Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

maria-duenas-billboard

A biblioteca sem Guerra e Paz

09
Set19

livros.jpg

 

Aos 32 anos de idade e já com centenas de livros lidos, confesso que ainda não enfrentei a tão aclamada obra de Lev Tolstói, Guerra e Paz. No entanto e sabendo o peso que este texto tem na literatura mundial, fiquei espantando quando percebi que numa biblioteca nacional do nosso Alentejo não existe um exemplar de cada volume desta obra. Como pode isto acontecer, estando para mais o Guerra e Paz inserido no Plano Nacional de Leitura? Esta é daquelas situações que não se compreende por num espaço de interesse público, onde a literatura está disponível a todos, faltar uma obra com história e que é aconselhada. 

Deixo aqui um apelo para que todos os diretores de bibliotecas nacionais e mesmo os funcionários façam uma visita com sentido às suas estantes para perceberem que obras fazem falta a favor do que é importante, deixando talvez várias novidades que não ficarão na memória para trás. O importante está a falhar e é necessário não ficar sentado e perceber o que é procurado e o que faz realmente falta nas estantes nacionais de interesse público. 

Recordo que Guerra e Paz tem como pano de fundo um cenário de guerra, aquando da invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, retratando episódios históricos onde a ficção toma lugar, Entre grandes personagens que procuram um sentido para a vida, entre o amor, o ódio e a luta, esta é uma história que leva o leitor a refletir sobre a vida e o quão frágil é a existência de cada um. 

A Deslumbrada Vida de João Novilho | Jorge Tinoco

22
Ago19

a deslumbrada vida de joão novilho.jpg

 

Título: A Deslumbrada Vida de João Novilho

Autor: Jorge Tinoco

Editora: Guerra e Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 232

ISBN: 978-989-702-457-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Impiedoso e inquietante, este romance espelha, sem meias-tintas, um quadro sociopolítico da vida portuguesa contemporânea na sua mais degradante expressão. Nele se entretecem e entrechocam as mais primárias e inescrupulosas ambições de domínio e de poder, corporizadas de forma superlativa no autarca João Novilho.

A sua meteórica ascensão política é conseguida à custa de tudo quanto pode transformar o exercício autárquico digno e credível na mais venal, corrupta e execrável perversão dos ideais democráticos de um município, Rio Novo de Mil Nomes. O envilecimento do carácter, a manipulação das consciências e a degradação das instituições conduzem-no a um beco sem saída.

Entre amores e desamores, este é também um romance recheado de deliciosos retábulos poéticos e de parágrafos palpitantes de exuberante erotismo, onde a sexualidade se manifesta desabridamente, tanto de forma descoberta como revestida de fantasia ou até de chantagem despudorada.

 

Opinião: Numa história que atravessa os meandros políticos surge assim, pelas mãos de Jorge Tinoco, A Deslumbrada Vida de João Novilho, onde o desencantamento com a vida política do próprio autor, que foi autarca de Amares, distrito de Braga, deu o mote para esta narrativa de ficção com traços reais do que se pode encontrar num país recheado de problemas de poder.

D. Dinis, um Destino Português | José Jorge Letria

12
Out18

d. dinis um destino português.jpg

Título: D. Dinis, um Destino Português

Autor: José Jorge Letria

Editora: Guerra e Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2018

Páginas: 184

ISBN: 978-989-702-422-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Uma biografia de um rei exemplar e um dos mais influenciadores da história de Portugal

Poeta de génio e político brilhante, lançou as fundações de muito do que se tornaria Portugal. Desde a Marinha portuguesa, que daria novos mundos ao mundo, à instituição do português como língua oficial, passando pela delimitação definitiva da fronteira nacional. D. Dinis marcou a história portuguesa, num reinado de mais de quarenta anos.

Além da poesia, tornaram-se famosas as suas escapadelas amorosas, bem como as difíceis relações com a rainha Santa Isabel ou a sua grande paixão pela caça. Foi também lavrador e plantou o Pinhal de Leiria. Teve inimigos, muitos, como o irmão e o próprio filho, contra quem combateu em sangrentas guerras civis.

 

Opinião: D. Dinis deixou marca como o Lavrador, dando ordens para plantar o Pinhal de Leiria, mas deixou obra bem maior que essa. De marido promíscuo, a pai ausente, poeta de múltiplos amores e rei com força, D. Dinis destacou a língua portuguesa em detrimento do latim, criou poemas de amor e mal-dizer, fundou a primeira universidade portuguesa e enfrentou a própria família a bem da nação. Um homem, um rei, um pai, um poeta, é e foi assim D. Dinis.

D. Dinis, um Destino Português, da autoria de José Jorge Letria, não se assume como uma biografia e muito menos um romance com retratos reais. Esta obra recorre à ficção para relatar factos, mostrando partes simbólicas da vida deste rei que muitos enfrentou. Através do recurso a poemas originais e transcritos para o português atual, o autor conduz uma história real de pontos fortes da vida do reino, onde decisões e trambolhões são exemplos da história de vida que já muitas vezes tem sido contada. 

Feira do Livro de Lisboa | Guerra & Paz

24
Mai18

feira do livro de lisboa guerra e paz.jpg

A editora Guerra & Paz estará presente, como habitualmente, na Feira do Livro de Lisboa, que se realiza de 25 de Maio a 13 de Junho, e este ano o espaço da editora contará com vários dos seus autores de destaque, que estarão em sessão de autográfos e em contacto com os leitores que visitarem o certame. 

Luís Gaivão será o primeiro a marcar presença no espaço da editora, onde dia 26, Sábado, pelas 17h00, estará disponível para autografar o seu livro História de Portugal em Disparates. Já no Domingo, 27, a partir das 15h00 serão Manuel S. Fonseca, Sedrick de Carvalho, Leonor Figueiredo e João Céu Silva a falarem e autografarem o livro Angola, Presente e Futuro. No segundo fim-de-semana estarão Luís Pedro Cabral com o livro A Cidade dos Aflitos no Sábado, pelas 15h00 e no mesmo horário de Domingo estarão no espaço Manuel S. Fonseca, Ana Almeida, Elizabete Agostinho, Raquel Palermo e João Miguel Matos com as coleções juvenis Os Livros Estão Loucos e Caderno de Memórias de Dificil Acesso. No mesmo dia, Domingo, 3, Jorge Rio Cardoso, espera pelos seus leitores com os livros Este Ano Vais Ser o Melhor Aluno «Bora Lá?» e O Professor do Futuro. Para terminar, a 9 de Junho, Sábado, será António Manuel Ribeiro com És Meu, Disse Ela a autografar os exemplares que os visitantes da Feira lhe pedirem, estando o autor disponível para falar com os seus leitores. 

 

A Vida de Uma Porquinha-da-Índia no Escritório | Paulien Cornelisse

19
Mar18

a vida de uma porquinha da índia no escritório.j

Autor: Paulien Cornelisse

Editora: Guerra e Paz Editores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2018

Páginas: 216

ISBN: 978-989-702-352-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Esta é a vida da Cobaia. E quem é a Cobaia? É uma porquinha-da-índia, especialista em comunicação. Hipocondríaca, também. Afunda-se na rotina, trabalhando sem paixão. Todos os seus colegas são humanos, dá-se bem com eles, mas sente-se sozinha, acompanhada pela sempre leal máquina de café.

Vê a vida a passar, mera observadora. O seu antigo namorado vai casar-se e convida-a para o casamento. O novo chefe é o rufia de serviço: produtividade e inovação acima de tudo! Stella, a tenebrosa responsável pelos Recursos Humanos, espera pelo mais pequeno deslize. Atormentada pelo trabalho, falhada nos amores, a Cobaia desespera!

A Cobaia é uma porquinha, já o dissemos, mas é também muito humana. Com depressões e tristezas, com dificuldades e falhanços, mas também com alegria e muitas amizades, a Cobaia somos todos nós. Poderá ela ser feliz? Poderemos nós ser felizes?

Um livro para ler e rir, melancólico e divertido, uma fotografia exacta da nossa vida, sem filtros nem Photoshop! Muitos foram os leitores e os críticos que o compararam à série The Office, bem como ao Diário de Bridget Jones. Para os fãs, é a leitura ideal. 

 

Opinião: Através de uma leitura fácil, com pequenos capítulos e escrito de forma original conhecemos a Cobaia, a protagonista de A Vida de Uma Porquinha-da-Índia no Escritório. Uma história engraçada, com um fio condutor a desenrolar-se entre o dia-a-dia num escritório onde os bons confraternizam com os maus num ambiente ambivalente onde os problemas surgem e os percalços aparecem através de um simples telefonema. 

Num estilo muito virado para a comédia, podendo cada capítulo fazer parte de uma qualquer série de sucesso internacional do género mencionado, a Cobaia por momentos parece um fantoche que segue a linha que lhe vão ditando. No entanto com os seus pensamentos contrários e as suas próprias desorientações, esta atrapalhada empregada de uma grande empresa vai conseguindo perceber que através dos erros cometidos é necessário mudar para se procurar mais quando todos o fazem e não se deixam ficar num momento de estagnação profissional e consequentemente pessoal. 

A Guerra e Paz na Feira do Livro de Lisboa

27
Mai17

guerra e paz feira do livro de lisboa.jpg

Prestes a começar mais uma edição da Feira do Livro de Lisboa, que decorre de 1 a 18 de Junho, no Parque Eduardo VII, como sempre, a editora Guerra e Paz, que irá marcar presença pelo pavilhão B29 com as suas publicações ao longo de todo o evento, acaba de divulgar a lista das sessões de autógrafos já confirmadas.

Sendo assim e pelo dia 3, às 17h00, darão a conhecer a coleção Os Livros Estão Loucos? Estão em Festa num evento especial junto dos leitores e visitantes da Feira. Logo no dia seguinte, Domingo, 4, será a vez de Marco Neves, pelas 15h00 e Luís Pereira de Sousa, pelas 17h00, marcarem presença na feira para autografarem as suas obras. No Sábado, 10, pelas 17h00, Elizabete Agostinho estará disponível para conversar com os seus leitores, seguindo-se Jorge Rio Cardoso no Domingo, 11, pelas 15h00. Já na Terça-feira, 13 de Junho, será Maria Helena a autografar as suas obras pelas 16h30 e na Quinta-feira, 15, pelas 15h00, estão Io Appolloni e Carlos Quintas com a biografia da atriz e pelas 17h00 será a vez de João Lapa e Alexandre Fernandes a estarem presentes no certame da Guerra e Paz.

Viajante à Luz da Lua [Antal Szerb]

25
Mai17

viajante à luz da lua.jpg

Autor: Antal Szerb

Editora: Guerra e Paz

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 272

ISBN: 978-989-702-267-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Mihály, um homem de negócios de Budapeste, vai pas­sar a lua-de-mel em Itália com a mulher, Erzsi. Os pro­blemas começam na primeira paragem, Veneza, mas é em Ravena que um antigo amigo de Mihály perturba o casal com histórias do passado.

Ao perder o comboio para Roma, Mihály foge da mu­lher e vagueia pelo país, numa viagem de autodescober­ta. Dividido entre o desejo e o dever, o que quer e o que os outros esperam de si, a boémia da adolescência e as responsabilidades de adulto, Mihály reencontra os seus fantasmas e questiona o sentido da vida.

Amor e morte cruzam-se neste romance trágico-cómico de 1937, uma obra-prima do húngaro Antal Szerb, traduzida em diversos países, e que chega final­mente a Portugal.

 

Opinião: Viajante à Luz da Lua é um Clássico da Literatura Húngara e por ai já me fez ter interesse na sua leitura. Primeiramente porque é um clássico bem comentado e depois porque não estou habituado a ler autores húngaros e com este romance consegui fazer o dois em um. Mas no final da leitura fiquei com uma sensação estranha sobre a opinião que posso dar sobre a obra. 

De leitura fácil, recurso a um bom vocabulário que não necessita de ser elaborado para agradar ao leitor e com uma história fluída, no entanto e embora tenha acompanhado toda a narrativa que me prendeu, não consegui encontrar-me do lado de Mihály. O protagonista da história é um ser complicado, de baixa auto-estima e com um género bem individualista gerado também pela sua timidez e incapacidade de compreensão dos outros, no entanto o leitor entende estas descompensações mas não consegue encontrar um ponto com que se identifique para pegar na leitura e se ir debatendo por um final feliz. Percorremos Itália com uma visão de turista a descobrir o país e ao mesmo tempo em busca da perfeição que num ser complicado é difícil de alcançar. Fiquei com a sensação de uma boa história mas com uma grande falha quanto ao assumir a personalidade de cada personagem de forma direta, tal como o pouco cuidado de descrição para com os locais percorridos.