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O Informador

17
Jul20

Covid19 nos festejos do Campeão

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Ah e tal, o FC Porto é campeão na época 2019/2020 e é tudo muito bonito para todos celebrarem pelo país e se esquecerem temporariamente que o Covid19 existe. Onde foi parar nesta noite quente de 15 de Julho de 2020, em que o grande clube do Norte se tornou de novo o campeão nacional, o vírus que tem atormentado o Mundo? Muitos na rua, muitos desses muitos sem máscara e sem qualquer proteção para com o vírus da moda. 

Bravo a todos os portistas que saíram à rua, principalmente os que vivem na cidade invicta, que foram até às principais avenidas celebrarem numa grande comunidade onde a bebida se juntou aos festejos para todos se esquecerem que estamos num país em alerta onde os novos casos de infetados com coronavírus não baixam há várias semanas consecutivas. Não poderiam festejar mentalmente ou nas vossas varandas e janelas com música e cânticos festivos de modo a não colocarem a saúde de muitos em risco?

16
Jun20

Curtas e Diretas | 146 | Tranquem os irresponsáveis

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Uma palavrita rápida para os irresponsáveis que andam a circular por aí sem máscara e sem darem o espaço recomendado a quem está por perto.

Pessoas que não querem saber, o que vos tenho a dizer são somente umas coisas... Tranquem-se em casa para não nos colocarem em risco! Já que não têm cuidados próprios, pelo menos que não nos apoquentem!

14
Mai20

Valentina sim, com atenção ao Covid19

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A morte da pequena Valentina tem feito as manchetes da imprensa pelos últimos dias. Com quatro dias de investigação, após o alerta do pai pelo seu desaparecimento, o crime foi descoberto e pai e madrasta presos preventivamente por serem alegadamente os autores confessos desta morte macabra. 

Muito se tem noticiado, comentado e divulgado, mas destaco um pormenor que todos nós deveremos ter detetado através das imagens que têm sido divulgadas pela comunicação social. Desde que a notícia começou a ganhar destaque pelos vários serviços de informação que deteto que população e autoridades que têm aparecido em grupo nas buscas e também agora nas reportagens feitas e filmadas aleatoriamente, que grande parte não se encontra com as preocupações necessárias para com a proteção perante o Covid19.

Percebo que a procura até encontrarem o corpo gerou alguma confusão e ansiedade por parte de todos, mas também nestes momentos há que precaver o vírus que tem feito com que centenas de portugueses já tenham morrido, milhares que estão neste momento infetados e que todos nós estamos vulneráveis para com esta transmissão que pode acontecer mais facilmente pela proximidade sem proteção. Falta de máscaras e proximidade física nas buscas, abraços e conversas entre populares de forma completamente normal como se não vivêssemos em estado de pandemia e até as próprias buscas entre populares, militares e bombeiros onde foi visível ver parte das pessoas sem usarem máscaras. Isto não pode acontecer!

Isto não aconteceu sempre e com todas as pessoas, mas em muitas das imagens que foram passando foi visível este descuido da sociedade, o que há que ter em conta para futuras situações do género. Nada nos pode deixar de manter a precaução, mesmo estes crimes praticados por pessoas que jamais podem ser considerados pais. 

10
Mai20

Desconfinamento a mais...

Imagem retirada do portal da Renascença

 

O dia 03 de Maio representou o início do desconfinamento em Portugal após o estado de emergência, passando o país a viver perante o estado de calamidade que pelo nome parece mais grave que o primeiro mas não é. As portas de lojas de rua de pequenas dimensões começaram a abrir, centros de saúde e hospitalares reiniciaram consultas adiadas, transportes públicos voltaram a ser pagos e «Portugal e o Mundo» parece ter ressuscitado de um estado inanimado e muitos dos peões resolveram sair à rua para recomeçarem a fazer as suas vidas sem qualquer noção que esta suposta liberdade tem muitos apontamentos pelo meio e os cuidados pedidos em situação de emergência têm de ser mantidos pela calamidade. O pior é que a maioria parece não ter percebido essa parte!

Vamos ao supermercado e as pessoas não respeitam o espaço físico por quem está em espera. Passamos perto de um café que estava fechado e somente servia os seus produtos através de um pequeno espaço na porta e os clientes já se encontram em grupo encostados ao balcão, hospitais com auxiliares em pânico a tentarem controlar utentes e as ruas começam a encher, com conversas entre vizinhos que já não se viam durante semanas e que agora afiam a língua bem de perto uns dos outros, como se não conseguissem falar das novidades com algum afastamento. 

Para muitos este desconfinamento tem sido levado como um touro a sair da jaula para o trágico e que muitos veneram espetáculo das arenas. Pessoas, tenham calma e mantenham o cuidado. Podemos voltar ao nosso novo normal mas com mil e uma restrições e sem a liberdade de outros tempos. Sair de casa após tantas semanas de quarentena não é sinónimo de andar a festejar aos abraços, procurando o colo dos desconhecidos nos supermercados e brindando com uma chávena de café nos estabelecimentos mais perto de casa. 

09
Mai20

Vírus de 2002 semelhante ao Covid19

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As leituras conseguem quase sempre chegar ao leitor com pontos desconhecidos e que ficamos a conhecer por vezes com alguma surpresa. Isto aconteceu com a leitura de Sob Céus Vermelhos, uma obra da autoria de Karoline Kan, lançada entre nós pela editora Quetzal. Através da reconstrução da história de três gerações da sua família e da própria China, a autora recorda e retrata os tempos e as mais variadas situações pela qual foram passando. No entanto e o que me surpreendeu foi mesmo a semelhança entre o atual Covid19 com uma doença que afetou a China na época de 2002/03.

Com o nome de SRA, que é como quem diz, síndrome respiratória aguda, esta epidemia afetou várias regiões do país, tratando-se de uma epidemia mortal. Pesquisei e confirmei os factos contados pela autora que passo a citar, «se dizia que se podia contrair a doença falando com alguém infetado. Ficava-se febril e com tosse, com dores musculares, e o sistema imunitário entrava em colapso numa questão de dias. (...) As pessoas queriam evitar ajuntamentos e contágio. A sombra da morte pairava sobre a minha cidade e muitas outras. (...) A doença parecia um monstro invisível, à espreita na sombra, que podia assomar e comer-me a qualquer momento. (...) Todos os dias era registada mais de uma centena de vitimas. (...) A saída só era permitida por razões de força maior, que tinha de ser aprovada pelo chefe. As escolas de Pequim foram encerradas, e os alunos tinham de estudar em casa através de vídeos online.».

Tenho a confessar que desconhecia que este surto tinha acontecido e quando comecei a ler e a perceber cada descrição fui de imediato pesquisar, percebendo que na verdade no início dos anos 2000 isto tinha acontecido, tendo mortalizado milhares de vidas, num surto que se ficou maioritariamente pela China na altura. Infetados através da transmissão de gotículas expelidas pela tosse e espirros, febre e dores musculares foram também os principais sintomas que levaram ao isolamento, necessidade de apoio respiratório e uma percentagem de mortes acima de uma gripe normal. De 2002 para 2020 passaram dezoito anos e a transformação do vírus voltou numa pandemia global com efeitos bem mais catastróficos. Mais uma vez nada parece ser novo e até na doença as transformações acontecem, num vai e vem, existindo alterações nos vírus que acabam por coabitar e adaptar-se aos novos comportamentos de todos nós.