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O Informador

31
Mar20

Toy Boy, o sucesso da quarentena

Netflix

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Uma nova série espanhola, primeiramente transmitida pela Antena3, chegou à plataforma Netflix e rapidamente subiu aos mais vistos em vários países, incluindo Portugal, virando um sucesso que poderei dizer que seja inesperado quando se vê somente o primeiro episódio.

Acompanhando a história de um stripper que passou sete anos na prisão e que pretende já em liberdade apurar toda a verdade sobre um crime que não cometeu, em Toy Boy acabamos por conhecer também os membros do clube onde Hugo volta a trabalhar, uma jovem advogada que o defende e ajuda e duas famílias ricas que têm tudo para o voltar a tramar. Os meandros da noite e do dinheiro, o poder das influências e as relações estão em grande destaque nesta série que pode ser considerada como um thriller que une o crime com o erotismo num processo de interesses cheio de altos e baixos. 

Em geral e no conjunto dos 13 episódios posso dizer que gostei, existindo uma história corrida onde todos os ingredientes se juntam sem cansar e sem mostrar muito do que vai acontecer a seguir. Cada episódio traz consigo um novo novelo para ser resolvido e para ajudar a provocar o interesse ascendente que Toy Boy transmite até ao final onde crimes e cumplicidades ficam aparentemente resolvidos. Não poderei revelar muito sobre a história e muito menos o final, no entanto deixo o meu desabafo sobre uma cena mesmo nos últimos momentos. Será que aquela morte existiu mesmo? Espero que tudo não passe do susto repetido em várias séries, mas por agora, fiquei desiludido e em espera para ser surpreendido nesse ponto.

Com um elenco competente mas com uma falha ou outra entre novatos e atores de corpo sem talento, esta produção contém um bom enredo e um bom trabalho de imagem, o que não conjuga com as falhas em pequenos pormenores como perucas mal disfarçadas e adereços que de cena para cena por vezes são esquecidos. Pela positiva acertou no tempo, na história e na junção de temas, sendo num todo uma surpresa bastante agradável dos produtores responsáveis também por La Casa de Papel e Elite

19
Mar20

Elite 3 | Continua o sucesso...

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Três temporadas e a renovação do sucesso continua a imperar para com o fenómeno da série espanhola Elite. O mistério em torno de um crime continua a ser a arma forte desta série Netflix onde não falta um bom e muito bem conduzido argumento. 

Usando a fórmula das temporadas anteriores, Elite não perde o ritmo e não esquece o que já aconteceu nos episódios anteriores, baseando-se ainda na morte de Marina logo na primeira temporada. Continuando a destacar as diferenças sociais, onde temas como o preconceito, aparência, chantagem, influência, hierarquia, poder, traição e submissão se cruzam com paixões, jogos de sedução, homossexualidade, drogas, doenças e crimes que se destacam na vida de um grupo de jovens estudantes de um colégio privado onde todos têm o seu lugar. 

Vivendo de grandes reviravoltas e recheada dos dramas habituais e que levam a algumas personagens a ganharem um maior destaque ao longo da temporada, a terceira fase de Elite retrata o ano final para muitos antes da passagem para a universidade, mostrando as preocupações, o poder económico para se seguir em frente, as bases para se conseguir e o que outros fazem para que os jogos de sedução os consigam levar em diante numa vida estudantil. Com isto e porque as entradas e saídas de personagens são fundamentais para ajudar a movimentar a histórias, dois novos alunos chegam ao colégio, negros por sinal, o que é uma estreia na série, e ambos trazem consigo as oportunidades para mexerem com o que teoricamente já estava estabelecido nas relações existentes. Apresentados como novos pares amorosos, rapidamente se entende que estes dois novos alunos não surgem somente com essa finalidade, mexendo com outros pontos e personagens para fazerem mexer e tocar em outros temas como os interesses e traições dentro do próprio seio familiar. 

A par de tudo isto existe o crime habitual para ser debatido e deixar o espetador curioso e em suspenso para descobrir quem o praticou. O assassinado é logo revelado de início, restando saber, como sempre, quem praticou o ato e esse é dos mistérios bem guardados mesmo até ao último episódio, que simplesmente posso revelar que me deixou surpreso por tudo o que acontece, pela forma como cada cena é tratada para que nada falhe na preparação de uma quarta fase que deverá surgir em breve. 

12
Mar19

Novos «Morangos» já cheiram a mofo

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Existem coisas que não mudam e que em Portugal vão ficando atrás do que já é feito nos outros países. A TVI anunciou ainda em 2018 o regresso para uma décima temporada da série Morangos com Açúcar e agora, após casting e cursos de representação para encontrar os novos atores da série, eis que o canal revela quem será a protagonista desta nova fornada de episódios. 

April Ivy, de seu nome Mariana Gonçalves, com casting ou convite, foi, aparentemente, a selecionada para protagonizar os novos Morangos com Açúcar. Sendo cantora, sabendo dançar e não sendo, pelo que dizem, uma nódoa como estreante nas lides da representação, a jovem de 19 anos, terá sido assim a eleita para o papel principal por reunir todos os requisitos necessários e por também já ser conhecida de algum público jovem. 

Quanto ao rosto central masculino ainda não estará escolhido, segundo a mesma fonte da produtora, mas terá que ter alguma química com April para que as cenas funcionem logo de início como aconteceu com outros protagonistas, como é o caso de Cláudia Vieira e Pedro Teixeira, Sara Matos e Lourenço Ortigão, que com tanto à-vontade passaram os romances fictícios das suas personagens para a vida real. 

A estreia desta nova temporada está marcada para Setembro, num novo formato e mais moderno, segundo informação da produtora e da direção do canal. Se querem que acredite mesmo na inovação da série? É claro que não, ainda para mais com a escolha de uma protagonista que canta, mostrando que talvez venha aí mais do mesmo, com uma escola de artes como pano de fundo como aconteceu nas últimas temporadas. 

07
Out18

Elite chegou e conquistou!

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Elite foi anunciada como estreia Netflix com toda a pompa e circunstância e assim que ficou disponível na plataforma mostrou que tudo o que foi feito antes do seu lançamento só aumentou as expetativas sobre uma produção de excelência. Esta série chegou, vi e fiquei totalmente convencido!

Elite encontra-se dentro do drama, suspense com bons toques de romance, entrando num estilo onde muitas séries que existem por aí já andam, no entanto esta história criada por Darío Madrona e Carlos Montero conseguiu servir os mesmos ingredientes mas trabalhados de um modo que em termos culinários poderíamos falar num requinte gourmet. E foi através da diferença do que é servido em Elite que senti, desde o primeiro de oito episódios, que tinha série para ver de forma rápida. E assim foi. 

Tocando em inúmeros temas sociais que são debatidos constantemente em ficção, esta produção conseguiu dar a volta a cada elemento essencial que é retratado e dar-lhe novo tratamento. O preconceito, as diferenças hierárquicas e entre classes sociais, as aparências, a chantagem e a submissão são temas bem relevantes nesta série que num mundo de adolescentes não deixa de abordar a sexualidade e de forma bem visível com temas como as doenças sexualmente transmissíveis, as relações abertas e a homossexualidade presentes ao mesmo tempo que tudo vai acontecendo entre pobres e ricos, condomínios de luxo e bairros sociais, que se têm de unir após um terramoto que destruiu uma escola pública. A influência e as inúmeras possibilidades que nos tempos que correm surgem com o mundo da internet e a droga são outros temas bem abordados e conjugados com todos os outros numa mistura explosiva de histórias que se cruzam e que dão assim origem a mais uma boa série espanhola feita para todos. As discussões são lançadas em Elite através de um grupo de jovens e suas famílias, mas o retrato poderia ser de um qualquer ponto do Mundo, uma vez que a diversidade e a forma atual como tudo é contado são reais. 

Histórias a serem desvendadas com o tempo, mas de início logo é possível perceber que um crime acontece e é necessário encontrar o autor do homicídio. Afinal de contas, quem é o culpado de um final que é mostrado desde o início? Quem tem máscaras a caírem perante o dinheiro, os interesses e a ascensão social? Poucos são aqueles que não têm nada a esconder e é assim que em poucos episódios conseguimos perceber a transformação de todos, uns para se libertarem dos medos com que vivem, outros para mostrarem quem realmente são pelos seus pontos negativos. 

05
Out18

Netflix estreia Elite

 

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Já está disponível a nova série espanhola original Netlix. Elite ficou disponível hoje, 5 de Outubro, e só vos posso dizer que bastou o início do primeiro episódio para querer continuar a ver. 

Contando com alguns rostos conhecidos da série A Casa de Papel, Jaime Lorente (Denver), María Pedraza (Alison Parker) e Miguel Herrán (Rio), esta nova produção que agora estreou foi anunciada antes mesmo da série em que os atores participaram ser lançada na plataforma Netflix o ano passado. Elite já estava a ser preparada antes do reconhecimento de A Casa de Papel, sendo assim a segunda série espanhola totalmente original Netflix após Las Telefonistas. Itzan Escamilla, Miguel Bernardeau, Arón Piper, Danna Paola, Ester Expósito e Mina El Hammani integram também o elenco de Elite, série criada por Darío Madrona e Carlos Montero.