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O Informador

Cartas de Amor

Yellow Star Company

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O espetáculo Cartas de Amor, com texto de A. R. Gurney, vencedor do Prémio Pulitzer para melhor drama, chegou a Portugal com produção da Yellow Star Company e encenação a cargo de Paulo Sousa Costa. Ao lado de Virgílio Castelo estreia-se nas artes dos palcos teatrais a jornalista Maria Elisa Domingues e que boa estreia acontece aqui. 

Num trabalho onde duas personagens se centram numa secretária onde desfias memórias através das cartas que ao longo dos anos foram enviando um para o outro, Cartas de Amor acaba por unir quase como dois monólogos num só espetáculo, uma vez que as personagens estão no mesmo local mas acabam por ter como que uma conversa paralela a solo enquanto vão lendo as cartas enviadas e as suas respostas.

Este é um espetáculo que esteve durante anos na Broadway e agora é capaz de conquistar o público português que se deixa levar pelas longas cartas de amor que vão sendo escritas desde bem cedo por duas pessoas que se cruzam e que mesmo com os percalços e alterações da vida não deixam de perder o rumo um do outro. Encontros e desencontros, amores e derrotas, o que o tempo leva e trás na vida de cada um que mesmo distantes acabam por saber sempre como e com quem o outro está. Até que a vida consegue dar tanta volta e estas Cartas de Amor sempre cheias de sentimentos e ao mesmo tempo solidão acabam por se transformar num reencontro tão desejado e que coloca em destaque o famoso ditado de que nunca é tarde para amar. 

O Filho, no Teatro Aberto

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As fragilidades da saúde mental na adolescência são colocadas em debate através do novo espetáculo do Teatro Aberto, O Filho, de Florian Zeller.

Estreou no passado Sábado, 15 de Abril, na sala lisboeta, a peça O Filho que conta com Cleia Almeida, Paulo Oom, Paulo Pires, Pedro Rovisco, Sara Matos e Rui Pedro Silva num elenco encenado por João Lourenço e com coreografia do Cifrão.

A peça O Filho relata o confronto com que Nicolau, um adolescente de 17 anos, se debate quando os seus pais Ana e Pedro se separam e este segue para uma nova relação, com Sofia, de onde tem um outro filho. Pedro resolver recuperar o filho para a sua nova família a partir do momento em que percebe que Nicolau entra num estado depressivo, de profunda tristeza, faltando à escola e sem conseguir definir o seu caminho por não estar bem consigo próprio. Entre a dor de Nicolau e o desespero de Pedro por se sentir culpado pelas marcas físicas e psicológicas do filho existe Sofia que teme pelo bem estar do seu pequeno filho quando em convívio com o irmão, tal como de Ana que se sente impotente perante o estado de Nicolau. Este espetáculo convida assim ao debate dos problemas mentais tão presentes na nossa sociedade perante o sentido da vida de cada um de nós. 

Revista é Sempre Revista no Teatro Politeama

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A revista à portuguesa está de volta ao Teatro Politeama de Filipe La Féria em jeito de homenagem com o espetáculo Revista é Sempre Revista. Celebrando um dos principais géneros teatrais que tem ocupado a sala lisboeta, o produtor e encenador trás de volta ao Politeama a revista à portuguesa onde o humor, a crítica política e social, o canto e a dança se unem no palco onde as plumas e os brilhos desfilam ao longo de mais de duas horas de espetáculo onde personagens conhecidas do grande público de outros tempos se juntam a nomes sonantes protagonizados por um elenco de nomes conhecidos do grande público, principalmente de quem costuma assistir aos trabalhos levados a cena por Filipe La Féria. 

Anabela, FF, Paula Sá, Filipa Cardoso, Filipe de Albuquerque, João Frizza, Élia Gonzalez, Jonas Cardoso, Filipa Azevedo, Paulo Miguel Ferreira e Paula Ribas, ao lado de um grupo de dança, celebram o teatro nacional e as figuras que o têm marcado ao longo dos anos. A homenagem a Eunice Munõz e passando por momentos conhecidos de Vasco Santana, Beatriz Costa, Hermínia Silva, Raul Solnado e Laura Alves, entre tantos outros, Revista é Sempre Revista é o tributo aos grandes atores e atrizes que ao longo de gerações têm contribuído para encher as salas nacionais de espetáculo com a sua arte de representar.

A Reconquista de Olivenza no Teatro São Luiz

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A ideia original é de Ricardo Neves-Neves e Filipe Raposo e o público tem sido convidado a aplaudir A Reconquista de Olivenza no Teatro São Luiz, no Chiado, em Lisboa e se existe espetáculo fora da caixa que recomendo ser visto é este. 

Contando um período histórico de Portugal vivido em 1801, este espetáculo excelentemente criado, encenado e apresentado une factos históricos com personagens animadas célebres dos novos tempos, como é o caso dos fenómenos Dragon Ball e Mary Poppins, recorrendo também à religião, com o chamamento das Nossas Senhoras, para que a história portuguesa seja contada de uma forma tão inositada como animada e critíca. Dos momentos de «fusão», ao tarot ditado pelas cartas de Nossa Senhora, as profecias da coroa portuguesa são marcadas por peripécias onde os cavalos são transformados em trotinetes e as carroças num carro de golfo dos tempos modernos. A procura pela sétima bola de cristal acontece e é necessário chegar a Olivenza, território espanhol, para a conquistar para que a profecia do dragão aconteça quando as famosas sete bolas estiverem reunidas.

A Reconquista de Olivenza é daqueles espetáculos que só vendo para crer, já que do início ao fim, tudo é apresentado de forma tão surpreendente que acaba por ser difícil explicar o que é vivido na sala lisboeta. Ricardo Neves-Neves no seu melhor com um trabalho de excelência a ser apresentado e totalmente recomendado! 

 

Casa Portuguesa no TNDMII

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Casa Portuguesa assinala o arranque da nova temporada do Teatro Nacional Dona Maria II e também a primeira criação de Pedro Penim enquanto diretor artístico da sala lisboeta.

Neste espetáculo a história de um ex-soldado da Guerra Colonial é colocada em manchete, uma vez que o debate perante a decadência e os fantasmas do passado são colocados em causa perante a representação atual do modelo ideal de casa, da família e da própria figura do pai e do homem na sociedade que vive de transformações. Num relembrar da história unido aos mais recentes acontecimentos democráticos, Casa Portuguesa é aquele retrato do que terá sido a imagem de uma casa familiar, do que é nos dias que correm e do que poderá vir a ser, com as suas alterações, vivências distintas e que vão deixando feridas abertas pela colocação de acontecimentos que transformam vidas. Recorrendo a temas bem fortes como o racismo, sexualidade, violência e traumas, Casa Portuguesa é o olhar do passado para questionar o presente perante as desigualdades que foram vividas através de opressões e injustiças.

Nos anos 40, num bar em Moçambique, três portugueses escreviam num recanto a canção Uma Casa Portuguesa, um fado representativo de uma nação e que seguia os ideias do Estado Novo. Hoje, passadas quase cinco décadas, esse mesmo fado contínua a ser cantarolado por muitos, embora a sua letra pudesse ter algumas achegas atuais como sinal de renovação a que a própria sociedade tem sido sujeita, alterando consigo assim a ideia do simbolismo da própria casa, da família e do pai. Casa Portuguesa começa com o canto critico e distinto da dupla Fado Bicha para dar lugar a uma história entre o passado e o presente.  

Respeito pelo espetáculo

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Custa-me a perceber que existem cidadãos desta nossa sociedade que compram bilhetes para assistirem a espetáculos onde tem o dom de destabilizar quem está ao seu redor simplesmente porque não conseguem fechar a matraca ao longo do tempo em que deviam de manter o silêncio, respeitando os artistas e o restante público.

Há uns dias fui a um espetáculo teatral e tive que calhar com um vizinho da fila de trás que não se calou ao longo da sessão, sempre a tentar falar com o seu familiar ou amigo do lado que pouco lhe respondia. Falou, comentou, riu, voltava a puxar assunto... Na fila da frente olhei, abanei a cabeça, revirei os olhos, mostrando várias vezes desagrado, até que por algumas vezes uma das companheiras do grupo do dito senhor o avisou do incómodo que estava a causar a quem não o conhecia de lado algum. Cheguei mesmo a pensar se não deveria deixar a irritação que me estava a causar falar por si a dado momento e expressar-me de outra forma, dizendo-lhe que se queria conversar devia ter ficado na esplanada mais próxima, já que não conseguia respeitar os artistas e quem estava ao seu redor e queria simplesmente desfrutar do momento.

Convites duplos | Ivo Lucas ao Vivo

Tivoli BBVA Lisboa

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Ivo Lucas está de regresso aos palcos com três concertos únicos que se estão a realizar ao longo do mês de Abril no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a 02 de Abril, no Complexo Desportivo Santa Marta do Pinhal, no Seixal, a 22 de Abril, e a 29 de Abril, no Tivoli BBVA em Lisboa.

O cantor e ator tem vindo a preparar o seu regresso aos palcos com um concerto, onde entre outros, os temas Só Desta Vez e Senhora de Si, ao que se refere como «Um tema nascido em 2018, quando decidi falar sobre as minhas primeiras paixões. Ao contar esta história, no momento senti que a música só ganharia vida com a voz e interpretação da Carolina Deslandes, que tem uma forma muito própria e brilhante de contar histórias através da sua voz e escrita», revela sobre como Senhora de Si foi criado. 

Atualmente a trabalhar em televisão como um dos protagonistas da novela Amor Amor, da SIC, Ivo Lucas estreou-se e ganhou visibilidade junto do público na série Morangos com Açúcar, da TVI, não tendo parado desde então entre os palcos e os cenários da ficção nacional onde já integrou vários projetos, entre séries, novelas e filmes. 

Convites duplos | Ivo Lucas ao Vivo

Teatro Sá da Bandeira | Porto

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Ivo Lucas está de regresso aos palcos com três concertos únicos a realizar-se ao longo do mês de Abril no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a 02 de Abril, no Complexo Desportivo Santa Marta do Pinhal, no Seixal, a 22 de Abril, e a 29 de Abril, no Tivoli BBVA em Lisboa.

O cantor e ator prepara assim o seu regresso onde apresentará ao vivo , entre outros, os temas Só Desta Vez e Senhora de Si, ao que se refere como «Um tema nascido em 2018, quando decidi falar sobre as minhas primeiras paixões. Ao contar esta história, no momento senti que a música só ganharia vida com a voz e interpretação da Carolina Deslandes, que tem uma forma muito própria e brilhante de contar histórias através da sua voz e escrita», revela sobre como Senhora de Si foi criado. 

Atualmente em televisão como um dos protagonistas da novela Amor Amor, da SIC, Ivo Lucas estreou-se e ganhou visibilidade junto do público na série Morangos com Açúcar, da TVI, não tendo parado desde então entre os palcos e os cenários da ficção nacional. 

Faltou brilho ao Aniversário da TVI

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Luzes, câmara, ação... José Eduardo Moniz voltou aos comandos da TVI como diretor geral e as galas de Aniversário que se tornaram célebres no canal regressaram também a marcar presença na programação apresentada ao espetador. 29º Aniversário a 20 de Fevereiro, Gala em direto a 19, e os vestidos decotados e justos saíram finalmente dos ateliers onde andaram a ser desenhados ao longo das últimas semanas, os fatos encaixaram nos respetivos modelos, penteados e maquilhagem pensados e bem condimentados no conjunto completo para que as estrelas da ficção, entretenimento e informação brilhassem no Salão Preto e Prata para mais uma noite de festa cujo público foi convidado a assistir em direto e com direito a passadeira vermelha antes da grande noite onde não faltou a dupla de maior sucesso, Cristina e Goucha, o espaço para as danças e canto de quem surge no ecrã em outras áreas, as surpresas e anúncios, os figurinos e a boa disposição habitual a que Moniz habituou o público durante anos enquanto liderou o canal onde voltou agora a comandar o barco de forma assumida como Capitão Gancho. 

A dupla de apresentadores chegou ao Casino Estoril de auto-caravana, já equipados e a noite começou com dança onde Maria Cerqueira Gomes, Pedro Teixeira, Rita Pereira, Paulo Pires e Cláudio Ramos deram um pequeno ar de graça ao espetáculo antes do discurso de boas vindas dos apresentadores perante os anos que não foi feita a famosa gala. Ao longo da noite Manuel Luís Goucha e Cláudio Ramos cantaram com um coro de rostos femininos do canal, as atrizes cantoras de Festa é Festa também subiram a palco com três pequenos momentos musicais do tema central da novela. Sara Barradas, Rita Pereira, Joana Seixas e Fernanda Serrano dançaram ao som de Lady Gaga. Lurdes Baeta, acompanhada por Miguel Gameiro, cantou Dá-me um Abraço, como já se havia tornado tradição da jornalista quando subia aos palcos das festas do canal. Sofia Ribeiro também subiu a palco para cantar com Ana Bacalhau um dos seus temas. Um dos momentos musicais que destaco na noite foi a junção de ex-concorrentes e comentadores da atual edição do Big Brother em palco para juntos cantarem o tema de Jorge Guerreiro, finalista e possível vencedor, Vou Alugar um Quarto, com os concorrentes ainda dentro da casa a poderem ver o momento em direto. 

Kelly Bailey e David Carreira, Carlos M. Cunha e Sofia Ribeiro, André Nunes e Julie Sergeant, Joaquim Sousa Martins e Sara Sousa Pinto, José Alberto Carvalho e Sara Pinto, Cláudio Ramos, Maria Botelho Moniz e Maria Cerqueira Gomes, Fernanda Serrano e Júlio Magalhães, Mafalda Castro e Alice Alves, João Fernando Ramos e Helena Isabel, Lurdes Baeta e Andreia Vale, Pedro Teixeira e Rita Pereira,  Iva Domingues e Rúben Rua, Joaquim Horta e Matilde Breyner, Hélder Agapito e Rodrigo Paganelli, Paulo Pires e Silvia Rizzo foram as duplas e triplas de apresentadores que subiram a palco para intercalarem com os anfitriões da festa e anunciarem os momentos musicais que se seguiam. Como habitual estas duplas seguiram o guião e leram, uns dando mais nas vistas que outros, mas tornando sempre estes momentos estranhos por se perceber que tudo está a ser lido sem existir aquele impacto das palavras que devem ser ditas de forma natural e não com o engasgo de quem não decorou o que havia de ser dito.

 

Voltei aos Monólogos da Vagina

Monólogos da Vagina

Hoje é dia de partilhar contigo que ontem voltei a assistir, pela segunda vez desde que estreou em Portugal, ao espetáculo Monólogos da Vagina.

Quase dois anos e meio depois da minha primeira vez na plateia desta produção, voltei a assistir, com elenco renovado e agora no Teatro Politeama. Nada falha neste espetáculo onde as mulheres e as suas vaginas estão em destaque, sem esquecer os seus parceiros de cama e não só. O amor, o orgasmo, o preconceito, a dor, as origens, o auto conhecimento entre bons momentos de comédia e também em partilhas mais pesadas são desta vez retratados pelas vozes e interpretações de Marta Andrino, Sofia de Portugal e Teresa Guilherme, que seguem a linha dos elencos anteriores de darem um bom espetáculo ao público que agora procura a sala do Teatro Politeama para mais uma temporada desta fantástica produção da Yellow Star Company que tem enchido as salas da capital e de Norte a Sul do país, ilhas incluídas.