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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

07
Mar19

Quem lá vem? Pessoa indesejada!

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Há uns dias, num parque de estacionamento do supermercado estava em conversa com uma amiga e de um momento para o outro ambos devemos ter pensado o mesmo quando um carro se aproximou justamente para estacionar num dos lugares bem próximos de nós.

O instinto de ambos surgiu praticamente em simultâneo quando percebemos quem era o condutor daquele veículo, um senhor bem chato, mentiroso e metido que nem um nem outro queria aturar. Conclusão, tivemos a mesma expressão, despedimos-nos e seguimos cada um a sua viagem. Tudo isto para que o Sr. Chato não nos visse para fugirmos dos cumprimentos habituais com histórias que não te deixam quase sair do lugar por ir atrás e quase te agarrar por teres de ouvir o que tem a dizer sobre a sua vida. 

Quem lá vinha ao nosso encontro não era desejado, optando assim por seguirmos antes que nos visse e nos pregasse aquela seca que só algumas pessoas conseguem dar a quem está nem aí para as suas vitórias, mentiras e incongruências. Assim «quem lá vinha» ficou lá porque quando nos podia ter visto já nós «lá íamos» bem no fundo para não sermos apanhados na teia dos prolongados cumprimentos.

02
Mar19

Luto | Pessoal ou Social?!

O Informador

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As discussões sobre o luto são uma constante quando por perto alguém parte para outra vida, para quem acredita que a mesma exista. O que é o luto afinal para além das vestes escuras que os mais velhos ainda tendem a usar como sinal de respeito que do meu ponto de vista não passam de pensamentos mantidos por uma sociedade que se auto recrimina se nos tempos após a morte de alguém não se vestirem com tons escuros ou mesmo de negro?!

O luto está no interior da pessoa, nos pensamentos e sentimentos que são mantidos quando se fica sem alguém que nos é querido. Existe assim uma verdadeira necessidade, através do vestuário, para se mostrar aos outros o que se sente através das vestimenta negra? Se alguém parte qual é a necessidade de quem fica de se carregar de escuro para mostrar aos outros, porque para mim é só mesmo isso que acontece, uma demonstração social de peso, de que está triste e tem de deixar de vestir roupas coloridas porque a base da solidão e da partida é o escuro. E ai de quem numa aldeia pequena não se vista a rigor de luto que leva logo com as críticas. Isto é a verdade, nas aldeias deste país, talvez mais no interior até, quem perde um ente-querido tem de se vestir de escuro a bem da sua comunhão com os que ficam, já que caso contrário quem fica torna-se uma «viúva alegre» ou «um filho desleixado» por não respeitar a alma de quem partiu.

Onde é que numa peça de vestuário se vê o que está na verdade no coração de alguém que ficou sem o seu par ou familiar? O luto está no interior de cada um e não na demonstração para os outros. Vivam as vossas vidas sem esses pensamentos de recriminação de uma sociedade hipócrita que ainda acredita que é necessário demonstrar a tristeza com cores quando cada um sabe de si e tem no seu interior os verdadeiros motivos perante a perda. 

01
Mar19

Lista de Pecados Mundanos

O Informador

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Ao longo da leitura de A Imortal da Graça, da autoria de Filipe Homem Fonseca, encontrei uma lista feita sobre os Pecados Mundanos que são praticados por parte da sociedade com quem nos cruzamos no dia-a-dia. Resolvi pegar nessa mesma lista, reescreve-la com algumas alterações e acrescentos por aqui e deixar o convite para que nos comentários desta publicação possam, além de partilharem as vossas ideias sobre os diversos itens, sugerir outros pecados que são vistos por ai por «gente que não sabe estar» e que não constam na lista abaixo para que os mesmos venham a ser acrescentados. 

Vamos lá começar a enumerar a lista de Pecados Mundanos até agora lembrados:

  • Pessoas que passam à frente nas filas
  • Pessoas que demoram no multibanco
  • Pessoas que não apanham os dejetos dos seus cães
  • Pessoas que estendem a roupa a pingar para a dos vizinhos
  • Pessoas que fingem que não nos conhecem
  • Pessoas que gritam ao telemóvel
  • Pessoas que testam toques de telemóvel em público
  • Pessoas que se atrasam
  • Pessoas que falam muito alto
  • Pessoas que cobram favores
  • Pessoas que abusam do perfume
  • Pessoas que circulam lado-a-lado e ocupam todo o passeio
  • Pessoas que não vigiam os filhos
  • Pessoas que usam os filhos como desculpa para tudo
  • Pessoas que nas papelarias leem os jornais mas não os compram
  • Pessoas que não se calam nos cinemas
  • Pessoas que gozam com os outros por causa do aspeto
  • Pessoas que dão mais atenção ao telemóvel do que a quem está ao seu lado
  • Pessoas que não cuidam do que lhes emprestam
  • Pessoas que não devolvem o que lhes emprestam
28
Fev19

Cedência vs. Educação

O Informador

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Não sei se existem certos habitantes deste planeta que se acham a última bolacha do pacote ou se simplesmente se gostam de comportar como autênticas nódoas sociais sem formação no que toca a educação.

Há uns dias, a sair de um parque de estacionamento onde vários veículos estavam mal estacionados, entendi que deveria dar passagem a um casal que se tinha de cruzar comigo mas que tinha um carro como obstáculo. Parei com espaço e deixei quem devia ter parado passar, uma vez que o obstáculo estava do seu lado e não do meu. Quando passaram a sua meta e ficaram do lado que queriam nem um sinal de agradecimento por lhes ter dado passagem. Para a próxima já sei que um gesto simpático não fica bem com todos e ceder o caminho aos outros nem sempre é visto como um simples ato de gentileza a que convém agradecer com um gesto singelo e que aparentemente e do meu ponto de vista não custa nada ser feito. 

04
Fev19

O «bom dia» não é para todos!

O Informador

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A verdade da sociedade é esta... A sociabilidade quando é transmitida entre gerações não funciona num todo e muito menos consegue ser transversal. Existem empregos em que consegues perceber que a educação para o cumprimento diário não está mesmo presente numa sociedade cada vez mais individualista onde se pretende do outro o que não se dá.

Neste momento estou a trabalhar diretamente com o público, no contacto direto com o cliente final, e é tão visível perceberes que existem pessoas que ficam mesmo incomodadas por simplesmente e por um mero comportamento de educação social transmitires simples expressões como «bom dia», «boa tarde» ou «boa noite». A maioria dos clientes aceita e mostra a mesma postura para contribuir o cumprimento, no entanto existe pessoas, e não são assim tão poucas, que ouvem e não respondem ou que ouvem e fazem mesmo expressões faciais do como quem diz «não me chateies mas é».

Será que custa assim tanto entrarem num espaço e conseguirem seguir uma linha social correta? Não custa nada serem acessíveis e simpáticos. Podem estar num dia mau, todos temos o direito a tal, mas se tentarmos pelo menos ser sociáveis é sinal de que estamos num caminho para tentar dar a volta a essas mesmas horas que não estão a correr assim tão bem.

28
Jan19

Simpatia que enjoa

O Informador

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Gosto de chegar a um local e ser bem recebido, mas por vezes tudo o que é demais enjoa!

Trabalho na área comercial e acredito que ao longo de mais de uma década de experiência aprendi a deixar espaço para que quem chega como cliente se sinta com vontade de ficar, de questionar e pedir ajuda. Para isso não é necessário estar com um sorriso de orelha a orelha de forma constante, bastando dar as boas-vindas e deixando o cliente circular, existindo simpatia, mas não exagerando porque quando as coisas são forçadas acabam por ser notadas.

Odeio chegar a qualquer local e perceber que os funcionários me aparecem quase para atacar ou então que ao fundo estão com um enorme sorriso, falso por sinal, e prontos para falarem alto e bom som sobre o que necessitamos. Tenham calma pessoas que trabalham com o público, esperem que quem chegue se dirija até vocês, não se intrometam porque acabam por afugentar numa próxima visita os consumidores.

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