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O Informador

04
Set20

O ego de Cristina Ferreira

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Setembro já começou e Cristina Ferreira, além de ter assumido a direção de entretenimento e ficção da TVI continua a dar cartas com a sua revista e não só. Este mês o tema de capa da sua publicação gira em torno de si própria, mais uma vez, e mostra o egocentrismo um pouco desnecessário em torno de si e do sucesso alcançado. 

É público que adoro Cristina Ferreira, mas não será demais ser sucessivamente a capa da sua própria revista? Além de estar constantemente em grande destaque, neste mês de mudança e de novos rumos ainda consegue fazer quatro capas, em modo fantasia, com princesas e heroínas do universo fantástico do mundo Disney e Marvel perante o lema 《Deseje mais, todos os dias》. Percebo a ideia destas quatro capas, mostrando o poder da mulher em ser forte pela luta do sonho e conquista. Com a premissa 《Deseje mais. E siga em frente. O resto é fantasia.》, a apresentadora resume assim pelas redes sociais esta escolha para chegar junto dos leitores em Setembro.

Mais uma vez Cristina é capa da sua própria revista, optando por mostrar a heroína que pode existir em cada mulher por não baixar os braços, por lutar pelos seus objetivos e sonhos que aos poucos são concretizados com foco e determinação. Certo é que tudo em que Cristina Ferreira toca, seja na televisão ou fora dela, vira sucesso, mas estas capas não revelarão um pouco de auto valorização a mais? Defendo a ideia que se cada um não se valorizar não serão os outros que o irão fazer, mas ao olhar para estas quatro capas de princesas e super heroínas só penso no quão concentrada em si e no sucesso Cristina está neste momento como salvadora da pátria de um canal que ajudou e derrubou em menos de nada para agora regressar como a grande conquistadora que ao perceber o erro volta a casa para levantar os muros que ajudou ela própria a derrubar como se tivesse de voltar à feira e montar as estacas da banca. São assim os heróis tão merecedores do seu lugar quando estão bem vistos, quebram tudo para depois voltarem a conquistar e ganharem mérito com isso?

01
Dez19

Travão do avanço

 

Pensamos de que é necessário alterar algum ponto da nossa vida, mas algo nos deixa ficar estáticos sem que o primeiro passo para mudar seja dado. Um travão, como se entrássemos no encantado reino do gelo da famosa animação da Disney. Estáticos, congelados e sem a capacidade para verter uma situação que queremos ver alterada mas perante a qual nada fazemos de contrário.

A vontade é de virar num cruzamento e seguir num caminho diferente do que está aparentemente estabelecido, no entanto depois paramos e resolvemos seguir mais uns tempos na estrada por onde já andamos sem conseguir fazer a manobra de inversão e voltar ao cruzamento para virar por outro sentido. Por vezes a sensação com que ficamos é a de que o travão surge e as vontades fluem, no entanto continuamos a arrancar sempre na mesma direção mesmo quando as coisas deixam de fazer sentido como anteriormente. 

O que nos faz ficar em espera que as coisas venham ao nosso encontro? Nada nos cai do céu e é complicado as oportunidades surgirem assim do nada, embora aconteça. Quando isso se dá e não existe a coragem de mudar, alterar o rumo porque o avançar nem sempre é sinónimo de vontade de agarrar as transformações por falta de poder e com medo que o futuro não corra tão bem, dentro dos vários prismas, como o presente, a frustração acaba por aparecer. 

26
Nov19

A Rainha da Neve | Teatro Politeama

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O novo espetáculo infantil de Filipe La Féria para a temporada  2019/2020 traz A Rainha da Neve ao palco do Teatro Politeama. Num original do produtor, inspirado no conto de Hans Christian Andersen, que também inspirou o célebre filme da Disney, Frozen, este novo musical de La Féria traz consigo ainda mais magia que os sucessos dos anos anteriores pela sala de espetáculos. Em A Rainha da Neve, o reino gelado de uma família é encenado num momento em que a temível rainha da neve surge para sacrificar a união e conforto de uma família, onde um pai faz de tudo para proteger as suas jovens filhas e princesas. 

Numa metáfora entre o calor e o frio, em A Rainha da Neve o poder da magia e o encantamento marcam presença ao lado de uma história onde vida, amor, família, amizade, magia, diferenças, sonhos e coragem ganham destaque numa partilha entre as personagens. Num confronto entre o verdadeiro amor e o egoísmo, neste território gelado a história faz com várias mensagens sejam transmitidas e fiquem a pairar pela sala do Teatro Politeama onde miúdos e graúdos aplaudem, questionam e emocionam-se perante o que cada ser deste mundo encantado e gelado tem para dar e receber, passando de forma fácil a mensagem de que juntos somos mais fortes para seguir em frente. 

Numa união entre a representação, o canto e a dança, esta nova produção de Filipe La Féria segue a qualidade que o produtor e encenador habituaram o seu público. Com cenários, guarda-roupa e musicalidade sem falhas e um elenco de atores, cantores e bailarinos com rostos já conhecidos da "casa", A Rainha da Neve segue todos os parâmetros necessários para encher a sala de espetáculos sessão após sessão e com algumas surpresas pelo meio. A história base é, com alguns ajustes, conhecida de outros campeonatos do audiovisual, a magia acontece, o elenco cumpre e os momentos musicais estão desta vez em grande destaque pelas vozes escolhidas. 

 

30
Jul19

Rei Leão, cativa mas não conquista

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remake de Rei Leão estreou e as salas de cinema começaram a encher para assistir à nova versão do filme da Disney que em 1994 conquistou o mundo. Se esperava ficar tão encantado como quando era miúdo? Não, mas ainda bem que assim pensei antes de ver o filme!

Posso dizer que a qualidade desta nova versão está presente, que a história continua praticamente intacta e que contínua intemporal por não terem alterado o texto. Contudo, embora esta nova versão de Rei Leão tenha cativado, não me conseguiu conquistar como a primeira, faltando aquela emoção da novidade e surpresa, dando espaço para as grandes imagens realistas da película e quebrando em certos momentos o encanto original pela falta da vivacidade que as imagens originais continham.

Sendo agradável de ver e com um ritmo alucinante e sem quebras, os detalhes presentes nesta versão são únicos e a cor com que a película é apresentada são um ponto positivo da equipa criativa que torna este filme especial por ser o novo Rei Leão que já nos tinha conquistado na década de 90 e que agora regressou para relembrar e apaixonar novos públicos que conhecem assim umas das mais bonitas histórias que a Disney já nos contou.

05
Jul19

Aplausos merecidos para Toy Story 4

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Há muito que se esperava pelo quarto capítulo de Toy Story e agora que estreou posso dizer que a espera compensou pela qualidade com que esta película foi feita, fazendo inveja a muitos grandes filmes mundiais. Toy Story 4 é o melhor do universo que tem dado a conhecer a vida de Woody e do início ao fim nada falha nesta animação que une comédia à tristeza onde a verdadeira emoção é debatida através da amizade, partilha e angústia num ambiente que junta humor e drama.

Com Woody no centro da ação e com a apresentação de Garfy, o garfo que do lixo é transformado em brinquedo através de momentos bem engraçados, o elenco de Toy Story ganha nesta sequela novas personagens, como é o caso da primeiramente irritante Gabby Gabby que acaba por conquistar mesmo no final, e desenvolvimentos inesperados que cativam, preenchem e agarram até ao último minuto onde o desfecho volta a surpreender por deixar umas lágrimas nos olhos de todos nós. 

Elaborado por Andrew Stanton, os contornos deste quarto episódio de Toy Story são de uma qualidade tão incrível que da narrativa bem arrumada com uma boa história emocional, recheada de mensagens sobre a partilha, amizade, afetos e medos perante a ideia de nos sentirmos a mais e completamente dispensáveis, debatendo os sentimentos no limite com bons toques de união entre drama e humor. Em Toy Story 4 a reflexão sobre o que damos aos outros, mesmo que não sejamos correspondidos é demonstrada de forma tão especial que tudo faz sentido numa demonstração de que sempre vale a pena fazer o bem. A capacidade desta película de mostrar como todos podemos mudar e perceber quando é necessário avançar para novas fases é incrível. Com temas intemporais e universais, estes bonecos que parecem personagens de carne e osso convencem, mostram-nos em vários momentos pessoas que conhecemos e refletem realidades.

Este filme reflete a humanidade, num estado positivo e mensageiro, começando por demonstrar a incapacidade de Woody em aceitar que já não é o brinquedo preferido de Bonnie, mas ao mesmo tempo por ajudar a que a sua criança seja feliz com o seu novo Garfy e todos os brinquedos que têm estado do seu lado nos últimos tempos. Deixando o seu lugar reconquistado pelo novo membro dos brinquedos, Woody volta a viver após lutar e liderar e percebe que nem sempre é necessário estar do lado de uma criança para se ser feliz. O final deste quarto episódio é um misto bom de emoções e deixa tudo em aberto para o que poderá surgir no futuro, com personagens que parecem despedir-se e que poderão voltar mais tarde, como aconteceu desta vez com Bo Peep, a pastora que se ausentou no episódio 3 para agora voltar como co-protagonista cheia de força, vontade e confiança para ajudar a alterar o final pré-concebido mentalmente por quem está a ver este novo episódio, fazendo com que Woody olhe para a sua vida e perceba que é necessário mudar para voltar a ser feliz, num momento final comovente.