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O Informador

Desabafo

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A minha forma de estar na vida nas últimas semanas tem estado alterada, sentindo todo um vazio em meu redor. Já procurei ajuda e iniciei um processo que espero me venha a ajudar a reorganizar a nível mental, no entanto as coisas não acontecem de forma rápida como por vezes desejamos e deixo aqui um acontecimento que me ocorreu e que tentei controlar por saber que a vida tem de seguir e que preciso combater esta minha fase.

Fui ao teatro e optei por ir sozinho, sem procurar companhia para não incomodar os outros que não me têm de acompanhar perante as minhas vontades de fazer o que gosto. Fui até Lisboa, como a sessão foi às 19h00 e estava de folga nesse dia, optei por ir mais cedo, lanchei pela capital e mais perto da hora desci a Avenida da Liberdade de carro para estacionar e ir para o Teatro Nacional Dona Maria II, que para quem não sabe fica no Rossio. 

Tudo parecia bem, com os meus pensamentos solitários como companhia, mas o pior foi quando estacionei e do nada senti aquela vontade de voltar de imediato para trás, para casa com o pensamento, «o que estou aqui a fazer sozinho». Respirei, sentei-me num banco de jardim da Avenida e pensei que tinha de seguir porque tinha um objetivo naquele momento, eu ia ao teatro, sozinho, é certo, mas se tinha marcado era para seguir com a ideia. 

 

Solidão

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Sou simpático por natureza e acredito que transmito à partida um bom sinal de tranquilidade, sem saberem na maioria dos casos, o turbilhão do que me vai passando pela mente. Geralmente tenho na ideia que as pessoas olham para mim e acreditam encontrar um ser sociável e fácil de conquistar e ser conquistado, mas acredita, essas pessoas estão redondamente enganadas. 

Sou de sorriso fácil e aparento até ser uma paz de alma capaz de falar com todas as pessoas, no entanto no meu intímo sou um ser reservado, bastante fechado em mim próprio e com uma grande incapacidade para me entregar aos outros, perdendo bastante por isso. 

Nos últimos tempos tenho sentido de forma notória essa minha incapacidade de socializar de forma duradoura por perceber que estou meio que isolado no mundo. Sou simpático e sei que cativo as pessoas, mas olhando em volta poucos são os que estão ao meu redor para conseguir sentir que estou acompanhado. Posso conhecer pessoas, mas daí a tê-las por perto vai um grande passo e neste momento percebo que falhei nos últimos anos no que toca em conseguir entregar-me aos outros da forma que por vezes os outros se tentam dar um pouco.

Novas sobre a noite passada

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Como vos tinha contado ontem, descobri que sou alérgico à penicilina de uma forma crítica por ter ficado com a pele com alguma vermelhidão, inchada e onde a comichão aguda atacou, não tendo conseguido dormir grande coisa, tendo feito, segundo a medição do relógio, pouco mais de duas horas.

Agora, um dia depois, já com nova medicação, ainda tenho as mãos inchadas, no entanto os outros sintomas parecem ter passado, e acabei por dormir mais de dez horas sem interrupções, o que é um caso bem raro por estes lados, que após as sete ou oito horas de sono acordo e sigo viagem que o dia está para ser vivido. Ontem andei bem todo o dia, sem sinais de sonolência, no entanto após o jantar, acabei por me deitar e deixei que o corpo descansasse sem pensar em mais nada. 

 

Alérgico à penicilina

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Aos 35 anos de idade descobri que sou alérgico à penicilina. Já havia tomado antibióticos com a dita na composição sem sentir qualquer efeito, no entanto desta vez, num tratamento dentário que estou a fazer, eis que ao final de dois dias percebi que não dava mais para aguentar a toma do antibiótico por fazer reação alérgica.

Comecei a ficar com a pele com alguma vermelhidão, mas nas primeiras tomas não fiquei tão alarmado, o pior foi mesmo quando cheguei à terceira noite após a tomada e cujo nem duas horas depois comecei a perceber que para além da pele mais vermelha, estava a ficar com partes do corpo com algum inchanço e cheio de comichão.

 

Sesta rara

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É um acontecimento muito raro de acontecer na minha vida, no entanto ontem o corpo pendi e após um dia em que acordei cedo, como sempre, em que andei de um lado para o outro e não me sentia assim tão bem e com as energias em altas, durante a tarde, já que era dia de folga, deitei-me na cama, deixei a televisão ligada, onde comecei a ver mais um episódio da série da Netflix, Woo, uma Advogada Extraordinária, uma produção da Coreia do Sul, que recomendo desde já, mas rapidamente percebi que a ideia de me ter deitado era mesmo deixar que o sono aparecesse para que durante um bocado conseguisse recolocar as energias em falta.

Sim, não demorei dez minutos com a série, alterei a televisão para a CNN, deixando-me levar de forma bem rápida e só acordei mais de três horas depois quando me chamaram para pensar no jantar. Acordei meio assustado, já que o sono parece ter sido profundo e durante aquele tempo não ouvi qualquer barulho de fundo, mesmo com a televisão ligada.

Levantei-me todo ensonado, lá fui olhar para o que iria fazer para jantar, comi pouco por não ter fome e enquanto comia e mesmo depois comecei a perceber que comigo o efeito da sesta consegue ser sentido ao contrário. A maioria das pessoas diz-se restabelecido mesmo após uns poucos minutos de descanso, eu recarreguei energias sim, mas fiquei com uma moleza tão grande que a vontade foi voltar para a cama e não pensar sequer numa possível saída. 

 

Folgas vazias

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Os dois últimos dias de Agosto foram de pausa da semana no trabalho. Ao contrário do que a maioria das pessoas faz por estes dias de descanso, sinto que nada aproveitei para utilizar estas quarenta e oito horas de forma positiva. Resumindo, passei dois dias a não fazer nada de proveitoso!

O tempo passou a correr, não fiz nada que me orgulhe porque na verdade olho para trás e percebo que nada fiz, e agora tenho pela frente mais uns dias de trabalho em espera pela nova pausa que na volta será dentro do mesmo. 

Porque acordas tão cedo?

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«Porque acordas cedo nos dias de folga?» é uma questão que me vão colocando por perceberem que todos os dias a minha hora de acordar é a mesma, quer seja dia de trabalho pela manhã, quer entre mais tarde ao serviço ou esteja de folga. Geralmente acordo de forma natural por volta das 08h00, quando não é mesmo mais cedo, sem esperar pelo despertador do telemóvel e começo assim o meu dia. 

Ainda há dias estava de folga, acordei, tomei um pequeno almoço rápido e dei início às minhas caminhadas que haviam sido canceladas há uns meses atrás. Voltei a andar quase diariamente e sempre que é possível tento logo seguir viagem a pé pela manhã, quando o sol ainda está a ganhar força para não andar por aí a vaguear nas horas de calor.

Acordar cedo é deste lado um sinónimo de aproveitamento do dia de uma forma mais eficaz, optando por ter menos tempo há noite para dar prioridade ao dia, acordando ao raiar do sol e geralmente conseguindo dormir cerca de sete a oito horas. 

 

Regresso incompleto

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Hoje é o dia do regresso ao trabalho onde quase três anos após chegar sinto que estou estagnado, sem objetivos concretos e capacidade para os ter. Pensei por estes dias de férias, que agora terminaram, na procura da mudança que terá de ser feita com calma e com os pés assentes para sair de onde estou com a capacidade de dar o tempo necessário, os sessenta dias que acho exagerados, para fechar o ciclo e partir para nova aventura que terei de procurar. 

Tenho um problema comigo com a estabilização, não sendo pessoa de gostar de ficar parada mesmo que esteja bem. Sim estou mais ou menos bem, posso continuar como estou e acreditar no projeto futuro que parece não existir no horizonte se não me mexer e ficar estabilizado num sistema monótono onde dia após dia a situação é somente seguir mais do mesmo, saltando entre horários, barafustando quando não concordo com determinadas situações, mas sempre dando o meu melhor que parece ter chegado ao limite. Sabes quando chegas a um determinado local, queres avançar e tens uma trave que te deixa bloqueado e te começa a deixar infeliz também por outros estados do teu ser enquanto pessoa social? É assim mesmo que me sinto, estagnado, sem ideias e acabando por me sentir um inútil num sítio onde já dei o que de melhor tinha para dar e que a mais não me parece que seja obrigado. 

Sexto sentido apurado

Sexto Sentido

Poderei ter um dom ou simplesmente uma forma rápida de perceber quem chega e trás consigo boas ou menos boas intenções. Geralmente num primeiro impacto faço uma análise, na maioria dos casos sem ser pensada mas automática, sobre quem chega e o seu perfil de apresentação fica naquele exato momento traçado.

Sou muito de tirar as primeiras impressões a quem se cruza pelo caminho para não me desiludir, preferindo ser surpreendido pela positiva, o que raramente acontece quando o meu sexto sentido me revela logo na primeira fase que não posso demonstrar confiança e muito menos dar espaço de manobra para quem não vem por bem, ou melhor, que não vem pelo que considero bem, tendo sempre um pé atrás quando não consigo intercetar boas energias iniciais. 

Valorização

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Por vezes é necessário surgir alguém que nos mostre o quanto valemos, transmitindo a perceção da importância que existe dentro de um grupo existente onde nem sempre sentimos valorização no dia a dia, seja através das palavras ou dos próprios atos. É importante reforçar e orientar o bom desempenho de cada um, tal como é importante apontar falhas para as mesmas poderem ser revistas quando existem. Perceber que o que tem sido feito tem sido percetível é somente receber uma boa lufada de ar fresco para se continuar a fazer o que melhor é conseguido de forma individual e em grupo, bastando palavras e procura para se perceber que afinal o tempo e dedicação são valorizados no momento certo, mesmo que por vezes se precise de ouvir um pouco mais para se voltarem a ganhar energias positivas no sentido de seguir em frente sem desanimar.