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O Informador

Um Por Um | Ruth Ware

Clube do Autor

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Título: Um Por Um

Título Original: One By One

Autor: Ruth Ware

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2021

Páginas: 376

ISBN: 978-989-724-572-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Neste thriller, tudo começa quando o cofundador da Snoop, uma start-up tecnológica em ascensão, organiza um encontro de empresa num retiro de luxo. Da agenda constam apresentações e sessões de estratégia, seguidas de momentos de lazer. Mas assim que uma acionista altera a programa inicial, empurrando a empresa para uma lucrativa mas controversa oferta de compra, as tensões aumentam e a lealdade é testada.

O ambiente tenso é agravado quando o grupo fica isolado do mundo exterior. Pior, um dos membros da equipa está desaparecido…

À medida que cada hora passa sem qualquer sinal de resgate, o pânico aumenta e o grupo vai diminuindo, um por um… Oito colegas de trabalho - cada um com algo a ganhar, algo a perder e algo a esconder. Quem resistirá a este complexo jogo de manipulação e encobrimento?

 

Opinião: Um Por Um tem início quando os fundadores da Snoop e a sua equipa de trabalho chegam a um belo chalé numa bela estância turística no meio das montanhas nevadas de França como que para aproveitarem uns dias fora da rotina do dia-a-dia e se reuniram para decidirem o futuro da empresa. Entre apresentações perante o futuro da Snoop, aplicação que permite ouvir as músicas que alguém do outro lado do mundo está a ouvir, seja uma celebridade, um amigo ou um completo desconhecido. Tudo parecia estar preparado para sucessivas reuniões com base a definir o futuro neste chalé no seio das montanhas onde a par da equipa da empresa conhecemos Erin e Danny, a equipa responsável pelo bem estar dos hospedes e manutenção do espaço. 

O local prometia ser o perfeito para oito colegas e amigos se reunirem, mesmo com alguma tensão entre acionistas e membros, não tivesse surgindo uma avalanche durante um momento de lazer no grupo que acabou por transformar um bom ambiente já de si remendado numa verdadeira tortura. O nome da obra acaba por dizer tudo e Um Por Um, várias são as personagens que são desviadas do centro da ação por um dos presentes no chalé e a questão impera entre todos. Quem é o assassino em série entre os conhecidos e desconhecidos que ficam isolados num local longínquo e sem conseguirem ser socorridos de forma rápida? Sem energia e sem contactos após a avalanche, as cabeças começam a rolar e todos podem ter em si algo de suspeito. Ruth Ware tem a capacidade, ao longo de quase quatrocentas páginas, de criar e manipular o próprio leitor que vai sendo levado a desconfiar de cada um em vários momentos da ação. Tudo acontece num espaço curto de dias, as questões são mais que muitas e se uns podem ficar a ganhar com determinadas mortes, já outros conseguem sentir alívio por outro prisma. Afinal em quem se pode confiar num grupo tão restrito onde a ganância e a ambição imperam perante a visão do que cada um pretende para o futuro da Snoop?

 

Reiniciar | Katherine May

Clube do Autor

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Título: Reiniciar

Título Original: Wintering

Autor: Katherine May

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2021

Páginas: 260

ISBN: 978-989-724-565-7

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Podemos andar à deriva, mas não será para sempre.

Reiniciar é hino ao mundo natural e à resiliência dos seres humanos.

Ao longo da vida, sofremos revezes inesperados, como uma doença grave, a morte de um ser amado, uma rutura sentimental ou a perda de emprego. Estes períodos podem ser solitários e dolorosos. No caso de Katherine May, o marido adoeceu, o filho deixou de ir à escola e os seus problemas de saúde forçaram-na a renunciar ao emprego. Este livro explora a maneira como ela suportou estes momentos difíceis, mas também como aproveitou as oportunidades únicas que eles lhe ofereciam.

Esta comovente narrativa, entrecortada com lições retiradas da literatura, da mitologia e da natureza, oferece uma perspetiva inspiradora sobre o poder regenerador do descanso e do isolamento. A luz provém de fontes surpreendentes, e a mudança, inevitavelmente, ocorrerá.

A autora convida-nos a mudar a maneira como nos relacionamos com os momentos de pausa. Tal como May, podemos encontrar alimento no isolamento, alegria na beleza silenciosa do inverno e encorajamento na aceitação da vida como sendo cíclica e não linear. No fundo, ajuda-nos a transformar as dificuldades em energia retemperadora.

 

Opinião: Esperei, esperei e continuei a esperar o que nunca chegou ao longo da leitura de Reiniciar. Prometendo dar o exemplo de que por vezes é necessário parar o presente para recomeçar a pensar no futuro, a obra de Katherine May chegou até mim e fiquei com uma ideia que não correspondeu de todo ao que acabei por constatar. Não sinto que tenha falhado a sua missão, no entanto consigo olhar para esta partilha pessoal como um recordar de bons pontos memoráveis da vida da autora e não como testemunhos de êxitos sobre alterações presentes para enfrentar o que está para acontecer perante os novos acontecimentos da sua vida.

A Desordem Natural das Coisas | Margarida Rebelo Pinto

Clube do Autor

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Título: A Desordem Natural das Coisas

Autor: Margarida Rebelo Pinto

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2019

Páginas: 240

ISBN: 978-989-724-505-3

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Esta é a história de uma mulher no seu caminho para a felicidade. Dividida entre a desilusão e a esperança, Mafalda reflete sobre o desencanto das relações atuais, fugazes e descomprometidas, enquanto sonha com um amor intenso.

Confiante mas sem se entregar por inteiro, Mafalda deixa-se enamorar por António, um homem divertido e inteligente, que lhe traz o vislumbre de um novo começo. É agora ou nunca, o amor não espera. Mas será que estão preparados?

Num registo confessional, os protagonistas vivem um enamoramento que, por enquanto, nenhum sabe como terminará. Aqui cabem todas as angústias e as alegrias de uma relação, à qual de juntam as traições e as dores do passado.

A Desordem Natural das Coisas segue os caminhos que todos nós, em algum momento, tivemos de percorrer para compreender que o amor, tal como a vida, tem um encanto especial na hora da despedida.

 

Opinião: Os romances de Margarida Rebelo Pinto seguem a mesma base desde sempre com relações amorosas, desgostos, traições, triângulos, perdas, bastante prazer no sexo e tudo isto sem esquecer as marcas caras que parecem fazer parte do universo restrito que a autora sempre pretende convocar para as suas obras. 

Numa história dividida em três partes, com três narradores diferentes, uma mulher e dois homens, estas vidas acabam por se cruzar num triângulo amoroso mas o que existe em comum é passado para o leitor de forma confusa, sem se entender ao certo quando Mafalda se refere a António e a Rodrigo.

O Amigo | Sigrid Nunez

Clube do Autor

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Título: O Amigo

Título Original: The Friend

Autor: Sigrid Nunez

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2021

Páginas: 236

ISBN: 978-989-724-561-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: A protagonista desta obra é uma escritora que perde o grande amigo e mentor e se vê forçada a cuidar do seu cão: um enorme dogue alemão. Este livro narra a comovente história de amizade que se cria entre uma mulher solitária e um cão traumatizado pela inesperada perda do dono.

Para enfrentar a dor, começa a escrever. Ao fazê-lo, reflete sobre a literatura e a arte de escrever, além de relembrar o passado. Enquanto os mais próximos temem que esteja mergulhada numa depressão profunda, a mulher, cada vez mais isolada e obcecada com o bem-estar do cão, recusa-se a separar-se do novo amigo, pois encara esse vínculo como a única hipótese de redenção para ambos.

 

Opinião: Num romance apresentado como uma partilha de memórias, O Amigo apresenta reflexões sobre vários temas como o amor, a perda, o luto e a solidão, refletindo estes pensamentos tanto nas relações humanas como para com os animais, pela voz de alguém que gosta do poder da escrita.

Apresentando memórias com o seu melhor amigo e posteriormente com o cão que este lhe deixou após a morte, conhecemos Nunez, uma mulher solitária numa história onde reflete a sua amizade com o melhor amigo falecido e as suas três esposas ao longo dos tempos. Entre semelhanças e quezílias por ciúmes, a contadora de O Amigo vê-se quase que como obrigada pela viúva, a mulher três, a adotar Apollo, um grande dogue alemão que ao ficar sem dono não terá um bom destino no canil onde foi depositado após o falecimento do dono, por alegadamente falta de espaço. Como amiga solitária e cumpridora dos bons costumes, a voz que partilha estas memórias sente-se na obrigação de levar para o seu pequeno apartamento o animal que acompanhou o seu grande amigo ao longo dos seus últimos anos de vida. Enfrentando olhares e o sistema de condomínio onde habita, os tempos frios em que tem de sair para passear o seu novo amigo de quatro patas, esta mulher apaixona-se pelo animal de estimação conforme o tempo passa e a reciprocidade entre o amor humano/animal acontece como nunca pensou ser possível.

As compras na Feira do Livro

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Ontem já vos revelei a ida à edição de 2020 à Feira do Livro de Lisboa, hoje conto-vos o que comprei. Sem esperar pela Hora H, comprei alguns livros que estavam como destaque do dia, com 50% de desconto, e também uma novidade, o que não iria baixar se esperasse pela última hora do evento e onde a confusão parece ficar instalada no recinto do Parque Eduardo VII.

No espaço do Grupo da Porto Editora comprei Goa ou o Guardião da Aurora, de Richard Zimler, da Porto Editora, As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow, da Quetzal Editores e Não te deixarei morrer, David Crockett, de Miguel Sousa Tavares, numa edição da Clube do Autor, mas que está disponível no espaço da Porto Editora, uma vez que o autor mudou recentemente de editora e os livros publicados pela Clube do Autor com edições ainda com exemplares passaram a fazer parte do catálogo da Porto Editora, o que, pelo menos que me lembre, parece ser inédito em Portugal, uma vez que mesmo quando autores assinam por outras editoras, as edições já impressas continuam disponíveis através da editora antiga até ficarem com todos os exemplares vendidos. 

Já no espaço Leya, optei pela mais recente narrativa de Rodrigo Guedes de Carvalho, o seu Margarida Espantada, lançado através da chancela D. Quixote. Este será o primeiro romance do autor e jornalista da SIC que irei ler, mas pelos positivos comentários e recomendações, acredito que venha para conquistar para ser a primeira de várias leituras.

O Rinoceronte do Rei | Sérgio Luís de Carvalho

Clube do Autor

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Título: O Rinoceronte do Rei

Autor: Sérgio Luís de Carvalho

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2019

Páginas: 296

ISBN: 978-989-724-485-8

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Esta é a história do rinoceronte que chegou a Lisboa em maio de 1515 e que espantou toda a Europa. Esta é a história do seu tratador indiano e de Esperança, de Modafar, o sultão de Cambaia, do impressor morávio do rei de Portugal e do pintor alemão que se embasbacou com o dito bicho e o celebrizou. Esta é a história do capitão Rusticão, de um frade piedoso e do seu cão, de duques homicidas, de índios canibais, de mercadores e de escravos, de imperadores e de papas, de reis invejosos, poderosos e deprimidos e de médicos italianos que escreviam má poesia. Esta é a história dos lisboetas de quinhentos, dos ricos aos pobres, das viúvas alucinadas aos marinheiros, dos oficiais aos arquitetos.

No início de 1515, um rinoceronte chega a Lisboa, enviado por Modafar, sultão de Cambaia, para el-rei D. Manuel I. O bicho faz sensação no reino e em todo o continente. É a primeira vez que um rinoceronte aporta à Europa. Estamos no auge da expansão portuguesa e na cidade, particularmente na afamada Rua Nova, exibem-se todas as novidades do mundo, desde tecidos a madeiras, desde animais a joias, desde a pedra bezoar à planta do dragoeiro.

Com o rinoceronte vem um jovem tratador indiano chamado Océm, que cedo Océm se apaixona por uma escrava moura, Esperança, famosa pelas artes boticárias. Mas Esperança pertence ao mais rico nobre do reino, famoso pelo mau-feitio e pela soberba: o Duque de Bragança. 

Embasbacado pelo rinoceronte, Valentim Fernandes, o maior impressor do reino, dele dá conta ao seu amigo Durer, descrevendo-o entusiasticamente em cartas. Durer tinha acabado de perder a mãe, cujo amor pelos bichos era bem conhecido. Fascinado, o artista decide pedir mais descrições para gravar o rinoceronte e dedicar à mãe a sua nova obra.

O Rinoceronte do Rei é baseado em factos e personagens reais e narra a história da primeira imagem global que mudou a História da Europa.

 

Opinião: Se existe livro que surpreende após meses de hesitação, O Rinoceronte do Rei é um bom exemplo disso. Num romance histórico que une ficção com factos e personagens reais, esta obra de Sérgio Luís de Carvalho começa com a oferta de um rinoceronte ao Rei D. Manuel I. Ganda chegou a Portugal, causando grande burburinho e curiosidade por parte de muitos, inclusive vários Reis europeus e do Papa Pio X. Muitos ficaram a conhecer este animal de grandes portes que viajou até Portugal e não só aos cuidados de Océm, um jovem indiano que ficou destinado a cuidar de Ganda. A partir daqui a história começa a ser contada.

Não Chames Noite à Noite | Amos Oz

D. Quixote

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Título: Não Chames Noite à Noite

Autor: Amos Oz

Editora: D. Quixote

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2019

Páginas: 272

ISBN: 978-972-20-6910-6

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Em Tel Keidar, uma pequena cidade situada junto ao deserto do Neguev, a morte brutal de um jovem adolescente, possivelmente por overdose, vai interferir no equilíbrio íntimo do casal Theo e Noa, fragilizado pela diferença de idades, pela ausência de filhos, pelo tédio e pela incomunicabilidade.

Com um virtuosismo inexcedível, Amos Oz faz alternar essas duas vozes narrativas, a de Theo e a de Noa, juntando-lhes ainda a do narrador, cronista anónimo que por vezes cede a palavra ao «coro» dos habitantes da cidade.

Assim, como que reunindo progressivamente todas as peças de um puzzle, o autor revela-nos a intimidade mais profunda de dois seres, ao mesmo tempo que retrata as tensões de uma pequena comunidade, recheada de personagens excessivos e pitorescos.

Não Chames Noite à Noite é uma preciosa sinfonia de humanidade em que Amos Oz explora com incomparável discernimento as possibilidades - e os limites - do amor e da tolerância.

 

Opinião: Um livro sobre o amor vivido de forma diferente entre duas pessoas que se querem, com alguma diferença de idades, que se estimam, apoiam enquanto enfrentam a realidade, as perspetivas de mudança, os objetivos de cada um sem compatibilidade com o seu par, mas onde o apoio surge, mesmo que não seja de imediato. 

Theo é um arquiteto de sessenta anos, casado com Noa, professora com praticamente menos quarenta anos. Casados por amor, sem filhos e com pouco em comum, Theo e Noa são diferentes, ele mais calmo e pacifico, ela impulsiva, teimosa e com vontade de mudar o Mundo. Nesta história a morte de um jovem aluno de Noa dá o mote para se querer investir, organizar, criar e apoiar quem vive no mundo da droga, mesmo que toda uma sociedade local se oponha à ideia. Um bom argumento mas muito mal desenvolvido e contado. 

Tundavala | Paula Lobato de Faria

Clube do Autor

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Título: Tundavala

Autor: Paula Lobato de Faria

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2019

Páginas: 352

ISBN: 978-989-724-501-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Inspirado em acontecimentos reais, a memória de um tempo de guerra e segredos e a luta pela liberdade nos anos da ditadura.

Depois de uma muito elogiada estreia literária com Imaculada, Paula Lobato de Faria regressa às livrarias nacionais com uma narrativa ainda mais ousada. Tundavala decorre nos últimos anos da ditadura e viaja entre Angola, Lisboa e Londres.

Aí encontramos as personagens centrais deste livro, quase todas em lutas interiores contra um passado de mentiras, segredos e submissão. Cristiana e Lourença, próximas desde crianças, estão hoje separadas pelo destino, uma em Lisboa, outra na guerra em Angola.

Portugal encontra se na agonia do salazarismo; o país vive a censura e a repressão da PIDE, abafando escândalos sexuais, massacres e atentados aos direitos humanos nos territórios em guerra. E é neste fervilhar de acontecimentos políticos e sociais que as vidas de Cristiana e de Lourença sofrem inesperados encontros e reencontros capazes de transformar as suas vidas para sempre.

 

Opinião: Paula Lobato de Faria voltou a surpreender com Tundavala, embora tenha a confessar que esperava mais. Após a boa estreia com Imaculada, Tundavala veio para dar seguimento a um enredo familiar onde o amor e os desgostos ganham lugar entre vidas que afastaram mas que mantiveram sempre o pensamento sobre os «ses» que poderiam ter acontecido através de outros seguimentos ao longo dos percursos pessoais que se tornaram opções. Afastamentos por desgosto, amores destruídos por desaires familiares, riquezas que prevalecem perante a real paixão. Tundavala é a procura da recuperação de memórias em tempos de guerra e segredos bem guardados e que alteraram cada desenvolvimento dos protagonistas envolvidos em enredos complexos desenvolvidos por quem mobilizou marionetas ao longo do tempo a seu belo prazer.

Relembrando a época de 1966 e tocando em temas históricos reais, os medos e receios sobre os silêncios que eram impostos num país controlador, fechado e onde o pouco e aparentemente vulgar significava uma afronta familiar e social. A liberdade não existia, os exílios políticos eram uma realidade, os sacrifícios persistiam e as vidas ficavam moldadas com todos os problemas que iam surgindo e fundamentalmente os medos que acabavam por se bater com os conformismos impostos pela época. 

 

Crime, Disse o Livro | Anthony Horowitz

Clube do Autor

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Título: Crime, Disse o Livro

Título Original: Magpie Murders

Autor: Anthony Horowitz

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2019

Páginas: 448

ISBN: 978-989-724-433-9

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Existem vários mistérios por resolver dentro das páginas deste livro. Tudo começa quando Susan Ryeland se senta para ler o manuscrito do autor mais vendido da editora onde trabalha. Porém, a narrativa termina abruptamente no ponto em que o detetive da história está prestes a revelar o assassino, levando por isso Susan a procurar os capítulos perdidos. Mas este é apenas o ponto de partida de um dos mistérios…

Extraordinariamente bem concebido e bem escrito, em Crime, disse o livro encontramos duas histórias que correm em paralelo, personagens interessantes e autênticas, tramas sólidas, inteligentes e bem estruturadas, várias reviravoltas e, por fim, um desenlace absolutamente surpreendente. 

E se um mistério dentro de outro mistério significa o dobro da adrenalina, para os fãs do género este livro traz também prazer a dobrar. Prepare-se: vai  ser difícil pousar o livro!

 

Opinião: A originalidade é um dos pontos forte de Crime, Disse o Livro, onde uma história encaixa dentro de outra numa fórmula vencedora e que conquista logo à partida. Senti que pelas primeiras páginas iria gostar do que estava para chegar, no entanto senti alguma desorientação inicial com a apresentação de várias personagens em catadupa, o que logo foi ultrapassado pela excelente forma como Anthony Horowitz consegue separar cada personalidade pelas descrições feitas ao longo de cada momento. 

O Sal da Vida | Helena Sacadura Cabral

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Título: O Sal da Vida

Autor: Helena Sacadura Cabral

Editora:  Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 216

ISBN: 978-989-724-452-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Ternas, irreverentes e por vezes com final inesperado, as novas histórias de helena Sacadura Cabral revelam os diversos caminhos em busca do amor e da felicidade.

Reais ou ficcionadas, são fragmentos de vidas que mostram a riqueza do quotidiano e a importância dos afetos; são o espelho da nossa sociedade inquieta e refletem a firme convicção de que todos podem ser donos do seu próprio destino.

 

Opinião: Helena Sacadura Cabral reúne em O Sal da Vida histórias reais e inéditas onde se juntam espaços de ficção num romance de crónicas escritas ao longo do tempo e que foram ficando para agora poderem ser lançadas num livro onde o amor, a perda, a saudade e a felicidade ganham destaque. Para Helena Sacadura Cabral estas memórias tinham de ser contadas com o pretexto de que «Viver é muito mais do que existir. É lutar para ser feliz, amar e ser amado.» e é assim que O Sal da Vida surge junto do leitor.

Começando por mostrar os Encontros e Desencontros que a vida nos vai colocando pela frente ao longo do tempo, são vários os relatos próprios e ficcionais dados a conhecer de forma simples, sem criar ilusões e com um significado único. Cada linha deste livro é falada, relatada como se a autora estivesse a divagar para si própria, sem criar desenhos literários para que o texto venha a ficar com uma maior perfeição e um estilo gramatical mais elaborado. Não, em O Sal da Vida existe verdade, existem relatos tal como são pensados e não criando grandezas que só tendem a piorar o que realmente importa para quem está do outro lado, o leitor. Dos Encontros e Desencontros passamos para as Encruzilhadas da Vida onde os inesperados acontecem e há que manter as forças para ultrapassar cada ponto negativo que se nos atravessa pela frente. As perdas e os problemas na vida de Helena e as criações para ajudar a reforçar este capítulo são reais, são possíveis e podem acontecer a qualquer um. Visitamos posteriormente As Datas que nos Marcam e percebemos que como todos nós existem os bons e os maus momentos, onde existem datas que podem ser celebradas mas também as que ano após ano nos deixam mais cabisbaixos porque alguém partiu e aos 84 anos de idade Helena Sacadura Cabral sabe bem o que é a perda de pessoas de quem ama mas que continuam bem presentes na sua vida através de memórias e recordações que permanecem consigo e perante os seus olhos. As peripécias recriadas em Contado, Ninguém Acredita e finalmente Construir um Caminho para a Felicidade são os últimos pontos a serem desfiados por esta magnifica mulher que sempre luta pelo bem-estar interior e também de quem está ao seu redor.