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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

13
Out18

Espétaculos com IVA reduzido a 6%

| O Informador

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A alteração já andava a ser preparada, mas agora, na preparação do Orçamento de Estado para 2019, o Bloco de Esquerda conseguiu levar a melhor e acordou com o Governo liderado por António Costa a redução do imposto sobre os espetáculos culturais de 13% para 6%. 

Foi Mariana Mortágua, após reunião do partido com o Primeiro-Ministro, que anunciou esta vitória para as atividades culturais onde se incluem o teatro e os concertos. O IVA sobre os espetáculos será assim reduzido no próximo ano, numa vitória para as artes nacionais. 

18
Set18

Isto Vai Doer | Adam Kay

| O Informador

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Título: Isto Vai Doer, Diário Secreto de um Médico

Autor: Adam Kay

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Agosto de 2018

Páginas: 240

ISBN: 978-989-8886-25-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Isto Vai Doer é um relato emocionante, cómico, e assustador de quem esteve na linha da frente no Serviço Nacional de Saúde britânico, numa profissão na qual as horas semanais de trabalho podem chegar a noventa e sete, em que diariamente é necessário tomar decisões de vida ou morte e a vida pessoal é relegada para segundo plano, não existindo tempo para os amigos e para relações duradouras.

Esta é a história pessoal de Adam Kay, que utilizou o seu extraordinário sentido de humor para contar a sua experiência enquanto médico interno no Serviço Nacional de Saúde britânico. Em 2010, após seis anos de formação e outros seis como médico, abdicou da profissão por sentir que as condições impostas pelo sistema eram extremas e irracionais, nomeadamente remuneração mal ajustada em relação ao nível de responsabilidade exigido, que tiveram um forte impacto na sua vida profissional e pessoal.

 

Opinião: Isto Vai Doer, Diário de um Médico não se encontra de todo dentro das opções literárias que escolho numa primeira ronda, no entanto a surpresa inicial quando dei a primeira vista de olhos por algumas páginas deixou-me desde logo perceber que iria ficar com outra ideia sobre um livro que retrata o dia-a-dia, de forma cómica mas também com algum peso, de um médico interno que integra o serviço nacional de saúde britânico. 

De médico a guionista de séries, Adam Kay estudou medicina e ficou anos entre turnos pelas urgências e consultas, perdendo momentos de vida, ocasiões familiares importantes, matrimónios e funerais das pessoas que lhe eram mais próximas, até que decidiu colocar um ponto final na exaustão que a profissão lhe causava. Após deixar o seu lugar clínico, Adam entra no mundo da ficção e é já livre de todo o modelo de saúde que pensa em colocar o seu diário de bordo disponível para todos. Alterando datas e nomes, surge assim Isto Vai Doer, como uma autêntica bomba atómica de bom humor, queixumes, azia, pressão, insegurança, alegria e preocupação sobre o que continua a ser feito numa das áreas mais importantes da sociedade britânica que demonstra muito o que se passa pelo Mundo. 

Através de uma escrita completamente despreocupada e sem preconceitos sobre o que pode e não pode ser revelado, Adam Kay revela praticamente o melhor e o pior do que foi vivenciando. Festejando as vitórias diárias dos bem sucedidos casos que entram pelas urgências e terminam entre risos e abraços aos complicados problemas sobre o que pouco já se consegue fazer nos momentos de angústia que por vezes ainda conseguem piorar. Entre o caos e o cansaço, o desassossego e as horas de sono perdidas, este profissional fez da angústia a força e dos medos a luta. 

Explicando dados, fórmulas e impressões referência entre especialistas, o autor deste diário descomplexado revela ao leitor tudo, dos momentos de simples consultas aos pormenores cirúrgicos, mas sempre sem perder o fôlego, mesmo quando se deixa abater ao longo das noites mais puxadas e após horas de serviço intermináveis. Existirá valor para pagar a quem salva vidas sem conseguir descansar, perdendo a sua própria vida para a dar aos outros? 

Isto Vai Doer é daquelas leituras rápidas onde a cada dia que passa deste diário somos levados a rir, a abrir a boca de espanto, pensando em como certas situações acontecem sem que muitas vezes o paciente se aperceba do risco que corre. A balança entre o ser pessoal e o profissional é colocada à prova nesta obra que vejo como um retrato bem elaborado de qualquer serviço de saúde onde todos protestam mas que poucos conseguem ter voz. O amor pelo que é feito perante vidas que têm de ser salvas acaba por deixar que muitos prossigam e deixem as suas vidas de lado em troca de sorrisos de «Obrigado». 

15
Set17

Arte com Lápis

| O Informador

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Os lápis entraram na Arte e neste momento já não servem somente para pintar. É que existem artistas que andam a utilizar e reutilizar lápis para criar peças únicas que resultam em fantásticos trabalhos que de tão minuciosos têm feito sucesso.

Estas criações originais e com muito trabalho onde os lápis são moldados de forma a tornarem-se pequenas esculturas só é possível com a dedicação dos seus artistas que aos poucos têm elevado a fasquia e neste momento através dos lápis já é possível ver peças como corações, pregos, chaves e correntes, entre inúmeras opções que têm ganho vida através deste método. 

Num outro ponto existem as recriações de quadros famosos como se se tratasse de um grafite que ao longe ninguém diria que a imagem é feita somente de lápis de vários tamanhos, feitios e cores. Um autêntico trabalho de minúcia e perfeição. 

30
Set16

Alterações alentejanas

| O Informador

Visito o Alentejo, zona de Évora, com maior regularidade de há seis anos para cá e desde então que a diferença nos campos se nota.

No início da década os terrenos pareciam meio abandonados, com culturas esporádicas aqui e acolá, sem existir uma continuação do que está a ser cultivado ou criado. Agora podemos andar por quilómetros e quilómetros e a criação de gado, principalmente de bovinos, parece ser o grande forte desta zona que já não se resume a criar vacas somente de uma espécie, a castanha. Nos dias que correm, além dos terrenos estarem maioritariamente cuidados, graças também aos subsídios do estado, a criação animal acontece e as vacas que são vistas pelas áreas agrícolas já não se ficam somente pelo tom acastanhado. As leiteiras, os touros escuros e os grandes bovinos de terras nortenhas já são criados também pelo Alentejo que se tem mostrado uma região de grande investimento do que melhor existe pela zona. Existe território a ser explorado e os seus proprietários já utilizam todo o espaço que têm ao seu dispor para diversificarem as suas apostas.

12
Jul16

Constelações

| O Informador

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Os universos paralelos podem ou não existir, dependendo também do ponto de vista de cada qual, mas para um homem e uma mulher que se cruzam na Sala Vermelha do Teatro Aberto existem várias variantes da história de amor que vivem. 

Joana Brandão e Pedro Laginha dão a cara e o corpo ao manifesto em Constelações, da autoria de Nick Payne, numa produção onde, e tal como o Teatro Aberto já nos habituou, quando o público entra na sala logo fica surpreendido com o esquema do cenário que encontra à sua frente. 

Ao longo de hora e meia de espetáculo um homem e uma mulher cruzam-se e voltam a cruzar-se de diferentes formas. Amam-se e chateiam-se com a mesma facilidade com que voltam a amar logo de seguida, com a mesma base mas com outro estado de espírito. Encontros e coincidências ao longo do tempo que podem ser vividos de diferentes formas por existirem universos paralelos que ajudam a alterar o rumo de uma situação para que o presente seja melhor que o passado mas não tão bom como o futuro. Ou será que acontecerá o contrário? Diferentes possibilidades de vida são corridas em simultâneo provocando o acaso, as decisões, certezas e teorias! Conseguiremos viver a mesma situação de diferentes prismas e consoante o espaço, o tempo e tudo o que nos envolve?

Constelações é uma produção com o selo de qualidade do Teatro Aberto, onde as apresentações não se destinam a todo o público que goste e aprecie um bom espetáculo teatral. Nesta obra de Nick Payne a premissa inicial tem de chegar rapidamente junto do espetador para que todo o encadeamento consiga ser levado de forma convicta com as personagens que vão desfilando nas plataformas que assinalam a mudança. No mesmo minuto uma cena dramática é levada a cabo como logo de seguida a mesma situação acontece com uma ligeireza que acaba por ser subtil. 

27
Abr16

Bacalhôa Buddha Eden

| O Informador

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Há uns anos já tinha visitado o espaço ao ar livre dos jardins da Quinta dos Loridos, também conhecido por Bacalhôa Buddha Eden. No passado dia 25 de Abril voltei à propriedade que fica situada na zona do Bombarral e a visita foi bem positiva!

Com cerca de 35 hectares, o jardim dos budas tem vindo a crescer de ano para ano e se aquando da primeira visita já tinha ficado deliciado, agora mais então... O espaço foi desenvolvido, os jardins aumentaram, a arte ganhou novos contornos e verdadeiras obras-primas ao ar livre estão expostas por todo o lado para que os visitantes possam passar um dia no meio da natureza e ao mesmo tempo cruzarem-se com budas, pagodes, estátuas de terracota e as mais variadas esculturas culturais que entre a união da vegetação, de lagos e escadarias representativas fazem do Bacalhôa Buddha Eden um espaço único em Portugal. 

Joana Vasconcelos, Alexander Calder, Fernando Botero, Tony Cragg, Lynn Chadwick e Allen Jones são alguns dos artistas com assinatura nesta colecção pertencente ao grandioso mundo de Berardo, que está também exposto pelo Centro Cultural de Belém. Esta galeria ao ar livre vai proporcionando aos seus visitantes novas experiências, já que existem peças que vão sendo substituídas para dar espaço a outras, renovando assim o espaço de forma a sempre existir algo de novo neste Jardim do Eden português em crescimento.

Uma das novidades mais recentes do Bacalhôa Buddha Eden são as esculturas africanas em homenagem ao povo Shona do Zimbabué que há mais de mil anos esculpe pedra à mão fazendo assim arte. Nestas esculturas a união entre o mundo físico e espiritual é o principal atrativo, uma vez que o povo Shone acredita em espíritos ancestrais, conhecidos como Vadzimu. Cada pedra representa um espírito vivo que influencia o que a obra se tornará como se fosse um verdadeiro guia para o artista. Neste jardim recheado com mais de mil palmeiras, são mais de duzentas esculturas em exposição dedicadas a um povo com história. 

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