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O Informador

Voltei! Voltei!

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Após dois dias impedido de aceder ao blog por um erro no Login através da conta do Facebook, que resolveu fazer alterações sem aviso prévio, eis que posso dizer que voltei a conseguir publicar novo texto para vossas excelências se manterem atualizadas. É certo que não detetaram a minha ausência por mais de quarenta e oito horas, mas faço questão de frisar que esta paragem nas publicações acabou por ser forçada por uma alteração no sistema da rede social, regressando hoje à rotina normal enquanto blogger com o fornecimento de nova publicação perante "o meu povo" e visitantes. Posso hoje dizer, como o tema afirma, "Voltei! Voltei!".

Habemus publication!

Escrever blog

Sentar-me frente a uma secretária, bancada ou mesa e deixar que os dedos percorram o teclado com a finalidade de escrever o que pretendo é um dos pontos diários da rotina que raramente falha.

Seja de manhã, tarde ou noite, existe sempre um momento em que me deixo conduzir pelas palavras, seguindo a própria escrita, criando ideias e deixando tudo pronto para que a criação escrita seja absorvida, de que forma for, pelos leitores que por este blog passam.

O tempo da escrita à mão

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Já percebeste que o tempo da escrita à mão está cada vez mais fora de prazo? Nas últimas décadas os teclados e os ecrãs têm ganho grande destaque na escrita, sendo cada vez menos necessário a escrita de lápis ou caneta. O futuro passa, sem sobra de dúvidas, pelo virtual e fica inevitável que o processo de escrita manual seja também ele reformulado, uma vez que a forma de escrever, a letra cada vez mais desorganizada pela falta de prática, e os símbolos que estão a ganhar destaque em detrimento das palavras que já nem são escritas manualmente, sendo tudo feito através de teclados fixos ou virtuais.

Onde ficará o poder da escrita à mão daqui a umas décadas quando a mesma for deixada por completo de lado? Tudo começou com símbolos, passando para letras desenhadas e o futuro será mesmo feito de simbolismos com letras que surgem de um toque e onde os dedos começam a nem perceber como se fazem as belas curvas do S ou as montanhas que distinguem um n de um m. A tinta da caneta deixa de ser necessária, o carvão do lápis já começa a ficar ultrapassado e até as pinturas dos mais pequenos agora já são feitas num tablet sem se correr o risco de encontrar paredes pintadas a qualquer instante. 

Escritores

Escrever

Será um escritor menos capacitado por não levar as suas obras pelos campos descritivos com a intenção de criar e elaborar grandes envolvimentos em detrimento do escritor que acaba por sentir a necessidade de elevar o seu texto com quantidades descritivas e significados exaustivos com expressões contemporâneas para embelezar a sua escrita?

O mesmo tema pode ser entregue a dois autores distintos. O primeiro tem um estilo rebuscado, prometendo a si próprio seguir os passos de um grande nome da literatura, elaborando a sua história com significados descritivos que tendem a deixar o leitor exausto de tanto encontrar locais tão reais por todos os seus pormenores presentes sem que sobre espaço para se poder criar aquele detalhe, já que o mesmo está totalmente descrito, cansando. A necessidade deste autor é a de criar em demasia, rebobinando tudo e mais alguma coisa como forma descritiva, mostrando querer dar valor ao texto com extensões e desenlaces que pouco acrescentam para o continuar da ação. Esticar, explicando em demasia mesmo que para isso disperse o leitor da verdadeira questão do que está a ser contado nem sempre funciona da melhor maneira pela forma repetitiva como o sistema é feito.

Sem ideias de escrita

Escrever

Escrever de forma pensada, com calma e com tudo previamente planeado é do melhor, mas o certo é que nem sempre isso acontece, existindo dias em que as ideias não surgem e acabo por iniciar um texto sem tema mas fazendo com que a escrita saia de forma rápida, meio que desgovernada e sem um princípio, meio e fim, deixando que cada palavra defina a que se segue através do teclado. 

Naqueles dias que não existe um tema definido, como é este o caso, a ideia é deixar o texto formar o seu caminho, com o barulho da televisão como som de fundo, as notificações do telemóvel a chamarem a atenção mesmo ao lado e as ideias que não surgem para formar uma futura publicação de modo a ser comentada e partilhada por quem a irá ler. Tal como tantos outros textos deste blog, esta publicação está a ser criada sem saber como terminará, mas ao mesmo tempo não existem paragens possíveis para que não exista interrupção nesta amálgama de palavras que seguem sem rumo e sem paragens para que tudo faça sentido e não entrem ideias pelo caminho e possam alterar o rumo que a incerteza me vai dando através das palavras que são transformadas em frases. 

Escrever e Partilhar

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Gosto de escrever sem pensar se alguém me irá ler! Gosto de escrever e partilhar as ideias que deixei que passassem a escritos! Gosto de escrever sem pensar em quem está do outro lado! Gosto de escrever e não deixar tudo guardado a sete chaves! 

Gosto de escrever quando apetece, quando pego no telemóvel, tablet ou computador, tendo perdido bastante o hábito de o fazer de forma manual. Existem dias em que abro uma página em branco e não sei como a ocupar, no entanto, tal como aqui, vou desfolhando palavra após palavra, sem fugir de contextos definidos logo após a perceção do tema que parece por vezes somente surgir após o primeiro parágrafo ser feito.  

Alto que hoje não é dia!

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Acordei antes mesmo das 07h30 e o que tenho a dizer para o panorama de hoje é somente o seguinte...

Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2020, véspera de dois dias de folga, amanhã será dia para finalizar as compras de Natal e hoje as horas de trabalho são feitas das 09h00 às 18h00 com aquela interrupção pelo meio. Hoje, bela Quinta-feira, não fosse o mau tempo que já se faz sentir, a fonte de inspiração parece estar esgotada, não me deixando assim esticar com textos mais aprofundados. A razão? Simples, estou cansado e no último dia da semana de trabalho o meu cérebro quase que entra mais cedo em modo "vou começar a entrar de folga", dedicando-se a ser profissional e deixando os pensamentos de lado por existir tempo e espaço pelas 48 horas que se seguirão depois para recuperar conforto e inspiração em dias que se poderão apelidar de livres. 

Escrever, Memórias de um Ofício | Stephen King

Bertrand Editora

Escrever

 

Título: Escrever, Memórias de um Ofício

Título original: On Writing: A Memoir of the Craft

Autor: Stephen King

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2020

Páginas: 288

ISBN: 978-972-25-4001-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Em 1997, Stephen King começou a escrever sobre o seu ofício e a sua vida. A meio de 1999, um acidente muito noticiado quase lhe tirou a vida e, nos meses de recuperação, o nexo entre a escrita e a vida tornou-se mais crucial do que nunca para o escritor. O resultado é uma obra clara, útil e reveladora.

Escrever é, assim, um relato fascinante que, partindo da experiência específica do autor, proporcionará aos leitores uma nova perspetiva sobre a formação de um escritor, com conselhos práticos e inspiradores sobre todas as fases, desde o desenvolvimento da intriga e a criação das personagens até aos hábitos profissionais e à fuga ao trabalho. Publicada originalmente na New Yorker e vivamente aclamada, esta obra culmina com um testemunho comovente do modo como a necessidade irresistível de escrever estimulou a recuperação de Stephen King e o trouxe de volta à vida. Brilhantemente estruturado e cativante, este livro ensinará - e divertirá - todos os que o lerem.

 

Opinião: A escuridão e os corredores sinistros por onde circulam as personagens criadas por Stephen King fazem do autor um dos mestres do terror literário mundial, mas não é por ser dos melhores a criar suspense com uma boa percentagem de caminhos perigosos e surpresas estranhas que King consegue ser dos melhores criadores de literatura do momento. Muito enredo, personagens suspeitas e mundos inacabados caracterizam as suas criações, levando o leitor a questionar-se sobre o estado da mente de onde saem as várias ideias obscuras que são apresentadas através dos vários lançamentos que são feitos da sua autoria. King vende, sem dúvida, é dos mais conhecido mundialmente mas longe da perfeição literária, no entanto teve em si a ideia de lançar-se na escrita de Escrever, Memórias de um Ofício, relatando a forma como entrou no mundo das letras, o seu caminho e ensinamentos, dando várias dicas para quem gosta de elaborar novas histórias, criar enredos e sonhar em lançar a sua obra num mercado tão complexo e competitivo nos dias que correm onde todos podem arriscar mas onde também só quem tem o real poder da criação, com um toque de diferença, consegue aguentar. 

Citações | 37 | Página em branco

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Não encare a página em branco de maneira leviana.

Stephen King, em Escrever, Memórias de um Ofício, editado pela Bertrand Editora

 

Na vida e na escrita as páginas em branco devem ser encaradas como espaços de partilha onde os sonhos e as questões podem ser colocados juntamente com o desejo de criar entretenimento ao mesmo tempo que se deixam desabafos, se criam vidas e reflexões através de revelações de sentimentos que surgem através das emoções tão complexas do coração e da mente.

A escrita deve ser encarada como um ato que surge de mãos dadas com o sossego porque é no silêncio que as palavras surgem, ponto por ponto, com descrições únicas e premissas bem pessoais que somente as páginas vazias podem aceitar como que tenham sido criadas para terem a honra de partilhar cada ideia que pode ficar eternamente escrita para que o presente se transforme no passado e nada fique esquecido por existir uma marca que pode ser transformada numa referência para quem vier de seguida. 

Citações | 36 | Arte na Vida

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A vida não é um suporte à arte. É exatamente o contrário. 

Stephen King, em Escrever, Memórias de um Ofício, editado pela Bertrand Editora

 

O mestre do horror literário lançou em 2000 o livro Escrever, Memórias de um Ofício onde faz uma retrospetiva sobre o seu trabalho e a sua própria vida pessoal onde a união dos dois mundos eleva o autor que se tornou conhecido após lançar com alguns desaires as suas primeiras narrativas. Stephen King nesta sua história muito própria avança com pensamentos, relatando situações caricatas e pesadas da sua vida enquanto escritor, marido, pai e um homem que vive em sociedade. O autor abre aqui cada página em branco e deixa que as palavras suscitem interesse junto do leitor pela sua vida enquanto escritor de histórias que se tornaram célebres com o tempo, mostrando que para que isso tenha acontecido muita coisa se passou na sua vida com os atos, frustrações e omissões cometidas ao longo dos anos. Stephen King nesta citação que decidi expor no blog mostra como aprendeu que a arte não serve como inspiração para a vida, sendo justamente cada ponto, cada ser, cada movimentação e convivência que torna a arte tão mais interessante, por ser totalmente inspirada na vida de todos e de cada um. Uma simples citação que diz tanto perante o que cada um pretende e quer das artes.