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O Informador

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Será um escritor menos capacitado por não levar as suas obras pelos campos descritivos com a intenção de criar e elaborar grandes envolvimentos em detrimento do escritor que acaba por sentir a necessidade de elevar o seu texto com quantidades descritivas e significados exaustivos com expressões contemporâneas para embelezar a sua escrita?

O mesmo tema pode ser entregue a dois autores distintos. O primeiro tem um estilo rebuscado, prometendo a si próprio seguir os passos de um grande nome da literatura, elaborando a sua história com significados descritivos que tendem a deixar o leitor exausto de tanto encontrar locais tão reais por todos os seus pormenores presentes sem que sobre espaço para se poder criar aquele detalhe, já que o mesmo está totalmente descrito, cansando. A necessidade deste autor é a de criar em demasia, rebobinando tudo e mais alguma coisa como forma descritiva, mostrando querer dar valor ao texto com extensões e desenlaces que pouco acrescentam para o continuar da ação. Esticar, explicando em demasia mesmo que para isso disperse o leitor da verdadeira questão do que está a ser contado nem sempre funciona da melhor maneira pela forma repetitiva como o sistema é feito.

Morreu Gabriel Garcia Márquez

O colombiano de 87 anos de idade que se tornou mundialmente conhecido através da sua escrita faleceu esta quinta-feira na sua casa do México, um dia depois do seu livro Cem Anos de Solidão me ter chegado às mãos.

Foi através de uma mensagem escrita da Vodafone que fiquei a saber da morte do Prémio Nobel da Literatura em 1982, quatros anos antes do meu nascimento. Fiquei a pensar nesta morte e da coincidência de ter andado a adiar a compra de um livro da sua autoria e quando isso aconteceu o autor ter partido para outra vida.

Pelas informações avançadas pela imprensa, além da sua avançada idade o escritor não resistiu a uma forte infecção pulmunar que o hospitalizou durante vários dias. Do autor ficam agora as suas obras, vendidas em grande número por todo o mundo e que ficarão presentes na vida dos seus seguidores e familiares.

Resta-me a leitura póstuma das suas criações que espero serem uma agradável companhia.

Leituras de Janeiro

E neste Janeiro com muito frio, vento e sol à mistura, algumas mudanças foram acontecendo e o tempo voltou a andar escasso para colocar a leitura em dia! Como tal e embora tenha sido melhor que Dezembro, onde só consegui ler um livro, desta vez voltei a ficar abaixo da minha meta psicológica, os três... E foi a dupla que se segue a fazer-me companhia ao longo destes primeiros trinta e um dias do ano!

Quando o Cuco Chama

quando o cuco chamaUma obra que prometia muito por ser da autoria de J. K. Rowling e que mostra bem como a sua criadora não acreditou no seu próprio trabalho ao ponto de o lançar sobre o pseudónimo Robert Galbraith. Uma acção com um desenrolar difícil mas com uma ideia bem conseguida, onde Rowling fez uma descrição de personagens e de locais abaixo do que habituou o seu público, tendo enrolado em demasia toda a história que se tornou maçuda e que no final terminou de forma quase abrupta, deixando muito por contar acerca dos dois protagonistas e do que os uniu. Quando o Cuco Chama é uma regressão na carreira da autora que depois do sucesso da saga Harry Potter e do surpreendente Uma Morte Súbita, criou algo que só serviu para arrecadar mais uns milhões que acabaram por marcar de forma negativa a sua boa carreira.

Nada Tenho de Meu

Nada Tenho de Meu 2

Três pessoas e uma viagem pelo Oriente serviram de mote para a criação de uma série e posteriormente deste livro que mostra como o realizador Miguel Gonçalves Mendes e os escritores João Paulo Cuenca e Tatiana Salem Levy viveram e reflectiram ao longo deste seu passeio de reencontro com o eu de cada um. Sobre o mote de participarem no 1º Festival Literário de Macau – Rota das Letras, o trio partiu à aventura por Macau, Hong Kong, Vietname, Camboja e Tailândia. Nada Tenho de Meu – Diário de uma Viagem ao Extremo Oriente mostra um mundo de misturas culturais e onde a verdade e a mentira se juntam através da percepção de cada um. «Numa época em que consideramos a imagem como verdade», estas três personagens da ficção inspiradas pela realidade quiserem ver, parar para pensar e voltar ao seu mundo. Um documentário pessoal partilhado com quem não tem nada de seu!

O livro de Fernanda Serrano

Fernanda Serrano lançou um livro sobre o que passou na fase em que teve cancro da mama e como o ultrapassou, mostrando o que lhe deu forças para lutar contra a doença e para estar hoje feliz ao lado da sua família que sempre a apoio. Os autores de seu nome, que não gostam de ver pessoas famosas intrometerem-se na literatura, depressa surgiram com as suas críticas, para mim, mais viradas para a inveja sobre o sucesso que Também Há Finais Felizes tem vindo a ter junto do público.

Pelas redes sociais de várias escritores nacionais tem sido possível verem-se várias críticas diretas, e quando não o fazem, lançam a questão sobre como o que Fernanda Serrano escreveu tem estado no top das escolhas dos leitores nacionais desde que foi publicado, para que os seus seguidores falem e defendam estes autores incompreendidos.

Fernanda é conhecida do público, falou de um caso pessoal que enfrentou e que todo o público que a vê na televisão foi acompanhando pela imprensa e tocou num assunto que incomoda sentimentalmente muitas pessoas porque nunca se sabe se um dia não se vai enfrentar situação semelhante há da atriz.

O que os ditos autores têm estado a fazer com estas críticas invejosas só mostra que como não conseguem atingir os lugares cimeiros assim tão facilmente com o seu trabalho, tudo o que lá chega vindo de fora é mau. Lembro-me que quando foi publicado com sucesso o livro O Céu Existe Mesmo também existiram tantas críticas que não percebiam como aquele livro estava na preferência dos leitores, perguntando-se indirectamente porque os seus não estavam nessas escolhas...

Fernanda Serrano escreveu, lançou o seu livro com o apoio da Oficina do Livro, a TVI, canal para o qual trabalha, tem ajudado na promoção do mesmo, e tudo tem sido feito para que esteja a ser um sucesso de vendas. Eu não comprei e não o deverei comprar porque não entra dentro das minhas preferências literárias, mas compreendo este sucesso, não percebendo é a inveja de quem escreve que tem estado com tanta comichão alérgica a estas vendas e aos tops das livrarias.