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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Literatura alterada pela realidade

Publicado por O Informador, 01.04.20

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O ciclo em que todos vivemos atualmente, devido ao surto de Coronavírus, tem feito com que o isolamento social aconteça e com isso a nossa vida levou uma grande alteração de rotinas e hábitos que tiveram de ser bastante ajustados à nova realidade que parece tardar em passar. Com esta quarentena forçada com que quase todos temos de viver, começou a existir tempo para serem feitas outras coisas ou alterando o que já acontecia. Num certo ponto, na literatura, a maneira como olho para as histórias contadas até se tornou diferente. 

Pessoalmente, o que notei é que não só mudei a forma de estar como também alterei, em termos literários, a criação mental de lugares e personagens. Confuso? Passo a explicar e quem lê correntemente irá talvez identificar-se com este ponto com que me apercebi pela minha atual leitura. 

Quando determinada personagem é descrita a correr por uma avenida ou praça conhecida geralmente a imaginação enche esses espaços de figuração literária, tal como acontece normalmente na nossa realidade. As visitas a um museu consistem também no cruzamento com outras pessoas, neste caso, figurantes, que dão assim vida aos espaços que estão a ser idealizados mentalmente. Com a atual leitura e porque as nossas cidades, vilas e aldeias estão desertas, dei por mim a imaginar praças e ruas vazias quando as personagens circulam fora de casa, num autêntico estado de quarentena literário.

Aqui se prova o poder da influência das nossas vidas nas criações mentais que idealizamos. Se andamos numa boa fase também as histórias parecem seguir o nosso lema atual, mas se passamos por momentos mais ácidos também isso será refletido na forma como se olha para as histórias que se atravessam pelo caminho. Por exemplo, se andamos a ver o mar constantemente decerto que iremos imaginar um determinado romance numa vila perto da praia mesmo que tal não seja referido, já se andamos e adoramos o campo será de forma mais rústica que as ruas de calçada serão descritas. Neste momento imagino uma cidade deserta onde há mês e meio teria imaginado aquelas personagens a circularem entre moradores e turistas nas suas vidas corridas. 

Da China com Amor

Publicado por O Informador, 29.03.20

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O mundo enfrenta o Covid19 há meses, e sobre isso não quero desfiar texto por muito tempo a reforçar que iremos sair desta situação mais fortalecidos. O que quero mesmo comentar é a forma como tudo tem acontecido desde o dia 0 até ao momento.

Já paraste para pensar que foi da China que tudo partiu, onde milhares morreram, e que neste momento é a própria China que aparece como salvadora e socorrista do Mundo para ajudar a Europa a baixar o desastre que por aqui anda? Material de ajuda, profissionais de apoio e experiência, mas o que destaco mesmo é a capacidade que isto dará à economia chinesa que após a tempestade acabará por recuperar com os recursos que está a disponilizar para apoiar os europeus para que tudo volte a ficar bem.

O problema partiu deles e agora que estão controlados atacam fortemente o estado económico europeu e não só para se restabelecerem e ao mesmo tempo ganharem novos aliados que ficarão de certa forma a partir daqui ainda mais do seu lado.

 

 

Ser Cromo em tempos de Coronavírus

Vídeo da Caderneta de Cromos

Publicado por O Informador, 27.03.20

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Nuno Markl transformou o seu espaço celebrativo dos 10 anos da Caderneta de Cromos, na Rádio Comercial, para dar um recado sobre o estado lamentável com que os portugueses reagiram nos primeiros dias ao Covid19 no nosso país.

Sei que já venho tarde e que até já toquei em alguns dos temas comentados por Markl, como foi o caso da loucura para com o papel higiénico, mas e porque são estes testemunhos de pessoas com voz na sociedade que podem fazer alguma diferença junto dos outros, resolvi partilhar este episódio onde se fica a saber o que é Ser Cromo.

Foi Necessário (o Covid19), por Augusto Cury

Publicado por O Informador, 25.03.20

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Fizeram-me chegar pelas redes sociais uma suposta mensagem que Augusto Cury partilhou publicamente sobre a atual situação que o Mundo. Tentei procurar se Cury é mesmo o autor do texto que passo a transcrever, mas sem conseguir perceber se é mesmo verdade. Na dúvida decide partilhar cada frase, cada ponto e todos os significados que este desabajo sentido tem consigo por ser um real abanão que toda a sociedade precisa de sentir para nos podermos tornar num todo melhor que além de si tem de pensar nos outros. 

 

Foi Necessário

 

Foi necessário um vírus para desacelerar o planeta. E ele veio por uma bofetada na nossa cara.

Foi necessário um vírus para olharmos com cuidado, zelo e percebermos a fragilidade dos nossos idosos.

Foi necessário um vírus para os pais ficarem com seus filhos e não atribuírem essa responsabilidade aos avós.

Foi necessário um vírus para lembrarmos de conversar com Deus, pois isso andava meio fora de moda.

Foi necessário um vírus para fazer a gente rezar, para fazermos orações para o mundo e não só para nós.

Foi necessário um vírus para voltarmos a ter fé.

Foi necessário um vírus para mostrar que classe social, raça, crença, orientação sexual não tem diferença diante de uma epidemia.

O vírus fez a gente perceber que somos um, que o individualismo não resolve nada, que precisamos de todos.

O vírus deu uma trégua na polaridade, afinal estamos todos no mesmo barco, olhando na mesma direção.

O vírus nos privou do abraço para percebermos o quanto ele é valioso.

O vírus fez a gente perceber o quanto nossas mãos precisam ser higienizadas e que com esse hábito evitaríamos muitas doenças.

O vírus desacelerou até o consumismo, pois as pessoas não vão sair por aí comprando, comprando e comprando! Sairemos de casa para comprar apenas o necessário.

O vírus fez cair os pedidos de fast-foof delivery pois percebemos que cozinhar para nossa família é a forma mais segura de alimentá-los (isso andava meio fora de moda).

O vírus veio nos mostrar que o ar pode ficar mais puro com a diminuição de carros circulando, e mostrar que as pessoas podem caminhar mais (estão evitando o transporte público).

O vírus veio nos ensinar a agradecer todos os dias por estarmos saudáveis.

O vírus veio nos lembrar o quanto a vida é frágil e que precisamos cuidar do nosso corpo e da nossa alma.

O vírus veio nos mostrar que não devemos subestimar as coisas pequenas. Afinal ele é tão pequeno, invisível aos olhos e está mudando o comportamento do mundo.

Foi necessário um vírus para a gente acordar.

E aquele tempo que sempre dizíamos que não tínhamos? Então, o vírus nos mostrou que ele existe.

Augusto Cury

Juntos vamos conseguir!

Publicado por O Informador, 24.03.20

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As mudanças tiveram de acontecer pelo Covid19 e somente quando tudo para e ficamos praticamente em isolamento é que percebemos que existem pontos sociais que nos fazem falta desde que o distanciamento começou a ser necessário. 

Aqueles abraços, os beijos, as conversas de esplanada, as idas ao teatro e cinema, os passeios e simplesmente as conversas e o convívio olhos nos olhos. Neste momento é tempo de paragens obrigatórias, ficando em casa, aproveitando para descansar, arrumar e colocar as leituras em dia, ver um maior número diário daquelas séries que nos andam a fazer companhia, falando e comunicando ainda mais pelas redes sociais, fazendo uso da originalidade para ocupar o tempo que não sabíamos aproveitar. 

Neste momento é necessário manter a calma, estar com quem nos faz falta de outra forma, procurando a distração sobre o tema central que nos está a afetar a todos. Tentemos criar ocupações em casa, conversando com quem está do outro lado, partilhando ideias, criando novos projetos e sem perder a boa disposição para que não se caia num poço escuro de pessimismo por sabermos que tudo vai melhorar e que daqui a uns tempos vamos voltar ao nosso dia-a-dia, que será diferente do que tivemos até aqui.

Vejo nesta obrigação uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento social, onde saberemos dar um maior valor à vida e a tudo o que nos rodeia. Vamos alterar relações e a forma de ver o outro e tratar quem nos quer bem. Iremos saber valorizar cada pormenor, ficando muito mais disponíveis e próximos de quem nos faz falta. Neste momento de maior solidão e isolamento, que venhamos a aprender uma grande lição sem perder a essência de quem somos.

 

Vai Ficar Tudo Bem

Publicado por O Informador, 22.03.20

 

Nos últimos tempos tem sido raro a TVI acertar nas mensagens que querem fazer passar junto do público, no entanto agora e por todo o surto de Coronavírus pelo qual todos nós estamos a passar atualmente, surgiu um vídeo nos intervalos publicitários e pelas redes sociais do canal que arrepia pela simplicidade e verdade descrita. 

«De onde vem esta coisa de ser português? Não sabemos!», começa por afirmar José Alberto Carvalho, o jornalista e pivô do canal, a voz deste vídeo emocional e aconchegante. Numa mensagem bastante motivacional e perante o lema «Vai Ficar Tudo Bem», os lugares, as pessoas, os cheiros e a alma são lembrados neste trabalho que tem sido partilhado pelas redes sociais.

E os salários?

Publicado por O Informador, 21.03.20

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Existem pontos do decreto sobre a quarentena quase obrigatória que não estou a entender e que parece que metade da sociedade ainda nem se preocupou. As medidas de prevenção foram lançadas, os pedidos para se ficar em casa reforçados, estabelecimentos foram encerrados para só ficarem os necessários para o abastecimento alimentar, farmácias e serviços. E a questão que se impõe recai sobre os ordenados de quem foi enviado para casa sem perceber em que condições é que isso acontece.

O Governo mandou os patrões enviarem os funcionários para casa mas não explicou como é que os mesmos vão pagar os ordenados aos colaboradores. Todos sabemos que existe uma grande parte das empresas nacionais que vivem com a prestação de serviços diários onde o dinheiro roda de forma rápida. Serviço feito, serviço pago, dinheiro para poder pagar gastos e ordenados. As coisas funcionam em muitos casos assim. Então agora com o país parado, como é que essas empresas conseguem ter fundos para que os ordenados não faltem?

Quem fica responsável pelo financiamento rápido das empresas que vão passar dificuldades? De onde vem o dinheiro? Vamos todos para casa em que condições? Férias? Ordenados a serem pagos de forma normal sem surgir lucro? Em que ficamos num momento em que além da saúde, também nos sentimos frágeis em termos económicos sem saber que garantais o país nos fornece para acreditarmos que estar em casa além de nos proteger do coronavírus também nos fornece garantias que daqui a umas semanas o poder de compra de bens essenciais para sobrevivência não falta?