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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

05
Dez18

Literatura no Natal

| O Informador

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Neste Natal tenho uma simples sugestão para vos dar se estiverem com algumas indecisões sobre os presentes a oferecerem a quem conhecem bem. Um livro!

O presente ideal é sempre complicado de encontrar, ora porque não sabemos se o presenteado irá gostar, ora porque quem presenteia não gosta do que pode ser uma opção de presente... As dúvidas na hora da decisão surgem sempre. No entanto no mundo literário sempre, mas sempre, mesmo para os quase não leitores, é possível encontrar um livro com o qual quem o irá receber se possa identificar. A história, o tema, o local, o autor ou mesmo os sinais que um bom livro consegue transmitir ao seu leitor, até por vezes encontrar um personagem central com o nome da pessoa a presentear já acaba por mostrar que existiu cuidado na escolha, que se pensou, não pegando no primeiro lugar do top, embrulhar e oferecer.

17
Nov18

A Coisa | Livro I | Stephen King

| O Informador

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Título: A Coisa - Livro 1

Título Original: It

Autor: Stephen King

Editora:  Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2018

Páginas: 704

ISBN: 978-972-25-3567-0

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: O clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.

Bem-vindos a Derry, no Maine. Uma cidade vulgar: familiar, ordeira e, na maior parte das vezes, um bom sítio para viver.

Mas há um grupo de crianças que sabe que há algo de tremendamente errado com Derry. É nos esgotos da cidade que a Coisa se esconde, à espreita, à espera… e às vezes sobe ao solo, tomando a forma de todos os pesadelos, do maior medo que se encerra dentro de cada um de nós.

O tempo passa, as crianças crescem e esquecem. Mas a promessa que fizeram há vinte e oito anos exige-lhes que voltem à cidade da infância para enfrentarem o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge agora, uma vez mais, trazendo novamente o pesadelo e o terror ao presente.

 

Opinião: It, traduzido para Portugal mais de três décadas após o seu lançamento Mundial, finalmente chegou até nós com o nome de A Coisa, dividido em dois volumes pelo seu peso. Este é daqueles clássicos que muitos já ouviram falar, transformado também em película cinematográfica que tenho a confessar, nunca vi, mas irei ver. Com um sucesso absoluto por onde foi lançado em termos literários, A Coisa sempre suscitou entre nós a curiosidade por não ser lançado mais cedo, uma vez o sucesso de outras narrativas de Stephen King. Agora a Bertrand lançou It e poucas semanas após a sua publicação comecei a conhecer a velha história da criatura que vive nos esgotos preparada para atacar crianças de vinte e sete em vinte e sete anos. 

As expetativas estavam em alta, a capa logo conquistou por ser bem apelativa e reveladora do que esconde no seu interior e a leitura começou. Pouco sabia ao que ia, somente que esta história tem conquistado os leitores que lhe colocam a vista em cima. E assim foi a partir do momento em que as primeiras páginas começaram a ser deixadas para trás na leitura. Primeiramente confuso para se entrar até se perceberem os vários núcleos e tempos, A Coisa consegue mesmo assim fazer com que quem comece não queira parar por existir a vontade de saber, descobrir e apanhar quem ou o que está por detrás de desaparecimentos e mortes. A real chatice e dificuldade que senti para com esta história é o facto de King seguir uma linha que tanto segue na história como recua no tempo, colocando personagens de um momento para o outro em fases que já haviam sido contadas mas onde existe algo a acrescentar, baralhando um pouco e exigindo uma maior capacidade de concentração para não se perder o fio à meada. Determinadas personagens têm capítulos só seus, no entanto só mais para a frente na história voltam a ser chamadas, baralhando e criando cansaço quando se começa a entender que tudo é contado mas o que começa tarda em ter um fim para se iniciar um novo ciclo. 

25
Out18

Livros que nos agarram

| O Informador

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Existem os bons e os mais fracos, os arrebatadores e os que significam mais um, os que conquistam com tempo e os que nunca lá chegam, mas depois existem os que nos agarram logo pelas primeiras páginas e quando um livro consegue essa proeza é obra. 

As opções eram várias, com vários temas a apelarem para que escolhesse um determinado livro em detrimento de outros que estavam disponíveis. Optei pelo mais recente na lista de espera por achar pela sinopse que estaria perante uma narrativa que me iria conquistar rapidamente e sem que o primeiro impacto me deixasse mais reticente e em espera que a leitura me surpreendesse. E assim foi... As primeiras páginas daquele livro conquistaram e transportaram-me de imediato para uma história bem composta, explicativa e que junta o leitor à personagem central de forma espontânea, sem exigir e forçar qualquer situação. Foi estranho e em literatura é raro as primeiras páginas conseguirem este efeito, sendo mais comum, pelo menos comigo, o conhecimento com o tempo de convivência onde vou percebendo a razão sobre cada situação acontecer, encontrando personagens com passados e presentes que os refletem. Desta vez foi diferente, fiquei completamente no centro da ação e a leitura só podia ter corrido muito melhor por me sentir atraído do início ao fim por uma criação bem elaborada, com excelentes personagens, um bom enredo e uma escrita super fluída que ajuda bastante a quem gosta e quer seguir em frente uma história tão bem trabalhada.

14
Mar18

Doida Não e Não! | Manuela Gonzaga

| O Informador

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Autor: Manuela Gonzaga

Editora: Bertrand Editora

Edição: 5ª Edição - Fevereiro de 2018

Lançamento: Fevereiro de 2009

Páginas: 408

ISBN: 978-972-25-3557-1

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: A mulher que enfrentou Egas Moniz, Júlio de Matos e os sábios da época. Filha e herdeira do fundador do Diário de Notícias. Mulher do administrador do mesmo jornal, o escritor Alfredo da Cunha. Presa num manicómio por um «crime de amor». Os factos relevantes têm início em Novembro de 1918: era uma vez uma senhora muito rica que fugiu de casa, trocando o marido, escritor e poeta, por um amante. Tinha quarenta e oito anos, pertencia à melhor sociedade portuguesa. O homem por quem esta senhora se apaixonou, tinha praticamente metade da sua idade e fora seu motorista particular. Era herdeira do Diário de Notícias e a sua história chocou a sociedade da época.

 

Opinião: Maria Adelaide Coelho da Cunha apresenta-se socialmente como filha do fundador do jornal Diário de Notícias, sendo a presumível herdeira do império criado em torno da publicação. Casada com Alfredo da Cunha, jornalista e escritor que se torna no administrador do jornal de família de Maria Adelaide, o casamento perfeito é vivido perante toda uma sociedade no início do século XX. 

Com classe, poder e sabedoria, Maria Adelaide e Alfredo da Cunha são o centro de inúmeros eventos sociais e culturais onde gostam de recebem no Palácio de São Vicente os amigos mais próximos e os conhecidos influentes que convém ter por perto nas lides sociais e políticas do país. Com grandes saraus de demonstração pública onde as letras e o teatro tomam lugar em representações bem formatadas para receberem e mostrarem grandeza perante os outros, o casal mostra ser coeso, apaixonado e um exemplo a seguir perante o modo de vida da época. 

Embora dada aos outros e mesmo perante a criadagem, Maria Adelaide sempre seguiu a linha que lhe estava pré-destinada, até ao dia em que se acabou por apaixonar pelo seu antigo motorista, Manuel Claro, uns bons anos mais novo. Deixando marido e filho para trás, esta senhora da alta sociedade não temeu a falta de liberdade da época, seguindo o caminho que o coração lhe indicou, perdendo a vida requintada e de luxos que sempre teve para aprender a ser uma cidadã comum que resolveu enfrentar uma mudança total a favor da sua vontade. 

Desaparecendo da vista de todos e deixando tudo para trás, levando consigo o pouco que conseguiu, sem luxos e dinheiro, Maria Adelaide seguiu os passos de Manuel Claro, cuidando e entrando num mundo que não era o seu. Do Palácio de São Vicente para primeiramente as ruelas de Lisboa, seguindo-se as passagens pelas aldeias do Norte, este exemplo de mulher sem medos para a época enfrentou a mudança, resistindo aos avanços de quem a quis contrariar, mas o castigo chegou. 

Pouco depois do seu desaparecimento familiar e social, Maria Adelaide é encontrada por Alfredo da Cunha, que através de buscas profissionais conseguiu encontrar a mãe do seu filho que para si não se encontrava no seu perfeito juízo. Com manobras de poder possíveis na altura, esta mulher foi internada no Conde Ferreira, no Porto, um manicómio onde entrou como louca. Louca por ter desistido de tudo e amar verdadeiramente um homem comum, sem ambições e com pouco para lhe dar em troca, a não ser um amor real que ultrapassou ao longo do tempo barreiras. O tempo passa, Maria Adelaide consegue nunca cair no pressuposto de enlouquecer e a vida vai seguindo com esta senhora presa numa casa de doidos e a sua paixão numa cadeia como autor de um rapto e violações que não aconteceram.

A partir daqui começa uma luta de palavras onde as acusações são feitas diretamente através de publicações em jornais nacionais e locais com Alfredo da Cunha a fazer recurso do seu Diário de Notícias para mostrar a todos que a sua mulher está louca, através de artigos, crónicas e mesmo livros, como é o caso de Simplesmente Louca. Já Maria Adelaide usa outros serviços informativos nacionais como A Capital para mostrar que de louca pouco tem, sendo vitima de uma cabala montada para denegrir a sua imagem. Doida Não! foi o primeiro livro lançado da autoria desta suposta louca que não passa de uma guerreira exemplo para muitas outras e o filme começou com confrontos pela imprensa do antigo casal, onde também advogados, médicos pagos, onde se inserem Júlio de Matos e Egas Moniz, para alterarem os resultados dos processos e análises desta mulher e familiares começaram a mostrar o seu parecer publicamente através de crónicas e livros publicados dando conta das várias versões da história. 

27
Fev18

Apresentação de Doida Não e Não!

| O Informador

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A paixão pelos livros reside e por vezes existe um chamamento que nos leva a querer saber um pouco mais sobre a história que nos faz companhia ao longo de dias. Foi isso que aconteceu com Doida Não e Não!, obra que foi relançada para uma quinta edição, com nova capa e novos apontamentos, nove anos após os primeiros exemplares terem sido publicados pela Bertrand Editora que acreditou no trabalho de Manuela Gonzaga sobre a vida de Maria Adelaide Coelho da Cunha, a herdeira do império do Diário de Notícias. 

Comecei a ler e recebi o convite para marcar presença numa das sessões de apresentação da obra, onde além da autora e do representante editorial estariam também presentes Carlos Poiares, vice-reitor da Universidade Lusófona, Júlia Pinheiro, Diretora Executiva de Conteúdos da SIC e Apresentadora, Luís Filipe Sarmento, Escritor, e Monique Rutler, Cineasta. Reti o local onde a dita apresentação iria acontecer e vi que o horário estava compatível com os meus afazeres profissionais. E assim ficou marcado na agenda mental que no passado dia 23 de Fevereiro, pelas 18h00, iria estar no Auditório Armando Gebuza da Universidade Lusófona, para assistir à apresentação de um livro que me está a dizer tanto e sobre o qual quero saber um pouco mais. 

Fui, cheguei mesmo na hora marcada, o início da sessão atrasou-se, como é costume nestes eventos, e acabei por presenciar hora e meia de uma apresentação fantástica, onde amigos, conhecidos e contadores de histórias se juntaram à mesa para presentearem os convidados com factos sobre o grande exemplo que Maria Adelaide Coelho da Cunha deu na sua época a muitas mulheres que viviam enclausuradas por relações doentias, procurando a verdadeira relação amorosa onde os sentimentos falam mais alto, mesmo que para isso tenha tido que abandonar tudo e sofrido com a opressão social que a levou até a locais onde nunca devia estar presente porque esta Maria, entre tantas outras, de doida pouco tinha, o que sabia é que queria amar a pessoa certa e não viver num casamento milionário mas de fachada. 

04
Jan18

Ler Nunca é Demais

| O Informador

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2018 chegou e uma nova etapa literária era necessária lançar e colocar no Goodreads para que me volte a surpreender e consiga ultrapassar a meta que pretendo atingir pelos próximos meses. Para este novo ano serão 40 os livros que pretendo ler. Serão doze meses de leitura, com narrativas para todos os gostos e géneros bem distintos entre si. Irei manter alguns autores de eleição por estas leituras e também quero continuar a conhecer novas escritas e métodos de contar uma boa história. 

Foi em 2015 que comecei a colocar objetivos anuais nas leituras que faço. Ao longo do ano não vou ligando muito a esta contagem, no entanto o que tem acontecido é que algumas semanas antes do final de cada ano percebo que o objetivo está ultrapassado, fazendo com que coloque de ano para ano um número maior que pela terceira vez consecutiva foi atingido com sucesso.

Em 2015 os 24 livros que pretendia ler foram alcançados, tendo conseguido atingir as 26 obras lidas. Já em 2016 subi a fasquia para os 25 e acabei por ler 33. Em 2017 consegui voltar a superar-me e dos 30 pretendidos consegui fazer ainda melhor e chegar aos 40. Agora e porque consegui melhorar em três anos a fluidez das leituras, eis que a fasquia sobe para os 40, pretendendo pelo menos ler o mesmo número de livros que em 2017, mas querendo que esse número seja ultrapassado, nem que seja para os 41.

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