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O Informador

20
Abr20

Madame C. J. Walker, Uma Vida Empreendedora

Netflix

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No ano em que se assinala os 100 anos da morte de Walker, a primeira mulher americana milionária por mérito próprio, a Netflix , inspirando-se na obra literária On her Own Ground, da autoria de A'Lelia Bundles, trineta de Walker,  lança a minissérie Madame C. J. Walker, Uma Vida Empreendedora em jeito de homenagem biográfica a uma mulher revolucionária e que lutou contra preconceitos raciais e a favor do feminismo, debatendo-se perante quem se colocou e tentou interferir nos seus sonhos pessoais e profissionais.

Nascida de uma família de escravos, sendo maltratada pelo marido, sofrendo preconceito por ser negra, mal arranjada e com problemas capilares, Walker parecia uma mulher negra condenada ao fracasso quando percebe que pode lutar pela própria vida. Reunindo uma história verídica com apontamentos desnecessários de uma suposta luta de boxe, fora de contexto na época, com a rival direta de fornecimento de produtos capilares para mulheres negras, a série parece desvirtuar um pouco por misturar a inspiração com pontos de rivalidade que parecem ter sido colocados na trama somente para a tornar mais atrativa, o que me pareceu forçado, tanto como essa batalha foi demonstrada como tudo se processou até ao final, mesmo a quilómetros de distância. Não existia tal necessidade, mas esse ponto por si só não chegava para estragar esta produção que une sonhos, família, debatendo preconceitos, batalhas pessoais, confiança e valorização, sendo mal conduzida e deixando escapar factos que poderiam transformar e mostrar uma realidade mais alargada sobre a real transformação de Madame C. J. Walker em tempos de mudança.

20
Nov18

Mais um Emmy Award para Portugal

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A telenovela Ouro Verde, da autoria de Maria João Costa, produzida pela Plural Entertainment Portugal e transmitida pela TVI entre Janeiro e Outubro de 2017 arrecadou mais uma Emmy Award para Portugal na 46ª edição dos Emmy Internacional que se realizou em Nova Iorque.

Protagonizada por Ana Sofia Martins, Diogo Morgado e Joana de Verona, Ouro Verde disputou a categoria de Telenovela com produtos internacionais, Cesur ve Guzel e Istanbullu Gelin, ambas produções da Turquia, e Paquita La Del Barrio, do México, tendo a ficção portuguesa levado a melhor num ano em que a Globo não conseguiu colocar nenhuma das suas novelas na corrida aos Emmy Award. 

Lembro que já em 2010 a TVI conseguiu conquistar o primeiro Emmy Internacional com a novela Meu Amor, da autoria de António Barreira, e protagonizada por Alexandra Lencastre, Margarida Marinho e Rita Pereira. 

14
Dez17

Mais do mesmo na Gala das Estrelas

manuel luís goucha fátima lopes cristina ferreir

A TVI celebrou o Natal ao lado da Missão Continente e presentou o seu público com mais uma edição da Gala das Estrelas que acaba por ser uma tradição do canal, embora em alguns anos não tenha existido. Ano após ano este é um dos eventos que reúne a família TVI num só local onde entretenimento, ficção e informação se juntam para celebrarem o término e a continuação do sucesso de audiências do canal. Este ano a Gala das Estrelas podia ter algumas mudanças, mas simplesmente podia. 

Achei que nesta edição de 2017 que o canal poderia caminhar num outro sentido para voltar a surpreender o espetador que lhe voltou a dar a preferência ao longo do serão e durante toda a exibição da festa. Poderiam ter feito uma Gala mais mexida, diferente do que tem sido habitual ao longo dos tempos, mas não. Simplesmente optaram por seguir exatamente a mesma linha com os rostos do canal que gostam de cantar a fazerem o que gostam e os que dançam a dançarem com bailarinos profissionais. Nada mesmo de diferente do que é habitual. Deviam ter arriscado bem mais, tanto no seguimento que todo o evento teve, onde os anfitriões, os melhores, mas sempre os mesmos do costume, apareciam volta não volta entre atuações e intervenções em palco dos rostos do canal que ao lado da figura da Leopoldina apelavam ao telefone pela Missão Continente. 

Notei que faltou a magia da surpresa de outros tempos, o arraso nas atuações dos anos anteriores e o desmanchar da figura, incentivando os convidados que foram a palco a sair da sua zona de conforto. Podiam mesmo ir pelo improviso do momento que talvez conseguisse surpreender de outra forma o público em casa e mesmo o da sala do Casino Estoril que poucas reações foram tendo ao longo da emissão. A par das atuações, as intervenções de apelo ao famoso 760, mas desta vez por uma causa nobre, começaram bem mal, notando-se que os atores, principalmente, não têm noção nenhuma sobre a postura para lerem um teleponto, mexendo no microfone caso seja necessário para não ficarem todos curvados a lerem descaradamente um texto tão simples de decorar, para mais para quem supostamente está mais que habituado a decorar páginas diariamente. 

13
Nov15

José Carlos Pereira, a surpresa

Sempre tenho achado que José Carlos Pereira não é um ator de minha apanha, cumprindo, tendo o carinho do público, principalmente do feminino, desde que se estreou como protagonista em Anjo Selvagem há uns bons anos. A vida profissional como ator tem estado sempre na mó de cima, de mãos dadas com a TVI de onde não saiu até aos dias que correm e onde estará pelo menos em 2016. Esta semana o Zeca surpreendeu no palco do Teatro da Trindade através da estreia da peça Allo Allo, inspirada no sucesso televisivo de outros tempos. A razão da surpresa?

A razão desta surpresa ter acontecido recai mesmo no facto de José Carlos Pereira ter uma das personagens mais complicadas devido aos problemas físicos e de fala e do ator ter conseguido agarrar os trejeitos necessários para desempenhar este capitão Herr Flick em muito boa forma. O galã da TVI prova em palco que afinal o ator que somente tem cumprido televisivamente consegue fazer muito mais e bem se lhe derem personagens que possam ser exprimidas, retirando-o da área onde sempre o tentam encaixar, o eterno menino rico que nutre uma paixão por uma das belezas femininas da trama.

30
Set15

Preconceitos para com a ficção nacional

A velha história repete-se ano atrás de ano, década após década, tendo a certeza que por muito caminho que se percorra pelos próximos tempos no campo da ficção nacional o preconceito para com a mesma irá sempre existir por uma grande parte de grupos sociais que muitas vezes assistem mas recriminam e criticam quem faz e admite tal facto. 

Desde os primeiros anos em que a televisão em Portugal começou a apostar em produção própria e deixou a importação de produtos do género para trás que as vozes se começaram a levantar por tal opção não ser a melhor e por tudo parecer amador no que é feito por cá. Digamos de passagem que esses tempos primórdios já passaram e nos dias que correm os principais canais generalistas apostam nos nossos atores para elaborarem histórias bem portuguesas e onde o país é mostrado não só a nós mas cada vez mais ao mundo que compra o que é feito neste canto da Europa.