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O Informador

14
Set20

A Revolução do Big Brother já começou

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A Revolução do Big Brother assinala o regresso de Teresa Guilherme ao pequeno ecrã e o início da estreia desta nova temporada do reality show logo deu para perceber que o amor e os velhos trocadilhos, embora ainda com algum entrave, estão de volta à base central com que irá girar bastante esta temporada. Teresa regressou como a grande profissional que é, sem nervos e dentro do estilo a que já nos habituou. De branco desceu a escadaria já conhecida do estúdio, a meio da noite ficou descalça e a noite foi toda sua, sem hesitações e falhas, como tão bem preparada que sempre se apresenta. 

Os concorrentes começaram a desfilar para entrarem na casa e de início surgiu a dupla Andreia, de 40 anos, do Seixal e que logo mostrou forte pulso para liderar, mandar e irritar os restantes, e o Bruno, de 27, de Espinho. Ambos entraram no jardim da casa, mas foram recambiados para uma das novidades desta edição do Big Brother, o espaço dos infiltrados, onde os concorrentes seleccionados não entram como concorrentes mas sim como futuros concorrentes que terão missões e darão missões aos que estão em jogo para lhes tentarem roupar o lugar, sem que sejam descobertos. Logo depois surgiu a primeira concorrente a ficar na casa, a meio desorientada Carina, que com 21 anos e vinda de Gondomar, trabalha numa roloute e sonha ser atriz. Quantos concorrentes de reality show entraram com este sonho e praticamente todos ficaram pelo caminho? Até já lhes perdi a conta, mas agora surge uma nova sonhadora daquelas que ficará esquecida rapidamente após a sua estadia na casa da Ericeira. Logo apareceu a Sofia, de 38 anos, luso-brasileira sem sotaque, assistente de bordo que vive em Lisboa. Aparentemente sem nada de novo a acrescentar, mas tudo começou agora, como tal ainda é bem cedo para tirar conclusões. A par da Sofia entrou o Renato Ribeiro, de Penafiel (espero que não seja um novo cromo como o Pedro Alves), super convencido de 22 anos e com o seu ego bem lá em cima. De seguida surgiram Sandra e Jéssica, mãe e filha, de 23 e 44 anos, respetivamente, de Cascais. Em conjunto tiveram de escolher qual entrava, ficando a filha em jogo, sendo Sandra transferida para o espaço dos infiltrados, sem que a filha percebesse. Lá surgiu a Catarina, outra assistente de bordo, que se diz apaixonar-se bem facilmente mas também recuar num ápice. Primeira impressão que tive com esta concorrente foi mais a que de poderia facilmente entrar no Love On Top à uns anos atrás. Mais um que quer ser conhecido com o sonho da música, o André Abrantes, de 31 anos, que saiu da Ericeira para entrar na casa do Big Brother que está na Ericeira. Deste não tive grande opinião. Diretamente do Porto Alto surgiu o mulherendo, como se intitula, Michel, que também quer ser ator e modelo. Será que Endemol e TVI andaram a ver os castings da produtora Plural para as novelas ou dos candidatos a um reality show? E que dizer da tresloucada Joana, que vem de Cascais, e se afirma como beta destravada sem filtro e que também quer uma certa ajuda para lançar a sua marca de moda? Afirma que nunca se apaixonou com 20 anos e parece vir com um papel mal entendido de boazinha e todos os valores das tias da linha, só que dentro da casa está uma das suas paixões dos últimos tempos, o Michel, que se afirma como um conquistador... Coitaaaaaaada! Diana, que mais parece a nova campónia mas viajada da casa, casada sem filhos e amante de animais, parece ser uma sonhadora cheia de receios e ideias um pouco estranhas. Se for controladora e super arrumada, bem me parece que possa ser uma nova Noélia, com alguma disturção, desta temporada, mas com várias semanas com as nomeações às costas. Rui Pedro, de Oliveira do Hospital, vizinho da famosa Fanny, com grande mania de modelo, afirma-se competitivo, divertido e nada preguiçoso, mas não sabe cozinhar e limpar. Um alvo a abater certamente pelos outros se não quiser fazer nada na casa. Uma outra Jéssica, de Sintra, que não é hospedeira mas trabalhava no aeroporto, ou seja, esta edição está cheia de aviões com aquele perfil de cópia, futilidade, cópia e futilidade. André Filipe, do Barreiro, com 25 anos, que se assume como um espirito livre com ideias meio alucinadas no vídeo de apresentação, com namorada que ficou no exterior e que mostra ser um cromo com ideias do além daqueles que não existirá dose de paciência que o aguente. Este André pertence ao grupo dos infiltrados não concorrentes mas entrará na casa como sendo o agente que irá estar entre os chamados de agentes e os que estão em jogo. Zena e Rúben chegaram juntos à porta da casa, mas ficaram em espera que o grupo de infiltrados tomasse a primeira decisão do jogo, qual dos dois entrava na casa e o que ficava no jardim por uns tempos. A Zena entrou e o Rúben ficou ao relento, como se diz na gíria. Carlos, mais um que sonha com o mundo da música e se acha divertido mas na verdade a primeira impressão é a de mais um convencido a entrar, só mais um, de músculos feitos, daqueles que devem adorar desfilar de tronco nu ao longo do dia. Será que com tanto sonhador a ator e músico ainda surgirá um musical entre este lote de concorrentes? E o professor Luís lá aparece como o último a ser apresentado, revelando ser uma pessoa divertida, de pronúncia engraçada, com namorada e que até parece uma sujeito normal dentro do lote apresentado de concorrentes.

Com algumas entradas feitas e intervalo feito a meio das entradas, eis que numa cena tão mal encenada pela produção que logo se percebeu o que ia acontecer, Carina, Sofia, Renato Ribeiro, Jéssica, Catarina e André Abrantes, tiveram de sair da casa com alerta e ficaram presos no exterior da moradia e a conversa da Teresa logo demonstrou que estes seis concorrentes iriam passar os próximos dias ou semanas a viver no jardim, debaixo de uma tenda e com recurso a poucos acessórios de sobrevivência. Enquanto este circo foi montado no exterior, Joana e Michel ficaram trancados no confessionário para colocarem a conversa em dia sobre o conhecimento que já mantém antes de entrarem no jogo. As entradas sucederam e Diana e a segunda Jessica entraram diretamente para a casa, já Rui Pedro ficou no grupo dos outros, os que ficam a viver temporariamente no jardim. As restantes entradas foram acontecendo e a distribuição a ser feita.

10
Jan20

Harry e Meghan abdicam da família real

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O já esperado aconteceu mesmo e a família real britânica vê Harry e Meghan Markle deixarem todo o circulo mediático da monarquia para fazerem a sua vida e serem independentes financeiramente, sem dependerem dos orçamentos destinados à família, embora pretendam «continuar a apoiar totalmente Sua Majestade, a Rainha».

Foi através da rede social Instagram que o jovem casal anunciou o afastamento do núcleo da família real com uma mensagem bem esclarecedora para o futuro. 

“Após muitos meses de reflexão e discussões internas, optamos por fazer uma transição este ano, começando a desempenhar um novo papel progressivo dentro desta instituição. Pretendemos dar um passo atrás como membros "seniores" da Família Real e trabalhar para nos tornar financeiramente independentes, enquanto continuamos a apoiar totalmente Sua Majestade a Rainha. É com o vosso apoio, particularmente nos últimos anos, que nos sentimos preparados para fazer este ajuste. Planeamos agora equilibrar o nosso tema entre o Reino Unido e a América do Norte, enquanto honramos os nossos deveres para com a Rainha, a Commonwealth, os nossos patronos. Este equilíbrio geográfico vai permitir-nos criar o nosso filho com uma apreciação para com a tradição real na qual ele veio ao mundo, enquanto damos à nossa família o espaço para nos focarmos no próximo capítulo, incluindo o lançamento da nossa entidade de caridade. Esperamos compartilhar todos os detalhes deste emocionante próximo passo no devido tempo, enquanto continuamos a colaborar com Sua Majestade, a Rainha, o Príncipe de Gales, o Duque de Cambridge e todas as partes relevantes. Até lá, aceitem os nossos mais profundos agradecimentos pelo apoio contínuo. ”

O duque e a duquesa de Sussex

Mudando-se assim para a América do Norte, os duques de Sussex, pretendem afastar-se da vida real e dos afazeres monárquicos, protegendo e pretendendo dar ao filho uma outra educação.

Quem parece não concordar com toda esta situação é a Casa Real britânica que vê assim um dos seus importantes membros sair da formatura para se dedicar à sua nova família e ser independente, sem as obrigações e compromissos para o qual nasceu destinado. Acredito que a decisão tenha sido tomada de forma refletida e contra o aconselhamento da família real, que neste momento deverá estar a tentar resolver a situação para que a mudança não seja total.

Nos últimos tempos o casal já havia dado sinais de cansaço perante a vida real e também para com tudo o que tem sido publicado pela imprensa, sendo agora esta revelação nada surpreendente por existir vontade de afastamento por tudo o que tem sido escrito, dito e publicado sobre quem só já quer seguir o seu rumo sem todos os problemas da família real mais conhecida do Mundo e que parece estar a passar por uma fase de comunhão menos boa. 

 

 

27
Dez12

O Bairro da Estrela Polar

E já comecei a ler O Bairro da Estrela Polar, da autoria de Francisco Moita Flores. O livro já andava por aqui há umas semanas à espera que outros fossem lidos e agora chegou a sua vez.

Antes que comece a ser transmitida na TVI a série com o mesmo nome e trama, eu quis ler as aventuras problemáticas de Diana e dos seus companheiros do mundo da droga, crimes e trafulhices.

Esta é a primeira vez que leio algo de Moita Flores e pelos primeiros capítulos posso dizer que estou a gostar bastante da forma rápida como tudo se passa e acontece.

É um facto que este livro foge do normal no que toca a estes assuntos, já que normalmente tudo é contado na perspectiva das autoridades e do bem e aqui são os traficantes, passantes e criminosos os grandes protagonistas de tudo. Ver as coisas de outro prisma, perceber como se pensa quando se está do outro lado é algo estimulante e que ajuda a perceber que mesmo estando do lado do mal, existem sempre coisas boas para aquelas pessoas agirem da forma como agem.

Vidas de sacrifício, vidas desfeitas, vidas às costas... Todas as personagens de O Bairro têm algo para contar e mostrar porque são assim e porque agem de forma ilegal. Francisco Moita Flores está de parabéns com esta sua última obra literária e espero que a série que a estação de Queluz tarda em estrear esteja tão boa ou melhor que estas 332 páginas da publicação da Casa das Letras.