Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

21
Abr20

A molha da quarentena

correr chuva.jpg

 

Os últimos dias não têm andado estáveis no que toca ao tempo. Ora está sol, ora chega a chuva e por vezes até os travões. Há dias aqui o chico esperto decidiu ir fazer o treino diário da quarentena, como tem sido hábito, mas como tinha estado a chover durante horas e o sol naquele momento brilhava, consultei a meteorologia no telemóvel e tudo indicava que podia sair porque não iria chover no espaço de três horas.

Alterei a roupa, calcei os ténis, telemóvel no bolso, auscultadores no seu devido lugar e lá fui eu. Optei por seguir um novo percurso para não seguir sempre os mesmos caminhos e eis que quando estava quase a meio do percurso para começar a iniciar a rota em direção a casa, as nuvens começaram a conferenciar para me tramarem. Em menos de cinco minutos os primeiros pingos surgiram, conseguindo resguardar-me por baixo de um espaço abandonado, aguardando que as melhorias surgissem. Com o que parecia acalmar da chuva, voltei à estrada e começei a seguir em direção a casa, já que o céu parecia voltar a limpar, mas eis que quando a uns dois quilómetros de casa recomeçou a chover, nada ao de leve, com pingos bem grossos e sem cessar. 

Corri, andei de forma mais rápida e só pensava que tinha de seguir por não existir onde me esconder de tanta água até chegar à aldeia que parecia cada vez mais longe. A chuva não parou nem acalmou e só mesmo quando já me consegui recolher por baixo de uma varanda é que a massividade da chuva acalmou e segui a andar para casa sem cair pingo algum. 

 

30
Nov19

Meteorologia que falha

chuva meteorologia.jpg

 

Infelizmente venho por este modo informar que deixei de acreditar nas previsões meteorológicas fornecidas pelo The Weather Channel, que a Apple utiliza para nos fornecer o estado do tempo.

Vejo a previsão para as próximas horas através da aplicação do telemóvel e só aparece sol e nuvens para onde vou durante as próximas horas. Ficando descansado porque a chuva não me vai estragar o dia. Quando chego, e umas horas depois em que tudo indicava que o tempo se manteria assim, começa a chover forte e feio. Por baixo de umas arcadas para me proteger das chuvadas consulto a previsão e lá continua o sol com as nuvens como companheiras. Então? Estou no local e está mau tempo, mas a indicação que devia ser real não está de acordo.

08
Nov18

«Molha parvos»

chuva.jpg

Espero! Espero! E espero que a chuva miudinha passe, debaixo de uma varanda, para seguir a viagem a pé. Passam cinco minutos e os pingos tipicamente apelidados por «molha parvos» não param, no entanto deixo-me ficar em espera porque ao não querer ser conhecido como o parvo que anda à chuva, opto por permanecer.

O que resulta da espera? A chuva não acalma, bem pelo contrário, e o que parecia pouco molhar transforma-se numa autêntica trovoada. E agora? Volto a esperar mais um pouco e mais uns minutos, até que finalmente os pingos «molha parvos» regressam e lá sigo eu a viagem que já podia estar terminada, não quisesse ser teimoso para não me auto considerar um parvo que anda à chuva sem necessidade.

 

17
Abr18

Friorento

frio.jpg

A idade altera comportamentos e a forma de olhar para cada situação em particular e ao mesmo tempo transforma a forma de estar. O que a idade não perdoa ao mesmo tempo que o psicológico se altera é a parte física e nesse campo, quer seja um problema de conjugação da mente ou não, ando a sentir de ano para ano mais frio, talvez com a ajuda das diferenças temporais que se fazem sentir de forma repentina cada vez mais. 

Sinto o frio como não acontecia quando era mais novo. Agora, embora continue a odiar andar com camadas e camadas de roupa e casacos grossos para onde quer que vá, sinto as diferenças de temperatura com uma intensidade incrível. Posso estar quente em casa, preparar-me para sair e quando coloco os pés na rua o vento e o frio parecem cortar o corpo como se tivesse a ser laminado às postas pelas partes que enfrentam diretamente o tempo, como a cara e as mãos, mas também mesmo as costas, que geralmente é onde me sinto mais atacado quando sinto frio, parecendo ficar estático e com o pensamento que estou a ficar com a coluna congelada. 

Isto não acontecia há anos atrás, onde enfrentava as mudanças de temperatura e não sentia tais alterações de forma tão drástica, agora acaba por ser instantâneo e por vezes acredito que se não me despachar a recolher dentro de um local quente que posso sofrer alguma lesão por ficar com os ossos numa sensação de pressão para se aquecerem, parecendo que me sinto a encolher perante os primeiros impactos das temperaturas mais baixas. 

14
Mar18

Curtas e Diretas | 130 | Gisele

tempestade gisele.jpg

Após o Félix, que colocou Portugal em alerta vermelho pela costa marítima durante dias, eis que surge a tempestade Gisele, aparentemente menos grave, mas que tem levantado uma ventania descomunal. Se o Félix fez temer e depois passou sorrateiro, a Gisele não teve assim tantos avisos mas está a mostrar alguma vontade de pesar mais que o seu antecessor.