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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

21
Dez18

O Sal da Vida | Helena Sacadura Cabral

O Informador

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Título: O Sal da Vida

Autor: Helena Sacadura Cabral

Editora:  Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 216

ISBN: 978-989-724-452-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Ternas, irreverentes e por vezes com final inesperado, as novas histórias de helena Sacadura Cabral revelam os diversos caminhos em busca do amor e da felicidade.

Reais ou ficcionadas, são fragmentos de vidas que mostram a riqueza do quotidiano e a importância dos afetos; são o espelho da nossa sociedade inquieta e refletem a firme convicção de que todos podem ser donos do seu próprio destino.

 

Opinião: Helena Sacadura Cabral reúne em O Sal da Vida histórias reais e inéditas onde se juntam espaços de ficção num romance de crónicas escritas ao longo do tempo e que foram ficando para agora poderem ser lançadas num livro onde o amor, a perda, a saudade e a felicidade ganham destaque. Para Helena Sacadura Cabral estas memórias tinham de ser contadas com o pretexto de que «Viver é muito mais do que existir. É lutar para ser feliz, amar e ser amado.» e é assim que O Sal da Vida surge junto do leitor.

Começando por mostrar os Encontros e Desencontros que a vida nos vai colocando pela frente ao longo do tempo, são vários os relatos próprios e ficcionais dados a conhecer de forma simples, sem criar ilusões e com um significado único. Cada linha deste livro é falada, relatada como se a autora estivesse a divagar para si própria, sem criar desenhos literários para que o texto venha a ficar com uma maior perfeição e um estilo gramatical mais elaborado. Não, em O Sal da Vida existe verdade, existem relatos tal como são pensados e não criando grandezas que só tendem a piorar o que realmente importa para quem está do outro lado, o leitor. Dos Encontros e Desencontros passamos para as Encruzilhadas da Vida onde os inesperados acontecem e há que manter as forças para ultrapassar cada ponto negativo que se nos atravessa pela frente. As perdas e os problemas na vida de Helena e as criações para ajudar a reforçar este capítulo são reais, são possíveis e podem acontecer a qualquer um. Visitamos posteriormente As Datas que nos Marcam e percebemos que como todos nós existem os bons e os maus momentos, onde existem datas que podem ser celebradas mas também as que ano após ano nos deixam mais cabisbaixos porque alguém partiu e aos 84 anos de idade Helena Sacadura Cabral sabe bem o que é a perda de pessoas de quem ama mas que continuam bem presentes na sua vida através de memórias e recordações que permanecem consigo e perante os seus olhos. As peripécias recriadas em Contado, Ninguém Acredita e finalmente Construir um Caminho para a Felicidade são os últimos pontos a serem desfiados por esta magnifica mulher que sempre luta pelo bem-estar interior e também de quem está ao seu redor. 

13
Ago18

O Pecado da Gueixa | Susan Spann

O Informador

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Título: O Pecado da Gueixa

Título Original: Claws of the Cat

Autor: Susan Spann

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 312

ISBN: 978-989-724-432-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Quioto, 1564. O padre Mateus, um jesuíta português, está no Japão como missionário. Quando uma gueixa convertida ao cristianismo é acusada da morte de um samurai, o padre compromete-se a ajudá-la, arrastando o seu protetor, o mestre ninja Hiro Hattori, para a investigação. Segundo o código samurai, o filho tem o direito de matar o assassino do pai para repor a honra da família. E se o padre e o ninja não conseguirem provar a inocência da jovem em dois dias, também serão mortos. 

Ao mergulhar nas perigosas águas do mundo noturno de Quioto, percebem que toda a gente – desde a esquiva proprietária da casa de chá até ao desonrado irmão do morto – tem um motivo para querer manter a morte do samurai envolta em mistério. As pistas amontoam-se e apontam para demasiados suspeitos: da rara arma do crime utilizada preferencialmente por assassinas ninjas, a uma mulher samurai, passando por uma relação amorosa, um viajante incógnito e alguns negócios obscuros. 

E tudo parece piorar quando a investigação põe a descoberto uma hoste de segredos que ameaça não só a vida deles, mas também o futuro do Japão.

 

Opinião: A cultura japonesa está em grande destaque em O Pecado da Gueixa, através da perceção das regras comportamentais de um ninja, Hiro, protetor de um padre português, Mateus, que juntos irão investigar a morte de um samurai, Akechi-san, numa casa de chá e num intervalo do seu entretenimento com a gueixa Sayuri.

Neste livro o leitor é convidado a entrar num Japão do século XVI para embarcar numa viagem onde de forma subtil vai convivendo com factos que destacaram desde sempre uma comunidade oriental. As regras culturais onde se encaixam a educação e o respeito pelo outro, a honra familiar e os procedimentos entre estatutos são dadas a conhecer de forma leve, sem cansar, neste livro bem encadeado e de forma a conseguir contar o enredo criado ao mesmo tempo que factos e costumes históricos vão sendo demonstrados com a introdução de apontamentos que vão dando a perceção mais exata de como tudo acontecia. 

Ao mesmo tempo que as aulas de história japonesa acontecem perante um leitor que se centra na procura de um assassino com Hiro e Mateus, a narrativa vai andando, sendo visitados locais por onde os principais suspeitos podem ter passado. Quem será o culpado pela morte de um homem que aparentava tudo ter e controlar quando afinal se torna o elo mais fraco de uma sociedade do querer é parecer, sempre a favor dos costumes e tradições?

Gostei da história pensada, no entanto senti que faltou ação no desenrolar da história, existindo ausência de pontos que deixam o leitor curioso com o que vai acontecer a seguir. Tudo se desenrola de forma rápida, não existindo muito espaço para se elaborarem teorias, além de que as personagens não vão dando grandes pontos sobre o que vão descobrindo acerca dos suspeitos, para que o leitor se sinta dentro da narrativa, fazendo com que existam suspeitos e ajudando a criar teorias como é pretendido num bom thriller. Senti a ausência do chamamento perante tudo o que vai sendo contado, vendo falta da revelação de pontos que me entusiasmassem a pensar que o culpado poderia ser determinada personagem para logo a seguir encontrar motivos para mudar de ideias. Certo que sempre desconfiei do verdadeiro assassino desde o início, mas as coisas podiam ser tão bem baralhadas por parte da autora. 

02
Jul18

Chama-me Pelo Teu Nome | André Aciman

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Título: Chama-me Pelo Teu Nome

Título original: Call me by your name

Autor: André Aciman

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 288

ISBN: 978-989-724-436-0

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Na idílica Riviera italiana nasce um romance intenso entre um rapaz de dezassete anos e o convidado dos pais, um estudante universitário que irá passar com eles umas semanas no verão.

A mansão sobre as falésias é povoada por um conjunto de personagens excêntricas, com um gosto especial pela boa vida. Mas nenhum dos jovens está preparado para as consequências da atração, que, durantes essas apaixonadas semanas de calor, mar e vinho, faz crescer entre eles o fascínio e o desejo, sentimentos que não conseguem suprimir, apesar de todas as proibições e dos perigos.

Divididos entre o receio das consequências e o fascínio que não conseguem esconder, avançam e recuam movidos pela curiosidade, o desejo, a obsessão e o medo, até se deixarem levar por uma paixão arrebatadora e descobrirem uma intimidade rara que temem nunca mais encontrar. 

Chama-me Pelo Teu Nome não é só uma história intemporal, é também uma análise franca, bela e dura sobre a paixão – como agimos, pensamos e sentimos. Uma elegia ao amor e um livro inesquecível.

 

Opinião: Contrariedades numa mente complexa recheada de pensamentos reais de um adolescentes de 17 anos que claramente apaixonado vive em negação perante o que para si está errado. Chama-me Pelo Teu Nome é relatado na primeira pessoa por Elio, o jovem que a partir do primeiro momento me conquistou graças à forma como se apresenta ao leitor com toda a verdade, sem restrições e com os pontos assentes sobre os seus estados de espírito perante a vida e cada situação que lhe vai sendo colocada num caminho onde uma paixão que para si é proibida dá uma grande história de amor. 

Mostrando todo o envolvimento de Elio e a forma como vai evoluindo com o tempo, André Aciman, o autor, fez com este romance um excelente trabalho criativo onde deixou que as palavras sondassem cada pormenor num espírito antigo em corpo jovem. Olhar para esta narrativa e ficar a ver tantos pontos de verdade só mostra a fidelidade com que o autor criou cada momento onde comportamentos e pensamentos são relatados de forma coerente. Não é necessário olhar para uma relação gay neste livro porque o que vive Elio é sentido em todo o tipo de relações. Os calafrios, os receios, o pisar o risco até ao último ponto no primeiro amor onde tudo parece estranho e complexo, olhando para o outro lado e não percebendo as razões ou não querendo perceber o que está mesmo a acontecer. A adolescência e o amor são pontos fortes que geralmente surgem emparelhados e recheados de contrastes que levam qualquer um a crescer enquanto pessoa e Elio mostra essencialmente isso. Pensar no que poderá acontecer e tarda em surgir e no que poderá suscitar caso o caminho não siga o que tanto é desejado e idealizado. 

Olho para este livro e vejo transparência nas relações humanas recheadas de surpresas e contratempos com as borboletas no estômago a darem sinais de nervosismo sobre o caminho a seguir, onde poder arriscar, analisando ao mesmo tempo os comportamentos de quem está do outro lado e de todos os que circulam em redor de uma balança que quer estabilizar mas que tarda em se encontrar no mesmo patamar. 

25
Mai18

Feira do Livro de Lisboa | Clube do Autor

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88ª Feira do Livro de Lisboa arranca hoje, 25 de Maio, e a editora Clube do Autor presenteia os leitores e visitantes do certame através da presença de um dos seus autores nacionais mais conhecidos. Miguel Sousa Tavares estará hoje mesmo, pelas 19h00, no espaço da editora a autografar o seu novo livro, Cebola Crua com Sal e Broa. 

Esta será a primeira presença no espaço do Clube do Autor na Feira do Livro deste ano, mas outros convidados estão já agendados, deixando-vos algumas das novidades pelos próximos dias. 

16
Mai18

Elmet | Fiona Mozley

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Autor: Fiona Mozley

Título original: Elmet

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2018

Páginas: 288

ISBN: 978-989-724-422-3

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Daniel está a ir para Norte e procura alguém. A vida simples que levava com a irmã Cathy e o pai desapareceu; tornou-se ameaçadora e sinistra. Viviam os três à margem da sociedade, numa casa que o pai construíra no bosque, caçando e procurando comida. O pai dissera-lhes que a pequena casa em Elmet era deles, mas afinal isso não era verdade. E alguns homens daquela terra, gananciosos e vorazes, começaram a vigiá-los de perto.

Esta é uma história sobre família, amor e violência; uma análise dura e implacável à sociedade contemporânea, ao indivíduo e à realidade, aos conceitos de classe e às discrepâncias entre quem somos e quem somos capazes de ser.

 

Opinião: Elmet é o romance de estreia de Fiona Mozley, que de um momento para o outro vê a sua criação ser nomeada para o Prémio Man Booker, suscitando o interesse por parte da crítica e consequentemente perante os leitores sobre uma história mítica, sombria e com toques bem fortes pelo mundo gótico.

Com Daniel a narrar a sua história, relatando o seu dia-a-dia com a irmã mais velha, Cathy, e com o seu pai, John Smythe, este romance percorre escombros e aldeias meio abandonadas com casas antigas e distantes que acabam por transmitir ao leitor um ambiente de terror, mistério e tirado de um filme de gangsters em ambiente rural e abandonado onde todos parecem ter os seus problemas levados ao extremo que cada gesto e olhares são perturbadores a quem segue os passos de Daniel perante a convivência com seres que mais parecem tirados de um conto retratado em tons de castanho, cheios de machados e marcas de morte por todo o lado. 

18
Abr18

Simplificar | Brooke Mcalary

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Autor: Brooke Mcalary

Título original: Destination Simple

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2018

Páginas: 144

ISBN: 978-989-724-299-1

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: No mundo em que vivemos, repleto de estímulos e solicitações, reduzir o número de tarefas parece uma missão impossível. Executar uma tarefa de cada vez, por outro lado, é muitas vezes visto como falta de eficiência. No entanto, o caminho para uma vida mais realizada e feliz passa precisamente por saber dizer não ao acessório e focar-se no aqui e agora.

Este livro vai ajudá-lo a transformar e descomplicar a sua vida. Seguindo os rituais e exercícios de bem-estar que a autora propõe, irá ser capaz de: 

Sentir-se em controlo dos seus dias; 

Minimizar o stresse; 

Aprender a fazer escolhas importantes; 

Esvaziar a mente r dormir melhor; 

Desconectar-se e viver em plenitude. 

Pequenas mudanças para uma vida com maior satisfação pessoal.

 

Opinião: Aproveitar o momento, acordar livre e sem a pressão do que está por fazer, esquecer o stresse dos dias corridos com que muitos convivemos ao longo da vida. Simplificar, da autoria de Brooke Mcalary, ajuda a descomplicar e a transformar o tempo através de simples ideias que aplicadas, mesmo que não seja na sua totalidade, podem fornecer a cada um qualidade de vida, tempo e um melhor usufruo do bem-estar interior e para com os outros. 

Neste pequeno e rápido compêndio onde «menos é mais» somos convidados primeiramente a perceber o que levou Brooke a partilhar com os outros o que a levou a alterar a sua forma de estar na vida. Sofrer e perceber o mal que se inflige a si próprio é muitas vezes o ponto onde se consegue perceber de que é necessário mudar, alterando o método de enfrentar cada desafio. Brooke passou por uma situação complicada e resolveu assim colocar aos poucos regras positivas no seu método de controlo dos dias para que a pressão e as correrias diminuíssem.

Primeiramente é necessário perceber momentos de aflição que rotineiramente não lhes damos valor, mas que acabam por pesar. Fazer tarefas de forma individual, não querendo ter mil e uma mãos nem querer controlar tudo ao mesmo tempo é um bem necessário para a sanidade mental. Criar listas do que tem de ser feito e do que gostávamos de fazer, por exemplo, na primeira hora da manhã. Existem as necessidades às quais podemos juntar aos poucos as vontades, unindo o útil ao agradável, mesmo que para isso se tenha de acordar um pouco mais cedo. Controlar horários para que tudo seja possível, deixar pensamentos ocos para trás, procurar agradecer por cada momento positivo que nos apareça pela frente e limpar a mente escrevendo num papel que pode ficar guardado para mais tarde, num momento de calma, perceber o que estava mal e bem a certa altura da vida. No final de contas é necessário deitar para fora o que nos atormenta, mas ao mesmo tempo mostrar as vontades do que pretendemos ter e ser no que está para chegar.

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