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O Informador

Vem ai a 92ª Feira do Livro de Lisboa

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É já este mês que a Feira do Livro de Lisboa assinala a sua 92ª edição. Será entre os dias 25 de Agosto e 11 de Setembro no Parque Eduardo VII que a grande concentração literária de Portugal acontece e claramente que irei por lá passar. Preparada e organizada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, a Feira do Livro decorrerá nos últimos dias de Agosto e início de Setembro transformando o espaço verde da capital num autêntico roteiro literário a que todos os amantes de livros não gostam de faltar. 

Este ano a Feira do Livro contará com trezentos e quarenta pavilhões, cento e quarenta participantes, uma vasta programação cultural onde se juntam os espaços de lazer e convívio onde é possível petiscar ao longo da visita, existindo como é hábito as sessões de autógrafos, conversas com autores e editores, debates, lançamentos e também concertos, tal como outros eventos envolventes com o mundo literário. 

Em 2021, com limitações na lotação do espaço de cinco mil e quinhentos visitantes em simultâneo, com entradas controladas, o certame recebeu cerca de trezentos e cinco mil visitantes ao longo dos vários dias, este ano, sem limites e imposições, a APEL espera alcançar novos e mais altos valores no que toca ao número de visitantes. Que assim seja, para que possamos mostrar que a literatura tem ganho novos leitores e reforçando a sua presença junto das novas gerações. 

 

Filho do Meio estreia Romeu & Julieta

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O Teatro do Bairro, em Lisboa, viu estrear na passada Quarta-feira, 15 de Dezembro, o novo espetáculo do grupo Filho do Meio na sua sala, Romeu & Julieta tem agora uma nova versão à disposição do público.

Na versão apresentada da célebre história de William Shakespeare, a conhecida tragédia romântica é contada de forma diferente da que todos conhecemos. Desta vez Romeu & Julieta conta com uma história contada ao contrário, do final para como tudo começou. O público é convidado a conhecer o par romântico perante a tragédia final e vai acompanhando como tudo foi acontecendo até ao momento que dá início ao espetáculo. 

Numa história contada de trás para a frente e sempre com o amor reprovado como pano de fundo, nesta versão do famoso clássico literário e dos palcos mundiais o ênfase vai para a esperança no amor que nunca é uma perda de tempo na vida de quem se deixa levar pelos verdadeiros sentimentos pelo outro e essencialmente pelo próprio. 

Contada através de vários episódios, esta história conhecida e contada ao contrário é facilmente assimilada, estando os diferentes momentos de retrocesso distinguidos e separados através de coreografias pausadas entre todas as personagens que ajudam também na alteração do cenário, mostrando o momento em que se volta um pouco atrás no tempo para se apresentar toda a história, da morte aos medos, do último beijo ao conhecimento inicial do par romântico em cena. 

Voltei aos Monólogos da Vagina

Monólogos da Vagina

Hoje é dia de partilhar contigo que ontem voltei a assistir, pela segunda vez desde que estreou em Portugal, ao espetáculo Monólogos da Vagina.

Quase dois anos e meio depois da minha primeira vez na plateia desta produção, voltei a assistir, com elenco renovado e agora no Teatro Politeama. Nada falha neste espetáculo onde as mulheres e as suas vaginas estão em destaque, sem esquecer os seus parceiros de cama e não só. O amor, o orgasmo, o preconceito, a dor, as origens, o auto conhecimento entre bons momentos de comédia e também em partilhas mais pesadas são desta vez retratados pelas vozes e interpretações de Marta Andrino, Sofia de Portugal e Teresa Guilherme, que seguem a linha dos elencos anteriores de darem um bom espetáculo ao público que agora procura a sala do Teatro Politeama para mais uma temporada desta fantástica produção da Yellow Star Company que tem enchido as salas da capital e de Norte a Sul do país, ilhas incluídas.

IVAucher em Destaque

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O novo programa público que pretende beneficiar os setores do alojamento, cultura e restauração, convidando os consumidores a reutilizarem mais tarde o valor do IVA gasto agora nesses mesmos setores foi lançado, está a ser pouco divulgado, mas não deixei passar o tema sem o comentar no blog e com isso consegui que a equipa do Sapo me presenteasse com um Destaque do texto que se encaixa dentro do departamento de Finanças, Chegou o IVAucher.

 

Chegou o IVAucher

IVAucher

Dia 01 de Junho de 2021 assinalou o arranque do programa público IVAucher, onde os setores do alojamento, cultura e restauração vão sair beneficiados e ajudar os consumidores a poupar. Segundo a explicação tornada pública, o IVAucher pretende estimular o consumo nestas três áreas que foram bastante afetadas nestes tempos de pandemia. 

A intenção será acumular o valor do IVA nestes três setores e depois poder gastar esse mesmo valor mais tarde. Numa primeira fase, de 01 de Junho a 31 de Agosto, os consumidores vão acumular o valor nestes três setores se pedirem NIF no ato das compras. Na segunda fase, ao longo do mês de Setembro, teremos de validar as faturas para se apurar o valor que poderá ser utilizado de 01 de Outubro a 31 de Dezembro nos três mesmos setores - alojamento, cultura e restauração - num limite de 50% por compra. Ou seja, primeiro pagamos o IVA, depois confirmamos para poder reutilizar o total do valor gasto em futuras compras e em metade do valor das faturas dentro dos setores permitidos na campanha. 

A acumulação do valor é feita de forma automática e depois será necessário, na fase de aprovação, visitar o site do IVAucher ou no Portal das Finanças, existindo também a aplicação do IVAucher onde tudo pode ser visto e explicado, havendo ainda a possibilidade de adesão num operador de pagamentos Pagaqui espalhados pelo país para a possível validação ser feita dentro do prazo. 

A saída da Yellow Star Company do Teatro Armando Cortez

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A notícia de que a nova direção da Apoiarte - Casa do Artista decidiu não renovar o contrato que tem mantido ao longo dos últimos anos com a produtora Yellow Star Company para a utilização do espaço do Teatro Armando Cortez surgiu nos meios de comunicação social e acaba por deixar o sector da cultura mais uma vez consciente de que existe mesmo um lado negro por detrás das artes que parece mostrar que por muito que se lute para seguir em frente as dificuldades sempre vão surgindo de algumas partes. 

Como é referido no comunicado enviado às redações, a produtora dirigida por Paulo Sousa Costa tem estado a utilizar o Teatro Aberto Cortez como a sua principal sala de espetáculos e também como escritórios, salas de ensaio e armazém ao longo dos últimos cinco anos e meio. Na sala várias foram as peças levadas a cena, 74 exatamente, com dezenas de sessões cada e milhares de espetadores que esgotaram os mais variados espetáculos. A sala que parecia abandonada e somente utilizada de forma esporádica passou a ganhar vida todas as semanas, quase todos os dias a partir do momento em que a Yellow Star Company se conseguiu instalar, dando vida ao espaço e tornando-o num pilar para o teatro nacional nestes anos. Agora, numa altura em que a paragem forçada devido à pandemia terminou e as artes voltam a surgir nas nossas vidas, a direção da Casa do Artista resolveu terminar o acordo com a produtora e deixou tudo o que existia para trás, dando três meses para que a saída da produtora do espaço aconteça, quando a programação da temporada já estava delineada até ao início de 2022.

Neste momento a direção da produtora começa a procurar um novo espaço, sendo conhecido que dentro da grande Lisboa os espaços teatrais estão todos ocupados por outras empresas da área, sendo possível que numa primeira instância os próximos projetos que venham a cena da Yellow Star Company poderão acontecer fora das salas da capital, até que um novo espaço surja e consiga ter as condições necessárias para poder receber artistas e público nas melhores condições como tem acontecido até aqui. Neste momento e até Julho, no Teatro Armando Cortez será possível ver as peças Monólogos da Vagina e A Ratoeira e para já é aproveitar as duas boas produções que se voltarem não será mais na sala que pertence ao património da Casa do Artista.