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O Informador

Caos consumista pós Natal

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2020 foi um ano atípico a todos os níveis e nas semanas de habitual maior consumismo ainda cheguei a pensar que existiria um maior controlo entre as prioridades de cada um na corrida aos centros comerciais e comércio de rua para as compras natalícias. Mas afinal, embora as vendas online tenham subido bastante este ano, a corrida para as lojas continuou e gerou uma grande confusão em certos locais devido às restrições com as entradas, aos novos processos e cuidados e ao novo stress que todos têm mantido quando percebem que estão rodeados de demasiadas pessoas desconhecidas e que em muitos casos não respeitam o espaço de uns e outros. 

Consumismo a manter-se nas semanas antes do Natal e o que dizer do depois? Sim, tudo parece continuar porque parte do comércio entrou em saldos, as compras apressadas que foram feitas exigem agora várias trocas e a confusão de há uns dias atrás agora continua. Todos querem gastar o dinheiro que ainda ficou para as promoções de final de ano, as trocas são feitas também a pensarem na poupança que pode ser feita agora com preços mais baixos e o respeito que agora tem de ser maior pelos outros continua a ter várias falhas pelo pensamento que existe do cada um por si. 

A sociedade que se pensou que viria a aprender para se tornar em algo melhor podia ter melhorado sim, mas na verdade vejo comportamentos tão absurdos que parece que nada está a acontecer. Consumismo e egocentrismo a mais, falta de respeito pelo espaço de cada um, compras em detrimento do afeto e a merda que continua a cheirar tão mal como sempre tem sido. 

 

Natal 2019!

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Natal 2019! Os dias que anteciparam estes dias natalícios foram corridos, com trabalho a redobrar. Hoje mesmo estarei a trabalhar até ao final da tarde para que os últimos presentes sejam comprados por existirem muitos portugueses que acham que quem trabalha na área comercial tem de estar sempre disponível, até horas tardias, e com bom ar, sem pressas porque o cliente tem sempre razão. 

As pessoas não têm consciência do consumismo, da arrogância que por vezes demonstram quando querem comprar um presente de última hora e não encontram nada que lhes agrade, fazendo má cara, respondendo de forma rude e muitas vezes nem pronunciarem um «Boa tarde!» que não fica mal a ninguém. Deixam as compras para o fim por ser uma obrigação e depois querem que tudo lhes apareça pela frente, com pressas, falta de noção e sem respeitarem quem está a fazer o seu trabalho.

Lembra-te que se fores um dos que deixa todas as compras para serem feitas mesmo pelas últimas horas do dia que o faças de modo civilizado e que respeites pelo menos quem está a realizar o seu trabalho para que possas dar aquele presente comprado às três pancadas sem apareceres de mãos a abanar na noite da consoada.