Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

21
Mai20

Sempre a comer na quarentena

8fc422196623f40d88420f4971c28119.jpg

 

Os tempos são de pausa forçada e esse ponto obriga quase automaticamente a que a despensa e o frigorifico estejam com lotação quase esgotada. Aqui por casa as prateleiras de comida estão constantemente a serem observadas com o pensamento secreto sobre "o que vou comer agora?". 

Estando acordado acabo por detetar que praticamente de hora a hora estou a comer alguma coisa. Antes era raro comer pão, agora faço-o algumas três vezes, no mínimo, ao longo do dia. De manhã tomo o pequeno-almoço mas já com o pensamento que daí a uma hora irei voltar a comer alguma coisa, repartindo assim a primeira refeição do dia em duas. Almoço normalmente por volta das treze horas mas nem passadas duas horas já estou a comer alguma coisa de novo num primeiro momento de lanche que será repartido de novo um pouco depois porque a fome parece imperar agora sempre por aqui. De tarde sou capaz de comer três vezes e continuando a petiscar pelo meio por existir sempre espaço para mais um pouco. O jantar chega mas não assinala o último momento para comer do dia porque antes de dormir ainda existe permissão para voltar a invadir a cozinha para perceber o que apetece enfardar antes mesmo de ir dormir.

 

 

08
Abr20

Pânico no supermercado

shutterstock_592585685.jpg_1913337537.jpg

 

Na quarta semana de quarentena a necessidade de entrar num supermercado aconteceu. Geralmente são os meus pais que têm feito as compras para casa, mas como tive de sair por umas horas e a fome surgiu tive de entrar no supermercado mais próximo, por acaso até dos mais calmos pela zona, para comprar algo para comer por não saber a que horas ficaria despachado. Só te posso dizer que senti pânico ao controlar todos os passos das pessoas com quem me cruzei, principalmente ao balcão onde tive de pedir o que pretendia e depois na caixa de pagamento.

Ainda não me tinha apercebido sobre esta situação, mas no momento em que atravei a entrada e passei a parte das frutas e legumes percebi que estava a fazer um olhar meio estranho de controlador, como um inspetor com visão raio-x. O que queria comer nem sabia mas fui até ao balcão da padaria e por acaso percebi que existiam pequenas pizzas disponíveis, vi um micro-ondas atrás, o que não existia antes, e perguntei se aquelas mini pizzas podiam levar um calor. E sim podiam. Tudo bem, mas só te digo que controlei a distância que deixei para o balcão, olhei para as luvas de quem me atendia, chegou novo cliente e medi se tinha deixado a distância de segurança marcada no chão, aproveitei e pedi um sumo natural para não ter de ir a outro recanto do supermercado. Aceitei o pacote com a pizza aquecida e o sumo de braços esticados e fui, fugindo dos corredores com clientes. Fui até à caixa e ia para as automáticas, mas lembrei-me que tinha de tocar no ecrã onde outros mexeram, seguindo então para uma caixa humana que estava sem fila. Paguei com contactless para evitar contacto com o dinheiro e não quis talão da compra. 

15
Ago19

A transformação digital na Restauração

transformação-digital.jpg

 

Das aplicações ao pagamento contactless: o que está a mudar na restauração

O setor da restauração tem sido um dos que tem registado uma evolução interessante nos últimos anos. Não só o número de espaços tem aumentado, como a qualidade dos mesmos tem superado as expetativas dos mais otimistas. Tudo isto tem-se traduzido numa oferta diversa e sofisticada.

A tecnologia tem correspondido ao desenvolvimento do setor facilitando imenso a vida ao consumidor e estimulando também o consumo. Por um lado, através de novas formas de pagamento, como o uso da tecnologia contactless que corresponde por seu turno ao desenvolvimento do cartão contactless e ao uso dos dispositivos móveis para efetuar transações. Por outro, no aparecimento e evolução de aplicações que permitem colocar à disposição dos utilizadores as melhores sugestões de restaurantes em cada cidade, conhecer a ementa disponível para cada dia, fazer reserva da mesa em tempo real e, claro, partilhar depois a experiência através de uma review, um must para qualquer utilizador do espaço virtual e das experiências gastronómicas.

 

Savage, o primeiro Restaurante Cashless

Um bom exemplo da transformação digital da restauração pode ser observado no restaurante Savage, em Lisboa, do famoso Chef Oliver. Neste espaço, o pagamento é 100% cashless – um conceito em forte crescimento - com um assinalável contributo da Redunicre. No Savage os pagamentos são apenas realizados através de cartões de débito ou crédito, ou pelo telemóvel, através das soluções da Redunicre com pagamento contactless. Aliás, segundo o Relatório dos Sistemas de Pagamentos do Banco de Portugal relativo a 2017, não só o recurso a instrumentos de pagamento electrónicos tem aumentado, como 1,6% dos números e 0,6% do valor transacionados corresponderam a compras efectuadas com recurso a tecnologia de leitura por aproximação do cartão contactless de pagamento – usando a tecnologia contactless disponível. Quer isto dizer que este tipo de pagamento contactless é já uma realidade e a tecnologia contactless tem vasto espaço para crescer – inclusive no setor da restauração e mesmo para lá do uso do cartão contactless.

 

As Apps de Restaurantes

Quanto ao desenvolvimento de aplicações vocacionados para o setor da restauração, a The Fork é uma das mais conhecidas. Permite ao utilizador procurar restaurantes, filtrando a procura usando diversos critérios – localização, preço, tipo de cozinha e refeição – podendo ainda ser efectuada uma reserva.

01
Ago19

Animais simbolizam amizade e responsabilidade

bulldog francês.jpg

 

Quem tem animais de estimação sabe que além das coisas boas que os nossos amigos de quatro patas nos fornecem, que os cuidados com os mesmos são parte do orçamento do lar, sendo necessário que, antes de adotar, exista a consciência de todos os membros da família que ter um cão, por exemplo, é uma responsabilidade que nos dá inúmeras alegrias mas que também traz consigo despesas fundamentais para a sua sobrevivência e bem-estar no seio familiar. 

Os veterinários, as despesas alimentares, os artigos que contribuem para a integração em casa, brinquedos e também os pequenos mimos que nós humanos tanto gostamos de ter, como é que os nossos pequenos amigos não os querem também? Quando trouxe o Tomé, o bulldog francês, para casa foi tudo uma descoberta sobre ter um pequeno cachorro que chorou somente uma noite com a falta da mãe e dos irmãos. Os cuidados, a forma como lhe arranjamos um amigo de peluche para se sentir aconchegado nos primeiros dias até que começamos a trazer para casa tudo o que era necessário na altura para a sua integração no lar. 

A ração para cães para os cachorros da raça, os primeiros brinquedos para cães, e todos os acessórios para cães necessários para criar um espaço apropriado para o Tomé em casa, dos comedouros ao tapete de ensinamento, da cama às trelas. Tudo o que foi necessário na altura e que hoje continua a fazer parte do nosso dia-a-dia, mesmo já na fase adulta e molenga, como a raça é caracterizada. 

Nos dias que correm os espaços comerciais estão cada vez com maiores áreas dedicadas aos animais que ganham relevo nas nossas vidas e que têm também mais produtos à sua disposição e nos mais diversos conceitos. A par disso o crescimento simultâneo das lojas online tem acontecido com as compras via internet a ganharem um maior relevo e a serem cada vez mais comuns uma vez que a confiança, o facto das encomendas serem entregues de forma gratuita a partir de determinado valor com a maior rapidez possível e total segurança. Já fiz várias compras online de comida e brinquedos para o Tomé e recentemente descobri a Telecão, uma pet shop totalmente dedicada a artigos de cães e gatos onde se pode encontrar de tudo a bons preços, como promoções diárias e serviços à disposição dos próprios donos para um melhoramento dos cuidados com os amigos de quatro patas e sem falha entre a encomenda, a entrega e a boa qualidade dos serviços prestados.

27
Jul19

Proteção Civil inflamada com as golas

gola aldeia segura kit.jpg

 

A proteção civil gastou mais de 125 mil euros em 70 mil golas que foram inseridas nos kits de emergência, que custaram 328 mil euros e que têm sido distribuídos pelas Aldeias Seguras desde 2018. Agora que se percebeu que as ditas golas são feitas de poliéster, material facilmente inflamável e que aquece, estando contra o desejado neste caso, eis que a Proteção Civil revela que estes kits «não assumem características de equipamento de proteção individual, e muito menos de combate a incêndios», sendo somente um kit para merchandising e divulgação, ou seja, tudo foi feito para informar e sensibilizar sobre como as populações devem agir em caso de emergência, gastando dinheiro em material que não serve de muito e que vai até contra as regras. 

Os kits que foram distribuidos ao abrigo do programa Aldeia Segura - Pessoas Seguras contém além das golas, um apito, lanterna, rádio, colete refletor, também feito em poliéster, máscara e a informação do que é necessário juntar, como é o caso do estojo de primeiros socorros, medicação habitual, água e comida não perecível, produtos de higiene pessoal, uma muda de roupa, dinheiro e a lista de contactos de familiares e amigos mais próximos. 

Incentivando a consciência coletiva, sensibilizando a população para a adoção de práticas que minimizem o risco de incêndio, o programa Aldeia Segura - Pessoas Seguras foi elaborado com base em salvaguardar os estragos feitos no passado, no entanto agora admitem que os kits distribuídos são somente figurativos e não para uso real se existirem situações em que é necessário agir.