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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

24
Set18

A Pior Comédia do Mundo | Força de Produção

O Informador

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E se de repente a porta dos bastidores se abrisse e o espetador tivesse acesso ao que por lá se passa?

Um olhaalucinante sobre o teatro e as loucuras e devaneios dos que o fazem, cujas tendências para crises descontroladas de ego, falhas de memória e alguma promiscuidade transformam cada atuação numa verdadeira aventura de alto risco. A Pior Comédia do Mundo não é só uma peça, mas, simultaneamente, um espetáculo de comédia e o drama de bastidores que se desenvolve durante a sua preparação. Através de três momentos chave - o ensaio geral, a noite de estreia e um espetáculo no fim de uma atribuladdigressão - acompanhamos a crescente tensão entre os membros de um elenco à beira de um colapso nervoso coletivo.

A Pior Comédia do Mundo poderia ter como nome Tudo Nu, porque de facto é assim que o que está por detrás do espetáculo é apresentado ao público. O nome deste trabalho da autoria de Michael Frayn é um bom predicado sobre o que acontece por detrás do que está a ser representado em palco perante uma plateia que quer ser entretida. Nesta aposta da Força de Produção acompanhamos um grupo de teatro que entre ensaios e estreias mostra que atrás do bom ambiente perante as luzes do palco, o convívio não é assim tão convidativo e de cumplicidade. Em A Pior Comédia do Mundo está Tudo Nu porque os disfarces perante os aplausos são colocados em destaque, numa comédia tão divertida que leva à gargalhada geral da sala do início ao último minuto. 

Com encenação de Fernando Gomes, um especialista na matéria que me tem dado boas surpresas pelos últimos anos com o seu trabalho, e com Ana Cloe, Cristovão Campos, Elsa Galvão, Fernando Gomes, Inês Aires Pereira, Jorge Mourato, José Pedro Gomes, Paula Só e Samuel Alves no elenco, A Pior Comédia do Mundo é dos melhores trabalhos dentro da área que vi pelos últimos tempos. 

Num texto nada fácil onde a mesma cena é representada praticamente três vezes e sempre de forma diferente com percalços pelo caminho e posições distintas com uma movimentação incrível de palco, esta produção é o verdadeiro sinónimo de bom entretenimento. Conhecemos as personagens de forma calma e quando tudo parece estar controlado por um encenador que quer perfeição quando o próprio tem erros de percurso pelo caminho, a preparação de Tudo Nu, antes mesmo da estreia, começa a correr mal. Em poucos minutos as falhas começam a surgir e com o tempo só têm tendência a serem adensadas com o convívio entre personalidades distintas que entre o ciúme, a inveja e os problemas pessoais conseguem fazer da preparação de Tudo Nu a melhor comédia em palco. 

Uma autêntica caixa recheada de cromos nada repetidos, com um cenário simples mas completo onde os dramas de bastidores são refletidos antes, no decorrer e após cada sessão de representação. Os atores que estão encarregues dos ensaios e da apresentação de Tudo Nu esquecem falas, trocam adereços, levam os seus conflitos para o palco e a peça continua a ser representada com bastantes imprevistos enquanto o entra e sai com bater de portas continua perante uma azafama de complicações que tomam conta do espetáculo que segue desgovernado, como sempre esteve, logo a partir do que seria suposto ser o ensaio geral. 

04
Abr18

Ñaque | Força de Produção

O Informador

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Força de Produção convidou os veteranos atores José Pedro Gomes e José Raposo para, numa experiência que ambos já haviam mostrado vontade há algum tempo, se encontrarem em palco. Em cena no Teatro Villaret, Ñaque, mostra a vivência de uma companhia teatral itinerante do século XVII que com dois atores vai percorrendo o país, refletindo sobre o dia-a-dia dos homens que dão vida a várias personagens e que vão acabando por revelar ao longo da interpretação o seu percurso de vida profissional que se acaba por confundir com o campo pessoal.

Da autoria de José Sanchis Sinisterra e estreado em 1980, Ñaque chegou a Portugal em 2018, mostrando ser um texto intemporal. Além de mostrar dois atores que lutam pelo seu ganha pão através de uma acreditação sobre a sua função de se apresentarem perante um público que os espera no teatro, estes homens acabam por viver os altos e baixos que qualquer artista enfrenta na sua viagem de vida. Os objetivos e vontades que acabam por não conseguirem chegar a bom termo, a mudança para dar a volta a uma situação sem rumo e a crença que sempre se conseguirá fazer mais e melhor, lembrando um passado por vezes duro, de saltimbancos mas com a esperança sempre presente porque o sonho comanda a vida e o público pede sempre mais com a presença de cada artista a dar o melhor que sabe de si perante a exigência de um todo complexo.

A vida ingrata de um ator que sofre com os seus altos e baixos é retratada em Ñaque, onde dois excelentes atores contracenam como se tivessem numa amena cavaqueira pessoal e particular, num ambiente descontraído. O estatuto e profissionalismo de José Raposo e José Pedro Gomes já mostra ao público um à-vontade em palco único, fazendo mesmo com que o texto consiga ser valorizado pela forma como a naturalidade da dupla impera no espetáculo que é apresentado. 

23
Ago17

Eduardo Madeira Convida [Força de Produção]

O Informador

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Eduardo Madeira já tinha o meu Gosto, mas após assistir a uma sessão de Eduardo Madeira Convida no Teatro Villaret posso garantir que passou a ser um dos preferidos na arte de fazer rir. Sim, fazer rir é arte porque não é para todos, é para quem sabe e olhem que andam por ai muitos piadolas com a mania que têm graça, mas que se esquecem dela em algum local reservado.

Num espetáculo que todas as semanas  recebe diferentes convidados, Eduardo Madeira apresenta dentro do seu estilo uma produção que arranca gargalhadas, aplausos e assobios do início ao final de cada sessão. As piadas, a crítica, o estilo, a graça, o contéudo... Tudo isto num palco sem cenário e que acaba por ser uma mixórdia entre cadeiras, microfones e garrafas de água porque todos usam mas ninguém arruma a sala de estar para quem aparece a seguir.

Eduardo Madeira entra em palco e as suas histórias com imitações a par de temas compostos e interpretados excelentemente (mal) por si dão o mote para o que se irá passar a seguir. O desenrolar da noite vai acontecendo sempre com o artista a seguir o seu guião mas dando ouvidos ao que o público vai dizendo para colocar piadas onde o ambiente político e os famosos não escapam a uma ironia com estilo e não com piadas secas e sem maneiras. Intercalando entre os seus momentos e os convidados, Madeira sai de cena para receber os seus amigos em noites onde prevalece a união entre o stand up comedy, a música e o que cada convidado e o próprio anfitrião souberem fazer de melhor. 

Assisti à sessão em que a noite foi também abrilhantada por Luís Filipe Borges, o Boinas, para os mais distraídos, pela dupla Sousa & Abreu que não tem o estilo que aprecio mas que mesmo assim conseguiram fazer-me rir e pela voz do fadista Ricardo Ribeiro que a par do canto ainda conseguiu entrar com a sua presença em palco no espírito cómico do momento. Bons convidados numa noite de muito riso e bom fado!

23
Jun17

Vencedores de Mais Respeito Que Sou Tua Mãe [25-06-2017]

O Informador

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Joaquim Monchique enche as salas de espetáculos por onde passa e ao celebrar os seus 30 anos de carreira, o ator resolveu recuperar alguns dos seus êxitos do passado para os voltar a apresentar ao público que tem seguido o seu trabalho. Após uma temporada de sucesso no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, que termina este fim-de-semana, o espetáculo Mais Respeito Que Sou Tua Mãe não perderá o contacto com o público e logo a partir de dia 30 iniciará uma nova temporada pelo Teatro Villaret.

Como o que é bom é para ser visto até ao final e porque uma temporada agora termina para logo começar outro, tivemos três convites duplos para oferecer aos leitores do blog. A Marina Frias, a Maria Baião e a Paula Carvalho foram as vencedores dos bilhetes e irão ser contactadas para saberem como proceder para que o levantamento do seu prémio aconteça nas melhores condições!

22
Jun17

Vencedores de Dois Homens Completamente Nus [23/24-06-2017]

O Informador

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Dois Homens Completamente Nus é daqueles espetáculos que do início ao fim arrancam gargalhadas ao público graças às peripécias que se vão passando dentro de uma casa que parece esconder certos segredos privados de cada um dos intervenientes. Com Miguel Guilherme, Jorge Mourato, Sandra Faleiro e Susana Blazer em palco, o quarteto de atores dá vida a divertidas personagens que de comédia pouco gostam, mas que as suas vidas dão boas gargalhadas, lá disso não existem dúvidas. 

De Quinta a Sábado pelas 21h30 e aos Domingos pelas 16h30, no Teatro Villaret, esta produção encontra-se à meses em cena e despede-se pelo próximo fim-de-semana dos palcos, pelo menos para já. Por aqui e com o apoio da Força de Produção foi lançado passatempo junto dos leitores com a finalidade de oferecer três convites duplos para a sessão de Sexta-feira, 23, e outros três para Sábado, 24. Agora é o momento de contactar a Vanda Imperial, Cristina Mendes e o Roberto Moreno que irão assistir à sessão de Sexta-feira e o André Oliveira, a Raquel Gonçalves e a Cristina Nascimento que foram os selecionados para Sábado.

20
Jun17

Bilhetes para Mais Respeito Que Sou Tua Mãe [25-06-2017]

O Informador

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Os 30 anos de carreira de Joaquim Monchique estão a ser celebrados junto do público pelos palcos nacionais ao longo de 2017 e nada melhor do que voltar a apresentar e recuperar alguns dos seus êxitos dos últimos anos para apresentar junto dos espetadores. Neste momento e desde o dia 29 de Março que se encontra, com sessões esgotadas, no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa, a comédia Mais Respeito Que Sou Tua Mãe e não é que tenho novamente convites duplos para te oferecer para o próximo Domingo?!

Após ter visto esta nova versão do espetáculo, a Força de Produção dá-me a hipótese de presentear os leitores do blog com bilhetes para a sessão das 16h30 de Domingo, 25. Como podes ser um dos vencedores e passar umas horas em boa disposição com Joaquim Monchique e companhia? Ora vê o que se segue!

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