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O Informador

04
Out20

Nem tudo é público

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Senhores passageiros desta vida, sejam homens ou mulheres, já refletiram que nem tudo nesta vida é para ser falado em público? Guardem muitas das vossas vontades de partilha para vós próprios e se as querem partilhar com alguém que vos é próximo que o façam no sossego e recanto de um espaço onde nem todos tenhamos que ouvir o que não é suposto sobre a vossa privacidade que deve ser tão pessoal quanto as vossas partes íntimas.

Deixem de reclamar e divulgar de forma pública os vossos problemas, cada desassossego que vos atormenta na vida pessoal ou profissional. Primeiro porque não queremos saber, a sociedade em geral, o que tanto vos incomoda, e depois, porque as vossas partilhas podem gerar grandes problemas, uma vez que nunca sabemos quem poderá estar a ouvir se não conhecemos e a partir daí criar uma possível frustração de mal entendidos e problemas que devem ser afastados. 

16
Fev20

A propagação pelas redes sociais

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O passa a palavra de antigamente onde nas ruelas e cafés de esquina as novidades da aldeia surgiam como cogumelos para serem partilhadas, comentadas e gerar falatório por uns dias, agora surge pelas redes sociais, fazendo ao mesmo tempo com que o tempo para se tornar assunto do momento se torne numa rápida discussão de horas. Tudo começa, é comentado e rapidamente fica no passado, mesmo as maiores polémicas do dia que surgem de forma tão rápida como desaparecem como um tema efémero na chamada aldeia global.

Hoje é tão fácil perceber o que está a acontecer, comentar com alguma rapidez sem existir o frente-a-frente e dizendo o que se quer porque no mundo online a frontalidade parece ser uma aptidão de muitos. Ser levado por opiniões alheias para rebaixar sem ter opinião própria e por vezes sem que se tente entender o que se passou. Se uns dão o seu parecer sobre determinado tema, se quem segue costuma gostar e concordar, então vão seguir a mesma ideia, não percebendo as verdadeiras razões dos acontecimentos, seguindo correntes sem verdades e sem opiniões próprias. A sociedade dos dias que correm segue comboios e quem os contrariar é visto como um opositor que de nada percebe e criticado por defender o oposto da maioria. Não podemos ter opinião própria agora sem ter de seguir a linha que a maioria acha ou segue como exata?

 

18
Nov19

Conversa cansativa

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Sabes aqueles momentos em que estás a ouvir uma pessoa que não se cala durante meia hora e só pensas em sair do local? Esta situação já aconteceu com todos nós! O pior de tudo isto é que consegues sair com a desculpa de que vais almoçar e quem aparece logo de seguida e tens praticamente a obrigação de convidar a sentar na tua mesa? Essa mesma pessoa chata que te oferece mais meia hora de conversa infindável e em modo «alto e bom som». Sim, isto aconteceu comigo há poucos dias e foi tão, mas tão, cansativo!

24
Jan16

Falar e Teimar!

Existem conversas que de tão persistentes entre as mesmas pessoas que as provocam dia após dia, acabam por conseguir cansar as partes envolvidas. Uma coisa é conversar e por muito que se sinta que um bom porto não foi atingido, deixar o assunto e seguir em diante, outra completamente diferente é começar praticamente a fazer massacre com um certo tema, persistir e insistir até à exaustação, acabando por cansar quem está à volta e tem de levar com a conversa que parece um disco riscado daqueles que não conseguem ser tirados do leitor. 

Será que um bom teimoso não consegue perceber quando já chega e que não vale a pena continuar a tocar em determinados assuntos porque a resposta é sempre a mesma? Será que o tema que surge sempre do mesmo lado é assim tão importante para não se conseguir elaborar outro tipo de conversa que não contenha determinadas palavras chave, como se certas tags tivessem encontro marcado quando a conversa entre duas pessoas acontece?

Irra que cansa ouvir a mesma coisa uma, duas, três, quatro... vezes, sabendo a resposta que advém do ouvinte e percebendo que aquilo já cansa qualquer pessoa que esteja simplesmente de lado, quanto mais o que tem de enfrentar o tema hoje, ontem, sabendo que o mesmo surgirá amanhã, depois e posteriormente. 

Existe o teimoso e depois existe o teimoso que não consegue perceber o momento em que determinadas conversas de estarem tão batidas acabam por ter o efeito oposto ao pretendido.

18
Jul15

Concentração impossível

Quando se está por algum local público, com outros seres ao redor e as conversas, mesmo não sendo dentro do mesmo grupo se começam a cruzar e a subir de tom ao ponto de não existir concentração sobre o que estamos a tentar revelar ou fazer com quem estamos torna-se numa situação complicada!

Sentado numa mesa de chá, um livro para ser lido aberto, em boa companhia e pelas mesas do lado duas conversas fluem, com um volume acima do pedido, é sinónimo de que está tudo estragado! Eu, cusco de serviço sobre vidas e pormenores do dia-a-dia, quando começo a apanhar algum dos fios condutores do que está a ser contado já não largo mais o motivo, não conseguindo depois dedicar-me na totalidade ao que antes estava a fazer ou poderia ocupar-me pelos próximos minutos. 

As conversas do lado são sempre apetitosas para serem consumidas, dando depois até algumas ideias sobre algo a fazer ou conhecer futuramente. Será que alguém se consegue concentrar nos seus apetrechos quando é apanhado por uma cusquice alheia e que nem lhe diz respeito? Se estão a falar alto é porque nem se importam que todos fiquem a saber de que falam, não é verdade? O problema depois reside é sobre quem perde tempo a ouvir o que não lhe pertence, não se conseguindo concentrar nas suas coisas!