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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

21
Jun14

Maria Henrique

O Informador

A atriz Maria Henrique já não era uma desconhecida devido aos seus trabalhos televisivos, geralmente com personagens que entram a meio das novelas para causar algum impacto ou embaraço nas histórias que já estão a decorrer. Agora e em menos de duas semanas vi a sua prestação em palco em dois espetáculos e posso dizer que fiquei mesmo conquistado com o talento da atriz que costuma ser directora de atores de algumas produções da TVI.

Primeiro fui ao Teatro Tivoli BBVA ver a peça 40 e Então? onde Maria Henrique divide o palco com as amigas Ana Brito e Cunha e Fernanda Serrano e embora tenha visto um espetáculo mais virado para o público feminino, confesso que gostei do que vi pelas boas interpretações das várias «Marias» que desfilam pelo palco através das atrizes que lhes dão vida. Maria Henrique, a atriz mais pacata socialmente das três e também a menos conhecida do público em geral consegue agarrar as suas principais cenas com a emoção necessária das suas personagens, conseguindo fazer vozes e figuras que saem do seu eixo normal. Gostei da peça e fiquei agradado com o bom trabalho em palco do trio que mostrou que o teatro está bem vivo e recomenda-se, principalmente por serem rostos de televisão, algumas vezes massacrados pelos comentários divergentes de ser ator do pequeno ecrã e das tábuas. 

Passados uns dias voltei a entrar numa sala onde Maria Henrique brilhou sozinha, sem necessidade de qualquer contracena física. Fui até ao Teatro da Malaposta ver o monólogo O Farrusco, o Telefone e Eu, onde encontrei a sentimentalista Ângela. Uma mulher na casa dos 40 e poucos que recomeça a sua vida após o seu marido, o Tó, a ter trocado por uma jovem. Ângela fala ao longo de hora e meia da sua nova forma de estar, das esperanças e buscas no futuro, estando e falando, com o cão que a sua filha lhe deixou para cuidar, do divórcio, dos óculos devido à idade, das imaginárias doenças, dos doutores, da mãe, das amigas e até de uma ida à sex shop. Numa comédia da autoria de Geraldine Aron, Maria Henrique mostrou-me com este trabalho que é mesmo uma das melhores atrizes nacionais, não necessitando de grandes aparatos para ser a boa profissional que mostra ser em palco.

Obrigado Maria pelos dois bons espetáculos!

17
Jun14

O Farrusco, o Telefone e Eu

O Informador

O farrusco o telefone e euMaria Henrique é a estrela do palco no Teatro da Malaposta, no espetáculo O Farrusco, o Telefone e Eu! Eu, que adorei ver a atriz com as suas várias personagens em 40 e Então?, em cena no Teatro Tivoli BBVA, estou tentado a voltar a ver Maria Henrique a representar.

Com uma comédia da autoria de Geraldine Aron, em palco podemos encontrar Ângela, uma mulher na casa dos 40 e poucos, que procura uma nova forma de vida, em busca da felicidade. Tudo isto acontece quando Ângela percebe que foi traída pelo seu marido com uma rapariga mais nova, começando nesse momento o acordar para o renascimento de um mundo que tem muito para dar a quem se vê sem o seu pilar conjugal.

O cão da filha, os papéis do divórcio para serem assinados, os óculos que têm de ser usados, as várias doenças imaginárias e umas idas à sex shop...

Um monólogo protagonizado por Maria Henrique às terças e quarta-feiras, pelas 21h30, no Teatro da Malaposta até ao final de Junho. Será que conseguirei marcar presença numa das suas últimas sessões? Veremos!

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