Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Não Chames Noite à Noite | Amos Oz

D. Quixote

Publicado por O Informador, 11.01.20

não chames noite à noite capa.jpg

 

Título: Não Chames Noite à Noite

Autor: Amos Oz

Editora: D. Quixote

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2019

Páginas: 272

ISBN: 978-972-20-6910-6

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Em Tel Keidar, uma pequena cidade situada junto ao deserto do Neguev, a morte brutal de um jovem adolescente, possivelmente por overdose, vai interferir no equilíbrio íntimo do casal Theo e Noa, fragilizado pela diferença de idades, pela ausência de filhos, pelo tédio e pela incomunicabilidade.

Com um virtuosismo inexcedível, Amos Oz faz alternar essas duas vozes narrativas, a de Theo e a de Noa, juntando-lhes ainda a do narrador, cronista anónimo que por vezes cede a palavra ao «coro» dos habitantes da cidade.

Assim, como que reunindo progressivamente todas as peças de um puzzle, o autor revela-nos a intimidade mais profunda de dois seres, ao mesmo tempo que retrata as tensões de uma pequena comunidade, recheada de personagens excessivos e pitorescos.

Não Chames Noite à Noite é uma preciosa sinfonia de humanidade em que Amos Oz explora com incomparável discernimento as possibilidades - e os limites - do amor e da tolerância.

 

Opinião: Um livro sobre o amor vivido de forma diferente entre duas pessoas que se querem, com alguma diferença de idades, que se estimam, apoiam enquanto enfrentam a realidade, as perspetivas de mudança, os objetivos de cada um sem compatibilidade com o seu par, mas onde o apoio surge, mesmo que não seja de imediato. 

Theo é um arquiteto de sessenta anos, casado com Noa, professora com praticamente menos quarenta anos. Casados por amor, sem filhos e com pouco em comum, Theo e Noa são diferentes, ele mais calmo e pacifico, ela impulsiva, teimosa e com vontade de mudar o Mundo. Nesta história a morte de um jovem aluno de Noa dá o mote para se querer investir, organizar, criar e apoiar quem vive no mundo da droga, mesmo que toda uma sociedade local se oponha à ideia. Um bom argumento mas muito mal desenvolvido e contado. 

Tundavala | Paula Lobato de Faria

Clube do Autor

Publicado por O Informador, 07.12.19

tundavala.jpg

 

Título: Tundavala

Autor: Paula Lobato de Faria

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2019

Páginas: 352

ISBN: 978-989-724-501-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Inspirado em acontecimentos reais, a memória de um tempo de guerra e segredos e a luta pela liberdade nos anos da ditadura.

Depois de uma muito elogiada estreia literária com Imaculada, Paula Lobato de Faria regressa às livrarias nacionais com uma narrativa ainda mais ousada. Tundavala decorre nos últimos anos da ditadura e viaja entre Angola, Lisboa e Londres.

Aí encontramos as personagens centrais deste livro, quase todas em lutas interiores contra um passado de mentiras, segredos e submissão. Cristiana e Lourença, próximas desde crianças, estão hoje separadas pelo destino, uma em Lisboa, outra na guerra em Angola.

Portugal encontra se na agonia do salazarismo; o país vive a censura e a repressão da PIDE, abafando escândalos sexuais, massacres e atentados aos direitos humanos nos territórios em guerra. E é neste fervilhar de acontecimentos políticos e sociais que as vidas de Cristiana e de Lourença sofrem inesperados encontros e reencontros capazes de transformar as suas vidas para sempre.

 

Opinião: Paula Lobato de Faria voltou a surpreender com Tundavala, embora tenha a confessar que esperava mais. Após a boa estreia com Imaculada, Tundavala veio para dar seguimento a um enredo familiar onde o amor e os desgostos ganham lugar entre vidas que afastaram mas que mantiveram sempre o pensamento sobre os «ses» que poderiam ter acontecido através de outros seguimentos ao longo dos percursos pessoais que se tornaram opções. Afastamentos por desgosto, amores destruídos por desaires familiares, riquezas que prevalecem perante a real paixão. Tundavala é a procura da recuperação de memórias em tempos de guerra e segredos bem guardados e que alteraram cada desenvolvimento dos protagonistas envolvidos em enredos complexos desenvolvidos por quem mobilizou marionetas ao longo do tempo a seu belo prazer.

Relembrando a época de 1966 e tocando em temas históricos reais, os medos e receios sobre os silêncios que eram impostos num país controlador, fechado e onde o pouco e aparentemente vulgar significava uma afronta familiar e social. A liberdade não existia, os exílios políticos eram uma realidade, os sacrifícios persistiam e as vidas ficavam moldadas com todos os problemas que iam surgindo e fundamentalmente os medos que acabavam por se bater com os conformismos impostos pela época. 

 

Crime, Disse o Livro | Anthony Horowitz

Clube do Autor

Publicado por O Informador, 01.11.19

crime disse o livro capa.jpg

 

Título: Crime, Disse o Livro

Título Original: Magpie Murders

Autor: Anthony Horowitz

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2019

Páginas: 448

ISBN: 978-989-724-433-9

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Existem vários mistérios por resolver dentro das páginas deste livro. Tudo começa quando Susan Ryeland se senta para ler o manuscrito do autor mais vendido da editora onde trabalha. Porém, a narrativa termina abruptamente no ponto em que o detetive da história está prestes a revelar o assassino, levando por isso Susan a procurar os capítulos perdidos. Mas este é apenas o ponto de partida de um dos mistérios…

Extraordinariamente bem concebido e bem escrito, em Crime, disse o livro encontramos duas histórias que correm em paralelo, personagens interessantes e autênticas, tramas sólidas, inteligentes e bem estruturadas, várias reviravoltas e, por fim, um desenlace absolutamente surpreendente. 

E se um mistério dentro de outro mistério significa o dobro da adrenalina, para os fãs do género este livro traz também prazer a dobrar. Prepare-se: vai  ser difícil pousar o livro!

 

Opinião: A originalidade é um dos pontos forte de Crime, Disse o Livro, onde uma história encaixa dentro de outra numa fórmula vencedora e que conquista logo à partida. Senti que pelas primeiras páginas iria gostar do que estava para chegar, no entanto senti alguma desorientação inicial com a apresentação de várias personagens em catadupa, o que logo foi ultrapassado pela excelente forma como Anthony Horowitz consegue separar cada personalidade pelas descrições feitas ao longo de cada momento. 

O Sal da Vida | Helena Sacadura Cabral

Publicado por O Informador, 21.12.18

o sal da vida helena sacadura cabral.jpg

Título: O Sal da Vida

Autor: Helena Sacadura Cabral

Editora:  Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 216

ISBN: 978-989-724-452-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Ternas, irreverentes e por vezes com final inesperado, as novas histórias de helena Sacadura Cabral revelam os diversos caminhos em busca do amor e da felicidade.

Reais ou ficcionadas, são fragmentos de vidas que mostram a riqueza do quotidiano e a importância dos afetos; são o espelho da nossa sociedade inquieta e refletem a firme convicção de que todos podem ser donos do seu próprio destino.

 

Opinião: Helena Sacadura Cabral reúne em O Sal da Vida histórias reais e inéditas onde se juntam espaços de ficção num romance de crónicas escritas ao longo do tempo e que foram ficando para agora poderem ser lançadas num livro onde o amor, a perda, a saudade e a felicidade ganham destaque. Para Helena Sacadura Cabral estas memórias tinham de ser contadas com o pretexto de que «Viver é muito mais do que existir. É lutar para ser feliz, amar e ser amado.» e é assim que O Sal da Vida surge junto do leitor.

Começando por mostrar os Encontros e Desencontros que a vida nos vai colocando pela frente ao longo do tempo, são vários os relatos próprios e ficcionais dados a conhecer de forma simples, sem criar ilusões e com um significado único. Cada linha deste livro é falada, relatada como se a autora estivesse a divagar para si própria, sem criar desenhos literários para que o texto venha a ficar com uma maior perfeição e um estilo gramatical mais elaborado. Não, em O Sal da Vida existe verdade, existem relatos tal como são pensados e não criando grandezas que só tendem a piorar o que realmente importa para quem está do outro lado, o leitor. Dos Encontros e Desencontros passamos para as Encruzilhadas da Vida onde os inesperados acontecem e há que manter as forças para ultrapassar cada ponto negativo que se nos atravessa pela frente. As perdas e os problemas na vida de Helena e as criações para ajudar a reforçar este capítulo são reais, são possíveis e podem acontecer a qualquer um. Visitamos posteriormente As Datas que nos Marcam e percebemos que como todos nós existem os bons e os maus momentos, onde existem datas que podem ser celebradas mas também as que ano após ano nos deixam mais cabisbaixos porque alguém partiu e aos 84 anos de idade Helena Sacadura Cabral sabe bem o que é a perda de pessoas de quem ama mas que continuam bem presentes na sua vida através de memórias e recordações que permanecem consigo e perante os seus olhos. As peripécias recriadas em Contado, Ninguém Acredita e finalmente Construir um Caminho para a Felicidade são os últimos pontos a serem desfiados por esta magnifica mulher que sempre luta pelo bem-estar interior e também de quem está ao seu redor. 

O Pecado da Gueixa | Susan Spann

Publicado por O Informador, 13.08.18

o pecado da gueixa.jpg

Título: O Pecado da Gueixa

Título Original: Claws of the Cat

Autor: Susan Spann

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 312

ISBN: 978-989-724-432-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Quioto, 1564. O padre Mateus, um jesuíta português, está no Japão como missionário. Quando uma gueixa convertida ao cristianismo é acusada da morte de um samurai, o padre compromete-se a ajudá-la, arrastando o seu protetor, o mestre ninja Hiro Hattori, para a investigação. Segundo o código samurai, o filho tem o direito de matar o assassino do pai para repor a honra da família. E se o padre e o ninja não conseguirem provar a inocência da jovem em dois dias, também serão mortos. 

Ao mergulhar nas perigosas águas do mundo noturno de Quioto, percebem que toda a gente – desde a esquiva proprietária da casa de chá até ao desonrado irmão do morto – tem um motivo para querer manter a morte do samurai envolta em mistério. As pistas amontoam-se e apontam para demasiados suspeitos: da rara arma do crime utilizada preferencialmente por assassinas ninjas, a uma mulher samurai, passando por uma relação amorosa, um viajante incógnito e alguns negócios obscuros. 

E tudo parece piorar quando a investigação põe a descoberto uma hoste de segredos que ameaça não só a vida deles, mas também o futuro do Japão.

 

Opinião: A cultura japonesa está em grande destaque em O Pecado da Gueixa, através da perceção das regras comportamentais de um ninja, Hiro, protetor de um padre português, Mateus, que juntos irão investigar a morte de um samurai, Akechi-san, numa casa de chá e num intervalo do seu entretenimento com a gueixa Sayuri.

Neste livro o leitor é convidado a entrar num Japão do século XVI para embarcar numa viagem onde de forma subtil vai convivendo com factos que destacaram desde sempre uma comunidade oriental. As regras culturais onde se encaixam a educação e o respeito pelo outro, a honra familiar e os procedimentos entre estatutos são dadas a conhecer de forma leve, sem cansar, neste livro bem encadeado e de forma a conseguir contar o enredo criado ao mesmo tempo que factos e costumes históricos vão sendo demonstrados com a introdução de apontamentos que vão dando a perceção mais exata de como tudo acontecia. 

Ao mesmo tempo que as aulas de história japonesa acontecem perante um leitor que se centra na procura de um assassino com Hiro e Mateus, a narrativa vai andando, sendo visitados locais por onde os principais suspeitos podem ter passado. Quem será o culpado pela morte de um homem que aparentava tudo ter e controlar quando afinal se torna o elo mais fraco de uma sociedade do querer é parecer, sempre a favor dos costumes e tradições?

Gostei da história pensada, no entanto senti que faltou ação no desenrolar da história, existindo ausência de pontos que deixam o leitor curioso com o que vai acontecer a seguir. Tudo se desenrola de forma rápida, não existindo muito espaço para se elaborarem teorias, além de que as personagens não vão dando grandes pontos sobre o que vão descobrindo acerca dos suspeitos, para que o leitor se sinta dentro da narrativa, fazendo com que existam suspeitos e ajudando a criar teorias como é pretendido num bom thriller. Senti a ausência do chamamento perante tudo o que vai sendo contado, vendo falta da revelação de pontos que me entusiasmassem a pensar que o culpado poderia ser determinada personagem para logo a seguir encontrar motivos para mudar de ideias. Certo que sempre desconfiei do verdadeiro assassino desde o início, mas as coisas podiam ser tão bem baralhadas por parte da autora. 

Chama-me Pelo Teu Nome | André Aciman

Publicado por O Informador, 02.07.18

chama-me pelo teu nome.jpg

Título: Chama-me Pelo Teu Nome

Título original: Call me by your name

Autor: André Aciman

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 288

ISBN: 978-989-724-436-0

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Na idílica Riviera italiana nasce um romance intenso entre um rapaz de dezassete anos e o convidado dos pais, um estudante universitário que irá passar com eles umas semanas no verão.

A mansão sobre as falésias é povoada por um conjunto de personagens excêntricas, com um gosto especial pela boa vida. Mas nenhum dos jovens está preparado para as consequências da atração, que, durantes essas apaixonadas semanas de calor, mar e vinho, faz crescer entre eles o fascínio e o desejo, sentimentos que não conseguem suprimir, apesar de todas as proibições e dos perigos.

Divididos entre o receio das consequências e o fascínio que não conseguem esconder, avançam e recuam movidos pela curiosidade, o desejo, a obsessão e o medo, até se deixarem levar por uma paixão arrebatadora e descobrirem uma intimidade rara que temem nunca mais encontrar. 

Chama-me Pelo Teu Nome não é só uma história intemporal, é também uma análise franca, bela e dura sobre a paixão – como agimos, pensamos e sentimos. Uma elegia ao amor e um livro inesquecível.

 

Opinião: Contrariedades numa mente complexa recheada de pensamentos reais de um adolescentes de 17 anos que claramente apaixonado vive em negação perante o que para si está errado. Chama-me Pelo Teu Nome é relatado na primeira pessoa por Elio, o jovem que a partir do primeiro momento me conquistou graças à forma como se apresenta ao leitor com toda a verdade, sem restrições e com os pontos assentes sobre os seus estados de espírito perante a vida e cada situação que lhe vai sendo colocada num caminho onde uma paixão que para si é proibida dá uma grande história de amor. 

Mostrando todo o envolvimento de Elio e a forma como vai evoluindo com o tempo, André Aciman, o autor, fez com este romance um excelente trabalho criativo onde deixou que as palavras sondassem cada pormenor num espírito antigo em corpo jovem. Olhar para esta narrativa e ficar a ver tantos pontos de verdade só mostra a fidelidade com que o autor criou cada momento onde comportamentos e pensamentos são relatados de forma coerente. Não é necessário olhar para uma relação gay neste livro porque o que vive Elio é sentido em todo o tipo de relações. Os calafrios, os receios, o pisar o risco até ao último ponto no primeiro amor onde tudo parece estranho e complexo, olhando para o outro lado e não percebendo as razões ou não querendo perceber o que está mesmo a acontecer. A adolescência e o amor são pontos fortes que geralmente surgem emparelhados e recheados de contrastes que levam qualquer um a crescer enquanto pessoa e Elio mostra essencialmente isso. Pensar no que poderá acontecer e tarda em surgir e no que poderá suscitar caso o caminho não siga o que tanto é desejado e idealizado. 

Olho para este livro e vejo transparência nas relações humanas recheadas de surpresas e contratempos com as borboletas no estômago a darem sinais de nervosismo sobre o caminho a seguir, onde poder arriscar, analisando ao mesmo tempo os comportamentos de quem está do outro lado e de todos os que circulam em redor de uma balança que quer estabilizar mas que tarda em se encontrar no mesmo patamar. 

Feira do Livro de Lisboa | Clube do Autor

Publicado por O Informador, 25.05.18

88ª Feira do Livro de Lisboa arranca hoje, 25 de Maio, e a editora Clube do Autor presenteia os leitores e visitantes do certame através da presença de um dos seus autores nacionais mais conhecidos. Miguel Sousa Tavares estará hoje mesmo, pelas 19h00, no espaço da editora a autografar o seu novo livro, Cebola Crua com Sal e Broa. 

Esta será a primeira presença no espaço do Clube do Autor na Feira do Livro deste ano, mas outros convidados estão já agendados, deixando-vos algumas das novidades pelos próximos dias.