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O Informador

07
Set20

Eh pah, respeitem e não chateiem!

 

As pessoas ou são somente incompetentes e egoístas ou então comem gelados com a testa enquanto se acham as rainhas do baile dos incompreendidos e mal pagos. 

Mais de seis meses após os cuidados para com a higiene serem reforçados com a chegada do Covid19 a Portugal existe ainda muito ser ignóbil a viajar pela maionese perante este tema. O que me incomoda por não se tentarem precaver a si próprios é o facto de colocarem também os outros em risco e mesmos os seus familiares e amigos mais próximos por adorarem desrespeitar as regras.

Será que custa assim tanto aos seres inúteis que andam por ai colocarem álcool gel na entrada dos estabelecimentos? É assim tão difícil compreender que se todos seguirmos as regras o risco de contágio acaba por ser menor, quer seja com a utilização de máscaras, quer seja por tocarmos nos locais onde todos podem tocar, na presença em locais bastante movimentados por mais tempo que o necessário, etc, etc, etc...

Vamos tentar respeitar e precaver o nosso próprio bem e o dos outros e aliar a esses cuidados um ligeiro toque de educação quando vos pedirem precaução e cuidados para não responderem mal e terem de levar respostas que vão de encontro ao que proferem com mau tom primeiramente. A solução de quem se quer proteger destes seres é ouvir e nada dizer, correndo o risco ou colocar parede pela frente e dizer que sem se cuidar não poderá seguir o seu percurso tão desejado onde colocará os outros com uma maior probabilidade de perigo?

26
Ago20

Covid19 gera paranóia

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Quase todos andamos com mil e um cuidados desde que o vírus do momento invadiu o território nacional, mas existem pessoas que exageram de tal forma nos seus comportamentos que arriscam mesmo que os seus companheiros de vida partam para novas aventuras.

Há uns dias um casal de clientes voltou a visitar o espaço após meses de ausência. Ele muito discreto e em modo simplificado, ela cheia de paranóias e receios. Entrou e colocou álcool gel como todos o devem fazer quando entram em estabelecimentos e o mais engraçado é que não tocou praticamente em nada mas quase de minuto a minuto ia até à entrada para reforçar a higienização das mãos. Lá escolheu uma peça, o marido outras duas mas sem experimentarem, tendo mesmo a senhora levantado a voz numa momento de exaltação para que o companheiro não tocasse em nada e nem tivesse os artigos que iria comprar na mão. A dita cliente falou bem alto, mais que o habitual, para o marido seguir as suas ordens com todos os cuidados que a sua mente exige, que são bem mais do que os regulamentados pela DGS.

"Não toques nisso!", "Não vais experimentar!", "Não podemos ficar perto de outras pessoas mais de quinze minutos!", "Hoje foi o primeiro dia em que vim às compras!" e "Vocês (colegas de trabalho) não deviam estar aqui os dois ao mesmo tempo!". Estas foram somente algumas das expressões que a cliente expressou a falar connosco e com o marido paciente que vive consigo há décadas.

24
Ago20

Voltei aos espetáculos!

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Praticamente seis meses após os primeiros receios sobre o contágio por Covid 19, voltei aos espetáculos, mais concretamente com o concerto dos Amor Electro na Arena D'Almeirim, o que representa o segundo espetáculo da banda na temporada de 2020 pelos palcos nacionais. 

Não minto que fui convidado, tal como também fiz passatempo para vos presentear com convites duplos, e no momento em que me fizeram a proposta não hesitei e aceitei. Primeiro porque aos poucos todos devemos tentar pelo menos refazer o nosso dia-a-dia dentro do possível e com todos os cuidados exigidos e em segundo lugar porque sinto falta de cultura, entretenimento e dos meus momentos de bem-estar com o palco pela frente onde os artistas nos transmitem boas energias, quer seja através da música ou da representação, desde que me façam viajar e festejar fico bem. 

O dia passou, a hora de jantar aconteceu mais cedo, colocamos-nos ao caminho e chegamos antes da hora necessária, levantando os bilhetes e optando por beber café em volta do recinto onde o concerto iria acontecer, no centro da praça de touros de Almeirim, vila Ribatejana pertencente à zona de Santarém. Entradas controladas e espaçadas com medição da febre e com passagem das mãos por álcool gel, espaçamento de lugares bem notório, todo o público sentado, um ligeiro atraso no início do espetáculo, como seria expetável dado todo o novo processo demorado que as condições exigem e Marisa Liz subiu ao palco com a sua banda para um concerto que me fez perceber que afinal é possível existirem espetáculos com cuidados e boas energias de mãos dadas. No final também as saídas foram feitas de forma espaçada e com fila por fila a ser convidada a deixar o recinto sem confusão com escadas e processos para se deixar o local e cada qual seguir o seu caminho já fora da Arena. 

Num alinhamento perfeito e com uma interação entre a banda e o público fundamental para os tempos que correm, os Amor Electro sabem entreter enquanto vão interpretando cada tema com os maiores êxitos a serem intercalados com os novos lançamentos. Já conhecia o trabalho da banda, quem não, mas não tinha pensado que seria com eles que iria regressar a fazer parte da plateia de um espetáculo após os meses de quarentena e com todas as medidas necessárias perante o nosso novo normal. 

10
Ago20

Gostava de voltar a viajar

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O momento é de contenção e de permanência em casa o máximo de tempo possível para que não nos coloquemos em risco com a doença da moda cuja cura ainda se encontra a ser estudada. No entanto a vontade de viajar, dentro e fora de portas, é mais que muita e já só apetece gritar 《quero conhecer novos mundos》.

Já sinto necessidade de fazer a mala e partir ao conhecimento de novos territórios, mesmo que seja em Portugal. Cidades que ainda não visitei onde a História de costumes e tradições se unem com a sociedade dos dias que correm, as pessoas que em todo o país sabem receber para que o turista nacional ou internacional regresse onde foi bem acolhido. Necessito de conhecer o nosso próprio país, sair da base e deixar os espaços habituais por uns dias. Neste momento as viagens internacionais estão meio que congestionadas e por muito que apeteça não me atrevo a marcar sequer uma saída do país pelos próximos meses, mas por território nacional quero mesmo voltar a circular livremente, com os novos cuidados necessários. Quero muito visitar o Norte profundo, o Centro e mesmo o Alto Alentejo. Voltar ao Porto para uns dias de visitas guiadas como tenho direito, conhecer Castelo Branco e Guimarães, encontrar os caminhos até Bragança ou mesmo perceber onde fica Viana do Castelo. Isto são somente uns exemplos das cidades onde desejo ir pelos próximos tempos e com toda esta confusão pandemica ficaram como destino adiado por meses ou mesmo anos por não existir tempo e confiança para tudo. 

 

 

06
Ago20

Em Lisboa não me sinto seguro

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A meio de Julho regressei ao trabalho, após meses em lay-off a que se colaram a férias que já estavam marcadas, tendo sido o último da equipa a voltar e a verdade é que não senti qualquer receio no regresso ao contacto com os clientes por trabalhar num centro comercial das redondezas da capital e em espaço aberto, o Campera Outlet Shopping, no Carregado. Num dos primeiros dias de Agosto fui ao maior centro comercial de Lisboa, o Colombo, e ai sim, perdi por completo a ideia de que tudo está a melhorar. 

Fui porque o que queria só mesmo lá podia encontrar e o pensamento que me acompanhou a partir do momento em que subi as escadas rolantes e até sair foi somente um, "tenho de me despachar rapidamente". Muitas pessoas, a confusão instalada em certas lojas, filas para entrar em várias lojas com previsões de várias dezenas de minutos para se entrar, mesas para se comer cheias, marcas de passagem por todo o lado, fitas a marcarem os corredores para facilitarem as filas, seguranças a avisarem constantemente as pessoas, o circular pela direita com muitos a quebrarem as regras e a chocarem de frente. Da calma a que estou habituado para a confusão com que também convivia e que neste sistema de pandemia não consigo sentir-me em segurança. Senti receio, confesso, de frequentar estes grandes centros comerciais com milhares de pessoas dentro, com todos e mais alguns sem paciência para clientes, estes sem se quererem empatar pelos outros e tudo se torna numa corrente de olhares de medo, do chega para lá, do cuidado para com quem parece vir direito a nós.

Quem vive nas grandes cidades já deve estar vacinado para com esta nova realidade, mas por aqui, que vivo numa aldeia sem cidade como sede de concelho e a trabalhar num centro comercial de menores dimensões, não estou mesmo virado para regressar tão cedo a um Colombo para me sentir numa corrida contra o tempo porque a ideia é somente uma, entrar, comprar o que é necessário e sair o mais rapidamente possível, sem conseguir dar uma volta, entrar em determinadas lojas para ver se algo me agrada.