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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Maria Gabriela Llansol billboard

Do Verão para o Outono

27
Set19

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O Verão já se foi, os dias soalheiros também estão a desaparecer e as manhãs começam frescas, rabugentas e escuras. A boa disposição de uma pessoa não aguenta e após os meses em que acordar com o sol a brilhar ajudava a arrancar de melhor forma mais um dia, agora com o Outono e os tons acastanhados a fazerem-se sentir, tudo parece triste. Levantar da cama torna-se num momento pesado e a vontade para despachar é arrastada até mais não porque simplesmente a iniciativa de desfrutar destes toscos e instáveis dias não tem a mesma magia do brilho de há umas semanas.

Atenção, podes ser atropelado!

03
Jun19

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Visitar Paris tem muita coisa boa, mas também existem os cuidados a ter para turistas que estão habituados a uma circulação em vias públicas de forma calma e tranquila como geralmente acontece em Portugal. Antes de entrar no avião já me haviam informado sobre o caos do trânsito da capital de França, mas só vendo para crer é que se consegue ter noção da realidade.

O stress é uma constante em Paris, no trânsito então é necessário ter os olhos bem abertos com todos os radares bem ligados porque a qualquer momento podemos ser apanhados «na curva». Não circulei de carro, sempre de transportes públicos - Metro e Comboio - e a pé, mas em todos os sentidos consegui entender que os franceses vivem a mil à hora. No trânsito os carros são a prioridade para todos, as passadeiras sem semáforos são completamente ignoradas e ou te atiras e mostras que vais passar a via ou esperas eternos minutos numa tentativa que alguma alma se decida a parar para nos deixar passar. Além das não paragens nas passadeiras existem também por Paris as tradicionais bicicletas que tanto circulam na estrada como no momento seguinte seguem no passeio e quase te levam pela frente. Todos andam de bicicleta numa verdadeira demonstração de rapidez e de passagem por onde der jeito. Agora as modernas trotinetas elétricas também fazem parte da moldura de circulação da cidade e estas funcionam exatamente como as bicicletas. Ora nos passeios, ora nas estradas para passarem nas passadeiras como se fossem peões e continuarem o trajeto na via da avenida seguinte. Um verdadeiro caos ao cimo da terra que não fica sozinho.

É que abaixo do solo, as estações de metro também são um verdadeiro caos onde se não tiveres cuidado és atropelado por quem corre para apanhar a ligação seguinte. Corredores enormes, curvas que podem esconder um atleta bem apressado que leva tudo à frente porque não pode perder um segundo que chegue a circular com moderação. E sim, por mais que andasse atento, fui atropelado por atletas mais afoitos que não viam ninguém pela frente. 

E o tempo mudou...

09
Nov17

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O Verão prolongou-se bem para além das semanas desejadas e outrora tradicionais, com a água a escassear, os terrenos a ficarem secos e o país a entrar em alerta pela seca que se começou a fazer sentir. Mas agora, assim como quem não quer a coisa, o tempo finalmente parece ter mudado para as temperaturas de Outono e embora a chuva não tenha chegado dentro do que é necessário, as temperaturas já estão bem mais frescas, instáveis ainda, mas os pingos é que parecem só se fazer notar por uns ligeiros momentos que de pouco servem para colmatar a falta que a água está a fazer há meses pelo país. 

Arrefeceu assim de um dia para o outro, deixamos as mangas curtas para andar de casaco, os chás voltaram a ser recrutados em maior quantidade e por casa as mantas já começam a espreitar com o desejo de serem usadas para os dias que tardaram em chegar. A nível pessoal foi bom ter um pouco mais de bom tempo por umas semanas, meses mesmo, mas já sentia a falta do tempo fresco para vestir roupa mais quente, andar de roupão, calçar dois pares de meias, sair de casa com o casaco e tirar os lenços e cachecóis das gavetas para voltarem a ficar pendurados para que possam ser usados e recrutados pelo último minuto antes de colocar o pé na rua. O ar condicionado do carro já é ligado no máximo pelos primeiros instantes da viagem, no trabalho a temperatura ambiente não mostra a realidade do exterior e em casa o calor é bem recebido.

Proibido de conduzir em Lisboa

20
Abr15

Há uns meses saiu aquela linda lei que proibe os carros com data de matrícula anterior a 1992 de circularem ao longo das horas de maior movimento pelas estradas lisboeta. Eu, que tenho o velhinho Opel Corsa lá tenho respeitado a lei e ontem, Domingo, voltei a usar as linhas de Metro para me deslocar dentro da capital. E não é que até não se anda mal?

Deixei o carro junto à estação do Oriente, apanhei a linha Vermelha e depois a Verde e lá fui eu para a zona da Baixa/Chiado ver as montras, fazer umas (poucas) compras e beber café com o sol a brilhar por cima da moleirinha. Aproveitei o Domingo, fui sozinho porque sentia que tinha de ter aquelas horas só para mim sem qualquer preocupação e confesso que andar de Metro dentro de Lisboa até se torna numa mais valia. Não tive qualquer problema em estacionar o carro, poupei combustível com os semáforos e o seu pára arranca habitual, não fui obrigado a pagar parque e ainda consegui fazer a viagem a ler a revista que comprei pelo caminho. O que pode correr mal quando não se tem o carro há mão para quem como eu está habituado a ter sempre as quatro rodas por perto são os horários. Com carro a sensação que se tem é que se consegue sempre chegar mais rápido a qualquer local, existindo ainda a ideia de que se existir uma emergência com o carro tudo se torna rápido. De resto e tirando também a parte do horário em que de noite as estações de Metro em Portugal ainda não estão abertas, vejo e aponto que pela nossa capital começarei a andar cada vez mais de transportes públicos porque a facilidade é muito maior. 

Mais Ídolos? Enjoo!

09
Fev15

O que se passará pela mente dos diretores de programas de alguns canais nacionais quando fazem determinadas escolhas sobre os formatos que irão lançar para os próximos meses?

Na SIC têm andado a perder há anos os serões de Domingo com talent shows atrás de talent shows, que mesmo perdendo vão renovando temporadas. Agora e depois do insucesso das últimas edições de Ídolos e Factor X e também da presente temporada de Achas Que Sabes Dançar?, que tem ficado em terceiro lugar no seu horário, o futuro irá recair, segundo uma revista semanal, em mais um Ídolos, pela sexta vez!

Se o programa já mostrou nas suas últimas versões que já não cola e agarra o público, se as apostas semelhantes também não consegue fazer nada de jeito, qual a ideia de insistirem em algo que irá voltar a penar ao longo de vários meses consecutivos? Algo não está bem pelas direcções televisivas quando surgem tais informações sobre as futuras apostas que decidem fazer, mas os interesses entre estações e produtoras parecem falar mais alto através dos contratos existentes por aí.

Até agora sabe-se que João Manzarra será o apresentador masculino dos novos Ídolos, como tem acontecido pelas últimas edições, estando Cláudia Vieira de fora do projeto por ter uma nova novela para protagonizar pelos próximos meses.

Mais do mesmo, mais um projeto sem grandes audiências e tudo irá continuar como tem estado até aqui. Com uma TVI líder nos serões de Domingo, com as suas apostas também repetidas mas que conseguem conquistar, e uma RTP cada vez mais forte capaz de deixar as apostas da SIC para trás!

A casa de Marisa

30
Mar14

Marisa Cruz2Existem frases de gente famosa que deixam qualquer um com vontade de rir e a Marisa Cruz é um dos casos vip que por vezes deixa escapar palavras que se tornam alvo de comentários que podem gerar risota, como é este o caso.

Ao folhear uma revista semanal com citações deparei-me com esta «A TVI é a minha casa», proclamada numa entrevista a uma outra publicação por Marisa Cruz, o antigo rosto do Euromilhões. A questão que me apareceu desde logo foi... Mas será que se a TVI é a casa profissional da ex-mulher de João Pinto, esta só vai à sua moradia de longe a longe como se fosse uma visita ou um familiar mais próximo?

A Marisa não tem acordo contratual que a segura à estação por tempo definido, trabalhando pelos produtos que apresenta, só é chamada esporadicamente para ir liderando alguns programas onde os apresentadores vão rodando e não estão definidos, não tem sido uma aposta segura da direcção e somente serve como uma beldade que tapa buracos quando as outras apresentadoras estão ocupadas, estando assim no ar uma ou duas vezes por mês. É certo que Marisa Cruz está há anos na TVI e já é um rosto do canal, mas daí a dizer que o mesmo é a sua casa, vai uma grande diferença! Ela pode sentir-se bem onde está e com as pessoas com quem trabalha, mas não tem um vínculo que a una à estação, a não ser os anos de ligação que têm sido mantidos entre ambos.

Marisa, uma casa é onde as pessoas habitam e são vistas praticamente todos os dias, e neste caso parece-me mais que a TVI é para a apresentadora como uma moradia de férias ou onde são passados alguns fins-de-semana de longe a longe!

Uma frase pode ter mil significados e esta é uma delas, pelo menos dois teve, o de quem a proferiu e o meu!

Contratos de exclusividade

03
Mar14

Até há uns meses atrás a TVI era dona e senhora dos contratos de exclusividade sobre os atores que mais aparecem no ecrã do canal. Com a crise estes vínculos contratuais começaram a ser excluídos para só ficarem com pouco mais de uma dezena de rostos exclusivos. Agora e porque a SIC começou a chamar as caras que têm feito a ficção do canal concorrente, tudo vai voltar atrás e os famosos contratos irão voltar.

SP Televisão é a produtora responsável pelas novelas e séries nacionais da SIC e nos últimos meses alguns dos atores que tinham estado vinculados à TVI e que viram entretanto o seu acordo terminar com o canal mudaram-se, tendo mesmo alguns já assinado novos contratos com a produtora responsável pela novela Sol de Inverno. Como os agora livres têm estado a fugir, a direcção da TVI vai tomar uma posição e os famosos exclusivos vão voltar a acontecer porque existem mais que dez rostos que todos querem manter no canal, mas sem um acordo para tal acontecer, as mudanças podem aparecer e outras estação fazerem o apelo.

Um canal que é líder e que quer manter três novelas no ar ao mesmo tempo, produzindo também séries pelo meio, e ter somente uma dezena de atores fixos não é nada. Por um lado defendo a rotatividade dos rostos, mas também não convém andar assim com tanta rodagem. Se um profissional mantém o público fidelizado e se sente bem onde trabalha, para quê mudar e deixá-lo fugir? Existem nomes que têm feito história dentro do mundo da ficção da TVI e não percebo a reacção do canal quando decidiu terminar os contratos de exclusividade com certos nomes que são a marca da casa.

A SIC mesmo com uma menor produção já abriu os olhos e percebeu que tem de manter os seus principais pilares presos para que estes não dêem o salto para a concorrência. Na TVI tudo estava perfeito até a crise acontecer e os atores começarem a ver os seus acordos a não serem renovados.

Os contratos de exclusividade estão novamente a entrar na moda pelos principais canais de televisão nacional e felizmente que isso acontece porque existem coisas que não deviam ter terminado.