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"Esplanar"

Os postigos ganharam valor em Portugal quando entramos em confinamento e percebemos que cafés, restaurantes e alguns outros negócios de rua conseguiram manter-se num suposto ativo com uma mesa na entrada onde serviam os seus clientes. Meses passaram, os postigos chegaram mesmo a fechar, mais tarde tudo voltou a abrir, muitos nunca deixaram de usar o postigo e agora a famosa barreira de entrada que serviu de janela de serviço entre comerciante e cliente pode existir na mesma por (...)

Uma questão de Páscoa

Nos últimos dias na televisão assisti a vários jornalistas e apresentadores a questionarem os seus convidados da seguinte forma. Se não tivéssemos em confinamento como seria a sua Páscoa? Eu respondo como se estivesse no ensino primário para ver se todos entendem.  Se não tivesse em confinamento a minha Páscoa seria passada a trabalhar. E agora divago sobre como seria a resposta da maioria dos portugueses. ( Ver mais... (...)

Compras após desconfinamento

Sei que a maioria de todos nós se encontra em ponto de rebuçado e mais que preparados para gastar as poucas poupanças que se conseguiram amealhar em tempos de confinamento. Já estou a prever que daqui a umas semanas, quando todo o comércio abrir portas, as filas vão surgir, os desastres sociais acontecerão, a impaciência existirá e será assim que os mil e um cuidados devem surgir para que este regresso não corra mal. Não fiquem desesperados para gastarem dinheiro que vos pode (...)

Um ano passou...

  Já lá vai um ano desde que Portugal foi obrigado ao primeiro confinamento. Ora vamos para casa, ora voltamos a ter alguma liberdade, as semanas passaram, o número de casos oscilou bastante e um ano depois, após um segundo confinamento geral, eis que estamos a desconfiar de novo. Cansado destas paragens forçadas, o dia em que tudo parou pela primeira vez está na memória, parecendo que foi ontem mas não o foi. Parece que tudo passou tão rápido, mas no final das contas um ano (...)

Sem conversa

  As conversas fluentes do dia-a-dia de outros tempos desapareceram em tempos de confinamento, faltando tema e até alguma paciência para se criar aquela conversa que bem podia ser desenvolvida e que nos dias que correm parecem nem fazer sentido.  Encontramos numa ida ao supermercado ou ao longo do passeio higiénico alguém conhecido e acabamos por não conseguir desenvolver assunto. Fazemos aquela conversa de circunstância quando se dá o encontro e depois, quase como (...)

Comer sim! Beber nem pensar!

  No meio de todas as restrições impostas em tempos de confinamento existe uma que de tão ridícula até parece mentira. Como é sabido os restaurantes podem vender comida em regime de take away, no entanto existe um valente mas neste sistema. É que podes comprar as entradas, o prato principal e os doces, no entanto nada de bebidas para acompanhar a dita refeição. Imagina-te na hora de almoço, na pausa do trabalho, vais ao restaurante da esquina levantar a tua refeição, como é (...)

Confinado e sem vontade

  Neste período de confinamento a preguiça parece ter-se instalado em mim. Ando semana após semana, cada vez que entro no carro, a pensar que tenho de limpar tapetes, portas, vidros interiores, bancos... E no dia seguinte, se voltar a entrar no carro, penso o mesmo. Os dias foram passando, semana após semana, e hoje, mais de dois meses após o primeiro pensamento de que era mesmo necessário, lá coloquei mãos à obra e atirei fora os talões, embalagens e tudo o que foi ficando (...)

Mais que é menos

  As últimas semanas da minha vida, devido ao estado de confinamento que todos atravessamos, têm-me dado mais tempo livre e muito no sentido do "sem nada para fazer", o que não significa que tenha estado mais entretido com os meus interesses de tempos livres dentro de casa. Sim, ao contrário do pensado, mais tempo livre não significa melhor ocupação desse mesmo tempo, não conseguindo arranjar conteúdo decente para passar a maioria das horas extra que agora estão ao dispor como (...)

Confinamento com saída diária

  Os dias de confinamento aqui por casa têm sido passados dentro da mesma base. Todo o dia em casa, numa pasmaceira entre televisão, leitura e escrita, enquanto vou petiscando aqui e acolá. Porém o ponto alto do dia é mesmo a saída após o almoço para o andamento diário onde tenho feito cerca de dez mil passos, o que corresponde mais coisa menos coisa a oito quilómetros. Todos os dias, quando o tempo permite, e durante duas horas, saio para a rua e percorro os caminhos desertos (...)

Portugal abandonado

  Neste social básico dos nossos dias custa perceber que não existe vida pelas ruas e avenidas deste país junto ao mar plantado. Espaços desertos, calçadas vazias, bancos isolados e jardins abandonados. O dia-a-dia rotineiro e movimentado de todos nós deixou de existir e os locais estão desprezados e a mostrarem falta de circulação. Que tristes pensamentos que surgem quando passo devagar junto a certos espaços e percebo o silêncio feito de ausências e perdas diárias que se (...)