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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

16
Ago18

Malvada dor de dentes

O Informador

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Chegou de mansinho, numa manhã nublada quando as janelas ainda se encontravam fechadas e o lençol tapava um corpo nu. Palpitou sem ter avisado no dia anterior que iria aparecer e logo que se fez sentir percebi que estava lixado. O inesperado não era uma coisa boa, sendo uma ligeira dor de dentes que poderia ter passado ao longo do dia, mas não, permaneceu numa véspera de fim-de-semana para se prolongar nos dias seguintes. Alegria de ser sexta-feira não foi, sendo esta sensação inesperada mais um peso que ficou para durar, mesmo que o pensamento inicial fizesse força para que tudo passasse rapidamente.

Uma dor de dentes ligeira permaneceu, durou e não desapareceu como era esperado. Surgiu naquela manhã para me acompanhar ao longo de praticamente quatro dias, uma vez que nada passou e no primeiro dia da semana seguinte, a segunda-feira, o dentista estava ausente do consultório. 

12
Ago18

Ai! Ai! Ai, os Músculos!

O Informador

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Há mais de um ano, para não dizer quase dois, que não faço exercício físico a sério, mas há uns dias resolvi fazer uma quase escalada no sobe e desce para ir para a praia e como se não bastasse ainda andei bem com a tralha às costas e corri um pouco ao final da tarde. No que isto resultou? Os músculos não se aguentaram e ficaram todos para lá de doridos. 

O rapaz não sabe ser meigo e no momento não dói nada, no outro dia de manhã ao acordar é que se apercebeu que tudo eram dores, das costas às pernas. Parecia mesmo um boneco articulado em certos momentos de vários dias consecutivos. Cremes atrás de cremes para aliviar a dor, massagens caseiras e ao contrário do que seria de esperar e até me aconselharam, não deixei que as dores me afetassem o dia-a-dia. Desci e subi várias vezes as escadas de casa para fazer a vida de forma normal, como se as malvadas dores nem existissem. Sei que as pessoas na rua podiam achar estranho um andar tão vagaroso e desengonçado, mas tinha que ser. Existiram mesmo momentos, numa ida ao IKEA em que me desequilibrei umas três vezes pelo choque da dor. E entrar e sair do carro? Lindo, só mesmo se tivessem filmado para vos mostrar, porém não vos quis dar tal prazer. 

29
Out16

Um passado com mágoa!

O Informador

Há uns dias, derivado de uma conversa, dei por mim relembrando factos de um passado onde uma década já passou mas foi deixando marcas que ainda hoje me fazem ser frio e não conseguir exprimir totalmente sentimentos e proferir palavras que possam dar a entender a verdade do que sinto. 

Amores que marcaram era o tema e a certa altura transferi-me para a fase em que acordei para a vida e onde acreditei ter descoberto o amor. Apaixonado, dando tudo o que conseguia na altura pela pessoa, levando ao mesmo tempo com mentiras, omissões, traições e mais tarde descobertas sobre o que acontecia nas minhas costas. De início não quis perceber o que se andava a passar quando não estava por perto. Tinha uns dezoito anos talvez, a outra pessoa uns vinte e poucos. Era um jovem a descobrir o mundo fora da aldeia e da vila mais próxima. Fui continuando a acreditar que tudo podia mudar, que existia sempre possibilidade para que mais tarde uma reconciliação acontecesse e a companhia percebesse que tinha de alterar os seus comportamentos para bem da relação. Nada mudou com a segunda oportunidade. Quer dizer, tudo parecia ter mudado de início mas depois os erros voltaram a ser cometidos e quem sofreu fui só eu, que voltei a cair sozinho num poço de onde vinha a subir para conseguir respirar e seguir em frente.

Amei, errei por amor, cai, voltei a acreditar e a queda ainda foi maior! Após toda esta situação em que confiei sempre fiquei de pé atrás com as pessoas, não só no amor, mas em todas as áreas! Não consigo fazer amizades com a facilidade geral dos outros, não vejo os colegas de trabalho sem ser somente colegas de trabalho e no amor antes de ter conseguido dar novo passo passou um bom tempo, um tempo em que não deixei que existisse aproximação ao ponto de poder existir paixão e sentimentos. Não me consegui voltar a entregar de forma fácil durante algum tempo mas isso passou, no entanto sei que continuo sendo uma pessoa fria, que penso muito no ego que por aqui vai por ter sempre o receio do que possa acontecer.

27
Jun15

Mau olhado

O Informador

Parece que o mau olhado anda por ai! Só porque estou de férias e as coisas têm corrido bem, agora e só para me chatearem, uma dor no pé direito apareceu-me após o treino de final de dia da passada Sexta-feira!

Não torci o pé, poderei ter batido em alguma pedra no mar e só depois a correr a dor ter aparecido em maior escala. Não sei! Porém o que é certo é que ando meio coxo, com uma dor que por vezes parece estar mais calma para logo voltar a aparecer com os seus picos.

Isto é mau olhado meus amigos, escrevam o que vos digo!

16
Jan15

Lumbagem

O Informador

Isto agora é assim! A idade não perdoa e até os mais novos já sentem dores, sendo este o caso!

Ando há uns dias com algumas dores lombares, nada de novo por estas bandas, mas também algo que tem estado oculto há alguns meses, sem qualquer sinal que levava a pensar sequer que de um momento para o outro as boas dores poderiam voltar à carga.

Custa estar sentado e ao deitar tenho que ficar bem direito, o que deveria manter sempre mas não consigo. Ver televisão sentado na cama ou sofá meio inclinado não é possível, adormecer de lado como tanto gosto também não se torna aceitável.

Os movimentos inadequados do passado não apresentam as suas mazelas no momento, ficando estas reservadas para atacarem quando já não são esperadas e muito menos desejadas. A idade não perdoa e a instabilidade das condições atmosféricas acaba por fazer das suas aos doridos músculos que voltam a pedir descanso.

12
Nov14

As mães

O Informador

As mães, o bicho papão que em certa altura das nossas vidas nos dão dores de cabeça por terem comportamentos e atitudes que só dão vontade de as atirar para algum lado. Sempre foram e serão assim, todos nos queixamos dos seus maus feitios, das suas complicações com as arrumações e das suas ideias que acreditam piamente serem as mais correctas e sobre as quais não podem existir opiniões contrárias. Todos nos queixamos de certa forma delas, mas o que seria de muitos sem as suas bruxas chatas e complicadas por perto?

Sempre ouço o mal dos outros como vendo o meu no que toca à ligação para com as mães de cada qual! Elas têm o seu feitio, vivem para serem adoradas e muitas vezes o centro de cada lar e embora nunca o admitam, quando sentem que algo não está dentro das suas regras logo começam a gritar e barafustar por não verem com bons olhos tais comportamentos que para todos são normais menos para elas, as complicadas do costume! Todas são iguais, umas com maior acidez outras mais açucaradas, mas o que é certo é que todas conseguem passar as suas frustrações para filhos e maridos que não fazem exatamente o que elas têm na sua agenda mental programado para cada qual. Os pormenores, aqueles temas e descuidos naturais e que ninguém complica sem serem elas. As coisas no lugar, as malvadas arrumações que acabam por se transformar numa desarrumação por mexerem onde não devem, um tapete torto, uma porta que bate com o vento mas que já serve para começar a lenga lenga do costume, o controlo remoto sobre tudo e mais alguma coisa.

As mães adoram sentir que tudo lhes tem de passar por debaixo do nariz, que conseguem controlar tudo, que são o centro da casa, as rainhas do lar e que nada falha. As mães deles são iguais à minha, todos nos queixamos delas e todos nos acabamos por compreender. Quando as filhas forem mães comportar-se-ão da mesma forma que agora comentam? Acredito mesmo que sim e nessa altura serão os filhos a estarem a falar sobre as complicações das suas mães, aquelas que falaram e vão acabar por serem tão chatas como as que serão as avós do futuro!

Nós amamos-as mas que elas são chatas demais, lá isso não se pode negar!

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