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O Informador

19
Nov20

Ainda sei que dia é hoje!

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A meio da semana, mais concretamente na Terça-feira, fui ao supermercado e já na caixa, quando o pagamento estava feito, a funcionária despediu-se com um "boa tarde e bom fim-de-semana!". Confesso que ainda duvidei se seria eu que andava trocado com os dias da semana devido a folgas seguidas acima do normal, mas afinal não.

Constatei rapidamente, após hesitação, que afinal era mesmo Terça-feira e que a moça sim estava a assumir que seria logo de seguida Sábado e Domingo, talvez porque para ela os dias de folga mesmo de semana são considerados como fim-de-semana.

05
Mai20

Primeiro dia de Calamidade

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Terminei as consultas hospitalares que surgiram após ter ido até às urgências e onde me detetaram uma bactéria ocular que me fez andar em tratamento por duas semanas onde no início o tratamento custou a fazer efeito por ter sido vagaroso mas eficaz. Felizmente que em duas semanas exatas tudo ficou resolvido, conseguimos que a situação fosse melhorando e ficasse finalizada. Apanhei ótimos profissionais no serviço de oftalmologia e com o tempo, que logo me indicaram que iria demorar, as coisas foram correndo, mostrando que nem tudo se consegue com pressa, sendo necessário o poder da paciência, da exatidão e da vontade para que tudo dê certo. 

Passada a situação, que me fez pensar o pior por ter pesquisado os sintomas e sinais antes de partir para o hospital, hoje quero falar da saída de emergência e entrada em estado de calamidade a partir do passado dia 03 de Maio do país. Isto porque curiosamente foi na Segunda-feira, dia 04, que fui para a consulta final e só posso dizer que ao entrar no Hospital só apeteceu subir as escadas para o piso onde iria ter a consulta, ficar bem quieto com as minhas coisas em espera para ser consultado e longe de todos. Claro que não foi isto que aconteceu!

Ao contrário dos dias anteriores em que tive de me deslocar ao serviço tudo parecia tranquilo, a ala central hospital praticamente vazia, entrar, subir, marcar a consulta e esperar numa sala de espera com espaço e com três ou quatro pacientes. No dia 04, em que muitos serviços médicos começaram a entrar na rotina habitual com as consultas a voltarem ao normal, tudo mudou. A partir do momento em que passei as portas do Hospital fui invadido por uma auxiliar que me indicou que não podia subir para o serviço destinado sem ir ao balcão central. Tirei a senha e esperei bem longe do ecrã de chamada, porque os lugares são escassos, até que fui chamado, fui ao balcão e indicaram-me o que já tinha dito à auxiliar que me abordou de início, «se é para marcar consulta tem de subir para o piso», e «sim, foi isso que informei a sua colega que não me deixou passar». Lá veio a colega que acabou por perceber que a sua pressa e estado de nervos sem me ter ouvido não valeram a pena. Cheguei ao balcão habitual e nova fila. Esperei uns minutos e lá passei para a sala de espera que já não contava com as poucas pessoas de outrora, tendo encontrado sim uma sala cheia, com lugar ocupado e o seguinte com aviso para não sentar para que não existam proximidades. Só pensava que ia demorar mais tempo em espera, mas curiosamente fui atendido rapidamente e na hora indicada, fiquei descansado e sem ter de voltar, se tudo correr como previsto, a nova consulta de revisão. Enquanto esperei as auxiliares falavam alto na sala de espera para que as pessoas não andassem em pé desnecessariamente, isto ao mesmo tempo que perguntavam quem estava para que serviço e doutor, tentando também ligar ecrãs de senhas que têm estado desligados nas últimas semanas, mas tudo num modo muito efusivo como se estivessem a tentar travar uma luta de almofadas entre pequenos seres humanos.

03
Jun19

Atenção, podes ser atropelado!

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Visitar Paris tem muita coisa boa, mas também existem os cuidados a ter para turistas que estão habituados a uma circulação em vias públicas de forma calma e tranquila como geralmente acontece em Portugal. Antes de entrar no avião já me haviam informado sobre o caos do trânsito da capital de França, mas só vendo para crer é que se consegue ter noção da realidade.

O stress é uma constante em Paris, no trânsito então é necessário ter os olhos bem abertos com todos os radares bem ligados porque a qualquer momento podemos ser apanhados «na curva». Não circulei de carro, sempre de transportes públicos - Metro e Comboio - e a pé, mas em todos os sentidos consegui entender que os franceses vivem a mil à hora. No trânsito os carros são a prioridade para todos, as passadeiras sem semáforos são completamente ignoradas e ou te atiras e mostras que vais passar a via ou esperas eternos minutos numa tentativa que alguma alma se decida a parar para nos deixar passar. Além das não paragens nas passadeiras existem também por Paris as tradicionais bicicletas que tanto circulam na estrada como no momento seguinte seguem no passeio e quase te levam pela frente. Todos andam de bicicleta numa verdadeira demonstração de rapidez e de passagem por onde der jeito. Agora as modernas trotinetas elétricas também fazem parte da moldura de circulação da cidade e estas funcionam exatamente como as bicicletas. Ora nos passeios, ora nas estradas para passarem nas passadeiras como se fossem peões e continuarem o trajeto na via da avenida seguinte. Um verdadeiro caos ao cimo da terra que não fica sozinho.

É que abaixo do solo, as estações de metro também são um verdadeiro caos onde se não tiveres cuidado és atropelado por quem corre para apanhar a ligação seguinte. Corredores enormes, curvas que podem esconder um atleta bem apressado que leva tudo à frente porque não pode perder um segundo que chegue a circular com moderação. E sim, por mais que andasse atento, fui atropelado por atletas mais afoitos que não viam ninguém pela frente. 

11
Jul15

Stressados das Compras

A confusão das pessoas que aguardam pelo dia em que recebem o seu ordenado para irem às compras existe! Percebo quem faça a grande maioria das compras de supermercado após ter recebido o seu salário mensal porque o orçamento da casa nem sempre chega para gastos extra ao longo do mês. O que não percebo é quem corre para as lojas e centros comerciais logo pelo dia em que o dinheiro do ordenado cai pela conta bancária para o gastar em roupas, sapatos, perfumes, discos e afins...!

Não fui habituado a fazer compras pessoais em dias específicos e em esperar para poder comprar algo novo! Não tenho aquela necessidade e ânsia claustrofóbica de aguardar que o dia do pagamento aconteça para ir a correr às compras com medo de que o que quero desapareça das lojas. Será que as pessoas têm assim tanto medo que os estabelecimentos encerrem a meio do mês e que depois não consigam ter roupa nova para estrear?

Qual a necessidade de gastar todo o tempo do primeiro dia de riqueza dentro de lojas e centros comerciais quando depois passam todo o restante mês a chorarem-se pelos cantos por não poderem comprar nada mais, sendo que gastaram o orçamento previsto todo num dia que podia ser repartido por mais algum tempo?

Costumo comprar quando gosto e não espero por receber para correr com sacos e sacos pelos braços! Ao longo do mês vou gerindo a carteira e quando tenho que comprar compro, sempre dentro e não passando o orçamento que tenho previsto para o mês, mas nunca consigo dedicar um dia para gastar todo o meu dinheiro e ficar na penúria. Será que as compras fogem das pessoas ao longo dos restantes dias para terem que correr naquelas primeiras horas como se tudo fosse terminar?