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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Aplausos merecidos para Toy Story 4

05
Jul19

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Há muito que se esperava pelo quarto capítulo de Toy Story e agora que estreou posso dizer que a espera compensou pela qualidade com que esta película foi feita, fazendo inveja a muitos grandes filmes mundiais. Toy Story 4 é o melhor do universo que tem dado a conhecer a vida de Woody e do início ao fim nada falha nesta animação que une comédia à tristeza onde a verdadeira emoção é debatida através da amizade, partilha e angústia num ambiente que junta humor e drama.

Com Woody no centro da ação e com a apresentação de Garfy, o garfo que do lixo é transformado em brinquedo através de momentos bem engraçados, o elenco de Toy Story ganha nesta sequela novas personagens, como é o caso da primeiramente irritante Gabby Gabby que acaba por conquistar mesmo no final, e desenvolvimentos inesperados que cativam, preenchem e agarram até ao último minuto onde o desfecho volta a surpreender por deixar umas lágrimas nos olhos de todos nós. 

Elaborado por Andrew Stanton, os contornos deste quarto episódio de Toy Story são de uma qualidade tão incrível que da narrativa bem arrumada com uma boa história emocional, recheada de mensagens sobre a partilha, amizade, afetos e medos perante a ideia de nos sentirmos a mais e completamente dispensáveis, debatendo os sentimentos no limite com bons toques de união entre drama e humor. Em Toy Story 4 a reflexão sobre o que damos aos outros, mesmo que não sejamos correspondidos é demonstrada de forma tão especial que tudo faz sentido numa demonstração de que sempre vale a pena fazer o bem. A capacidade desta película de mostrar como todos podemos mudar e perceber quando é necessário avançar para novas fases é incrível. Com temas intemporais e universais, estes bonecos que parecem personagens de carne e osso convencem, mostram-nos em vários momentos pessoas que conhecemos e refletem realidades.

Este filme reflete a humanidade, num estado positivo e mensageiro, começando por demonstrar a incapacidade de Woody em aceitar que já não é o brinquedo preferido de Bonnie, mas ao mesmo tempo por ajudar a que a sua criança seja feliz com o seu novo Garfy e todos os brinquedos que têm estado do seu lado nos últimos tempos. Deixando o seu lugar reconquistado pelo novo membro dos brinquedos, Woody volta a viver após lutar e liderar e percebe que nem sempre é necessário estar do lado de uma criança para se ser feliz. O final deste quarto episódio é um misto bom de emoções e deixa tudo em aberto para o que poderá surgir no futuro, com personagens que parecem despedir-se e que poderão voltar mais tarde, como aconteceu desta vez com Bo Peep, a pastora que se ausentou no episódio 3 para agora voltar como co-protagonista cheia de força, vontade e confiança para ajudar a alterar o final pré-concebido mentalmente por quem está a ver este novo episódio, fazendo com que Woody olhe para a sua vida e perceba que é necessário mudar para voltar a ser feliz, num momento final comovente. 

Televisão | A liderança que se foi...

17
Jun19

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Chegamos praticamente a meio do ano de 2019 e as questões sobre como tenho visto o atual panorama de mudanças televisivas já me foram feitas várias vezes. Hoje apetece-me entrar numa viagem para mostrar o que entendo perante a liderança que se esfomou da TVI por terem ficado à sombra da bananeira no primeiro lugar do pódio por não sentirem uma forte concorrência que lhes fizesse frente. Agora o canal líder durante anos deixou a torre ruir em menos de nada e não venham com as desculpas que esta derrota só aconteceu devido ao salto de Cristina Ferreira da quatro para a três. 

Sim, a outrora companheira de Manuel Luís Goucha bateu com a porta do canal que a ajudou a alcançar o estrelado. Hoje entendo a sua saída. Na SIC dirigida por Daniel Oliveira, Cristina percebeu que tinha capacidade e espaço para fazer televisão como queria e a pensar no que o público quer ver e não estar ligada a formatos que ganham simplesmente porque do outro lado não existe capacidade de fazer melhor. As coisas mudaram, a direção do canal da Impresa foi alterada e a capacidade de reerguerem um projeto que andou anos perdido foi evidente desde os primeiros meses de poder. Alterações simples na grelha, contratações, arrumar de casa e Janeiro entretanto chegou. Cristina estreou e venceu, sem deixar o primeiro lugar das manhãs. Consigo ajudou Júlia Pinheiro a mostrar os conteúdos do seu programa das tardes. Com isto e porque o formato reality show escolhido aliou campo, amor e conflito, o sucesso surgiu. Não, a SIC não alcançou em 2019 a liderança somente por causa da apresentadora da Malveira. Ajudou muito sim, isso é um facto, mas o bolo foi todo muito bem embrulhado e as novas apostas estrearam a seu tempo e bem, com um bom estudo de mercado e a capacidade de prender o público ao longo da semana para as estreias que iam acontecer. Hoje a SIC reina de manhã, de tarde e praticamente anda na luta pelo horário nobre que é cada vez mais seu.

Do outro lado a TVI caiu em Janeiro, baralhou em Fevereiro, piorou em Março e quando chegou a Abril o caos estava instalado. Programas a estrear e a serem retirados da grelha sem aviso, horários todos trocados de dia para dia. Apresentadores que surgem e desaparecem dos seus formatos. Atores na apresentação, especiais pimba a torto e a direito. Estagiários a promoverem estreias tão bem que o público nem dá pelas mesmas. O que aconteceu a uma TVI que parecia tão bem e que só sobrevivia no topo por falta de motivação dos vizinhos do lado? Assim que a concorrência respirou alto a direção do canal de Queluz eclipsou, tentou e criou tanto degredo em poucas semanas que só acabaram por conseguir piorar o que logo ficou mal quando se viram a perder. Não estar preparado para sair derrotado é lixado, mas quando se vive na sombra e não se tenta fazer sempre mais, melhor e diferente o risco é um facto. Agora têm de correr atrás dos seus próprios erros e o trajeto não será assim tão fácil.

Neste momento o caminho é somente preparar o novo ano televisivo com pinças bem cuidadas, começando as alterações aos poucos como o que foi feito por Daniel Oliveira e companhia quando pegaram no início do Verão de 2018 numa SIC atrofiada pela direção anterior do canal. Será que em Queluz têm assim tanto medo neste momento de cortar todos os males pela raiz para começar de novo e não cairem ainda mais? É que a RTP anda a trincar os calcanhares em alguns dias e se continuarem assim levam mesmo com a terceira posição do seu lado. 

Afinal Ljubomir é um vendido!

11
Jun19

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Ljubomir Stanisic tem regresso marcado ao ecrã da TVI para este ano com a terceira temporada de Pesadelo na Cozinha. Caso para se disser que afinal é mesmo um vendido e que as suas palavras não valem muito quando o dinheiro fala mais alto. 

Há uns meses, e como já havia feito após a primeira temporada de grande sucesso do programa, o chef revelou em várias entrevistas que não voltaria a dar a cara pelo formato por estar farto e também porque não é um prostituto para fazer o que os diretores televisivos querem. «Já chega de Pesadelo», revelou Ljubomir pela imprensa. Afinal não é bem assim, novamente!

Poucas semanas após ter referido firmemente que não estaria de volta ao Pesadelo na Cozinha, mesmo com a terceira temporada a ser avaliada e comentada pela imprensa, eis que a TVI anuncia nova formada de episódios do programa que voltará a ser conduzido por Ljubomir Stanisic. Desmentindo à poucas semanas a sua participação numa terceira temporada de Pesadelo na Cozinha, eis que agora o dito é dado como mentira, uma vez que o canal já anunciou que será Ljubomir a dar a cara e o corpo pelo formato. 

Há umas semanas, o cozinheiro participou no episódio de estreia do programa Histórias da Gastronomia Portuguesa, da RTP, e revelou que este formato foi o que «me deu mais gozo fazer na vida porque tem que ver com a realidade de Portugal», sendo de interesse público, ao contrário do Pesadelo na Cozinha, mas agora o seu regresso está marcado ao programa que o celebrou em termos televisivos.

Rocketman, a vida de Elton John

04
Jun19

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O musical Rocketman, onde a vida de Elton John é retratada, tem tudo menos o convencional de uma produção familiar. Contando a ascensão do artista, as sucessivas quedas e recuperações através de uma vida feita com muita droga, sexo e rock n' roll, esta película que vi sem prever surpreendeu-me pela sua vivacidade mas peca muito por fantasiar e insistir no mesmo tema durante bastante tempo, deixando muito por contar. 

Embora comece na fase infantil de Elton e rapidamente passe para o aparecimento perante o grande estrelato, Rockteman vive muito dos males que perseguiram o artista. Este é daqueles filmes onde se pisa duramente no tema das drogas e álcool, tudo no meio de sexo gay e performances musicais interpretadas por Taron Egerton num Elton John quase perfeito mas que parece ter consistido apenas numa visão do mal. Onde está o bem do artista que se tornou em pouco tempo numa das principais estrelas mundiais? O divórcio dos pais, o casamento falhado, o amor pelo próprio sexo, a fama e previsivelmente a ascensão e visão de um mundo até anonimamente desconhecido são pontos retratados nesta película que está embalada de modo a que os momentos musicais fazem esquecer todo o drama vivido para se ter vontade de cantarolar cada tema conhecido. 

Elton John é um dos produtores do filme e Dexter Fletcher o seu realizador que se deixou levar pelo espanto e pelo sensacionalismo do consumismo para fazer de Rocketman mais um dos símbolos da marca que se tornou Elton John, um rosto representativo de várias faixas sociais e também uma voz eterna para o panorama musical que se vê assim celebrado pelo que passou e pelo que é atualmente. 

Cheguei ao Blogify!

17
Mai19

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Anuncio aqui que acabei de chegar à nova plataforma de blogs nacionais, Blogify de seu nome, a aplicação pensada para reunir num só espaço vários blogs portugueses. 

Nesta aplicação é possível ver, partilhar e interagir com as mais recentes publicações de cada blogger, sendo que o leitor é convidado a receber ou não notificações sobre cada blog que consta na lista Blogify. Dentro do lote de categorias existentes - Beleza, Culinária, Decoração, Desporto, Entretenimento, Família, Inovação e Tecnologia, Lifestyle, Moda, Negócios e Empreendedorismo, Política, Educação e Economia e Viagens - este meu blog está inserido em Entretenimento, onde constam blogs como Eu, Cláudio, Henri Cartoon, A Televisão e A Lupa de Alguém. Outros blogs, como A Pipoca Mais Doce, Inês Franco, Oficina Poeiras, Dias de Uma Princesa, Uma Vez Sem Exemplo e Deve Ser De Mim, fazem também já parte da plataforma. Para além das categorias, existe sempre o espaço dos Destaques onde alguns textos são protagonistas por algumas horas. 

Novos «Morangos» já cheiram a mofo

12
Mar19

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Existem coisas que não mudam e que em Portugal vão ficando atrás do que já é feito nos outros países. A TVI anunciou ainda em 2018 o regresso para uma décima temporada da série Morangos com Açúcar e agora, após casting e cursos de representação para encontrar os novos atores da série, eis que o canal revela quem será a protagonista desta nova fornada de episódios. 

April Ivy, de seu nome Mariana Gonçalves, com casting ou convite, foi, aparentemente, a selecionada para protagonizar os novos Morangos com Açúcar. Sendo cantora, sabendo dançar e não sendo, pelo que dizem, uma nódoa como estreante nas lides da representação, a jovem de 19 anos, terá sido assim a eleita para o papel principal por reunir todos os requisitos necessários e por também já ser conhecida de algum público jovem. 

Quanto ao rosto central masculino ainda não estará escolhido, segundo a mesma fonte da produtora, mas terá que ter alguma química com April para que as cenas funcionem logo de início como aconteceu com outros protagonistas, como é o caso de Cláudia Vieira e Pedro Teixeira, Sara Matos e Lourenço Ortigão, que com tanto à-vontade passaram os romances fictícios das suas personagens para a vida real. 

A estreia desta nova temporada está marcada para Setembro, num novo formato e mais moderno, segundo informação da produtora e da direção do canal. Se querem que acredite mesmo na inovação da série? É claro que não, ainda para mais com a escolha de uma protagonista que canta, mostrando que talvez venha aí mais do mesmo, com uma escola de artes como pano de fundo como aconteceu nas últimas temporadas. 

Tango Pasión | Esperanza

09
Mar19

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Ano após ano o espetáculo Tango Pasión lança uma nova temporada, com novo tema e consequentemente novas apresentações. Com Esperanza a iniciar a sua digressão em Portugal, o nosso país recebe a companhia de Tango Pasión, premiados com um Latin Gramy Award, com o espetáculo onde é feita homenagem ao compositor Astor Piazzola e que a partir de agora irá pisar os palcos mundiais.

Com direção artística de Graciela Garcia e Marcelo Barnadaz, Tango Pasión celebra mais uma vez a dança com a junção do tradicionalismo do tango com o avant-grade onde a paixão se cruza com as luzes de um espetáculo que tem as suas origens nos primórdios do tango em Buenos Aires, na Argentina. Considerado como Património Imaterial da Humanidade há dez anos, o tango une numa só dança o humor e a tristeza, tal como os risos e as lágrimas, numa junção que não deixa o público indiferente através do sensualismo e do grande profissionalismo transmitidos em palco onde os sentimentos são transmitidos com todo o rigor e empenho.