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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Insegurança animada

20
Out19

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Ouvir podcast e rádio também nos vai dando umas boas dicas sobre pensamentos que nos servem ao mesmo tempo para escrever um pouco sobre essas teorias. Falavam há dias atrás num ponto, que após refletir um pouco, não sendo preciso muito até, percebi que faz todo o sentido e até no meu próprio caso.

O tema ia de encontro a algo como «pessoas engraçadas e animadas para fugirem à insegurança», e não é que isto acontece mesmo? Por vezes e sinto que já melhorei bastante, a fragilidade com que me sinto em determinados momentos em que sei que consigo mas tenho receio de avançar só porque um ponto pode falhar faz-me contornar a situação com um humor que nem todos têm o privilégio de conhecer da minha pessoa. Acho que sou educadamente chato e melga quando me sinto completamente à vontade mas também percebo que por vezes uso esse facto para contornar situações que me possam deixar de pé atrás. Preciso de usar a minha parte animada e de bem com a vida, mesmo que esta seja disfarçada, para me valorizar ou somente para disfarçar que posso estar errado em determinado pensamento.

Quando sei que sou bom no que faço e avanço mas nem sempre tomo aquela seriedade, deixando sempre um espaço de manobra porque se correr mal é em modo engraçado que tento dar a volta. Será que não tenho segurança nos meus atos, em mim? Há uns anos não tinha, hoje sei em que ponto posso ser mais e menos valorizado e sinto-me bem com isso, mas mesmo assim percebo que continuo a ter uma certa graça que tenho de deixar de lado para deixar a insegurança para trás. Um facto é real, faço bem o que faço porque exijo isso mas ao mesmo tempo a forma como sei contornar situações continua a ter o seu ponto de graçola presente, não sendo forçado mas como algo natural quando sei que isso até funciona com quem está ao meu redor.

Mau-olhado

19
Mai19

 

Dias existem em que os músculos faciais parecem ter vontade própria para que se contorçam em torno da boca e façam com que a mesma se abra enquanto os olhos se fecham. Estão a ter a imagem descrita no vosso pensamento? Tem sido assim que tenho estado há alguns dias, com um peso no corpo, um abrir de boca desgraçado e um sentido de bruxedo incrível. Dizem, e eu até acredito, que não existem bruxas e capacidades para depositar mau olhado nos outros, mas olhem que tenho andado com um peso físico e psicológico perante os quais nem consigo encontrar explicação. 

Sabores da vida

10
Mai19

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Ao longo da vida vai sendo normal criar uma certa ligação com certos sabores que por vezes chegam, permanecem e ficam somente na memória. Sabores que marcam e que ficam, mesmo que sejam procurados ao longo dos tempos e jamais encontrados. 

Lembro tão bem o sabor de um iogurte de baunilha que comia em criança e que desapareceu do mercado, sendo substituído por outras gamas da mesma marca. Ao longo dos tempos, já décadas, aquele sabor a baunilha sempre permaneceu, já comprei várias iogurtes com o mesmo aroma mas nenhum conseguiu ter aquele sabor que se tornou sempre especial e que parece inexistente nos dias que correm. Sei que baunilha é baunilha mas a composição daqueles iogurtes deveria ter um toque especial que ficou na memória do meu paladar para sempre. Ainda agora, a escrever este texto, me surge aquela ideia que tenho de agrado ao saborear aqueles iogurtes.

A par disto existem também alguns pratos que posso comer em variadíssimos locais mas que em nenhum consigo encontrar a fórmula perfeita como a minha avó os cozinhava. Aquele sabor especial, o toque de midas, e o cheiro eram diferentes e por mais que coma e tente encontrar a aproximação da receita perfeita não consigo lá chegar. Existia uma porção mágica que jamais voltarei a encontrar.

Sem sonhar

01
Mai19

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Geralmente quando as conversas partem para o mundo dos sonhos ao longo do sono, não os sonhos por realizar, deixo-me ficar ausente e tenho mesmo de assumir que sou um ser que raramente consegue que as noites sejam abençoadas com histórias imaginadas. 

As pessoas com quem falo sobre sonhos acham bem estranho a minha ausência destes bons momentos e por vezes questionam mesmo sobre a felicidade que existe ao passarem as horas de sono a saltar por mundos imaginários e com a criação de peripécias e situações que no dia-a-dia não acontecem.

Deverei ser uma pessoa triste por não conseguir ter sonhos ao longo das minhas horas de sono? É mesmo muito raro acordar de manhã e lembrar-me do que foi acontecendo na minha mente ao longo do tempo em que me mantive ausente, em descanso e onde não flutuei, viajei ou conheci novos espaços porque a minha mente não flui enquanto está parada.

«Sejam felizes»

22
Jan19

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A idade consegue atribuir a cada um outras formas de olhar para a vida para que se percebam quais os pontos essenciais para se estar bem. E ao longo dos últimos meses fui percebendo mesmo isso, deitando abaixo ideias, acalmando a correria do dia-a-dia, procurando manter uma vida mais pacata, refugiando-me no que verdadeiramente me interessa. 

E é nesse sentido e num caminho que fui pisando ao longo dos últimos tempos que consegui parar para pensar que não é necessário seguir caminhos apressados, querendo estar em todo o lado ao mesmo e não aproveitar os momentos que nos ajudam na verdade a manter a estabilidade e o espírito em paz para que só assim se consiga olhar em frente e visualizar um futuro que pode trazer consigo alterações nos alicerces fixos do momento.

Percebendo o que correu mal no passado, melhorando para abraçar o presente e refletindo a favor de um futuro mais calmo, sem problemas e com um espírito livre para dar valor ao que nos faz bem e deixar os pesos pesados negativos atrás das costas. 

«Deitar cedo e cedo erguer»

13
Jan19

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De pequenos ouvimos por diversas vezes que «deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer». No entanto com o tempo os horários que os nossos pais e educadores nos colocam pela frente vão sendo alterados, arrastando as horas de dormida para mais tarde. Isto acontece até ao dia em que voltamos a perceber que a necessidade de deitar mais cedo para também acordar mais cedo e bem é fundamental. 

Aos vinte aguenta-se tudo! As noitadas sucessivas, as saídas abusivas, os dias longos e que se vão multiplicando... Tudo parece acontecer para as noites de sono terem uma duração menor que o aconselhado cientificamente. Com o tempo e com os anos a começarem a pesar, os ritmos abrandam e as necessidades físicas de descanso fazem-se sentir, fazendo lembrar um pouco a força da gravidade que nos puxa e leva a um ponto de cansaço em que percebemos que aos trinta não conseguimos mais fazer o que fazíamos aos vinte. 

É triste assumir isto, mas os trinta além de trazerem consigo coisas boas como a maturidade e forma de olhar para a vida de outra forma, conseguem também acartar uma menor capacidade para aguentar os dias longos, as saídas noturnas sucessivas, os festejos e até a vontade de fugir da rotina começa a desvanecer. 

Rapidez nas compras de Natal

28
Dez18

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Nunca tinha sido tão rápido a comprar presentes de Natal como este ano! Geralmente penso, procuro, hesito e lá me decido. Mas este ano as coisas correram tão bem que até fiquei surpreendido!

Esta é a verdade! No que toca a presentear os outros sou sempre uma pessoa onde reina a indecisão no momento da escolha. Além de não ter, geralmente, ideia sobre os presentes ideais para cada um, tenho ainda o problema de ter de gostar do que vou oferecer. Posso ter ideia do que será o presente, mas o mesmo tem de ir ao encontro também das minhas preferências. Não basta comprar uns sapatos que o presenteado possa gostar. Não, eu também tenho de gostar do que ofereço. Caso isso não aconteça sei que irei continuar na procura de sapatos até encontrar o que acredito que possa ter o gosto de quem os irá receber mas que também me satisfaça como presenteador.