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O Informador

18
Abr20

Rotina mesmo de quarentena

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Os dias em tempo de isolamento tornam-se cansativos mas mesmo assim não deixo de fazer o meu horário mental de forma diária, tentando seguir à risca sem existirem grandes contratempos, logo agora que a vida é praticamente sempre mais do mesmo.

Acordo cedo porque a junção entre corpo e mente assim o exige por não conseguir dormir muito e assim o dia começa logo também com o rair do sol quando podia estar até mais tarde a desfrutar da amizade com a cama. Ao levantar cedo e ao tomar pequeno almoço percebo através do estado do tempo como se seguirá o meu dia. Se estiver a chover de manhã e tarde fico logo a saber que não irei sair sequer. Agora se o sol espreitar visto o equipamento de treino e lá vou eu, a solo, caminhar e fazer exercícios por caminhos mais isolados e no meio da natureza. Hora e meia a desfrutar da companhia dos sons naturais que nos são permitidos a quem vive mesmo ao lado do campo e que ajudam nestes tempos a desanuviar um pouco. Já de regresso a casa e banho tomado, a manhã vai acabando por passar, chega o almoço e a tarde é descontraída mas pensada. Geralmente começa entre séries até ao lanche, depois leitura e escrita até o sol se pôr e o momento do jantar chegar em mais um dia. Caindo a noite, é tempo de voltar ao pijama, ver o noticiário, assistir à novela e voltar depois aos livros ou séries, dependendo do estado de espírito para com as histórias que me estão a acompanhar nos dois campos.

14
Abr20

Vida minha dos novos dias...

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Vida minha dos novos dias, o que me está a acontecer?

Fechado em casa todo o dia estaria, se não tivesse ganho algum ânimo para começar a mexer o corpo com andamentos e corridas de forma diária. Acordo bem cedo e o pequeno almoço espreita após a higiene matinal. Logo me despacho e não me deixo arrefecer, trocando de roupa e deixando que o corpo me guie para uma viagem caminhante que vai ganhando alento ao longo de quase hora e meia pela mata ao lado da aldeia virada ao sol e com ventos fronteiriços. 

Oh que bem que este momento fora de casa cai bem para logo depois as quatro paredes me voltarem a receber para que hora após hora o dia seja passado entre comidas, conversas, leituras, televisão, arrumações e escritos. Tanto que parece ter para fazer e ao final do dia dou por mim a pensar que o tempo foi passando e a desconcentração foi total, sem estar orientado num só sentido. A minha mente e a vontade de estar a par de tudo tornam-me num frenesim constante que não me deixa assentar para começar, seguir e terminar um só objetivo de cada vez. 

01
Mar20

Eles já usam o multibanco

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Hoje falo da teimosia que existia por parte dos meus pais para utilizarem um simples cartão multibanco. Sim, aos trinta e três anos, só agora consegui que se dirigissem comigo a uma caixa automática do sistema bancário nacional para lhes explicar como é fácil todo o processo de levantamento e consulta da conta bancária. Parece irreal mas é verdade! Em 2020 os meus pais vão finalmente utilizar o cartão multibanco, quando muitos de nós já estamos num outro processo de pagamentos através dos telemóveis e não só. 

Entre os senhores meus pais o cheque foi sempre um «ai Jesus» do dinheiro. Era necessário levantar algum, passavam um cheque mensal, um deles ia ao banco e levavam a quantia para casa, ficando a mesma para ser governada por umas boas semanas. Se existisse um pagamento acima do normal a ser feito, o mesmo seria realizado com um outro cheque passado ao comerciante. Onde isto existe em Portugal do século XXI com toda a evolução que possuímos?

Agora, e somente porque o banco deixou de enviar o extrato da conta para casa, lá consegui com que torcessem a orelha e por vontade dos próprios lá fomos ter a aula de simplicidade para começarem a utilizar o bonito cartão. Cheguei com os dois ao multibanco e percebi que o meu pai acabou por fazer tudo sozinho, parecendo as crianças que estão a fazer algo de novo, sabem como se faz mas hesitam e questionam se é assim. Consultou, levantou, colocou e tirou cartão e ficou tudo certo. 

Já lhes expliquei, uma vez mais mas as outras foram em vão porque já sabia que nada ia ser feito, como têm de fazer pagamentos em lojas e supermercados sem qualquer complicação. Sim, até nesse ponto tudo era pago em dinheiro vivo.

21
Fev20

Primeiras impressões

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O primeiro impacto que tenho com alguém é bastante importante para definir como irei lidar com essa mesma pessoa nos próximos contactos. Gosto de dizer que é raro ficar errado quanto à opinião inicial e cada vez tenho mais a certeza que o meu sexto sentido perante os outros está cada vez mais apurado. 

Sou cauteloso para com quem conheço, não dando espaço e gostando de analisar logo nos primeiros tempos quem está do outro lado. Quem entrar logo pelos primeiros momentos com um discurso muito à vontade quando nem me conhece e se acham os macacos reis do Zoo, logo fico de nariz meio de esguelha para ter uma maior atenção daí em diante. As pessoas que não entram com calma comigo e perante as quais logo percebo que a minha forma de estar na vida, nas mais diversas situações, não encaixa com quem chega pouco ou nada conseguirão fazer para que mude de ideias, acabando por cortar o mal pela raiz. 

Se não me conhecem, não se estiquem como se fossem os meus melhores amigos, porque levam logo com uns pontos negativos na caderneta, o que irá fazer com que fiquem de fora na mesma e depois nem como suplentes conseguem entrar. Calma comigo nos primeiros tempos, porque primeiro tenho de avaliar e os anos têm revelado que não costumo errar após as primeiras impressões que tiro de cada um.

15
Jan20

Fins-de-semana que pesam

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Atualmente trabalho com horários rotativos e ao longo dos sete dias da semana, com folgas também elas rotativas. Se já o tinha feito durante dez anos, parei por doze meses quando encontrei um horário apelidado de normal, e agora há mais de um ano voltei a ter os fins-de-semana como dias de trabalho na minha agenda e o pior é que foi por opção própria.

Tudo parece correr bem numa forma inicial e neste caso o ambiente em equipa contribui para levar as coisas em diante, no entanto quando venho de uma folga ao Domingo, a Segunda-feira consegue ser um dia tão pesado que custa a passar e onde os pensamentos são encaminhados para a ideia de que tenho de sair e procurar um trabalho com horários normais. Agora sempre ou quase sempre, a ver mais de meia sociedade a desfrutar dos Sábados e Domingos, ter as pessoas próximas em casa nesses dias e perceber que os meus dias de pausa calham justamente quando todos estão a trabalhar é frustrante e acaba por desgastar.