Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

maria-duenas-billboard

Severa - O Musical | Teatro Politeama

22
Mar19

severa.jpg

O Teatro Politeama volta aos grandes musicais!

Filipe La Féria apresenta, "Severa - O Musical", sobre a mítica fundadora da Canção Nacional, a fadista que ficou na História como a primeira cantadeira de Fado narrativa imortal de amor e paixão entre o Conde de Marialva e a célebre fadista.

"Severa - O Musical" transporta-nos ao século XIX em Portugal, às esperas de touros, às tabernas da Mouraria, aos salões da aristocracia, à guerra entre liberais e absolutistas e à vida da criadora do Fado, num espetáculo glamoroso, romântico e pleno de emoção e aventura.

"Severa - O Musica" é a alegoria perfeita do labirinto de paixões e conflitos que marcou o Fado.

Com um grande elenco de artistas, protagonizado por Anabela, Filipa Cardoso, Carlos Quintas, Fernando Gomes, Yola Dinis, Filipe de Albuquerque, Bruno Xavier, Cristina Oliveira, João Frizza, Francisco Sobral, Dora, Ricardo Soler, Rosa Areia, Carina Leitão, Carla Vasconcelos, Rui Vaz, David Gomes, Paulo Miguel Ferreira, Catarina Pereira, João Albuquerque Alves e fabulosos bailarinos coreografados por Marco Mercier, com música original de Miguel Amorim, Jorge Fernando e Filipe La Féria que além do Fado, criaram melodias que englobam todos os géneros numa partitura de um grande musical, a direção vocal de Tiago Isidro. Os figurinos requintados de Mestre José Costa Reis e os cenários deslumbrantes fazem de "Severa" o regresso do Teatro Politeama aos grandes musicais.

"Severa - O Musical" é um tema português que fala da nossa História, do nosso país, num espetáculo emocionante e forte, em que o Teatro, a Música, a Dança, a cenografia e a beleza dos figurinos, contribuem decisivamente para La Féria realizar o seu mais ambicioso espetáculo de sempre - mágico e comovente, cómico e emocionante, humano e profundo - sobre a vida da verdadeira criadora do Fado Português.

Severa, a criadora do fado é agora celebrada no palco do Teatro Politeama através do mais recente musical de Filipe La Féria. Voltando aos grandes espetáculos musicais, o produtor volta a surpreender com uma história que vai para além da vida de uma mulher guerreira. Severa passa sobretudo por um retrato social de Portugal no século XIX onde a guerra, os bairrismos, o crime e a vida alheia são retratados perante uma sociedade que se confunde entre ruas de pecados, amores confundidos com interesses e vicissitudes da vida. 

Com um forte elenco com vários rostos de destaque dos últimos anos das produções de La Féria, como é o caso de Anabela, Carlos Quintas, Filipe Albuquerque e João Frizza, Severa estreou como o promissor musical que quer suplantar o sucesso de Amália. Com o retrato social estampado do início ao fim ao mesmo tempo que o fado é contado entre tabernas, cubículos e grandes festas, Severa é a mulher do povo que todos enfrenta pelo bem em que acredita. Uma verdadeira heroína de outros tempos, num espetáculo que por vezes remete para o universo de Os Miseráveis e onde um elenco excelentemente coordenado nas grandes cenas gerais em que todos estão em palco e não falham. Dos papéis principais ao mais secundário dos papéis de Severa, Filipe La Féria pensou, coordenou e apresenta agora um espetáculo que foi feito para agradar. 

A Pior Comédia do Mundo | Força de Produção

24
Set18

a pior comédia do mundo.jpg

E se de repente a porta dos bastidores se abrisse e o espetador tivesse acesso ao que por lá se passa?

Um olhaalucinante sobre o teatro e as loucuras e devaneios dos que o fazem, cujas tendências para crises descontroladas de ego, falhas de memória e alguma promiscuidade transformam cada atuação numa verdadeira aventura de alto risco. A Pior Comédia do Mundo não é só uma peça, mas, simultaneamente, um espetáculo de comédia e o drama de bastidores que se desenvolve durante a sua preparação. Através de três momentos chave - o ensaio geral, a noite de estreia e um espetáculo no fim de uma atribuladdigressão - acompanhamos a crescente tensão entre os membros de um elenco à beira de um colapso nervoso coletivo.

A Pior Comédia do Mundo poderia ter como nome Tudo Nu, porque de facto é assim que o que está por detrás do espetáculo é apresentado ao público. O nome deste trabalho da autoria de Michael Frayn é um bom predicado sobre o que acontece por detrás do que está a ser representado em palco perante uma plateia que quer ser entretida. Nesta aposta da Força de Produção acompanhamos um grupo de teatro que entre ensaios e estreias mostra que atrás do bom ambiente perante as luzes do palco, o convívio não é assim tão convidativo e de cumplicidade. Em A Pior Comédia do Mundo está Tudo Nu porque os disfarces perante os aplausos são colocados em destaque, numa comédia tão divertida que leva à gargalhada geral da sala do início ao último minuto. 

Com encenação de Fernando Gomes, um especialista na matéria que me tem dado boas surpresas pelos últimos anos com o seu trabalho, e com Ana Cloe, Cristovão Campos, Elsa Galvão, Fernando Gomes, Inês Aires Pereira, Jorge Mourato, José Pedro Gomes, Paula Só e Samuel Alves no elenco, A Pior Comédia do Mundo é dos melhores trabalhos dentro da área que vi pelos últimos tempos. 

Num texto nada fácil onde a mesma cena é representada praticamente três vezes e sempre de forma diferente com percalços pelo caminho e posições distintas com uma movimentação incrível de palco, esta produção é o verdadeiro sinónimo de bom entretenimento. Conhecemos as personagens de forma calma e quando tudo parece estar controlado por um encenador que quer perfeição quando o próprio tem erros de percurso pelo caminho, a preparação de Tudo Nu, antes mesmo da estreia, começa a correr mal. Em poucos minutos as falhas começam a surgir e com o tempo só têm tendência a serem adensadas com o convívio entre personalidades distintas que entre o ciúme, a inveja e os problemas pessoais conseguem fazer da preparação de Tudo Nu a melhor comédia em palco. 

Uma autêntica caixa recheada de cromos nada repetidos, com um cenário simples mas completo onde os dramas de bastidores são refletidos antes, no decorrer e após cada sessão de representação. Os atores que estão encarregues dos ensaios e da apresentação de Tudo Nu esquecem falas, trocam adereços, levam os seus conflitos para o palco e a peça continua a ser representada com bastantes imprevistos enquanto o entra e sai com bater de portas continua perante uma azafama de complicações que tomam conta do espetáculo que segue desgovernado, como sempre esteve, logo a partir do que seria suposto ser o ensaio geral. 

Suite 647 | UAU

13
Abr18

suite 647.jpg

Suite 647, Uma Viagem no Tempo Num Quarto de Hotel

Suite 647, peça encenada por Fernando Gomes, sobe ao palco do Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, a 11 de abril. O guião, escrito originalmente em 1994 pelo escritor e dramaturgo inglês Alan Ayckbourn, foi traduzido e adaptado por Fernando Villas-Boas. Em cena, os atores Gabriela Barros, Jorge Corrula, Manuela Couto, Ruben Madureira, Sérgio Praia e Sissi Martins cruzam-se, entre portas, em três épocas distintas. Se a premonição nos permite mexer no destino e mudar a sina, sim. Pelo menos é isso que esta trama, tão atual quanto assertiva e intricadamente inteligente, nos revela. Suite 647 é uma história que se passa num quarto de hotel em 2038, mas também em 2018 e em 1998. De visita a um cliente num hotel, Poupée teme pela própria vida e foge pela primeira porta que se atravessa no seu caminho. Olhando ao seu redor, descobre-se no mesmo quarto de hotel... 20 anos antes. À sua frente, Renata, uma mulher que morreu há precisamente 20 anos, ou seja, nesse mesmo dia. Parece confuso? H. G. Wells diria que não e que o tempo se encarrega de reescrever a história de todas as personagens envolvidas na trama. Eis uma comédia com muito suspense, obscura, tal como no jogo de tabuleiro Cluedo: todo o elenco é, na sua essência, um agente de mudança.

Suite 647 apresenta-se ao público como uma comédia negra onde um quarto de hotel dividido em três épocas distintas forma todo um cenário onde momentos peculiares entre as várias personagens vão surgindo, numa mistura de passageiros do tempo com a ideia de tirem-me deste filme. 

Poupée, a personagem central excelentemente interpretada por Gabriel Barros, torna-se o centro de todas as atenções logo quando entra em palco, desinibida, apresentando-se como uma prostituta sem pudores. Chegada ao quarto do seu cliente, o serviço que esperava ter pela frente revela-se bem diferente, mais calmo e sem ser necessário usar os seus melhores trunfos. Só que nem tudo é assim tão fácil e sem esperar Poupée, em pleno 2038, vê-se perante uma confissão que a deixa em pânico. É que o seu cliente, Ricardo, interpretado por Sérgio Praia, matou, ou melhor, mandou o seu melhor amigo, o Julião de Rúben Madureira, matar as suas duas esposas. A fuga é o seu instinto, mas entrando num armário que se virá a descrever como um portal do tempo, acaba por entrar no mesmo quarto, mas recuando até 2018, encontrando um passado rocambolesco.

Chegada a 2018 encontra justamente a segunda mulher de Ricardo, Renata, com Manuela Couto a brilhar sem hesitações. Poupée encara esta mulher sozinha no quarto, no exato dia em que anteriormente ficou a saber que seria o da sua morte. Confuso? Ainda há mais para se saber, já que falta a primeira mulher de Ricardo, a Jéssica de Sissi Martins, saber que também tem um assassino dentro de casa e para isso acontecer é necessário alguém recuar ao mesmo local mas por outra época, chegando a 1988.

Quem vai acompanhando toda a história da Suite 647, mas sem perceber o que se está a passar, existindo somente uma vontade de fazer o bem em troca de alguma recompensa mais generosa é o segurança do hotel, Arnaldo, interpretado por Jorge Corrula.