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O Informador

01
Ago20

Detesto despedidas!

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Existem despedidas que nos tocam e mesmo quando as pessoas não nos são ou estão próximas acabamos por perceber que a vida sempre acontece e se transforma para novas fases, onde cada despedida de um local e grupo dá lugar a um novo alento de cada um para começar de novo e apostar no que acredita.

Há uns dias, e mais uma vez entre os vários Adeus! dentro do género, uma das pessoas que "conheço" e com quem falo há anos devido às parcerias do blog decidiu deixar o seu lugar numa empresa com quem costumo colaborar. Um email inesperado que ditava o fim de uma etapa que acaba por marcar um novo recomeço. Tudo começava com um «Boa tarde! Hoje é o meu último dia...» e somente estas palavras já começavam a causar algum desconforto deste lado, do recetor e leitor de cada frase. Custa, sempre se torna num momento pesado cada despedida, para mais de pessoas que sempre se lembram de nós, que de certa forma nos reservam um pequeno canto nas suas memórias e lembranças e que de um momento para o outro deixam de estar em determinado local para abraçar outros horizontes, que talvez poderão voltar a cruzar caminhos, como por vezes tem acontecido. 

Confesso que ao abrir o email e perceber do que se tratava fiquei simplesmente sensibilizado por esta partida de quem de longe sempre mostrou interesse em comunicar, falar, partilhar e acarinhar quem segue a sua linha de raciocínio e gosta essencialmente de estar numa sintonização de harmonia e comunhão. Nenhum destes «Adeus!» tem de ser definitivo e sei que mais cedo ou mais tarde existe um novo regresso, num outro local, como novos pontos de destaque e um «Voltei a uma nova casa!». Sim, quando se acredita em quem está do outro lado e se percebe que é com empenho e dedicação que os ciclos profissionais são feitos, tudo se torna possível, uma vez que abraçando uma vez uniões que dão resultado com as pessoas certas, para sempre esses momentos se tornam eternos, lembrados e memorizados para que assim que possível se descubram novos caminhos onde os que ficaram congelados no passado são convidados a entrar. 

30
Mai18

A despedida

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As despedidas nunca foram o meu forte e hoje serei eu a deixar o projeto onde permaneci por um ano, primeiramente com vontade de agarrar o lugar e para o fim com a ideia que o final tinha de acontecer o mais rapidamente possível a favor do meu próprio bem estar.

Hoje é o dia, exatamente um ano após o primeiro, quando tudo começou, sendo necessário aprender tudo sobre uma área que não conhecia. Com um primeiro mês de aprendizagem e onde o desenrascar era necessário, as coisas foram acontecendo e hoje saio com o sentimento de missão cumprida, dando o meu melhor, esteja num bom estado de espírito ou não, aqueles momentos são para dar o que melhor tenho em termos laborais e isso não me falha, ou raramente falha. A equipa sempre me deu incentivo e no momento em que aos poucos se ficou a saber que a minha saída estava prevista por vontade própria vários foram os que tentaram fazer-me voltar atrás numa decisão já tomada. Sou de ideias exatas e quem me conhece sabe que quando tomo uma decisão que a mesma é para levar em diante e assim foi. Quase dois meses passaram após a conversa sobre a saída e hoje entrarei, subirei as escadas para mais um dia normal de trabalho, onde nem o facto de mudar de funções me fez ficar porque a vontade já foi decidida e não há quase volta a dar.

Trabalharei até à última hora do horário destinado, ensinarei quem ficará no meu lugar e deixarei o lugar com a certeza que fiz um bom trabalho. Os meus pensamentos não estão sozinhos nesse campo e quando se tem uma equipa a mostrar agrado pelo que foste fazendo e da forma como evoluíste rapidamente numa área laboral que não era a tua, é bom. Sempre é bom receber elogios e quando se tem ideia de que se está bem e se consegue perceber pelos outros que tens razão no que pensas sobre ti, perfeito.

Hoje será o Adeus, sei que irei soltar uma lágrima e que estes doze meses ficarão para sempre na lembrança. Trabalhei, conversei, brinquei, sorri e até me deixei emocionar. Muito aconteceu ao longo desta passagem com dias menos bons por me sentir sem vontade para enfrentar as horas onde já não estava bem, mas sempre disfarçando e dando o melhor que consegui. Mas também onde os bons momentos acabam por abafar os menos bem passados. 

01
Jul14

Judite e André

As palavras de uma mãe que viu a sua vida mudar em pouco tempo! Primeiro uma separação que a deixou sozinha mas sempre acompanhada pelo seu menino. Agora a perda do único filho, o André! Judite de Sousa, a jornalista e diretora de informação da TVI deixou uma carta pelo seu mural de Facebook onde revela a dor e os múltiplos sentimentos deste momento pelo qual foi obrigada a passar!

Perdi o meu filho. O meu único filho. A luz que dava sentido à minha vida. O meu santo que tantas alegrias me deu. Bom filho, bom estudante, inteligente. Com uma carreira de sucesso. Não sei como vou ultrapassar esta dor. O que sei é que uma parte de mim morreu com o meu André. Interrogo-me sobre o sentido da minha vida. As minhas escolhas, a minha vida focada no trabalho, na escrita, tendo sempre presente que o meu filho era quem mais se orgulhava do que eu fiz e construí ao longo da minha vida. Fiz tudo para que nada faltasse ao meu André, mas não consegui salvar-lhe a vida. Um fracasso e uma tragédia. Estranha vida a minha! Realizada profissionalmente, dramática pessoalmente. O último ano foi penoso. Apenas existía o meu André que me dizia muitas vezes: " Mãe, não vais ficar sózinha". E eu acreditava. Acreditava. Eram palavras ditas pelo meu filho, um jovem ponderado e sensato. 

Esta conversa vai longa. Pretendo apenas, por este meio, agradecer as muitas mensagens e emails que recebi nas últimas 48 horas. Nâo tenho palavras para expressar a minha gratidão. A todos. Do fundo do meu coração.

Não existem palavras de reconforto neste momento para um mãe que tem de ver o seu filho partir por razões inaceitáveis!

11
Jun14

A despedida de solteiros dos afilhados

fotografia 2 (4)Há uns meses eles anunciaram que iam casar, há uns meses eles convidaram-me para padrinho do seu casamento, na noite passada foram as suas despedidas de solteiros, em simultâneo, e agora o casamento já bate à porta. Sábado será o grande dia!

O tempo passa num instante! Ainda agora me lembro quando a Cátia me convidou para ser o seu padrinho de casamento e o dia do enlace já está aí! Na altura fiquei contente, reagi de forma imóvel e sem saber bem o que dizer ou fazer, agora estou expectante e a querer que tudo aconteça! Naquele serão do convite logo aceitei e não podia sequer recusar por ser a pessoa que é e por ser uma das «criaturas» que escolhi para fazer parte da minha vida. Adoro a Cátia, gosto muito do seu já quase marido, o Paulo, e tinha lá eu algum motivo mau para recusar tal oferta?! Fiquei honrado!

Já tenho tudo preparado... A roupa, o presente, a leitura da igreja e a boa disposição para o dia! Estou ansioso para que Sábado amanheça com um sol lindo, com os pássaros a cantarem e com a felicidade a fazer-se sentir. Gosto demais!Despedida