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O Informador

03
Nov20

A Rapariga Invisível | Carlos M. Queirós

Cultura Editora

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Título: A Rapariga Invisível

Autor: Carlos M. Queirós

Editora: Cultura Editora

Edição:1ªª Edição

Lançamento: Agosto de 2020

Páginas: 288

ISBN: 978-989-8979-84-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Agosto, Hospital de São João. Rafael Castro está a ser operado a um tumor cerebral. Nos últimos dias, a pequena Eva, uma criança que só ele vê e ouve, como se um sonho lhe tomasse as faculdades mentais, tem sido uma companhia constante. A menina deu-lhe uma missão: salvar Rita Lemos, a mulher que estava em coma havia cerca de dois anos, num eterno sono, numa cama do piso oito.

Será que Eva é uma alucinação própria da doença? O Dr. Pinto Fraga pensa que sim. Mas opinião divergente tem o seu colega Wilson Mendes, vindo do Brasil para provar que o tumor estava a originar que determinados mecanismos cerebrais coincidissem numa espécie de ligação com uma dimensão desconhecida.

Baseado em factos verídicos, A Rapariga Invisível é uma magnífica história misteriosa, assombrosa e tocante. Uma mensagem de esperança. Esperança no amor, na vida, na determinação, no futuro e na coragem de aceitar o desconhecido.

 

Opinião: Fortes dores de cabeça levam Rafael até ao centro hospital da sua zona para uma consulta agendada para o final da tarde. Enquanto aguarda a sua consulta uma voz bem jovem faz-se ouvir em exclusivo para si e a partir desse momento o que parecem adivinhações deste homem para médicos e assistentes não passam de certezas dadas por esta criança que não existe para os comuns mortais mas que na mente de Rafael tem voz, corpo e muito para contar a este homem que necessita urgentemente de ser operado a um tumor cerebral, que acaba por se refletir de forma inexplicada em sons vindos do além. Com estes inusitados acontecimentos, a voz da pequena Eva vai relatando o que vai acontecer logo de seguida, como uma previsão do futuro exato e também mais distante, ditando que Rafael tem ao seu encargo salvar-se e também ajudar Rita, uma mulher do seu passado, que se encontra há dois anos em coma sem qualquer explicação lógica para tal. 

14
Jul20

A Bibliotecária | Salley Vickers

Cultura Editora

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Título: A Bibliotecária

Título original: The Librarian

Autor: Salley Vickers

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2020

Páginas: 312

ISBN: 978-989-8979-48-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Em 1958, Sylvia Blackwell, recém-licenciada de uma das novas escolas de bibliotecários do pós-guerra, assume um emprego como bibliotecária infantil numa biblioteca degradada na vila de East Mole.

A sua missão é despertar o entusiasmo das crianças de East Mole pela leitura. Mas o caso amoroso de Sylvia com o médico da vila casado e a amizade com a sua filha precoce, o filho do vizinho e a neta negligenciada da senhoria acendem os preconceitos da comunidade, ameaçando-lhe o emprego e a própria existência da biblioteca, com consequências dramáticas para todos.

A Bibliotecária é um testemunho comovente da alegria de ler e do poder dos livros em mudar e inspirar todos nós.

 

Opinião: A Bibliotecária é um livro sobre livros, mais especificamente de livros infantis, onde o degradado núcleo de uma biblioteca infantil se torna o centro da ação quando Sylvia chega a East Mole com novas ideias e partilhas para fazer chegar a literatura aos mais novos. 

Numa história que envolve companheirismo, amor, amizade, vontade de ajudar e partilha nos anos 50, Sylvia é apresentada como uma jovem formada com um novo mundo para ser explorado e perante o qual quer valorizar o seu conceito entre a união entre os livros e os pequenos leitores. Na vila onde é acolhida rapidamente acaba por encontrar uma sociedade bem diversificada onde tanto consegue ser aceite como a nova vizinha bibliotecária como consegue gerar olhares menos positivos pela resistência perante a mudança e os receios das tomadas de lugar.

Sylvia desce cedo consegue apelar à visita ao espaço infantil da biblioteca da vila aos seus vizinhos mais novos do lado e consequentemente consegue abranger o serviço escolar, conhecendo novos rostos que chegam à localidade também com novos horizontes perante o futuro numa vila fechada e com costumes bem vincados. O carinho pelas crianças, o amor impossível por um homem casado que a leva a idealizar uma mudança de vida pessoal, o contraste nas relações para com os vizinhos, as incompatibilidades com a senhoria e um chefe altruísta. Acima de tudo relações que surgem e que se vão transformando com o tempo em que Sylvia convive, transforma e deixa que cada um entre na sua vida com espaço, alterando a forma de estar e enfrentando os vários problemas que se vão colocando pelo caminho com os entraves que os opositores lhe vão colocando e o apoio de quem lhe quer bem. 

29
Fev20

O Apelo Selvagem | Jack London

Cultura Editora

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Título: O Apelo Selvagem

Título Original: The Call of the Wild

Autor: Jack London

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2020

Páginas: 120

ISBN: 978-989-8979-60-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: O Apelo Selvagem, considerado por muitos um dos melhores romances alguma vez escritos, é uma história emocionante de um cão heróico chamado Buck que, quando é arrastado para a vida brutal da corrida ao ouro no Alasca, vai ter que escolher viver no mundo do Homem ou abraçar o seu lado selvagem.

Um clássico emocionante para todas as idades, memorável e recheado de aventura, O Apelo Selvagem é daqueles livros que, uma vez lidos, nunca mais se esquece.

 

Opinião: Jack London retratou em O Apelo Selvagem uma realidade bem sombria, áspera e ao mesmo tempo cativante da forma como os cães sobrevivem no Alasca, onde o árduo trabalho e pesado fazem parte das leis da natureza. 

Contando a história de Buck, um cão que é retirado da sua pacata e familiar vida na Califórnia para enfrentar a força dos sacrificios do Alasca após ser roubado, vendido e mal tratado. Cresceu como um cão de casa, meigo, gentil e preocupado, para enfrentar os desafios da sobrevivência pela qual teve de lutar posteriormente. Usando a sua força para transportar a carga contra os tempos frios, passando de mão em mão e com proprietários bem difíceis, este cão vê a sua vida em transformação e da solidão acaba por criar a vitória, liderando equipas de cães, enfrentando adversários, ganhando força e tornando-se selvagem graças à necessidade de sobrevivência. Os anos e a necessidade tornam Buck num cão selvagem, onde tudo termina.

Num livro bem real e que retrata a realidade para muitos desconhecida, esta é a história de vida de um cão como tantos outros, contada como uma fonte de inspiração para que nunca se desista das verdadeiras vontades, mesmo que os momentos sejam contraditórios. O Apelo Selvagem é um romance recheado de contradições para quem tem animais como companhia, existindo um debate constante perante as relações dos vários humanos que passam pela vida de Buck e que seguem contra as habituais regras de respeito animal, ajudando a debater a crueldade de certas sociedades.

 

 

17
Jan20

A Morte do Papa | Nuno Nepomuceno

Cultura Editora

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Título: A Morte do Papa

Autor: Nuno Nepomuceno

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2020

Páginas: 352

ISBN: 978-989-8979-40-7

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Uma freira e dois cardeais encontram o corpo sem vida do Papa sentado na cama, com as mangas da roupa destruídas, os óculos no rosto e um livro nas mãos. O mundo reage com choque, sobretudo, quando Pedro, um delator em parte incerta, regressa à ribalta e contraria a versão oficial. Porém, tudo muda quando imagens de  um escritor famoso vêm à tona, colocando-o na cena do crime.

Enquanto as dúvidas se instalam, um jornalista dedica-se à investigação do desaparecimento de uma adolescente. Mas eis que um recado é deixado na redação da Radio Vaticana. Com a ajuda de um professor universitário e da sua intrépida esposa, os três lançam-se numa demanda chocante pela verdade. O corpo da jovem está no local para onde aponta o anjo.

Pleno de reviravoltas e volte-faces surpreendentes, intimista e apaixonante, inspirado em factos reais, A Morte do Papa conduz-nos até um dos maiores mistérios da história da Igreja Católica, a morte de João Paulo I. Tendo como base os cenários únicos da Cidade do Vaticano, este é um thriller religioso arrebatador, de leitura compulsiva, e igualmente uma incursão perturbadora num mundo onde a ambição humana desafia o poder de Deus.

 

Opinião: Parece começar a ser cliché, mas não consigo ler um livro de Nuno Nepomuceno sem admitir o quanto é bom ter a oportunidade de conhecer a obra de um dos nomes fortes da literatura nacional nos tempos que correm. Mais uma vez a capacidade do autor de surpreender com um bom enredo foi superada e após os sucessos que me prenderam nos últimos anos, agora foi a vez de A Morte do Papa de chegar, conquistar e ficar desde logo entre os preferidos do ano, que ainda mal começou. 

Pegando no já conhecido professor Afonso Catalão e na sua mulher, a jornalista Diana, para que juntos protagonizem um thriller religioso recheado de suspense e mistério. Nesta obra a ficção atual faz uso de uma realidade com anos, cruzando histórias, tempos e personagens num mundo existente mas onde tudo é transformado numa pura criação onde Nepomuceno como que recria a morte do Papa João Paulo I nos tempos modernos e perante o nome da sua criação, o Papa Mateus I. 

Encontrado morto após 33 dias de ser eleito, o enredo desta obra arranca quando o anúncio da morte do Papa surge pela imprensa. A partir daí a trama desenrola-se para se cruzar com o misterioso desaparecimento antigo de uma jovem de 15 anos. O jornalista Paolo investiga o desaparecimento de Gabriella, já Diana encontra-se curiosa com a morte do Papa Mateus I. Duas histórias semelhantes ao que é contado de outros tempos e que neste livro se cruzam de tal maneira que conseguem agradar ao longo de toda a leitura. 

16
Out19

Deixa-me Mentir | Clare Mackintosh

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Título: Deixa-me Mentir

Título Original: Let Me Lie

Autor: Clare Mackintosh

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2019

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8979-03-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico e recomeçar a sua vida.

O novo namorado e a filha trouxeram alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o esforço para superar os traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado, de repente, volta à tona trazendo ainda maior dor e devastação.

No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém possa fazer uma brincadeira dessas? Ou, de facto, há algo por descobrir por trás do suposto suicídio dos seus pais?

Deixa-me Mentir tem o ritmo avassalador das grandes obras primas do thriller internacional. Cheio de reviravoltas, deixa qualquer leitor em estado de alerta da primeira à última página.

 

Opinião: Após o sucesso de um grande enredo que foi Deixei-te Ir, acreditei que com Deixa-me Mentir teria também uma grande obra em mãos de Clare Mackintosh. Logo com o início da leitura percebi que estava completamente enganado e assim se confirmou até ao final. A questão que fui colocando enquanto arrastei esta obra comigo foi mesmo na ideia que a autora terá tido para alterar os temas base com que vinha a liderar anteriormente, mudando para pior, e criando desta vez uma história dececionante que em nada consegue acompanhar os sucessos anteriores. 

Com um estilo que agradou aos leitores através do suspense criminal, desta vez Clare decidiu baralhar demais, criando um thriller psicológico a que não conseguiu sequer dar um bom arranque para prender quem está do outro lado. Não consegui entrar nesta obra como desejado, não criando empatia com qualquer personagem por existir falta de capacidade para uma que fosse chegar junto do leitor. Todos pareciam peões armados, ora vai para aqui, ora aparece do outro lado porque alguém anda atrás de ti e tu já não devias existir. Entendi a ideia base, isso sim, mas a forma como tudo foi desenvolvido correu tão mal que senti pena deste livro por ser uma autêntica nódoa perante o que foi feito anteriormente.