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O Informador

27
Mai20

Paciência que falta

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Dois meses em casa, várias semanas doente, outras tantas a meio gás e o estado de paciência já esteve alto, tendo deixando de existir para voltar de novo e agora, quando Junho se começa a aproximar, parece que a mesma paciência que andou a faltar se foi de novo. 

Neste momento, em finais de Maio, sinto-me cansado destes dias monótonos, mais caseiros, com saídas precárias para o passeio higiénico e uma compra ou outra. Sinto falta de ir trabalhar, mas sei que quando for chamado para marcar presença rapidamente voltarei com a palavra atrás e pensarei em como estava bem por casa. Sei que irei voltar ao trabalho com vários receios e esse fator irá mexer com o meu psicológico logo nos primeiros dias e que não será fácil voltar a uma suposta rotina porque estarei sempre com a ideia que ao andar mais fora de casa que poderei ficar bem perto do Covid19 e consequentemente passar o vírus para os outros sem ter noção do mesmo.

30
Abr20

Não fazer nada não é bom!

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Existem momentos de mudanças forçadas em que depois percebemos que queremos fazer várias coisas ao mesmo tempo para aproveitar tempos de alteração de forma positiva. Aconteceu isso com o surgimento do Coronavírus em território nacional. Todos, ou quase todos, tivemos de alterar o nosso dia-a-dia em autênticas reviravoltas e de início parecia que a intenção era aproveitar o tempo ao máximo. Acordar e fazer tudo, criar e inventar, ocupar todas as horas com o que estava por fazer há algum tempo. Primeiras semanas foram assim, todos os dias vividos de forma efusiva porque existia a necessidade de nos ocuparmos dentro de casa ao longo de semanas seguidas, aproveitando para fazer o que ficava geralmente para trás e também para aproveitar todas as horas disponíveis com o que gostamos de fazer em casa a solo ou acompanhados. 

E depois quando a magia passou? Porque a verdade é que já ninguém está a suportar de livre vontade este enclausuramento, por muito que se goste de estar em casa. Todos já estamos cansados de inventar, de estar fechados, existindo vontade de sair, de ver pessoas, enfrentar a rua de novo e ver sociedade em movimento. Já não há pachorra para ler, ver televisão, fazer e inventar novos pratos, conversar pelas redes sociais, ...

15
Mai19

Crepúsculo cansado

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É inevitável e por vezes complicado de contornar. Existem dias em que chego a casa tão cansado que a vontade é só mesmo ficar esticado na cama, com silêncio total em volta e deixar que corpo e mente se unam num percurso perante o descanso que é necessário. 

No final de alguns dias, alguns consideráveis até, a vontade de desligar é cada vez maior. Começar o dia, esticar a vontade para que o mesmo chegue rapidamente ao fim e com a hora de saída à vista a vontade é de entrar no modo desligado e ficar assim até voltar a amanhecer. A mente aguenta, mas o corpo parece pesado em determinados momentos, não deixando que a vontade de agir faça das suas. Ficar quieto num canto sem que ninguém dê conta, ausente de tudo, em silêncio e em comunhão com a pausa desejada é o fruto do desejo dos tempos que correm, principalmente quando horários ficam trocados, o ritmo acelera, as obrigações desorientam os gostos e estes acabam por ceder e deixar que o tempo passe sem que façam parte dos dias de cada um. 

24
Fev19

Benefícios do café para a saúde

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Os seguidores que por aqui andam há mais tempo já sabem e quem não sabe fica a saber... Sou um pouco viciado em café. O da manhã é uma obrigatoriedade, após o almoço um hábito, o lanche um outro costume e após o jantar e para fechar o dia tem de surgir o café da noite. Ao todo pelo menos tomo quatro cafés por dia, quando não são mesmo cinco ou seis, dependendo dos tempos vagos que vão surgindo. Agora e graças à médica cardiologista Ana Luiza Lima, em declarações à publicação Tua Saúde, o que entendo como um vício até parece ter alguns benefícios. 

Ao que parece o consumo de café tem os seus benefícios para a saúde, o que deve alegrar muitos dos amantes de cafeína como eu. Então vamos lá ficar a saber que o café, consumido de forma moderada entre 200 a 600ml por dia, o que equivale a de uma a quatro chávenas, o que está dentro do que consumo, ajuda a combater o cansaço. A cafeína tem a capacidade de aumentar o poder de concentração e de alerta, ajudando assim ao desempenho de várias tarefas como a diminuição da sonolência, o aumento do tempo de retenção visual e de vigilância auditiva. 

Para além disto, o consumo adequado de café também ajuda a prevenir a dor de cabeça, tema de que já tinha falado antes. Geralmente quem está habituado a consumir em determinados horários e após as refeições o seu café e o deixa de fazer sente como que uma falha, que poderia ser definida como ressaca de cafeína. O café ao relaxar os vasos sanguíneos do cérebro ajuda a combater assim qualquer falha e dor que possa a ser sentida, sendo mesmo um ingrediente presente em vários medicamentos analgésicos no combate à dor. 

Outro dos benefícios do consumo de café está na prevenção da depressão, visto o café interferir e neste caso posso dizer que o sinto, no humor diário como uma ajuda a uma melhor disposição por ser um estimulo ao sistema nervoso central. 

13
Jan19

«Deitar cedo e cedo erguer»

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De pequenos ouvimos por diversas vezes que «deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer». No entanto com o tempo os horários que os nossos pais e educadores nos colocam pela frente vão sendo alterados, arrastando as horas de dormida para mais tarde. Isto acontece até ao dia em que voltamos a perceber que a necessidade de deitar mais cedo para também acordar mais cedo e bem é fundamental. 

Aos vinte aguenta-se tudo! As noitadas sucessivas, as saídas abusivas, os dias longos e que se vão multiplicando... Tudo parece acontecer para as noites de sono terem uma duração menor que o aconselhado cientificamente. Com o tempo e com os anos a começarem a pesar, os ritmos abrandam e as necessidades físicas de descanso fazem-se sentir, fazendo lembrar um pouco a força da gravidade que nos puxa e leva a um ponto de cansaço em que percebemos que aos trinta não conseguimos mais fazer o que fazíamos aos vinte. 

É triste assumir isto, mas os trinta além de trazerem consigo coisas boas como a maturidade e forma de olhar para a vida de outra forma, conseguem também acartar uma menor capacidade para aguentar os dias longos, as saídas noturnas sucessivas, os festejos e até a vontade de fugir da rotina começa a desvanecer.