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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

09
Dez18

Ler por ai

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Leitores de bancada só conseguem ler no sossego do lar porque não podem ouvir qualquer som incomodativo e que os leve a perderem a concentração. Um leitor habitual e que o faz por gosto além de o fazer no silêncio de sua casa consegue levar a sua leitura avante em qualquer local, até no meio da confusão de uma das avenidas mais movimentadas da nossa capital.

Comigo o silêncio é uma coisa rara. Se tivesse de procurar um local, mesmo em casa, em que nada ouvisse para poder ler estava desgraçado. Leio habitualmente em casa em qualquer divisão, geralmente com a televisão ligada e ainda com conversas paralelas a acontecer. Nem sempre um livro precisa de ser acompanhado pelo silêncio total, principalmente por leitores que estão super habituados a pegarem num livro e deixarem-se levar por umas quantas páginas em qualquer local, estejam em casa, no carro, jardim ou esplanada. 

Não existem locais ideias para ler. Uma pessoa que gosta de ter a companhia dos livros segue a sua leitura em qualquer sítio e quase que de forma inesperada. Parar o carro e enquanto a chuva não para abrir o livro nas páginas onde se ficou e continuar a leitura. Estar na pausa do trabalho e aproveitar para ler mais um pouco. A viagem monótona de comboio serve perfeitamente para ir lendo, não estando a olhar para o vazio da paisagem pela qual se passa. A espera por uma consulta não poderá servir também para se ler um pouco mais? E nos primeiros minutos do dia enquanto se toma o pequeno-almoço, não poderemos pegar na atual leitura para iniciarmos de outra forma um dia que poderá ser cansativo?

18
Nov18

Gritaria ao telemóvel

| O Informador

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Vamos lá fazer um pouco de raciocínio coletivo para ver se nos entendemos!

Quando uma pessoa está ao telemóvel, a falar na rua e se afasta de quem está por perto porque talvez esteja a ter uma conversa mais intima e secreta que não convém que seja ouvida por outros e depois, da outra ponta da rua, começa a falar alto a responder a quem está do outro lado da chamada o que acaba por significar?

Então se está a falar baixo com o seu interlocutor quando está acompanhada e depois vai gritar do outro lado da rua para que os acompanhantes ouçam a conversa, não acaba por fazer justamente o contrário da intenção demonstrada? É que se é para não se ouvir pode sair e continuar a falar baixo, não é sair e aumentar o volume da voz para que todos saibam o que se está a passar naquela conversa via telemóvel. 

19
Out18

Lixo social

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Momentos existem em que tenho a sensação de que não me encontro em pleno século XXI onde várias são as campanhas sobre reciclagem e cuidados para com o ambiente. 

Há uns dias, em plena condução dentro de uma localidade, a senhorita que circulava à minha frente decidiu abrir o vidro do seu automóvel e deixar voar duas folhas de guardanapo. A minha reação foi imediata e rapidamente buzinei, isto ao mesmo tempo que ouvi do passeio um senhor que passava a aclamar «sua porca». Sabem o que aconteceu a seguir? A bela senhorita porcalhota optou por colocar a mão de fora do carro, esconder quatro dos seus dedos e deixar o do meio, o mais comprido bem espetado. Não contente, parou o veículo e ainda protestou pelo que lhe tinham chamado, levando como resposta o que talvez não quisesse voltar a ouvir de um senhor com idade para ser seu pai. Comigo não reagiu mas o restante percurso na rua foi vagaroso, como se tivesse de castigo a circular atrás de uma porca preguiçosa que além de não ter bom senso consegue dar um exemplo tão ruim a duas crianças que a acompanhavam na viagem.

03
Out18

Não é esquecimento...

| O Informador

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Existem situações que podem acontecer por mero descuido. Existem outras que não são um simples descuido, sendo mesmo a crença que permanece em como tudo vai correr da melhor maneira.

Imaginemos uma reunião com mais de trinta pessoas, onde poucos se conhecem. O que deverá ser um dos primeiros procedimentos a ter antes de entrar na sala? Desligar o som do telemóvel! O que acontece já durante os esclarecimentos? Um telemóvel toca, mas não fica sozinho!

Entramos na sala e alguém se esqueceu de colocar o telemóvel no silêncio. Desculpável, o aparelho toca e é colocado nesse momento sem som. Quem está responsável pelo grupo pede para se verificar quem não tem o seu telemóvel no silêncio para o colocar. O que acontece uns minutos depois a alguém que por acaso, mas só mesmo por acaso, até verificou se estava tudo bem com o seu amigo tecnológico? O toque! Olhou para o ecrã no momento do pedido após a primeira interrupção para quê? É que não foi certamente para verificar o som, sendo mais para fazer que tinha visto o que afinal não viu. 

10
Ago18

David Carreira com comportamentos de m****

| O Informador

David Carreira encontra-se no centro da polémica e logo em duas frentes, ambas envolvendo a PSP. 

Primeiramente alugou uma viatura da PSP para um videoclip mas acabou por desrespeitar o contrato feito entre a produtora responsável e a entidade de segurança. Segundo a imprensa, um guião sobre o que iria ser gravado junto do veículo foi enviado para análise e a descrição indicava que bailarinas iriam estar a dançar na frente da viatura com David Carreira a sair do lugar do condutor e a cantar. O que não aconteceu, tal como pode ser visto no videoclip. Neste mesmo tema existe ainda a questão de na letra existir por várias vezes a palavra «f***», pela voz de Deejay Telio, quando no guião a letra indica «problema» no seu lugar, isto segundo indicações do porta-voz da PSP Hugo Palma que afirma ainda que estas questões violam o contrato feito e que mancham a imagem da PSP. 

Como se isto não bastasse, o filho de Tony Carreira resolveu fazer mais uma das suas como se tivesse a entrar na fase de jovem rebelde do quero, posso e mando. Agora filmou um desafio perigoso que tem vindo a ganhar adeptos por todo o mundo - #InMyFeelings - que consiste em sair do carro em andamento. Um comportamento perigoso tanto para quem o pratica como para quem tem o azar de se cruzar com estes supostos condutores que colocam vidas em risco por uma brincadeira de mau gosto. 

20
Jun18

Vizinhança no Controlo

| O Informador

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Incrível é viver numa aldeia, numa rua estreita com nove casas e perceber que estejamos a entrar ou a sair não é fácil não se ser detetado. É verdade, sempre alguém surge no quintal ou mais frequentemente a sacudir o seu tapete na janela no momento em que se fecha o portão na chegada ou partida. Vizinhança assim não é para todos!

Diria até que estes vizinhos são melhores que a polícia municipal. Guardam tudo, dão fé de tudo e conseguem saber quem está em casa ou quem anda na vadiagem após os horários de trabalho que talvez até tenham apontados em listas presas com um íman ao frigorífico. Ao sair de manhã, lá surge alguém por um quintal vizinho, para receber os bons dias. Já ao almoço se estiver a chegar, sempre ou quase sempre, tenho uma vizinha a sacudir tapetes. Já me perguntei quantos tapetes existirão naquela casa ou se será sempre o mesmo, aquele que está na porta de entrada, pronto para lhe pegarem e saírem para o quintal como premissa para verem se os vizinhos trazem ou não sacos consigo. Ao final do dia a mesma coisa acontece, sempre com alguém a surgir de uma porta ou janela para mirar quem sai e quem entra, com companhia ou a solo, sacos ou mochilas. 

Viver numa aldeia onde todos se conhecem é assim, controlo ao mais alto nível da vizinhança mais desocupada e que gosta de saber tudo o que se passa pelos arredores, dentro e fora de portas. Basta um descuido e a vida privada fica pública, pelos menos os horários de entrada e saída de casa estão controlados, sabendo-se também quando recebemos visitas, quando o correio chega, as compras mais volumosas que foram feitas e até quando se fica uma noite fora de casa e o carro não está na rua como habitualmente pela manhã. 

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