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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

22
Mai19

Diz «não» ao abandono de animais

O Informador

 

Escrevo só mesmo para quem não viu ainda o vídeo acima. Um cão-polícia ladra de forma constante quando um homem está no perímetro da verificação da bagagem do aeroporto. A revista é feita e o animal não para de ladrar sem que nada seja encontrado de mal. No final do vídeo a explicação para o ladrar é explicada de forma explicita e com a frase «ele nunca te vai esquecer». Foi desta forma que a Animalife lançou uma campanha de sensibilização contra o flagelo que é o abandono de animais em Portugal, principalmente nos meses que antecedem o Verão. 

Lembro que neste momento e felizmente já é crime mal tratar e abandonar animais no nosso país, existindo atualmente mais de quinhentos processos crime perante estas circunstâncias. No entanto estas situações continuam a surgir por falta de bom senso e amor para com os animais que são tantas vezes os nossos melhores companheiros e que nunca e em momento algum nos abandonam.

17
Out18

Arguidos do Sporting

O Informador

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A nossa justiça por vezes toma decisões que nem sempre compreendo e um dos casos que alguma confusão me tem feito nos últimos meses são as prisões preventivas de dezenas de pessoas arguidas no caso da invasão da Academia de Alcochete do Sporting, isto quando pessoas que espancam menores e matam pessoas andam à solta enquanto não são julgadas. 

Todos erraram, a investigação continua para se encontrarem os principais cérebros do ataque aos jogadores leoninos, no entanto todos aqueles homens estão presos para não existir comunicação e evitar novos incidentes, segundo o que é partilhado publicamente. Mas coloco a questão de outro ponto de vista. Se aquelas mesmas pessoas tivessem invadido um balneário de um pequeno clube de futebol e tivessem cometido exatamente os mesmos atos mas com vítimas não conhecidas como nomes fortes do futebol o que lhes teria acontecido? Acredito que estariam em liberdade, até serem chamados a julgamento, continuavam as suas vidas e nada se passava. Neste caso são presos preventivos só mesmo porque atacaram jogadores do Sporting, como estariam se tivessem feito o mesmo com rostos do Benfica ou do FC Porto. 

A justiça mostra em vários pontos que uns são filhos e outros são enteados. Há umas semanas todos conhecemos o caso de um padrasto que espancou uma criança de ano e meio. Foi ouvido pelo Ministério Público e foi libertado para esperar julgamento. Existem casos de quem tenha morto, ainda sem terem sido julgados, mas no mesmo dia foram soltos. Então? Seria necessário ser um filho de um político ou de um famoso da nossa praça ser morto para o culpado ficar preso? E quem mata um cidadão estrangeiro não tem de ter os mesmos castigos de quem poderá matar um dirigente futebolístico por acidente?

16
Mai18

Citações | 27 | Bruno do Crime

O Informador

bruno de carvalho.jpg

O crime faz parte do dia-a-dia.

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, sobre os incidentes na Academia Sporting.

 

Felizmente que não vivo nas redondezas do azedo Bruno de Carvalho. Na minha vida e de quem me rodeia o crime não anda de mãos dadas connosco, mas como cada um sabe de si, o senhor lá terá consciência pelos caminhos apertados por onde anda metido. 

02
Abr18

Greves e más condições prisionais

O Informador

estabelimento prisional de lisboa.png

O Estabelecimento Prisional de Lisboa continua envolto em polémica com as greves policiais e com as supostas más condições de funcionamento.

Os familiares dos detidos vão mais longe e revelam que o local está empestado de ratos e baratas, tanto nas celas como nas zonas comuns, incluindo as salas de visitas. Quem fala perante a imprensa revela também o desagrado sobre a comida fornecida e a forma de tratamento e tempos entre as refeições.

Más condições, mau ambiente, números de visitas semanais reduzido e com atrasos, dificuldades de controlo perante o número de detidos acima do possível no EPL e o descontentamento de quem controla o local a mostrarem que tudo está mal num sítio onde a calma sempre se torna difícil mas com o descontrolo total o risco acaba por se tornar maior ainda. 

29
Mar18

Basta!

O Informador

violência 4.jpg

Portugal, pleno século XXI, uma sociedade supostamente desenvolvida mas com grandes falhas no que toca à igualdade de género e onde infelizmente a violência doméstica ainda persiste com as mulheres a serem vítimas de um crime não conjugal mas sim público. 

O Mundo continua a conviver com atos desumanos de agressões e maus tratos entre seres que não respeitam os que estão do seu lado, tal como não se respeitam a si próprios ao rebaixarem de forma física e psicológica parceiros que se deixam muitas vezes levar em conversas de mudanças e exceções para continuarem a conviver com o medo diário, numa luta desigual de forças de carácter. É necessária existir uma voz coletiva que todos ajude, porque nem só as mulheres são as vítimas, para que se consiga agir, não se ficando calado porque a denúncia é um bem necessário para que os maus feitores sejam levados perante a justiça sobre os seus comportamentos. O respeito perante o próximo é um bem necessário que cada um deve exigir socialmente porque nunca e em momento algum alguém se pode achar acima de qualquer outro. Infelizmente e em pleno momento de liberdade onde a palavra ganha força, os atos destes malfeitores continuam a ser silenciados pelo medo e confronto por quem se deixa ficar com o seu sofrimento num silêncio individual partilhado por muitos que não conseguem gritar «Basta!» num momento de pedido de auxílio para se sair de uma situação onde são praticados crimes abusivos de não respeito pelo ser humano. 

A agressão dentro do seio familiar, onde além de cônjuges também filhos, progenitores, irmãos e avós, são muitas vezes violentados das mais diversas formas e onde o silêncio continua a persistir, dando força ao agressor que segue o seu modus operandi como se nada interferisse entre o bom senso e a razão dos seus atos. Chega de violência e chega essencialmente de ver tudo a ficar silenciado a favor da continuação de formas de agressão praticadas por seres inglórios que pelos quatro cantos do planeta continuam a praticar e muitas vezes a incentivarem estes atos como um bem fundamental para a covivência perfeita e essencial. 

A violência doméstica tem ainda alguns problemas relacionados além do medo perante o agressor. Muitas vezes a vítima consegue ainda sentir a falta de apoio e a crítica gratuita da sociedade que a rodeia, sociedade essa que defende a denúncia, mas que ao mesmo tempo aconselha a aguentar um crime para que não se destrua uma família. Pensar em si, no seu bem-estar e mesmo nos que estão próximos não é aguentar a violência emocional e física, é sim sair, fugir e recomeçar de novo, longe de uma vida de dor e medo. 

23
Mar18

À facada no Correio da Manhã

O Informador

correio da manhã faca.jpg

A imprensa por vezes lança notícias tão boas como os títulos que lhes dá, o que não acontece assim tanta vez é colocar na mesma linha de visão uma manchete sobre um ataque à facada a um jogador de futebol e bem perto promover que com o jornal do dia oferecem uma faca. 

Isto aconteceu e «nós por cá» conseguimos não ter o melhor, mas sim o mais lido e o mais sensacionalista jornal que tanto gosta de dar notícias sobre crimes como os acaba por promover, dando até a ideia de que ao oferecerem uma faca, uma mente mais assassina pode usa-la para esfaquear quem encontrar pela frente. 

Uma coincidência que de certo foi detetada por alguém dentro do diário imprenso mas que passou, não fosse o jornal gostar de focar os crimes nacionais e internacionais que vão acontecendo a todo o momento. 

Criminosos e assassinos deste país deixo-vos um conselho... Se querem ter ideias para os vossos atos coloquem os olhos neste jornal porque os incentivos existem e embora tentem passar que são meros erros de colocação dos vários espaços sem se terem dado conta, cá para mim, isto não passa mesmo de uma estratégia para serem falados, como o estou a fazer. 

12
Dez17

Raptos no Reino de Deus

O Informador

o segredo dos deuses.jpg

O início da investigação internacional sobre as adoções de há décadas dos bispos e grandes senhores da Igreja Universal Reino de Deus para com crianças de famílias desfavorecidas começou a ser transmitido e a informação não podia ser mais clara. 

Durante a década de 90, quem sabe se ainda não acontece nos tempos que correm, os grandes senhores da IURD proclamaram que para se atingir um estatuto superior dentro da hierarquia do clã, os homens tinham de fazer uma vasectomia que lhes tirava a possibilidade de terem filhos para que não se distraíssem perante as suas obrigações religiosas. Liderar um grande grupo de cidadãos que se revertiam em seguidores de crenças proferidas pelo bispo Edir Macedo, criador brasileiro desta religião, era o bem necessário para se subir na hierarquia e assim foi. Muitos homens foram operados e até os seus futuros genros o fizeram por um lugar de topo. Tudo mudou nos ditos do senhor Edir quando as suas duas filhas quiseram ser mães e eis que a partir daí passou a ser obrigação para todos os casais sem filhos a de adotarem crianças, mesmo que não o quisessem. Todos tinham que adotar para continuarem a fazer parte do universo tão verdadeiro deste reinado. E foi assim que crianças colocadas num lar ilegal em Portugal, criado pelo seio da Igreja Universal Reino de Deus, começaram a ser levadas para várias partes do Mundo para serem adotadas, após serem afastadas das suas famílias e consequentemente raptadas. O silêncio que surgiu com o medo e com a incapacidade de famílias frágeis atuarem na altura fez com que o escândalo ficasse bem guardado, mas agora, mais de vinte anos depois, descobre-se que além de vários jovens saberem que foram adotados num esquema internacional por bispos e ex-bispos da IURD, também os netos de Edir Macedo, o criador deste marasmo, são portugueses e foram levados enquanto crianças para o seio da sua família, onde cresceram, esquecendo um passado.

A Igreja Universal Reino de Deus raptou crianças portuguesas para alterar a história do que defendia, mostrando que assim as filhas do fundador da IURD podiam ter filhos como forma de apoiar crianças desfavorecidas. Vergonha alheia numa investigação da TVI que já está a dar bastante que falar em Portugal e pelo Mundo sobre o homem forte da Record que até agora, mesmo com muitas investigações internacionais em cima sobre suspeitas de corrupção, continua a ser o homem forte que milhões veneram e a quem dão verdadeiras fortunas para que continue a fazer a sua vida de luxo onde parecem não existir barreiras para o crime organizado. 

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