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O Informador

Madame C. J. Walker, Uma Vida Empreendedora

Netflix

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No ano em que se assinala os 100 anos da morte de Walker, a primeira mulher americana milionária por mérito próprio, a Netflix , inspirando-se na obra literária On her Own Ground, da autoria de A'Lelia Bundles, trineta de Walker,  lança a minissérie Madame C. J. Walker, Uma Vida Empreendedora em jeito de homenagem biográfica a uma mulher revolucionária e que lutou contra preconceitos raciais e a favor do feminismo, debatendo-se perante quem se colocou e tentou interferir nos seus sonhos pessoais e profissionais.

Nascida de uma família de escravos, sendo maltratada pelo marido, sofrendo preconceito por ser negra, mal arranjada e com problemas capilares, Walker parecia uma mulher negra condenada ao fracasso quando percebe que pode lutar pela própria vida. Reunindo uma história verídica com apontamentos desnecessários de uma suposta luta de boxe, fora de contexto na época, com a rival direta de fornecimento de produtos capilares para mulheres negras, a série parece desvirtuar um pouco por misturar a inspiração com pontos de rivalidade que parecem ter sido colocados na trama somente para a tornar mais atrativa, o que me pareceu forçado, tanto como essa batalha foi demonstrada como tudo se processou até ao final, mesmo a quilómetros de distância. Não existia tal necessidade, mas esse ponto por si só não chegava para estragar esta produção que une sonhos, família, debatendo preconceitos, batalhas pessoais, confiança e valorização, sendo mal conduzida e deixando escapar factos que poderiam transformar e mostrar uma realidade mais alargada sobre a real transformação de Madame C. J. Walker em tempos de mudança.

Mais um Emmy Award para Portugal

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A telenovela Ouro Verde, da autoria de Maria João Costa, produzida pela Plural Entertainment Portugal e transmitida pela TVI entre Janeiro e Outubro de 2017 arrecadou mais uma Emmy Award para Portugal na 46ª edição dos Emmy Internacional que se realizou em Nova Iorque.

Protagonizada por Ana Sofia Martins, Diogo Morgado e Joana de Verona, Ouro Verde disputou a categoria de Telenovela com produtos internacionais, Cesur ve Guzel e Istanbullu Gelin, ambas produções da Turquia, e Paquita La Del Barrio, do México, tendo a ficção portuguesa levado a melhor num ano em que a Globo não conseguiu colocar nenhuma das suas novelas na corrida aos Emmy Award. 

Lembro que já em 2010 a TVI conseguiu conquistar o primeiro Emmy Internacional com a novela Meu Amor, da autoria de António Barreira, e protagonizada por Alexandra Lencastre, Margarida Marinho e Rita Pereira. 

Mais do mesmo na Gala das Estrelas

manuel luís goucha fátima lopes cristina ferreir

A TVI celebrou o Natal ao lado da Missão Continente e presentou o seu público com mais uma edição da Gala das Estrelas que acaba por ser uma tradição do canal, embora em alguns anos não tenha existido. Ano após ano este é um dos eventos que reúne a família TVI num só local onde entretenimento, ficção e informação se juntam para celebrarem o término e a continuação do sucesso de audiências do canal. Este ano a Gala das Estrelas podia ter algumas mudanças, mas simplesmente podia. 

Achei que nesta edição de 2017 que o canal poderia caminhar num outro sentido para voltar a surpreender o espetador que lhe voltou a dar a preferência ao longo do serão e durante toda a exibição da festa. Poderiam ter feito uma Gala mais mexida, diferente do que tem sido habitual ao longo dos tempos, mas não. Simplesmente optaram por seguir exatamente a mesma linha com os rostos do canal que gostam de cantar a fazerem o que gostam e os que dançam a dançarem com bailarinos profissionais. Nada mesmo de diferente do que é habitual. Deviam ter arriscado bem mais, tanto no seguimento que todo o evento teve, onde os anfitriões, os melhores, mas sempre os mesmos do costume, apareciam volta não volta entre atuações e intervenções em palco dos rostos do canal que ao lado da figura da Leopoldina apelavam ao telefone pela Missão Continente. 

Notei que faltou a magia da surpresa de outros tempos, o arraso nas atuações dos anos anteriores e o desmanchar da figura, incentivando os convidados que foram a palco a sair da sua zona de conforto. Podiam mesmo ir pelo improviso do momento que talvez conseguisse surpreender de outra forma o público em casa e mesmo o da sala do Casino Estoril que poucas reações foram tendo ao longo da emissão. A par das atuações, as intervenções de apelo ao famoso 760, mas desta vez por uma causa nobre, começaram bem mal, notando-se que os atores, principalmente, não têm noção nenhuma sobre a postura para lerem um teleponto, mexendo no microfone caso seja necessário para não ficarem todos curvados a lerem descaradamente um texto tão simples de decorar, para mais para quem supostamente está mais que habituado a decorar páginas diariamente. 

José Carlos Pereira, a surpresa

Sempre tenho achado que José Carlos Pereira não é um ator de minha apanha, cumprindo, tendo o carinho do público, principalmente do feminino, desde que se estreou como protagonista em Anjo Selvagem há uns bons anos. A vida profissional como ator tem estado sempre na mó de cima, de mãos dadas com a TVI de onde não saiu até aos dias que correm e onde estará pelo menos em 2016. Esta semana o Zeca surpreendeu no palco do Teatro da Trindade através da estreia da peça Allo Allo, inspirada no sucesso televisivo de outros tempos. A razão da surpresa?

A razão desta surpresa ter acontecido recai mesmo no facto de José Carlos Pereira ter uma das personagens mais complicadas devido aos problemas físicos e de fala e do ator ter conseguido agarrar os trejeitos necessários para desempenhar este capitão Herr Flick em muito boa forma. O galã da TVI prova em palco que afinal o ator que somente tem cumprido televisivamente consegue fazer muito mais e bem se lhe derem personagens que possam ser exprimidas, retirando-o da área onde sempre o tentam encaixar, o eterno menino rico que nutre uma paixão por uma das belezas femininas da trama.

Preconceitos para com a ficção nacional

A velha história repete-se ano atrás de ano, década após década, tendo a certeza que por muito caminho que se percorra pelos próximos tempos no campo da ficção nacional o preconceito para com a mesma irá sempre existir por uma grande parte de grupos sociais que muitas vezes assistem mas recriminam e criticam quem faz e admite tal facto. 

Desde os primeiros anos em que a televisão em Portugal começou a apostar em produção própria e deixou a importação de produtos do género para trás que as vozes se começaram a levantar por tal opção não ser a melhor e por tudo parecer amador no que é feito por cá. Digamos de passagem que esses tempos primórdios já passaram e nos dias que correm os principais canais generalistas apostam nos nossos atores para elaborarem histórias bem portuguesas e onde o país é mostrado não só a nós mas cada vez mais ao mundo que compra o que é feito neste canto da Europa. 

Liliana Queiroz atriz no México! Ahahah!

Liliana Queiroz afirma-se uma atriz nacional! Eu vejo uma ex-modelo que não tem jeito para a representação, ao contrário de outras que conseguiram triunfar com algum trabalho e mérito. Agora a Liliana, aquela que esteve no Big Brother Vip e que desistiu, afirma ter sido convidada para a ficção internacional.

Se a moça por cá não dá uma para a caixa no que toca às artes representativas, será pelo México que irá revelar tal aptidão? Dúvido muito! A Liliana também ainda não revelou que estilo de personagem irá fazer, só se sabendo que o convite foi feito para integrar o elenco de uma novela, o que foi aceite. 

Vencedor de A Volta ao Mundo

Os passatempos lançados terminam e com isso o momento de revelar o nome dos vencedores surge, como é o caso do leitor que irá receber um exemplar do livro A Volta ao Mundo, da autoria de Anselmo Vasconcellos, lançado pela Chiado Editora, que sabe agora que o seu nome foi o seleccionado através do sistema automático random.org, ganhando assim este sorteio. 

Com trinta e oito participações e uma unidade literária como troféu, o número sorteado foi o 37, o que transformado pela ordem dos comentários faz com que tenha sido o Miguel Massano o vencedor de A Volta ao Mundo.

Parabéns ao vencedor que irá ser contactado para disponibilizar os seus dados com a finalidade do envio do seu prémio poder acontecer. Aos outros fica a promessa que novas oportunidades irão surgir pelos próximos tempos, ou melhor, pelas próximas horas! Fiquem atentos!

A Volta ao Mundo Vencedor

Autor: Anselmo Vasconcellos

Data de publicação: Novembro de 2014

Número de páginas: 232

ISBN: 978-989-51-2216-5

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Sinopse: “Conversamos sobre tudo que os impulsos nos trazem neste momento; mas é difícil ouvir a intimidade dela. A minha é só silêncios. Um dia será música, pressinto. Mostro a Lara a amendoeira, o tempo que fez tudo crescer desde que chegamos ali e…  como estamos agora? Nossa volta ao mundo é um jogo mágico onde nos movemos na matemática das surpresas, como faz Alice no País das Maravilhas.”

A Volta ao Mundo

The Strain

The StrainUma nova série chegou ao universo FOX Portugal. Por aqui não perdi o primeiro episódio e fica a promessa que os próximos já estão a aguardar pela gravação automática!

The Strain conta a história do Dr. Ephraim Goodwaether, o chefe da equipa do Centro de Controlo de Doenças na cidade de Nova Iorque. Com a sua equipa enfrenta a investigação de um misterioso vírus semelhante ao vampirismo onde certos factos remetem a situações passadas. Como enfrentar este mistério e salvar o futuro da humanidade?

Pessoas que são atacadas e sofrem a transformação de um vírus que não é mortal mas que é temido por quem o enfrenta, unindo-se esse universo com o mote principal de The Walking Dead e com o universo da investigação criminal num só produto, mostrando que as velhas fórmulas do sucesso televisivo não estão ultrapassadas, só têm de ser reformuladas para baralhar e voltar a dar de novo.

Confesso que este não era de todo um dos meus géneros favoritos de ficção, no entanto e tal como tem acontecido com outros produtos, os gostos no que toca a séries têm sofrido alterações e o primeiro episódio desta produção assinada pela FX para o mundo conquistou-me!

Arouca, o autor do passado

Jardins Proibidos foi outrora uma das novelas de sucesso da TVI, ajudando há anos o canal a conquistar a preferência do público com a ficção nacional. Agora José Eduardo Moniz, consultor do canal, e a atual direcção decidiram apostar numa continuação da história protagonizada por Vera Kolodzig e Pedro Granger. Se no início tudo fazia crer que o sucesso estaria do lado deste produto, após a estreia, cedo se percebeu que o autor Manuel Arouca já não tem capacidade para elaborar as histórias que os telespetadores atuais querem acompanhar!

Com um enredo fraco, um elenco que prometia e que não teve texto para seguir em frente com uma boa performance e uma produção que quis arriscar com uma imagem ligeiramente diferente do habitual, os atuais Jardins Proibidos de Manuel Arouca começaram com uma fraca história de amor, com várias personagens a fazerem pouco ou nada na trama, servindo muitas vezes de meros figurantes ao longo dos episódios. O autor já não tem capacidade para surpreender o público, criando cenas longas e sem qualquer interesse, não existindo acção que provoque alterações de episódio para episódio na novela.

O que fazer agora quando o fraco amor entre as personagens e os vilões da esquina não conseguiram agarrar quem está em casa por não terem nada de novo e só mostrarem uma forte cena de longe a longe? Pois, a direcção do canal ordenou mudanças na trama, vários atores estão de saída da novela, o suspense entra em acção com várias mortes mas o mal continua no centro de tudo... O autor que não consegue fazer uma boa novela! Bem podem tirar e colocar personagens, mexer nos temas centrais dos Jardins, mas se a escrita continua entregue a Arouca por muito que se mexa nada mudará para provocar o interesse a quem podia estar rendido a esta continuação da história de sucesso de outros tempos!

Comecei a acompanhar a novela, vou vendo uns minutos em mudança de canal e percebo que tudo continua na mesma! Embora as mudanças no centro da acção estejam a ser feitas, as coisas continuam fracas e já não há muito a fazer, a não ser atirar a novela para um horário tardio, não esticar nem um episódio do que está planeado e arrancar com a preparação das novas apostas de ficção do canal com todo o rigor para que nada falhe quando as próximas estreias acontecerem com pés e cabeça, tendo bons autores do seu lado. O elenco não conta, quando o que está no papel não interessa a ninguém!