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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Garnel sem rumo na TVI

25
Nov19

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Felipa Garnel chegou há uns meses à TVI para se tornar diretora do canal, após a saída de Bruno Santos, que esteve à frente da estação durante anos, enquanto tudo parecia um mar de rosas. Felipa chegou, pareceu querer fazer renascer o canal, só que mais de seis meses depois, o que resultou é ainda pior do que o mal que já andava a ser feito. O caminho é mesmo o da saída e pelas piores razões!

Ao longo da programação diária nada foi feito para se tentar recuperar horários outrora líderes. Não digo que fosse exigido voltar a uma liderança folgada, mas pelo menos colmatar um pouco os maus valores que vinham a ser feitos seria fundamental ao longo do Verão. Nada foi feito, bem pelo contrário. Horários que ainda podiam competir pela liderança, perderam o seu rumo e tudo continuou na mesma. Os formatos seguiram a linha de sempre, não se tentando inovar com novos conteúdos e formas de fazer diferente. Será que custaria assim tanto mexer em pontos da grelha do canal para reinventar fórmulas antigas que correram bem e apostar ao mesmo tempo na novidade e diferença? 

O que dizer de um serviço noticioso matinal que não é líder mas que tinha resultados razoáveis? Agora e no lugar de tentar aliar a informação ao entretenimento no Diário da Manhã, como nos velhos tempos em que esse modelo funcionava, optam por esticar ainda mais o horário das notícias da manhã. Então? Não seria melhor ter mais momentos de entretenimento num info-entretenimento para que o derrotado Você na Tv! pudesse começar com melhores valores perante a queda que teve com a saída de Cristina Ferreira para a SIC? E o que dizer do próprio programa de Goucha e Maria? O formato continua como se nada tivesse acontecido. Seria necessário apostar, reforçar orçamentos, mostrar grandiosidade em detrimento de entrevistas pelos sofás habituais, sem grande foco nos convidados e num modo de fazer tudo corrido e sempre com o mesmo modelo. A Maria tem capacidade de fazer diferente, já o Goucha nem por isso, agora não se entende a razão para não a deixam fazer as manhãs à sua maneira como fazia nos tempos do Porto Canal onde era livre e levava o público a gostar do seu jeito de estar em televisão.

Passando para as tardes, se uma novela repetida contra a mesma fórmula na concorrência já é mau, agora estão duas repetições no horário, Belmonte e Doce Tentação. Então? E que tal um formato diferente, em modo talk-show, para serem uma alternativa ao que é feito do outro lado. Não seria mais interessante do que dar mais do mesmo e ainda em dose dupla e emissões reduzidas? Ainda nas tardes e embora veja algumas alterações nos conteúdos do A Tarde é Sua de Fátima Lopes, as mesmas não chegam. É necessário, tal como de manhã, reforçar, apostar na diferença, existir maior interatividade e volto a frisar, fazer diferente, aproximando o público do programa e não andar consecutivamente com doenças e mais doenças como tema de destaque. Ao final do dia e antes do jantar, apostaram, as audiências de Ver P'ra Crer não são as melhores, mas pelo menos é uma diferença e das poucas coisas positivas que foram feitas em vários meses. Não chega e seria necessário fazer um formato com outro tipo de produção, mas como parece que tudo é feito para continuarem a perder, optaram por um cenário mixúruco, pequenas plateias e pelo menos um bom trio entre apresentador e apoiantes dos concorrentes.

Judite Sousa deixa TVI num bom momento

07
Nov19

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Após algumas semanas longe dos ecrãs, a gozar um período de férias, Judite Sousa anunciou através das redes sociais a sua saída da TVI. 

Foi através de uma partilha pelo Instagram, que a diretora-adjunta da TVI e TVI24 comunicou que estava de saída do canal onde estava desde 2011, após uma longa carreira pela RTP. 

Depois de uma longa e serena ponderação, decidi terminar a minha relação profissional com a TVI. Foram oito anos que me permitiram, em total liberdade, vivenciar a paixão pelo jornalismo com sentido de dever e responsabilidade ao serviço de uma empresa privada. Este é o momento para expressar gratidão a todos os meus companheiros de trabalho das diferentes áreas da empresa. Os últimos anos foram particularmente difíceis, mas em palavras ou na reserva do silêncio, entendi sinais de conforto. Quero expressar o meu agradecimento ao José Alberto Carvalho que me desafiou para esta viagem, com amizade, em 2011. Quero igualmente agradecer ao Sérgio Figueiredo as oportunidades profissionais que me proporcionou nestes últimos quatro anos e que me ajudaram a ultrapassar momentos mais difíceis da minha existência. Finalmente, uma palavra aos espectadores da TVI cujo carinho e apoio nunca me faltaram.

Mostrando-se tranquila numa decisão que foi sua e perante a qual a empresa entrou em mútuo-acordo, Judite revelou entretanto à imprensa que esta «era uma decisão que vinha a ponderar desde o início do ano» e que agora foi tomada. Revelando que tem vários projetos a que se quer dedicar pelos próximos tempos, a jornalista pensa agora em descansar para depois agarrar o futuro que será bem mais calmo e longe dos grandes estúdios televisivos. 

Alguma imprensa revela que esta decisão de Judite esteja também a acompanhar a cada vez mais próxima entrada da Cofina na compra da Media Capital, indo de encontro às notícias de que vários rostos seriam afastados. Na verdade não vejo isso como uma possibilidade por parte da empresa, mas sim da jornalista que após vários anos a dar a cara pela informação, assumindo cargos de direção e entrando em cena como repórter em grandes acontecimentos nacionais e internacionais, se vê cansada e sem vontade de entrar num novo ciclo onde além de uma nova empresa será também tempo de recuperar a liderança perdida no início de 2019, tanto no entretenimento como na informação.

Falar sobre televisão

06
Nov19

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Anos e anos passaram desde que comecei a frequentar fóruns de televisão, tendo, para quem não sabe, pertencido numa fase de adolescência e de jovem adulto a um projeto online sobre o mundo do pequeno ecrã onde num só site noticiávamos, comentávamos e discutíamos tudo o que envolvia os novos produtos televisivos, as apostas, os rostos e o que podia ser feito. E se voltasse a ser comentador de bancada sobre o mundo mágico do pequeno ecrã?

A televisão era discutida num site e fórum próprios e senti que muito cresci a ver televisão e a pensar sobre o mundo que nos continua a fazer companhia, embora cada vez menos dentro do conceito de outrora. Hoje ainda me dizem porque não aproveito o blog para continuar a opinar sobre o que está mal, o que acontece e poderia acontecer nos sucessivos canais nacionais. O mundo do entretenimento muito tem mudado nos últimos anos, a concorrência voltou a existir e dá gosto ver as mexidas, alterações e preparações que andam a ser feitas pelos diversos grupos que geram os principais canais televisivos. 

Se percebo não tenho dúvidas, se gosto também não tenho dúvidas, e que tal voltar a falar de televisão por aqui como o fiz, pegando nas raízes da escrita online onde comecei a ter em publicações sobre este género de entretenimento que tantas horas me roubou, com gosto, durante anos? Dizem que prevejo o que está para acontecer e que por vezes tenho ideias que poderiam vir a correr bem e que as guardo e depois as coisas acabam por se concretizar como em conversa comentei. Porque não comentar e partilhar por aqui todos esses pensamentos sobre o presente e futuro do pequeno ecrã, as estreias, os suponhamos e as movimentações?

Amor Ocasional | T2 | Netflix

30
Out19

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Amor Ocasional estreou no final de 2018 na plataforma Netflix e logo vi os oito episódios da primeira temporada. Menos de um ano depois ficou disponível a segunda temporada com seis episódios e também já a vi.

Sem conseguir prender como a primeira fase, a continuação desta comédia romântica francesa segue a linha do que foi feito anteriormente, no entanto fiquei com a ideia que o fio condutor ficou um pouco desviado e acabou por ter um desfecho inicial do que vinha a acontecer para que tudo se resolvesse até ao final e terminar tudo praticamente da mesma forma como começou. Ou seja, o que vi neste segundo compacto de episódios foi como uma volta completa a um círculo que termina justamente onde começou, não existindo grandes desenvolvimentos, o que me deixou desiludido por ter gostado bastante da estreia, que vi de forma rápida, não arrastando por mais de uma semana como agora aconteceu. 

Amor Ocasional conta a história de Elsa, que tem sempre do seu lado as suas amigas Charlotte e Emilie, que se intrometem demais nas relações amorosas umas das outras e nesta fase da história seria necessário mais, virar toda a história para lhe dar continuação e não enrolar ao longo de seis episódios para que tudo ficasse na mesma, cada uma com o seu caminho já destinado previamente e sem aquele toque de interesse para uma possível continuação, já que nada acontece de interessante desta vez. 

Joker, o incómodo cinematográfico

23
Out19

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Finalmente fui ver Joker, o filme de que todos falam à semanas e se dividisse a película em duas partes diria que do frio a ponto de quase a adormecer passou para o quente para ficar agarrado e desconfortável pelo incómodo sentido em várias cenas por não esperar um impacto tão grande na demonstração dos factos que de ficção pouco mostram. 

Olhei para grande parte de Joker como aquele filme que abana consciências, levando a pensar em cada pormenor e na capacidade que uma só pessoa tem na influência de uma sociedade. No filme de Todd Phillips o espetador é convidado a ficar sentado e sem pensar realmente no que está a assistir, deixando isso para depois porque o momento de exibição é de pura concentração esperando que o que está para acontecer numa ação em crescendo não seja pior ainda. 

Joker não é uma piada, a personagem central interpretada por Joaquin Phoenix sorri para que os outros sintam a sua dor através dos lábios alargados e ensanguentados. Afinal a intenção é mesmo a de causar dor com os sorrisos para culpar toda a sociedade que o desgastou levando à desistência de sonhos a favor da realização de outros. O bullying tem sido um dos temas em debate pelos últimos anos e em Joker esta realidade acaba por ter grande destaque quando se percebe que o atual presente se deve a todo um passado marcado pelo peso de uma vida de sofrimento e inferioridade. 

Olhando para uma história em que facilmente encontramos o vilão, o que fica após perceber todo o enredo? Afinal Arthur Fleck é assim tão mau que não nos consigamos rever em determinados dos seus comportamentos? Não existe vontade de por vezes atirar tudo para trás, seguir os impulsos e não pensar que o mal é ofensivo? Senti em vários momentos dor pelo que foi feito mas ao mesmo tempo capacidade para desculpar atos violentos por todas as justificações. Quem faz mal deve ou não sofrer da mesma moeda? Os maus devem ser desculpados ou levar a sua emenda? Como uma mente transtornada pelas mais diversas situações consegue apaziguar a sua paz anterior quando todos o enfrentam e ajudam a acalcar ainda mais? Dor, raiva, frustração e transtorno que acabam por levar a um desespero pessoal único dentro de determinados contextos incontroláveis que ajudam a desculpar este Joker. Só, abatido e enfrentando uma vida de mentiras aliada à profunda depressão, o vício e a derrota existem e leva cada espetador a pensar que esta história é sensivelmente uma história real, que foi feita para tocar em pontos fortes, causando desconforto com impacto, sem representar e iludir, sem omitir e suavizar.

Judy, honrada por Renée Zellweger

14
Out19

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Inverno de 1968: a lendária Judy Garland chega a Londres para actuar numa série de concertos esgotados. Passaram-se 30 anos desde que se tornou uma estrela global com O Feiticeiro de Oz. Ela está exausta, assombrada por memórias da infância perdida em Hollywood, agarrada à vontade de voltar para casa junto dos filhos, mas determinada a nunca desiludir os seus fãs.

Há uns anos assisti no Teatro Politeama ao musical Judy Garland - O fim do arco-íris, com interpretação de Vanessa Silva no papel de destaque, tendo ganho nesse espetáculo a percepção da força que a Vanessa tem em palco. Este ano e no filme Judy percebi o mesmo para com a interpretação da mesma personagem por parte de Renée Zellweger.

Quando vi que a biografia de Judy Garland já tinha estreado nas salas de cinema nacionais logo fiquei com vontade de assistir e assim foi. E o que vos posso dizer? Que história, que desempenho por parte de Renée que se envolveu, entregou e volta a apaixonar o público por uma mulher que se entregou aos palcos e ao seu público, entregando-se a outros dissabores que a levaram por caminhos adversos. Retratando principalmente os últimos tempos de vida de Judy e explicando com o passado alguns dos motivos pelos seus atuais comportamentos, esta biografia da artista está tão bem conseguida que me deixei levar na sala de cinema, onde só quatro pessoas estavam presentes, comigo incluído, pela emoção, pelo pensamento da vontade de lutar contra uma força que absorve parte das capacidades. Judy passou trinta anos a celebrar a sua carreira junto de fãs, admiradores e autênticos perseguidores, mas agora é tempo de reconquistar os filhos sem desiludir e com a vontade de ter uma vida estável e sem os confrontos entre os palcos e toda a pressão que os mesmos tiveram na sua vida com horários, cansaço e vontade de deixar tudo para trás. 

Revista Playboy com regresso marcado

02
Ago19

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Setembro de 2019 assinalará o regresso às bancas da revista Playboy, numa versão renovada que surge numa união com a 4Men, a publicação digital líder destinada ao universo masculino que visita a plataforma NiT.

Aliando a versão em papel e o digital, a nova Playboy Portugal apresenta-se antes de ser lançada como uma nova «super revista masculina» que contará já a partir de Setembro com um novo design, conteúdos originais, reportagens, novas e renovadas secções viradas para o dia-a-dia, moda, consumismo e entretenimento, notícias sobre a atualidade nacional e internacional, onde marcarão também presença vários cronistas para comentarem os mais sensíveis temas do momento na publicação em papel de forma mensal ou no site de forma diária. 

Este relançamento da Playboy em Portugal surge através da aquisição de 25% do capital da CCM, detentora dos direitos da revista no nosso país por parte da MadMen, dona da revista NiT, que terá a partir de Setembro a responsabilidade de provar ser capaz de marcar posição e conquistar os leitores para este novo projeto que é a revista Playboy Portugal. 

Já no que toca à publicação digital e pelo que foi revelado até aqui, o portal contará com as entrevistas e capas das antigas edições em papel, tal como as famosos imagens das Playmates e muito mais do que foi feito em termos nacionais e internacionais no universo Playboy.