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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Saturnália | André Fontes

Guerra e Paz

Publicado por O Informador, 09.11.19

 

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Título: Saturnália

Autor: André Fontes

Editora: Guerra & Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2019

Páginas: 192

ISBN: 978-989-702-496-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: É numa nova Lisboa que emerge uma personagem sedenta de experiências e da libertação de tudo o que lhe não permite agarrar o sonho de ser um grande escritor.

António Fausto é um jovem adulto igual a tantos outros da geração millennial, cheio de projectos e de aspirações megaló­manas. Quer ser gigante, mas atormenta-o a banalidade. Quer um caminho, mas falta-lhe encontrar-se. Na amizade, no sexo e na literatura encontra o refúgio necessário para que o peso de crescer lhe seja mais suportável.

Bem-vindos a esta Saturnália moderna, repleta de erotismo, boémia e angústias de uma nova geração num mundo igual­mente novo. Da outra margem a Lisboa, o retrato convulsivo de uma geração insatisfeita.

 

Opinião: André Fontes em Saturnália pica o ponto onde a maioria dos autores recua. Abordando de forma livre e real as vivências de um grupo de jovens adultos, neste romance imoral o sexo é a arma forte. A solo, a dois, em grupo e com público, as várias classes sociais juntam-se em quartos, casas-de-banho, e locais públicos para serem livres de preconceitos.

Saturnália revela um libertanismo exagerado, do meu ponto de vista, deste grupo de homens e mulheres que se querem, não olhando para a real consciência que as suas idades já lhes deviam dar. O sexo, as drogas com presença constante, as vidas atribuladas e feitas num constante vai-vem entre empregos temporários e instáveis. O futuro será este mesmo?

Não me revi na maioria das personagens retratadas em Saturnália, acredito numa muito exagerada imagem da sociedade dos tempos que correm, mas ao mesmo tempo pensando e percebendo que estes comportamentos existem e terão tendência a aumentar com o passar dos anos. Senti certos arrepios em determinadas descrições com que não me consegui identificar tanto pelos comportamentos descritos ao pormenor em certas situações como mesmo na visão geral de certos locais onde a ação mais intensa toma lugar. 

Descrito como «o primeiro romance da geração millennial», este livro reflete uma faixa social que não está preparada para lidar com emoções e encargos, resulto de uma educação recheada de proteção e facilitismo, que acaba por dar ao futuro adulto uma falta de preparação para seguir o correto. Os valores são desviados, as relações são atropeladas e a futilidade de cada ligação surge.

Coincidências com a Literatura

Publicado por O Informador, 03.11.19

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31 de Outubro, noite de Halloween, um livro na mão onde prosseguia a leitura. O Rancor, de Lesley Kara, editado em Portugal pela editora Topseller, fazia-me companhia antes de adormecer. Página após página e novos capítulos a surgirem. E não é que no meio da leitura surge na história a preparação para a noite de todas as bruxas? Será que existem coincidências? Até pode ser!

Mas o mais inesperado é que a 01 de Novembro, a ler os primeiros momentos de Saturnália, de André Fontes, lançado pela Guerra e Paz, a noite de Halloween é novamente mencionada. Que raio de sinal será este, logo comigo que não sou fã de festejos onde os disfarces têm um grande destaque?!

A biblioteca sem Guerra e Paz

Publicado por O Informador, 09.09.19

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Aos 32 anos de idade e já com centenas de livros lidos, confesso que ainda não enfrentei a tão aclamada obra de Lev Tolstói, Guerra e Paz. No entanto e sabendo o peso que este texto tem na literatura mundial, fiquei espantando quando percebi que numa biblioteca nacional do nosso Alentejo não existe um exemplar de cada volume desta obra. Como pode isto acontecer, estando para mais o Guerra e Paz inserido no Plano Nacional de Leitura? Esta é daquelas situações que não se compreende por num espaço de interesse público, onde a literatura está disponível a todos, faltar uma obra com história e que é aconselhada. 

Deixo aqui um apelo para que todos os diretores de bibliotecas nacionais e mesmo os funcionários façam uma visita com sentido às suas estantes para perceberem que obras fazem falta a favor do que é importante, deixando talvez várias novidades que não ficarão na memória para trás. O importante está a falhar e é necessário não ficar sentado e perceber o que é procurado e o que faz realmente falta nas estantes nacionais de interesse público. 

Recordo que Guerra e Paz tem como pano de fundo um cenário de guerra, aquando da invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, retratando episódios históricos onde a ficção toma lugar, Entre grandes personagens que procuram um sentido para a vida, entre o amor, o ódio e a luta, esta é uma história que leva o leitor a refletir sobre a vida e o quão frágil é a existência de cada um. 

A Deslumbrada Vida de João Novilho | Jorge Tinoco

Publicado por O Informador, 22.08.19

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Título: A Deslumbrada Vida de João Novilho

Autor: Jorge Tinoco

Editora: Guerra e Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 232

ISBN: 978-989-702-457-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Impiedoso e inquietante, este romance espelha, sem meias-tintas, um quadro sociopolítico da vida portuguesa contemporânea na sua mais degradante expressão. Nele se entretecem e entrechocam as mais primárias e inescrupulosas ambições de domínio e de poder, corporizadas de forma superlativa no autarca João Novilho.

A sua meteórica ascensão política é conseguida à custa de tudo quanto pode transformar o exercício autárquico digno e credível na mais venal, corrupta e execrável perversão dos ideais democráticos de um município, Rio Novo de Mil Nomes. O envilecimento do carácter, a manipulação das consciências e a degradação das instituições conduzem-no a um beco sem saída.

Entre amores e desamores, este é também um romance recheado de deliciosos retábulos poéticos e de parágrafos palpitantes de exuberante erotismo, onde a sexualidade se manifesta desabridamente, tanto de forma descoberta como revestida de fantasia ou até de chantagem despudorada.

 

Opinião: Numa história que atravessa os meandros políticos surge assim, pelas mãos de Jorge Tinoco, A Deslumbrada Vida de João Novilho, onde o desencantamento com a vida política do próprio autor, que foi autarca de Amares, distrito de Braga, deu o mote para esta narrativa de ficção com traços reais do que se pode encontrar num país recheado de problemas de poder.

D. Dinis, um Destino Português | José Jorge Letria

Publicado por O Informador, 12.10.18

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Título: D. Dinis, um Destino Português

Autor: José Jorge Letria

Editora: Guerra e Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2018

Páginas: 184

ISBN: 978-989-702-422-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Uma biografia de um rei exemplar e um dos mais influenciadores da história de Portugal

Poeta de génio e político brilhante, lançou as fundações de muito do que se tornaria Portugal. Desde a Marinha portuguesa, que daria novos mundos ao mundo, à instituição do português como língua oficial, passando pela delimitação definitiva da fronteira nacional. D. Dinis marcou a história portuguesa, num reinado de mais de quarenta anos.

Além da poesia, tornaram-se famosas as suas escapadelas amorosas, bem como as difíceis relações com a rainha Santa Isabel ou a sua grande paixão pela caça. Foi também lavrador e plantou o Pinhal de Leiria. Teve inimigos, muitos, como o irmão e o próprio filho, contra quem combateu em sangrentas guerras civis.

 

Opinião: D. Dinis deixou marca como o Lavrador, dando ordens para plantar o Pinhal de Leiria, mas deixou obra bem maior que essa. De marido promíscuo, a pai ausente, poeta de múltiplos amores e rei com força, D. Dinis destacou a língua portuguesa em detrimento do latim, criou poemas de amor e mal-dizer, fundou a primeira universidade portuguesa e enfrentou a própria família a bem da nação. Um homem, um rei, um pai, um poeta, é e foi assim D. Dinis.

D. Dinis, um Destino Português, da autoria de José Jorge Letria, não se assume como uma biografia e muito menos um romance com retratos reais. Esta obra recorre à ficção para relatar factos, mostrando partes simbólicas da vida deste rei que muitos enfrentou. Através do recurso a poemas originais e transcritos para o português atual, o autor conduz uma história real de pontos fortes da vida do reino, onde decisões e trambolhões são exemplos da história de vida que já muitas vezes tem sido contada. 

Feira do Livro de Lisboa | Guerra & Paz

Publicado por O Informador, 24.05.18

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A editora Guerra & Paz estará presente, como habitualmente, na Feira do Livro de Lisboa, que se realiza de 25 de Maio a 13 de Junho, e este ano o espaço da editora contará com vários dos seus autores de destaque, que estarão em sessão de autográfos e em contacto com os leitores que visitarem o certame. 

Luís Gaivão será o primeiro a marcar presença no espaço da editora, onde dia 26, Sábado, pelas 17h00, estará disponível para autografar o seu livro História de Portugal em Disparates. Já no Domingo, 27, a partir das 15h00 serão Manuel S. Fonseca, Sedrick de Carvalho, Leonor Figueiredo e João Céu Silva a falarem e autografarem o livro Angola, Presente e Futuro. No segundo fim-de-semana estarão Luís Pedro Cabral com o livro A Cidade dos Aflitos no Sábado, pelas 15h00 e no mesmo horário de Domingo estarão no espaço Manuel S. Fonseca, Ana Almeida, Elizabete Agostinho, Raquel Palermo e João Miguel Matos com as coleções juvenis Os Livros Estão Loucos e Caderno de Memórias de Dificil Acesso. No mesmo dia, Domingo, 3, Jorge Rio Cardoso, espera pelos seus leitores com os livros Este Ano Vais Ser o Melhor Aluno «Bora Lá?» e O Professor do Futuro. Para terminar, a 9 de Junho, Sábado, será António Manuel Ribeiro com És Meu, Disse Ela a autografar os exemplares que os visitantes da Feira lhe pedirem, estando o autor disponível para falar com os seus leitores. 

 

A Vida de Uma Porquinha-da-Índia no Escritório | Paulien Cornelisse

Publicado por O Informador, 19.03.18

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Autor: Paulien Cornelisse

Editora: Guerra e Paz Editores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2018

Páginas: 216

ISBN: 978-989-702-352-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Esta é a vida da Cobaia. E quem é a Cobaia? É uma porquinha-da-índia, especialista em comunicação. Hipocondríaca, também. Afunda-se na rotina, trabalhando sem paixão. Todos os seus colegas são humanos, dá-se bem com eles, mas sente-se sozinha, acompanhada pela sempre leal máquina de café.

Vê a vida a passar, mera observadora. O seu antigo namorado vai casar-se e convida-a para o casamento. O novo chefe é o rufia de serviço: produtividade e inovação acima de tudo! Stella, a tenebrosa responsável pelos Recursos Humanos, espera pelo mais pequeno deslize. Atormentada pelo trabalho, falhada nos amores, a Cobaia desespera!

A Cobaia é uma porquinha, já o dissemos, mas é também muito humana. Com depressões e tristezas, com dificuldades e falhanços, mas também com alegria e muitas amizades, a Cobaia somos todos nós. Poderá ela ser feliz? Poderemos nós ser felizes?

Um livro para ler e rir, melancólico e divertido, uma fotografia exacta da nossa vida, sem filtros nem Photoshop! Muitos foram os leitores e os críticos que o compararam à série The Office, bem como ao Diário de Bridget Jones. Para os fãs, é a leitura ideal. 

 

Opinião: Através de uma leitura fácil, com pequenos capítulos e escrito de forma original conhecemos a Cobaia, a protagonista de A Vida de Uma Porquinha-da-Índia no Escritório. Uma história engraçada, com um fio condutor a desenrolar-se entre o dia-a-dia num escritório onde os bons confraternizam com os maus num ambiente ambivalente onde os problemas surgem e os percalços aparecem através de um simples telefonema. 

Num estilo muito virado para a comédia, podendo cada capítulo fazer parte de uma qualquer série de sucesso internacional do género mencionado, a Cobaia por momentos parece um fantoche que segue a linha que lhe vão ditando. No entanto com os seus pensamentos contrários e as suas próprias desorientações, esta atrapalhada empregada de uma grande empresa vai conseguindo perceber que através dos erros cometidos é necessário mudar para se procurar mais quando todos o fazem e não se deixam ficar num momento de estagnação profissional e consequentemente pessoal.