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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

13
Mar19

Trilogia Estrela Negra já a caminho

O Informador

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As boas notícias literárias por vezes surgem de surpresa e mesmo que não apareçam logo quando são esperadas, mais cedo ou mais tarde, e com a agitação dos mercados internacionais, lá vão surgindo as novidades que vão ser lançadas pelas mais diversas editoras ao longo dos próximos tempos. 

Após ter ganho o prémio Man Booker Prize em 2015, com Breve História de Sete Assassinatos, livro já lançado em Portugal, Marlon James surpreendeu com a trilogia Estrela Negra, a obra que tem conquistado e surpreendido os leitores. Agora é sabido que os direitos editoriais já estão vendidos para Portugal, mais concretamente para a editora Relógio d' Água que fará chegar esta trilogia até nós pelos próximos tempos. 

08
Mar19

A Sombra do Passado | Nikola Scott

O Informador

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Título: A Sombra do Passado

Título Original: My Mother's Shadow

Autor: Nikola Scott

Editora: Círculo de Leitores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 394

ISBN: 978-972-42-5229-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: 1958. A bela e inocente Elizabeth Holloway vai passar o verão a Hartland, uma magnífica propriedade no litoral do condado de Sussex, no Sul de Inglaterra.

Para a jovem, os Shaws são um modelo de sofisticação. Contudo, quando Elizabeth se apaixona, ninguém a avisa de que os seus sonhos são perigosamente ingénuos. Quarenta anos mais tarde, a filha de Elizabeth, Addie, encontra uma estranha à sua porta que afirma ser sua irmã gémea. Addie recusa-se a acreditar na declaração - até que o seu pai admite que as circunstâncias do seu nascimento não foram as que ela supõe.

A revelação desafia tudo o que Addie achava que sabia sobre a mulher brilhante e difícil que tinha sido a sua mãe. Agora, ela e a sua nova irmã Phoebe vão descobrir a extraordinária história de uma criança perdida, e o segredo de um verão radioso que mudou a vida de uma mulher para sempre.

 

Opinião: Numa história que junta de forma inteligente duas linhas temporais que se complementam, A Sombra do Passado retrata a descoberta de segredos familiares que acabam por criar alguma deceção entre os seus protagonistas.

Numa história comovente, a vida de Elizabeth vai sendo contada ao mesmo tempo que a sua filha Addie vai descobrindo um passado que lhe modificou a vida. Um ano após a morte de Elizabeth e no dia de celebração do dia, os segredos do passado surgem quando uma figura desconhecida aparece e se afirma ser irmã gémea de Addie. Phoebe aparece, após quarenta anos, para procurar o seu verdadeiro passado que nunca lhe foi contado pelos país adotivos. 

Através de retiradas do diário de Elizabeth é revelado muito do que aconteceu e que ajudaram a influenciar as suas decisões. Perdeu a sua própria mãe cedo demais, ficando sem o seu pilar, sobrando um pai austero e cruel. Depois apaixonou-se sem conhecer os contornos de quem estava do outro lado, deixando-se levar pela paixão e pela magia da mesma. Engravidou e ficou sozinha, contra uma sociedade de julgamentos que prejudicam vidas e alteram o rumo de quem só quer ter o que tem direito. Sem o amor do seu lado e sem o apoio familiar, Elizabeth acabou por se ver rejeitada, sozinha e com a necessidade de enfrentar uma gravidez escondida e mal vista na época.

25
Fev19

A Imortal da Graça | Filipe Homem Fonseca

O Informador

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Título:  A Imortal da Graça

Autor: Filipe Homem Fonseca

Editora: Quetzal Editores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 264

ISBN: 978-989-722-567-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: A idade é um posto e as mulheres do bairro lutam entre si pelo título de mais velha. Graça, jovem com o mesmo nome do bairro onde habita, é dama de companhia da Número Um, senhora centenária; só assim pode morar na Lisboa das rendas ridiculamente altas. Atores famosos de Hollywood aguardam o despejo ou a morte de mais um residente para poderem ocupar-lhe a casa. Gabriel ganhou o Euromilhões mas as obras de renovação do bairro formam um muro que o impede de sair e reclamar o prémio. Embeiçou-se por Graça e quer levá-la a jantar. Graça não quer sair; Gabriel não quer ficar. Do choque entre estas vontades nascerá a tragédia. A execução em câmara lenta prepara-se no palco feito de escombros. Uma cidade eternamente a arranjar-se para sair daqui, de si própria.

 

Opinião: A Imortal da Graça, da autoria de Filipe Homem Fonseca, nasce no coração de Lisboa, mais concretamente no bairro da Graça. Entre a antiguidade e história do típico bairro e a confusão dos tempos modernos onde o turismo tem levado a grandes mudanças territoriais e sociais na capital, e não só, de Portugal, este romance é acima de tudo um alerta para o caos em que se encontra atualmente o nosso país, principalmente as grandes zonas urbanas que vivem em função de quem vem de fora e dispensa os portugueses das suas casas e hábitos de sempre. 

Neste romance tipicamente português um grupo de moradores é retratado enquanto cada um e já não tanto num todo vão tentando lutar pela sobrevivência. Numa cidade caótica e a pensar no dinheiro que vem de fora, vivendo para o turismo e arrancando a tradição dos recantos de cada bairro, A Imortal da Graça comenta de forma metafórica as alterações que, neste caso, estão praticamente a ser impostas em Lisboa através do mercado imobiliário que só tem o objetivo de pensar que tem de acolher quem vem de passagem, mesmo que aos poucos se comece a ter pouco para mostrar sobre as raízes dos portugueses. A expulsão dos bairristas das suas casas que viram locais para hospedarem quem vai e vem em poucos dias. Os que ficam começam a não sentir qualquer ligação com quem vai permanecendo, quebrando-se a necessidade de proteção e cuidado com o próximo, sendo que as relações entre vizinhos começam a ser frias pela incapacidade de inserção num espaço que gira a todo o momento. Viver a favor da economia e da boa imagem que tem de ser dada a quem está fora é o mal dos tempos modernos de quem governa a pensar que tem de receber bem e tratar mal quem está. Como sobreviver a todas estas alterações que fazem com que os mais velhos partam sem alegria, os que ficam no seu lugar são cada vez menos e começam a ser escorraçados das paragens que sempre conheceram porque é necessário criar um restaurante para os «outros» ou uns quartos para os ditos «outros» ficarem e conhecerem o bairro da Graça. 

08
Jan19

A Coisa | Livro II | Stephen King

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Título: A Coisa - Livro 2

Título Original: It

Autor: Stephen King

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2018

Páginas: 568

ISBN: 978-972-25-3568-7

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: A segunda parte do clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.

Na segunda parte daquela que muitos consideram ser a grande obra de Stephen King, regressamos ao Maine e à pele dos sete amigos que, uma vez mais, terão de enfrentar o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge de novo trazendo o pesadelo e o terror ao presente.

 

Opinião: A leitura do segundo volume de A Coisa tinha de surgir logo após terminar o primeiro volume desta aclamada obra de Stephen King que me conseguiu conquistar. No entanto, e após a surpresa inicial, fui perdendo o fôlego nesta continuação do clássico que gerou um dos filmes de terror mais conhecidos. 

A leitura de A Coisa - Livro 2 revelou-me inteiramente o que comecei a perceber anteriormente. Stephen King acaba por cansar por incluir muitas notas, criando histórias dentro da história que são absolutamente desnecessárias para a continuação da narrativa. O autor consegue cansar por elaborar demasiado, saturando o leitor que após a primeira parte da história só pensa que tudo vai continuar a ser retratado da mesma forma mas isso não acontece porque a dose de paciência para enfrentar páginas e páginas de «enche chouriços» tem de existir. 

01
Jan19

A Vendedora de Azevinho | Dilly Court

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Título: A Vendedora de Azevinho

Título Original: The Mistletae Seller

Autor: Dilly Court

Editora: Quinta Essência

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2018

Páginas: 416

ISBN: 978-989-780-038-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: É Véspera de Natal. O vento faz rodopiar a neve sobre as ruas de Londres. À porta de uma casa em Angel Lane, uma bebé abandonada, embrulhada numa manta, aguarda a sua sorte… 

Angel, cujo nome se deve à rua onde é encontrada, parece destinada a ter uma vida miserável. Embora seja acolhida numa casa cheia de amor, um cruel golpe do Destino atira-a novamente para as ruas da cidade, onde todos os dias luta para sobreviver. 

E agora que o Inverno se aproxima, Angel treme de frio enquanto tenta vender azevinho a quem passa, na esperança de que alguém se compadeça dela. Podia estar mais confortável, pois possui uma joia valiosa - um anel de ouro e rubi que vinha escondido na sua manta de bebé - mas prefere morrer à fome a abdicar do único laço que a prende às suas misteriosas origens…

 

Opinião: Um romance de Natal para nos fazer companhia no aconchego do lar na época mais familiar do ano. A Vendedora de Azevinho quando chegou até mim tinha mesmo um propósito, ser o livro que me faria companhia nos dias mais natalícios do ano e assim aconteceu. 

Num romance histórico com afeto, amor e força de vontade, encontramos Angel, um bebé nos capítulos iniciais, que foi abandonado na véspera de Natal pela ruas de Whitechapel. Angel foi deixada junto a uma porta, numa cesta, acompanhada de um anel e acaba por ser salva por uma mulher sem filhos mas que a acolheu e cuidou como se Angel fosse sua. Só que como um bom romance, existem sempre os percalços a surgirem no caminho e a vida desta jovem voltou a ser alterada no momento em que a fortuna da sua família quase adotiva se esvai. Angel vê-se de novo obrigada a percorrer as ruas e a lutar pela sua própria sobrevivência, vendendo no mercado até que a sorte lhe volta a bater à porta. 

São várias as reviravoltas na vida desta jovem mulher até ao derradeiro final do romance que acaba por deixar o leitor realizado ao se perceber que tudo termina como desejado, com as conquistas a serem alcançadas com o tempo, a verdade a descoberto e a realização pessoal a desbravar caminho entre pedras que se vão sobrepondo ao longo do tempo mas que ao serem limadas conseguem ficar para trás. 

17
Nov18

A Coisa | Livro I | Stephen King

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Título: A Coisa - Livro 1

Título Original: It

Autor: Stephen King

Editora:  Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 704

ISBN: 978-972-25-3567-0

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: O clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.

Bem-vindos a Derry, no Maine. Uma cidade vulgar: familiar, ordeira e, na maior parte das vezes, um bom sítio para viver.

Mas há um grupo de crianças que sabe que há algo de tremendamente errado com Derry. É nos esgotos da cidade que a Coisa se esconde, à espreita, à espera… e às vezes sobe ao solo, tomando a forma de todos os pesadelos, do maior medo que se encerra dentro de cada um de nós.

O tempo passa, as crianças crescem e esquecem. Mas a promessa que fizeram há vinte e oito anos exige-lhes que voltem à cidade da infância para enfrentarem o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge agora, uma vez mais, trazendo novamente o pesadelo e o terror ao presente.

 

Opinião: It, traduzido para Portugal mais de três décadas após o seu lançamento Mundial, finalmente chegou até nós com o nome de A Coisa, dividido em dois volumes pelo seu peso. Este é daqueles clássicos que muitos já ouviram falar, transformado também em película cinematográfica que tenho a confessar, nunca vi, mas irei ver. Com um sucesso absoluto por onde foi lançado em termos literários, A Coisa sempre suscitou entre nós a curiosidade por não ser lançado mais cedo, uma vez o sucesso de outras narrativas de Stephen King. Agora a Bertrand lançou It e poucas semanas após a sua publicação comecei a conhecer a velha história da criatura que vive nos esgotos preparada para atacar crianças de vinte e sete em vinte e sete anos. 

As expetativas estavam em alta, a capa logo conquistou por ser bem apelativa e reveladora do que esconde no seu interior e a leitura começou. Pouco sabia ao que ia, somente que esta história tem conquistado os leitores que lhe colocam a vista em cima. E assim foi a partir do momento em que as primeiras páginas começaram a ser deixadas para trás na leitura. Primeiramente confuso para se entrar até se perceberem os vários núcleos e tempos, A Coisa consegue mesmo assim fazer com que quem comece não queira parar por existir a vontade de saber, descobrir e apanhar quem ou o que está por detrás de desaparecimentos e mortes. A real chatice e dificuldade que senti para com esta história é o facto de King seguir uma linha que tanto segue na história como recua no tempo, colocando personagens de um momento para o outro em fases que já haviam sido contadas mas onde existe algo a acrescentar, baralhando um pouco e exigindo uma maior capacidade de concentração para não se perder o fio à meada. Determinadas personagens têm capítulos só seus, no entanto só mais para a frente na história voltam a ser chamadas, baralhando e criando cansaço quando se começa a entender que tudo é contado mas o que começa tarda em ter um fim para se iniciar um novo ciclo. 

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