Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

21
Mar20

E os salários?

covid 19.jpg

 

Existem pontos do decreto sobre a quarentena quase obrigatória que não estou a entender e que parece que metade da sociedade ainda nem se preocupou. As medidas de prevenção foram lançadas, os pedidos para se ficar em casa reforçados, estabelecimentos foram encerrados para só ficarem os necessários para o abastecimento alimentar, farmácias e serviços. E a questão que se impõe recai sobre os ordenados de quem foi enviado para casa sem perceber em que condições é que isso acontece.

O Governo mandou os patrões enviarem os funcionários para casa mas não explicou como é que os mesmos vão pagar os ordenados aos colaboradores. Todos sabemos que existe uma grande parte das empresas nacionais que vivem com a prestação de serviços diários onde o dinheiro roda de forma rápida. Serviço feito, serviço pago, dinheiro para poder pagar gastos e ordenados. As coisas funcionam em muitos casos assim. Então agora com o país parado, como é que essas empresas conseguem ter fundos para que os ordenados não faltem?

Quem fica responsável pelo financiamento rápido das empresas que vão passar dificuldades? De onde vem o dinheiro? Vamos todos para casa em que condições? Férias? Ordenados a serem pagos de forma normal sem surgir lucro? Em que ficamos num momento em que além da saúde, também nos sentimos frágeis em termos económicos sem saber que garantais o país nos fornece para acreditarmos que estar em casa além de nos proteger do coronavírus também nos fornece garantias que daqui a umas semanas o poder de compra de bens essenciais para sobrevivência não falta?

15
Mar20

Incómodo social

covid19.jpg

 

O Covid19 estava ainda na China e pensava que tudo estava longe e que em pouco tempo iriam arranjar um cura para o vírus. As fronteiras foram ultrapassadas e a Europa começou a ter os primeiros casos e Portugal continuava a ver a situação de fora. Poucos dias depois começamos a ser atingidos com os primeiros casos e comecei a sentir um certo receio. Agora, com centenas de casos positivos no território nacional e sem qualquer perspetiva de acalmar, bem pelo contrário, estou com bastante receio, sentido mesmo incómodo, por ter de andar na rua, mesmo que seja de casa para o trabalho e vice-versa. 

Trabalho de forma diária com o público, embora com horários reduzidos e com ordens para mantermos a distância possível e com os cuidados reforçados de higiene connosco e com os locais onde clientes e funcionários tocam. Tudo bem, mas neste momento não sinto segurança em ter de sair de casa diariamente para ir trabalhar num local onde poucos clientes nos visitam, o que até é bom nesta situação, mas onde basta uma só pessoa com o vírus para que o mesmo nos possa atacar. As empresas privadas, principalmente os grandes centros comerciais, local onde trabalho, têm de pensar que se vários locais públicos fecharam por precaução, também estas empresas têm de tomar decisões, falando com empresas que prestam serviços e precavendo a saúde de todos nós. 

Neste momento estar em certas lojas não adianta de nada uma vez que não prestamos serviços básicos. Supermercados, mercearias e farmácias sim, agora lojas de sapatos e roupa, perfumarias, stands de automóveis, lavandarias, livrarias... Nada disto tem de permanecer de portas abertas num momento tão complexo como o que estamos a passar neste momento em Portugal e em todo o Mundo. Os grandes empresários que decidam para o bem de todos e reforcem ou ultrapassem as ordens governamentais e façam mesmo com que o país pare, não deixando que tudo continue a meio gás porque não será assim que as coisas tendem a melhorar. 

13
Nov19

A proibição das touradas

tourada.jpg

 

Os anos passam e a questão da proibição das touradas continua a ser adiada por existirem várias faixas da sociedade, inclusivamente políticas, que são a favor da tortura em praça pública de animais. Não sou de todo defensor desta teoria de tradição que se deve manter num momento em que se defende cada vez mais o bem-estar animal, com leis que vão de encontro à sua proteção.

As últimas informações dão conta de que o atual Governo tem no seu Programa a intenção de aumentar a idade mínima para assistir a touradas. Indo de encontro às medidas defendidas pelo PAN, o executivo de António Costa quer aumentar assim a idade mínima dos 12 para os 16 anos e quando o Programa de Governo foi anunciado logo começou o debate público sobre a questão.

Sim, já que ainda estamos com anos de atraso em relação à proibição das touradas, que tantos políticos apoiam de pé pelas bancadas onde por vezes conseguem ganhar votos dos aficionados, pelo menos que se tentem educar gerações, mostrando que massacrar animais como forma de arte não está dentro dos comportamentos corretos a tomar. Uma luta inglória entre animal e humano, onde o touro é espetado para mais tarde ser abatido após ser usado como um simples objeto que é criado para sofrer por intenção dos humanos nas suas últimas horas de vida. Que tal colocarem defensores de touradas numa praça ao lado de leões para perceberem se conseguem ficar no mesmo patamar do animal que enfrentam?

Quando um animal ataca um humano de forma violenta o que lhe acontece? É de imediato abatido porque se torna perigoso. Até agora quantos toureiros e seus camaradas das arenas foram presos por matarem animais por terem a desculpa de estarem a proporcionar ao público um espetáculo com tradição?

20
Jun19

E chega finalmente o «DUA na Carteira»

certificado de matrícula.jpg

 

Uns bons anos após o arranque do Simplex, eis que chega o DUA na Carteira, que é como quem diz, o Documento Único Automóvel em modo Cartão de Cidadão, passando assim a ser mais fácil guardar o novo documento com a informação do veículo. 

A novidade foi revelada pelo Ministério da Justiça e o novo cartão automóvel avançará já a partir do próximo dia 01 de Agosto para as novas matrículas. Todos os outros veículos terão de aguardar pelo próximo ano para poderem renovar o seu livrete e passar assim a ser possível guardar o novo cartão de forma mais fácil. Com isto, começara a ser também mais fácil o acesso a todo o conteúdo informativo da viatura, como marca, modelo, matrícula e outras características, simplificando qualquer pesquisa também sobre o nome e morada do seu proprietário. O DUA na Carteira agregará assim as informações do livrete e do registo de propriedade do veículo num só cartão. 

Um avanço que parece já surgir tarde através do sistema Simplex que foi amplamente divulgado há uns anos e que tem tardado a mostrar o seu total desempenho em várias frentes. Primeiro os cartões pessoais que já podiam conter outros dados, agora os cartões dos veículos...

A questão que coloco vai de encontro a tanta papelada que nos continua a ser entregue e exigida em tantos locais de serviço público para tratar de burocracias sem fim. Será que todos esses processos já não poderiam estar também simplificados para não ser necessário entregar tudo e mais alguma coisa quando supostamente está já muito informatizado? Os primeiros anos do sistema já passaram e já é mais que tempo de tudo estar a funcionar a todo o gás e sem todos os atrasos que por vezes os processos em papel exigem. 

22
Abr19

Recebi o IRS

dinheiro irs.jpg

Tenho um comunicado a fazer a toda a sociedade nacional. Sim, hoje tenho algo de bom para vos comunicar! Recebi o meu IRS e tenho que vos dizer que a transferência entre os cofres do Governo e a minha conta foi acima dos valores dos anos anteriores. Uma boa notícia de Abril, numa semana de chuva, em que a Páscoa espreita e o meu estômago, com a ajuda de gripes e alergias, não anda nada bom!