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O Informador

23
Out19

Joker, o incómodo cinematográfico

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Finalmente fui ver Joker, o filme de que todos falam à semanas e se dividisse a película em duas partes diria que do frio a ponto de quase a adormecer passou para o quente para ficar agarrado e desconfortável pelo incómodo sentido em várias cenas por não esperar um impacto tão grande na demonstração dos factos que de ficção pouco mostram. 

Olhei para grande parte de Joker como aquele filme que abana consciências, levando a pensar em cada pormenor e na capacidade que uma só pessoa tem na influência de uma sociedade. No filme de Todd Phillips o espetador é convidado a ficar sentado e sem pensar realmente no que está a assistir, deixando isso para depois porque o momento de exibição é de pura concentração esperando que o que está para acontecer numa ação em crescendo não seja pior ainda. 

Joker não é uma piada, a personagem central interpretada por Joaquin Phoenix sorri para que os outros sintam a sua dor através dos lábios alargados e ensanguentados. Afinal a intenção é mesmo a de causar dor com os sorrisos para culpar toda a sociedade que o desgastou levando à desistência de sonhos a favor da realização de outros. O bullying tem sido um dos temas em debate pelos últimos anos e em Joker esta realidade acaba por ter grande destaque quando se percebe que o atual presente se deve a todo um passado marcado pelo peso de uma vida de sofrimento e inferioridade. 

Olhando para uma história em que facilmente encontramos o vilão, o que fica após perceber todo o enredo? Afinal Arthur Fleck é assim tão mau que não nos consigamos rever em determinados dos seus comportamentos? Não existe vontade de por vezes atirar tudo para trás, seguir os impulsos e não pensar que o mal é ofensivo? Senti em vários momentos dor pelo que foi feito mas ao mesmo tempo capacidade para desculpar atos violentos por todas as justificações. Quem faz mal deve ou não sofrer da mesma moeda? Os maus devem ser desculpados ou levar a sua emenda? Como uma mente transtornada pelas mais diversas situações consegue apaziguar a sua paz anterior quando todos o enfrentam e ajudam a acalcar ainda mais? Dor, raiva, frustração e transtorno que acabam por levar a um desespero pessoal único dentro de determinados contextos incontroláveis que ajudam a desculpar este Joker. Só, abatido e enfrentando uma vida de mentiras aliada à profunda depressão, o vício e a derrota existem e leva cada espetador a pensar que esta história é sensivelmente uma história real, que foi feita para tocar em pontos fortes, causando desconforto com impacto, sem representar e iludir, sem omitir e suavizar.

22
Mai15

O que ando a ver... Um Mundo Sem Fim

Há uns anos, talvez há mais de cinco, não tenho bem a noção, li os dois volumes de Os Pilares da Terra de Ken Follett. Agora o que ando a ver? A série dos livros Um Mundo Sem Fim, do mesmo autor e que decorre passado uns anos sobre a história dos Pilares! Nesta série são retratados os tempos tumultuosos entre Inglaterra e Kingsbridge, após uma surpreendente vitória da Rainha Isabel sobre o seu próprio marido. A Rainha acaba por coroar o seu filho, que se converte no Rei Eduardo III. Está assim dado o mote para esta produção que nasceu dos livros do bem sucedido autor internacional!

Adorei os livros de Os Pilares da Terra e até tenho curiosidade em ver também a série sobre os mesmos, no entanto apanhei no AXN White há uns meses Um Mundo Sem Fim e nem pensei duas vezes no momento em a começar a gravar. Assim foi, coloquei as gravações a funcionar e pelos próximos dias é dar continuidade à visualização dos oito episódios que a série tem. Isto sempre com Gotham, Elementar, Modern Family e a novíssima Wayward Pines pelo caminho e para serem vistas poucas horas depois de serem transmitidas pelos seus respectivos canais.

Em lista de espera há alguns meses e já totalmente gravadas estão também as duas primeiras temporadas de Arrow, a mini série Anna Karenina, as três temporadas de Spartacus e a única temporada da série Traição! Os próximos meses irão ser para ver o que já está à espera e as novidades que irão aparecer entretanto pelas programações atuais!

16
Nov14

As minhas séries

Novembro, um dos meses do ano em que as mais recentes temporadas das séries de sucesso internacional chegam aos nossos canais. Por aqui além de A Teoria do Big Bang, onde ando a assistir a várias maratonas desde o início da série, acompanho agora semanalmente várias produções que me têm vindo a conquistar pelos últimos tempos e que agora estão com os seus novos episódios no ar.

Pelo AXN acompanho Resurrection, que entrou agora na sua segunda temporada, deixando-me também levar por Forever, a mais recente aposta do canal. Ambas as séries têm a vida ressuscitada pelo seu enredo, passando-se em mundos diferentes mas tendo uma base comum. Ambas as séries vão para o ar nos serões de Segunda-feira, combatendo com um produto que quero ver mas que tenho que acompanhar desde o primeiro episódio da sua primeira temporada, The Walking Dead.

Às terças é tempo de continuar a assistir a Mr. Selfridge, a minha série de época de eleição que tem sido transmitida pela FOX Life, tendo agora também começado a acompanhar a mais recente aposta da FOX, Gotham. 

Já pelas sextas-feiras recomeçou a série dramática e familiar que mais me conquistou de há um ano para cá, Família de Acolhimento, sendo esta transmitida no AXN White.

Drama, romance, mistério, comédia, suspense e muitas horas a assistir à ficção internacional de qualidade que os nossos canais de cabo tão bem trazem até nós, cada vez mais em cima do dia de estreia mundial, sendo isso algo a louvar. O público pede e as direcções surpreendem!