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O Informador

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26
Jun20

Ora! Ora! Upa! Upa!

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Voltei, voltei, voltei a casa! Ah pois é, o cachopo voltou a casa, a uns vinte minutos de Lisboa - mas não vou falar disso para não perder alguns leitores que possam pensar que o Covid19 também se transmita via internet. 

Uns bons dias alentejanos e lá regressei, ainda não para trabalhar porque esses dias ainda estão a umas semanas de distância mas para tratar de mim e continuar a descansar num misto entre casa, praia e passeios em segurança. Já marquei consultas, já pensei nos euros que irei gastar pelas próximas semanas, já percebi que em sistema de lay-off os gastos com a saúde ultrapassam sempre o orçamento mensal mas existem coisas a que não se deve fugir e já que estou numa pausa forçada prefiro tratar de mim neste momento do que deixar quando já tiver horários a cumprir. 

Assim sendo as próximas semanas são para ficar por casa, entre consultas, obrigações e também praia e passeios, num misto de dias livres e mais preenchidos para não me cansar com rotinas entre casa, casa, casa e casa. 

23
Jun20

Regresso laboral em Julho

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E a minha pausa laboral continua por mais umas semanas mas com término à vista! 

Resumindo assim de forma rápida a minha vida profissional pelos últimos quatro meses. A meio de Março a empresa enviou quase todos os elementos de todas as equipas de férias. Em Abril fiquei a trabalhar a meio gás por uns dias até adoecer e ter de trocar com um colega e entrar no regime de lay-off numa troca por troca. Desde então que estou em pausa forçada como muitos trabalhadores ficaram na altura. Dia 1 de Julho regresso finalmente ao trabalho mas como já tinha um período de férias marcado para se iniciar por esses dias o que acontecerá é que saio diretamente do descanso forçado do lay-off para o descanso das férias, estando agora previsto entrar ao serviço a 13 de Julho, gozando de oito dias de pausa planeados. 

21
Jun20

Corta papel de infância

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As lembranças fazem-se sentir e acabei de me recordar de uma fase pela qual passei em criança em que as folhas da imprensa serviam como meio de entretenimento durante horas e horas, enchendo sacos e mais sacos de completo lixo.

Talvez entre os sete e os nove anos e ao longo de um período ainda justificável de meses, passei por uma fase em que todas as revistas, jornais e folhas que aparecessem por casa era guardados para serem recortados. Todos os papéis que apanhava que já não fizessem falta ficavam amontoados num canto da sala onde me entretinha várias horas por dia a cortar papel para nada. Uma folha de revista, por exemplo, cortava em modo cobra ou às tiras e depois desse trabalho inicial a tesoura continuava em funções para transformar cada tira em pequenos quadrados que se iam multiplicando em sacos e mais sacos. Podes imaginar sacos de plástico do supermercado e caixas de papelão com papéis e mais papéis cortados do tamanho de uma unha. Sim, era desse modo que transformava cada folha que apanhava.

Sei que muitos dos sacos iam para o lixo e que na altura nem ligava ao que ia fazendo e desaparecia cá de casa, mas hoje a lembrança surge e percebo que tendo um saco cheio e outro a caminho que os mais antigos iam sendo levados para o lixo, que era onde todo aquele papel devia ter sido colocado logo quando deixou de fazer falta em casa. O entretenimento que tinha nesses longos meses era cortar papel aos bocados, resultado de ser filho único, numa época sem computadores, telemóveis e afins com tudo o que existe nos dias que correm. Sei que enquanto estava naquele meu trabalho ficava calado e vivia no meu mundo fechado e por isso acabava por ser ao mesmo tempo um escape para os pais que me tinham no sossego, embora estivesse a empregar o meu legítimo tempo para nada. 

20
Jun20

Junho alentejano

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Junho ao que parece será o último mês de lay-off e aproveitei para fugir até ao Alentejo e aproveitar o sossego onde os silêncios e o campo só ajudam a um descanso preparatório para reiniciar atividade. 

Por aqui os casos de Covid19 praticamente não existiram, a população anda tranquila seguindo as regras e ao mesmo tempo a possibilidade de andar na rua de forma mais descontraída existe. A oportunidade de se poder sentar à porta de casa ao fresco, ir dar um passeio após o jantar pelas ruas da aldeia, conhecer um pouco das redondezas que ainda não foram visitadas e sem aqueles medos que alguém venha contra nós, sem máscara e ainda com os seus jeitos arrogantes de detentor do universo.

No Alentejo encontro paz e sossego que se transformam em descanso, embora sinta que por aqui quando me canso é a valer, parecendo que o corpo fica pesado de forma mais rápida e a necessidade de dormir é maior, deixando afazeres de tempos livres um pouco para trás por ficar muito mais tempo sem fazer nada mas bem, sem sentir aquela necessidade de estar sempre ocupado a querer fazer tudo e mais alguma coisa.

12
Jun20

Voltar para mudar e recomeçar

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A quem não passou pela cabeça nestes tempos de quarentena e quase isolamento total de recomeçar tudo de novo quando o desconfinamento acontecesse em termos profissionais?

Por ligeiros momentos mas por diversas vezes ao longo destes meses a minha mente divagou bastante mas nunca chegou a nenhuma conclusão, talvez por não ser o momento ideal por perceber que agora o investimento no que quer que seja tenha algum risco mais elevado que em tempos normais. Não falo somente em abrir algo meu mas também numa possível mudança de emprego, tudo neste momento acaba por ser arriscado pela instabilidade económica, por não sabermos o que poderá acontecer em termos de uma segunda possível vaga do vírus.

Semanas seguidas longe do emprego habitual onde me sinto estável e o pensamento de que consigo fazer algo meu ou a recomeçar de novo em outro local por ser capacitado para alimentar novas metas e objetivos. Sou uma pessoa que necessita constantemente de ser estimulado por saber que sempre me tenho conseguido superar e perceber que existe uma paragem num ciclo já começa a causar um certo formigueiro, para mais com esta paragem forçada que me mostrou o que sempre soube e não tenho algum problema em afirmar.