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O Informador

Måneskin | Zitti E Buoni

Eurovision 2021

2021 não foi um ano em que tenha acompanhado os preparativos para o Eurovision, ao contrário de outros anos, no entanto consegui perceber que na reta final vários eram os países com intérpretes que se podiam destacar por existirem boas candidaturas, ao contrário do que já aconteceu num passado recente. Com Portugal a conquistar o décimo segundo lugar com os The Black Mamba a interpretarem o tema Love Is On My Side, num dos melhores resultados do nosso país no evento, foi a Itália com Måneskinn e com a música Ziite  E Buoni que alcançou o primeiro lugar na grande noite do Eurovision, após um ano sem a realização do evento acontecer. 

Salvador herói! Sobral esquecido!

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Salvador Sobral, o vencedor do Festival da Canção 2017 e que venceu o Eurovisão no mesmo ano em Kiev, na Ucrânia, com o tema Amar Pelos Dois, seguiu o seu percurso no panorama musical e entre os vários projetos onde tem marcado presença, continua a pertencer ao grupo Alma Nuestra, cuja fundação dependeu de si a quem se juntou Victor Zamora, no piano, e mais tarde André Sousa Machado, na bateria, e Nelson Cascais, no contrabaixo. Numa mistura entre o jazz e os sons cubanos e sul-americanos, os Alma Nuestra estão a lançar o seu primeiro trabalho discográfico e tive o privilégio de assistir a um dos espetáculos onde tenho a dizer que fiquei convencido com o trabalho feito e principalmente com o talento de todos, inclusive de Sobral que além de cantor e interprete, tem um bom à-vontade para o entretenimento ligado à comédia. 

No espetáculo de apresentação do trabalho realizado pelos Alma Nuestra o que não entendi foi mesmo a adesão do público, que numa sala mais pequena do que os grandes centros de espetáculos, conseguiu mesmo assim deixar várias fileiras de lugares vazios. O Salvador Sobral não foi o nosso representante que mais longe ficou na competição europeia Eurovisão? Na altura o país não parou para assistir ao grande momento em que era mais que esperada uma vitória? Dois anos e uns meses depois de todo o sucesso, o cantor promoveu o espetáculo com os restantes elementos da banda que atuou no Teatro Villaret com o apoio da Força de Produção e o público que o venerou parece ter desaparecido. 

Com a minha honesta opinião tenho a confessar que senti um pouco de desilusão por não ver uma sala esgotada num momento em que uma boa voz que todos ficaram a conhecer pelo seu sucesso rápido ter lançado um trabalho e não conseguir cativar o seu público ao longo deste tão pouco espaço de tempo. Será que todos esqueceram o quanto o tema Amar Pelos Dois andou a viajar por aí? Então o Salvador agora que já passaram mais de dois anos já não é o melhor, o que venceu e que mereceu o seu lugar de destaque?

Portugal no apoio dos bons trabalhos parece não existir. Concordo talvez que o facto dos Alma Nuestra seguirem a linha do jazz que afaste algum, muito até, público. Não sou apreciador deste estilo, confesso, mas na verdade gostei do espetáculo, via de novo e acho que as estrelas rápidas merecem sempre continuar a brilhar quando têm o talento do seu lado e o Salvador têm muito talento e mérito consigo.

Eurovision sem os Telemóveis de Conan

O sonho português do Eurovision 2019 logo terminou na Semi-Final ao percebermos que o tema Telemóveis de Conan Osíris não passou para a final da competição. Os comentários logo se fizeram sentir pelas redes sociais e se uns logo avançaram que «fomos roubados», outros afirmaram que o esperado seria este desfecho após as criticas que o cantor fez nos dias de ensaio à organização da competição.

Eu, apenas me remeto a deixar publicada, como forma de homenagear a prestação de Portugal no Eurovision 2019, a performance de Conan Osíris no palco israelita. Ficam aqui assim os minutos que representaram os Telemóveis de todos nós no palco europeu! 

 

Je suis Conan Osíris

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Conan Osíris é o grande vencedor da edição do Festival da Canção 2019. O que dizer sobre esta decisão de jurados e público? Não aprecio de todo, embora o tema entre no ouvido facilmente, mas confesso que Conan deverá ser o candidato que mais hipóteses terá de dar nas vistas na Eurovisão e de conseguir assim alcançar um lugar decente, após a grande derrota de Cláudia Pascoal no ano passado. 

Com viagem já marcada para Israel, país onde se realizará a edição deste ano da competição europeia, após a vitória de Netta Barzilai em Portugal em 2018, Conan será o nosso representante e quer se goste ou não, neste momento todos somos Conan Osíris porque rapidamente, se as rádios mais ouvidas assim o ajudarem, o tema Telemóveis irá ficar na cabeça de todos nós. 

Portugal já tem o seu candidato e agora resta esperar, apoiar e acreditar que após Salvador Sobral ter vencido que conseguiremos uma nova vitória com Conan Osíris e seu amigo contorcionista que antes de atingirem a final terão de passar por uma das semifinais que se realização a 14 e 16 de Maio e só depois, a 18 de Maio, vem o grande dia. 

Não gosto, não aplaudo, mas o que fazer neste momento quando a maioria de quem tomou a decisão gostou? Não votei e não fui contra a corrente e existe também um bom motivo para não se remar contra, é que as opções iam de mal a pior. Entre ir mal e seguir mesmo muito mal, vale mais seguir a viagem com o que acaba por ser mais espalhafatoso e diferente, assim sempre pode ser que se dê nas vistas e não se seja somente mais um.

O Jardim da Eurovision

Hoje é a grande final do Eurovisão 2018 e Portugal escolheu o tema O Jardim, composto por Isaura e interpretado por Cláudia Pascoal e pela própria Isaura para nos representar. Não posso dizer que a letra não seja boa, porque vejo-lhe conteúdo, mas o modo como está trabalhada não me convence minimamente. 

Portugal não sabe sequer esta letra, ao contrário do que aconteceu o ano passado com o Amar Pelos Dois de Salvador Sobral. Se nós não conhecemos o que é nosso, como é que os outros lhe vão dar valor?

Triste jardim que teremos este ano com a pontuação nesta final do Eurovisão em que a RTP surpreendeu pela excelente organização e demonstração que quando se quer o bom trabalho é apresentado com qualidade. Já na escolha do tema é para esquecer. 

O Jardim da Eurovisão em dança

O festival Eurovisão está a ser preparado a todo o gás e em torno do evento várias são as iniciativas que têm surgido pelo país. Agora, pela mão da Companhia de Dança Online do Millennium BCP, cujo Cifrão é um dos rostos centrais, surge When The Lights Go Out, uma dança inspirada em O Jardim, o tema composto por Isaura e interpretado por Cláudia Pascoal e pela própria Isaura que irá representar Portugal na edição deste ano do evento que será transmitido do Meo Arena para o Mundo. 

Tiago Coelho e Catarina Casqueiro são dois dos novos talentos da geração Dance que ao som da música O Jardim interpretam cada passo com a magia que a dança transmite junto de quem se deixa levar. 

Confesso que abri o vídeo por mero acaso e adorei pela simplicidade tão complexa com que o par de bailarinos sente este tema e o interpreta perante as câmaras que possibilitam este vídeo que partilho com todos vós. 

Curtas e Diretas | 132 | Rita Ferro Rodrigues e RTP

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Será mesmo verdade que após a saída da SIC, Rita Ferro Rodrigues irá para a RTP após as críticas ao lote de apresentadoras escolhido pela direção do canal para o Eurovisão? Que canal vê na apresentadora uma boa contratação quando não existem sucessos televisivos ao longo da sua carreira recente? Para mais numa RTP onde não faltam é rostos femininos para apresentarem programas. Só vejo mesmo um canal onde podia encaixar e ser a melhor... CMTV! De resto...

Curtas e Diretas | 125 | Piçarra, já era!

Há uns dias havia dito que o Piçarra antes de o ser já era, referindo-me claramente ao top das preferências do público que vota no Festival da Canção por ser neste momento um dos ídolos musicais de faixas etárias predominantes na votação neste tipo de programas. Agora volto a dizer que o Piçarra já era mesmo, visto estar no bom caminho para representar Portugal na Eurovisão e com ou sem plágio da música da IURD, acabou por desistir da competição. Piçarra era antes de o ser o preferido e acaba por dizer “já era” perante o lugar que tanto desejava por uma falha cometida perante a elaboração do tema que levou a palco.

Piçarra, antes de vencer já o era

No dia em que foram conhecidos os nomes candidatos a representarem Portugal no Eurovisão deste ano, a realizar-se no nosso país graças à vitória de Salvador Sobral o ano passado, logo percebi que pelo público um nome iria ter a preferência geral, o que não imaginei foi que também os jurados iriam estar com a mesma ideia. 

Diogo Piçarra, foi na segunda semi-final do Festival da Canção o preferido, tanto do público como dos jurados, tendo arrecadado doze pontos, a pontuação máxima, em ambas as votações. Sobre a escolha de quem está em casa a votar nunca tive dúvidas de que seria Piçarra o eleito graças à sua legião de fãs e com a unificação também dos jurados parece que a final está mais que feita.

Diogo Piçarra é o vencedor antecipado, para mim desde o primeiro dia, do Festival da Canção, edição 2018, e irá assim representar o país, tentando ser o sucessor de Salvador no lugar cimeiro da competição europeia. Aguardamos pela gala final da competição nacional, mas não existirão grandes dúvidas quando o público tem poder e o jovem cantor tem um grande número de fãs que «fazem tudo» por si, até gastar quantidades absurdas de dinheiro só para o verem feliz. 

Erro da RTP no Festival

Portugal receberá pela primeira vez o Eurovisão da Canção este ano graças à vitória de Salvador Sobral o ano passado. Todos felizes, com mil cuidados e os preparativos para o grande evento musical europeu a ser preparado ao pormenor ao longo dos últimos meses. Eis quando na primeira semi-final do Festival da Canção onde se pretende eleger o candidato português deste ano, a RTP erra e troca as votações. 

No passado Domingo os sete nomes dos primeiros semi-finalistas foram revelados para que na Segunda-feira seguinte os mesmos sofressem alterações. É que um dos supostos finalistas não constava na lista dos mais votados, tendo ficado em décimo primeiro lugar e não em sétimo como foi anunciado pelos apresentadores. Um erro vergonhoso para o canal que está a preparar o evento europeu. O erro só foi assumido após o término do direto, depois de auditoria interna, onde acabou por ser detetado que a votação final divulgada estava incorreta, tendo sido feita mal a transcrição dos pontos do televoto. Ao que parece a RTP assumiu de imediato o erro, mas será que esta falha não terá sido uma tentativa de alteração da escolha do público?

O tema Eu te Amo, interpretado por Beatriz Pessoa e composta por Mallu Magalhães, deixou assim o seu lugar na final para dar espaço a Sem Medo, que conquistou a escolha do público com a interpretação de Rui David de um tema composto por Jorge Palma. Lembro que o derrotado ficou afinal em décimo primeiro lugar e não em sétimo como foi transmitido publicamente.

Os erros acontecem, mas num momento em que a Europa espera saber quem será o representante português no Eurovisão, no ano em que somos os anfitriões, dar este erro numa gala de seleção que antevê os grandes dias? Se falhamos quando fazemos em pequeno, como conseguirão fazer em grande sem gralhas?