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O Informador

O Curriculum Vitae

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Há uns anos que não atualizo o Curriculum Vitae por não existir necessidade, no entanto e porque talvez este ano de 2023 seja o da mudança se me continuar a sentir desaproveitado na empresa onde trabalho por ser tudo mais do mesmo ao longo dos anos, andei a tentar atualizar o Europass Curriculum Vitae e percebi que a forma de identificação para entrar no portal está ligeiramente diferente e bastante complicada até. 

Fiquei uns bons minutos a tentar iniciar a sessão para utilizar todos os dados guardados na conta e só posso dizer que me senti bastante burro por não conseguir criar uma chave móvel digital em parceria com o sistema do Governo. Tentei de todas as formas, instalei e desinstalei aplicações e nada de nada, acabando por desistir. 

Pelos próximos dias irei fazer novo Curriculum Vitae, pegando no que tenho guardado em PDF e utilizando um novo formato, já que também me deram a dica que o Europass está um pouco ultrapassado para quem procura emprego nos dias que correm. 

Ninguém é insubstituível para mudar

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Há dias em que penso que tenho de mudar de vida, romper com o que tenho e procurar algo novo a nível profissional para também abrir horizontes e conseguir fazer tudo de outra forma, dando mais de mim do que atualmente me é permitido por me sentir bloqueado onde estou por existir um trabalho monótono, por vezes parado até, que me deixa em vários dias ainda com um maior grau de frustração dentro do que já é a minha vida pessoal onde dou por mim a deambular tantas vezes. 

Preciso de me sentir motivado e como sei que ninguém é insubstituível, e quem achar o contrário está bem enganado, começo a ponderar a preparação psicológica para começar a iniciar a procura de um novo campo profissional, para mudar, começar de novo, voltar a aprender e sentir que sou novamente útil e não apenas uma peça que pode fazer falta a alguém mas que não está bem consigo próprio por se sentir paralisado no espaço e tempo.

 

Anúncio desperdiçado

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Há uns dias, do nada e sem procurar, surgiu-me no email um anúncio de emprego para uma empresa que pelos cálculos fica a uns quinze minutos de casa. Li todo o anúncio, achei que tinha capacidades para me aventurar numa candidatura e o que fiz? Exatamente nada, aliás até fiz, porque procurando na pasta de entrada do email e no espaço do lixo, não encontro o dito em lado algum, sei que não sonhei, mas o certo é que o vi e o despachei, dando-lhe atenção por uns momentos e depois no lugar de guardar para uns dias depois pensar se deveria tentar a sorte, mesmo tendo emprego, acabei por não lhe dar grande importância.

Agora queria, já pesquisei em várias páginas, e não consigo encontrar o raio do anúncio para lhe poder dedicar uma maior atenção com olhos de gente interessada e não de passageiros com a cabeça no ar. Ando tão despistado e com incapacidade de concentração em certas coisas que acabo por desperdiçar oportunidades que podiam ajudar a alterar o rumo da situação no momento.

Ritmo acelerado

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Sabes aqueles dias em que o trabalho está mais fraco e começas a desesperar porque o tempo não passa e já inventaste demais para fazer? Nesses que podiam ser preciosos dias de relax acabo por sentir algum fastio, chegando a casa bem mais cansado que naqueles outros em que parece existir tudo e mais alguma coisa para fazer, o tempo não estica e as horas vão passando. Nesses a hora de saída chega e a adrenalina parece estar bem mais sociável, estando capaz de seguir viagem para mais umas horas sem pensar se estou cansado por isto ou por aquilo. 

Sou pessoa de trabalhar bem em movimento e sem grandes paragens, gostando de manter um ritmo acelerado e ocupado, não gostando de estar parado, sabendo que nos dias em que as horas laborais são mais monótonas que acabo, por sinal, por me sentir mais cansado por seguir o velho ditado do quanto menos faço menos apetece fazer.

Regresso incompleto

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Hoje é o dia do regresso ao trabalho onde quase três anos após chegar sinto que estou estagnado, sem objetivos concretos e capacidade para os ter. Pensei por estes dias de férias, que agora terminaram, na procura da mudança que terá de ser feita com calma e com os pés assentes para sair de onde estou com a capacidade de dar o tempo necessário, os sessenta dias que acho exagerados, para fechar o ciclo e partir para nova aventura que terei de procurar. 

Tenho um problema comigo com a estabilização, não sendo pessoa de gostar de ficar parada mesmo que esteja bem. Sim estou mais ou menos bem, posso continuar como estou e acreditar no projeto futuro que parece não existir no horizonte se não me mexer e ficar estabilizado num sistema monótono onde dia após dia a situação é somente seguir mais do mesmo, saltando entre horários, barafustando quando não concordo com determinadas situações, mas sempre dando o meu melhor que parece ter chegado ao limite. Sabes quando chegas a um determinado local, queres avançar e tens uma trave que te deixa bloqueado e te começa a deixar infeliz também por outros estados do teu ser enquanto pessoa social? É assim mesmo que me sinto, estagnado, sem ideias e acabando por me sentir um inútil num sítio onde já dei o que de melhor tinha para dar e que a mais não me parece que seja obrigado. 

O que estou a fazer este fim-de-semana...

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... A trabalhar!

Quem trabalha na área comercial, em centro comercial principalmente, sabe bem o que é trabalhar ao fim-de-semana, mais até que durante a semana. O maior fluxo de clientes que geram mais confusão mas ao mesmo tempo ajudam a que estes dias, pelo menos para mim, sejam bem melhores para quem gosta de ação e não estar tão parado enquanto trabalha. 

 

Quantas vezes?

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Quantas vezes ao longo do dia de trabalho não pensas em alterar o rumo profissional, procurar novo espaço para reiniciares uma nova fase e deixares o que foi bom e percebes que já não te realiza por perceberes que estás de pés e mãos atados?

Quantos vezes deixas de ter paciência para ouvir mais do mesmo sem conseguires alterar o rumo que as coisas tendem a levar?

Quantas vezes esgotas a tua linha de raciocínio por perceberes que nem todos remam no mesmo sentido num trabalho que se faz e deve ser realizado em equipa?

Quantas vezes não pensas que vais sair e nem te preocupas se deixas alguém sentido por abandonares quase sem pré aviso o barco por teres uma proposta que ou aceitas na hora ou é ocupada por quem está de imediato disponível?

Quantas vezes percebes que na vida laboral és somente mais um número e que no final és descartado como se nada fosse?

Orçamento do Estado e Patrões

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Os últimos dias têm sido pautados pelos discursos paralelos entre bancadas parlamentares onde entre líderes partidários e governo as farpas têm surgido para se debater o Orçamento do Estado 2022. A guerra está aberta e olhando para os diretos que têm sido feitos pelos canais de informação e mesmo depois com os resumos nos principais blocos de notícias do dia percebemos que estes discursos estão recheados de recados e picardias como se se tratasse de um fogo cruzado em pleno parlamento.

Ao analisar de fora estas trocas de galhardetes e quase pedidos por auxílio por parte do Governo para que o orçamento fosse aprovado revejo quase o ponto em que patrões e responsáveis de equipa por vezes tentem desmistificar os baixos salários, tentando provar, quando uma pessoa está desagradada, sobre como é bom trabalhar em determinada empresa, falando dos bons salários que não praticam, mas que perante os quais tentam dar destaque como se fossem os melhores pagadores do mercado laboral. 

E de repente... O dia muda!

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Existem dias que parecem começar da melhor forma e que do nada se tornam difíceis, pesados e cansativos. Ainda ontem acordei em dia de folga e em menos de nada percebi que afinal estava a ser chamado para acudir uma emergência que me deixou ocupado para o resto do dia, já que era necessário trabalhar. Fez-se bem mas para uma pessoa que gosta de ter tudo planeado as alterações de última hora por vezes causam algum stress no primeiro impacto, sendo uma mudança que acaba por fazer com que o psicológico acabe por cansar o físico já que tudo está preparado para seguir uma linha e do nada a alteração é necessária. Tudo uma questão psicológica!

Sabes quando te deitas com o pensamento que no dia seguinte tens todo o dia para te dedicares às tuas coisas ou ao não fazer nada e de um minuto para o outro, quando começas a desfrutar das horas de pausa, recebes uma chamada e aquele dia de descanso deixa de o ser? Foi isso!

 

Ir e Vir e nada Mudar

Questão

Os meses vão passando e vais percebendo que com o passar do tempo precisas de férias, de sair, deixar a rotina diária para trás e quem sabe quando tiveres para regressar mudar. Quando o período de pausa desejada surge tentas desaparecer e consegues deslocar, não desligas por completo, mas aproveitas os dias fora, só que esqueces que tens em mente procurar algo diferente. O pior é quando dás por isso e metade dos dias de férias já passaram e logo estás de regresso para nova temporada de trabalho. Não te apetece voltar, pensaste antes da pausa em reorganizar e atualizar o teu curriculum para acreditares que vais pensar em mudar, alterar o rumo, poder afirmar que o próximo período de férias já vai ser atribuído por outra empresa empregadora. Com os dias de férias a passarem percebes então que estás mesmo a voltar, não pegaste sequer no documento e muito menos procuraste ofertas de emprego que te atraem para pensares concorrer com a ideia de alterares o teu futuro. No final, pensaste, foste e vieste, e nada fizeste sobre a ideia que tinhas para colocar sequer a hipótese de tentar mudar. Assim não te consegues sentir válido!