes do enredo, sendo assim um bom complemento perante a adaptação para a grande tela. Se podia estar mais dentro do que é transmitido em forma de banda desenhada, acho que sim e que seria algo mais verídico e não tão puxado para a ficção cientifica como a película transmite, mas compreendo a necessidade de criar e dar cor e ênfase com a criação de elementos que acabam por ter algum destaque numa história elaborada e com vários apontamentos fortes sobre temas bem na moda da sociedade atual e muito essencialmente entre jovens. 

Um debate simples, com temas puxados, num filme complexo e por vezes irreal onde as razões da criação e da própria acreditação comandam o lema de cada elemento formatado para integrar um grupo que vive para sua própria proteção e bem-estar. 

Afinal de contas, valerá a pena lutar para alterar o rumo pré-definido e praticamente imposto?

24
Mai18

Como Falar com Raparigas em Festas | Neil Gaiman

| O Informador

como falar com raparigas em festas.jpg

Autor: Neil Gaiman com Fábio Moon e Gabriel Bá

Título original: How to Talk to Girls at Parties

Tradução: Pedro Carvalho e Guerra

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 64

ISBN: 978-972-25-3313-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Enn tem 16 anos e não compreende as raparigas, ao passo que o seu amigo Vic parece já ter tudo na ponta da língua. Mas ambos apanham o choque da sua vida ao depararem com uma festa em que as raparigas são muito mais do que aquilo que aparentam ser…

 

Opinião: Há uns bons anos que não pegava num livro de banda desenhada, voltando ao género com Como Falar com Raparigas em Festas, o conto de Neil Gaiman que o próprio transformou em banda desenhada. Foi de forma rápida e atenta também que me deixei levar por esta divertida e um pouco fantabulástica história que leva dois jovens amigos a entrarem numa festa de raparigas, com expetativas diferentes mas com vontades semelhantes. 

As curiosidades típicas dos jovens adolescentes numa descoberta dentro de quatro paredes, numa casa desconhecida e perante raparigas também elas desconhecidas e estrangeiras. Circulando entre a realidade e a ficção cientifica, Como Falar com Raparigas em Festas relata de forma rápida, o que é uma pena, a viagem dos dois rapazes entre conhecimentos, aproximações, relações, receios e medos. O desconhecido causa impacto em qualquer um e neste conto transformado em banda desenhada é isso mesmo que acontece. 

Primeiramente mostrando a diferença pessoal entre dois amigos e a capacidade tão dispare de cada um, nesta história os temas vão sendo apresentados com ironia e algo sarcasmo, entre esquemas de malabarismo onde o leitor fica sob a incógnita sobre o que se está a passar com cada personagem já que o aparentemente normal aos poucos revela-se uma realidade para lá do imaginário.

Mostrando o contraste entre dois mundos que podem ser paralelos mas onde um não passa mesmo do imaginário de cada pensador, Como Falar com Raparigas em Festa tem de ser lido de forma pausada, percebendo cada detalhe porque nem tudo o que parece é e na verdade a mais inocente pessoa que nos rodeia pode provar numa outra realidade que nem sempre está do lado do bem. 

Afinal de contas, a curiosidade e a auto confiança valerão a pena perante o desconhecido ou os riscos têm de ser mantidos numa linha paralela e que se poderá cruzar com a vida de qualquer um de nós?

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