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O Informador

Entender sem concordar

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Entender não é concordar!

Nem mais! Nem sempre perceber as razões que são transmitidas do outro lado para justificarem opiniões e comportamentos acabam por trazerem consigo sinais de que se está totalmente de acordo. Entender trás consigo a aceitação sem que se tenha de concordar ou aplaudir, somente perceber a justificação e aceitar sem concordar mas também sem levantar ondas que possam gerar discórdias que na maioria dos casos não levam a lado algum. 

Saiu o jogador do Big Brother

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Começo a escrever esta crónica sobre mais uma gala da edição Desafio Final do Big Brother quando o direto acontece e a voz outrora soberana e Cristina Ferreira dão as boas vindas ao público e revelam que a noite será dedicada aos sete pecados mortais e também a de todos os confrontos para esclarecer as discussões, guerrilhas e conversas paralelas que têm existido dentro da casa estúdio da Malveira.

Numa noite onde apresentadora e a própria produção conduziram as conversas iniciais para colocarem mais achas na fogueira já bem quente dos últimos dias com os ainda sete concorrentes no início da noite em jogo, a gala logo iniciou com o BBPlay Ira onde foram vistas as imagens de todos contra Nuno Homem de Sá que conseguiu provocar e levar mesmo Gonçalo Quinaz ao limite ao ponto de quase agressão. As imagens foram vistas na casa pela primeira vez após os comportamentos menos próprios da semana, todos os concorrentes deram a sua opinião sobre os acontecimentos e aparentemente, pelas palavras de alguns jogadores, com o aproximar do fim-de-semana e da noite de expulsão os ânimos acalmaram após uma conversa de grupo que me parece ter resultado numa paz podre que poderá durar somente por umas breves horas, embora afirmem estar bem com o Nuno a definir o seu término para com o jogo pesado que tem mantido desde o início desta edição do reality show. Não acredito nesta paz de Nuno em modo paz e amor com o grupo, mas este jogo sem quezílias não funciona, como tal acredito que o ator está mesmo a jogar com tudo e todos com uma boa estratégia de parecer querer o bem e do nada regressar à provocação gratuita.

O segundo BBPlay foi Inveja, com todos a comentarem a presença e a forma de estar no jogo do Nuno ao longo da semana. Os atos, limites e objetivos misturados com inseguranças e combinações para os peões de ambos os lados da barricada caírem nos dias de expulsões. Lá está aqui o jogo, se fizerem as pazes na véspera da gala, com este vídeo a ser mostrado será que existe mesmo volta a dar e ficarem numa boa vibe pelos próximos tempos? Não me parece que tal venha a acontecer, embora mesmo após estas imagens o continuem a dizer que existe agora paz paz e paz.

Na onda dos sete pecados Catarina e António ficaram com a preguiça e tiveram de rastejar por um circuito com uma almofada e um peluche e o prémio do vencedor António foi ficar livre por uma semana das tarefas domésticas. Gonçalo, Pedro e Francisco com a gula tendo o trio de comer pudins só com a boca, sem poderem tocar com as mãos. Francisco foi o vencedor e ficou responsável pela cozinha e alimentação de todo o grupo ao longo de toda a semana. Já Nuno e Bruna apanharam a vaidade e através de cartões e espelhos tiveram de perceber a palavra do cartão para interpretarem, treinarem no espelho e baixando os respetivos espelhos tinham de evitar rir num frente a frente, num jogo do sério. Como nenhum venceu, em dupla tiveram de criar um desfile com todos os concorrentes da casa para um momento ao longo da semana divertido. 

Francisco Macau apresentou a sua Curva da Vida onde deu a conhecer o seu percurso ao longo de 33 anos. Altos e baixos familiares na adolescência, desportista e com sucesso no amor desde cedo mas com fraca auto estima. Ficou conhecido através da série Morangos com Açúcar, tendo terminado a sua primeira relação séria de amor antes de se tornar ator. Quando voltou a ser um anónimo após o sucesso iniciou um projeto para apoiar pessoas que sofrem de inseguranças. Mais tarde voltou a ter os holofotes consigo através da entrada no Big Brother Famosos de onde saiu para o esquecimento de novo, tendo entrado em competições para com o treino em ginásios, até que surgiu a doença do pai, esclerose múltipla, que teve de apoiar e ajudar a cuidar. Voltou a ser chamado agora para um novo Big Brother, estando apaixonado e continuando a lidar com a doença do pai bem de perto, daí ter aceite o convite para regressar ao ecrã para mostrar a sua boa prestação ao pai que pode não estar muito mais tempo em vida consigo. Mais uma vez, com o seu testemunho, se percebe a sua forma de estar no jogo e também os pensamentos e objetivos que pretende passar para os restantes. 

Com 1% Pedro Guedes voltou a passar despercebido nas votações da semana, sendo um dos candidatos a pisar os lugares cimeiros do pódio final. A boa onda e a demonstração de bem estar com todos os restantes têm ditado a sua permanência na casa e a preferência do público, sendo um dos meus preferidos, a par da Bruna e do Francisco Macau. O segundo salvo da noite foi o António com 3%, muito por ter tido a sorte de ficar nomeado numa semana em que Nuno e Gonçalo estiveram em grande destaque pela negativa. No momento do duelo final Nuno foi o expulso pelo público com 54%, já Gonçalo permaneceu assim em jogo com 46%, contrariando todas as sondagens que haviam sido feitas pelas redes sociais e blogs ao longo da semana, o que pela segunda vez nesta temporada do programa me deixa um pouco de pé atrás sobre a veracidade dos resultados, tal como aconteceu com a saída do Leandro quando tudo apontava que seria o António a deixar o jogo. 

Convites duplos | O Sangue das Palavras

27 e 29 de Maio | ArtFeist

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O espetáculo O Sangue das Palavras continua a ser representado no palco do Auditório do Casino Estoril de Quinta-feira a Domingo e em parceria com a ArtFeist tenho convites duplos para sortear sobre o espetáculo que Henrique Feist leva a palco ao lado de Pedro Pernas, Valter Mira e Nuno Feist.

Imaginemos Ary dos Santos vivo nos tempos que correm com as redes sociais a fazerem parte do seu dia-a-dia, como praticamente acontece com todos nós. Ary nos tempos modernos é o ponto que dá o mote para o início do espetáculo O Sangue das Palavras que conta com Henrique Feist, Diogo Leite e Valter Mira no elenco, com Ricardo Castro encarregue da voz de Ary dos Santos e Nuno Feist encarregue pela direção musical. Esta produção está em cena de Quinta-feira a Sábado, pelas 21h00, e Domingos, pelas 17h00, e todos podem assistir com as devidas precauções de prevenção pelas próximas semanas a esta aposta da ArtFeist.

Vamos imaginar que o Ary dos Santos ainda hoje era vivo...com Facebook e Instagram. Com acesso às redes sociais. E basta só imaginarmos isto porque o resto, até podemos calcular o que seria. Uma festa. Com tudo à mistura.

É este Ary que nos interessa. A pessoa. O homem. Pois foi do homem que nasceu um dos melhores poetas contemporâneos de Portugal.

O Sangue das Palavras. As palavras de Ary. O dom da palavra do Ary. Palavras ensanguentadas porque põem o dedo na ferida. Porque são uma arma. Mas é nele que também encontramos a nossa alma. A nossa verdadeira alma. Enquanto o ser humano for contra qualquer injustiça, não importa qual ou de que género, haverá sempre um Ary. Somos todos Ary. E o conceito que temos sobre liberdade e justiça vai muito para além da nossa cor política, ou até mesmo de qualquer outra cor.

O Sangue das Palavras acompanha a vida deste poeta, passando por muitos dos seus mais belos poemas cantados.

É este Ary que nos interessa. O Ary das canções que ainda hoje são cantadas. Mas nem o talento nem o dom imensos conseguiram preencher a tristeza e profunda solidão que nele habitavam. E foi essa solidão que pôs fim a esta alma inquieta.

Hoje foi dia de pagamentos

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Acabei de fazer o pagamento de mais dois serviços importantes relacionados com o automóvel. Já tinha alterado os pneus, procurado e comprado a lâmpada lateral do pisca que havia sido roubada, fomos à inspeção e hoje foi dia de pagar o Imposto Único de Circulação e o Seguro que é pago em duas parcelas anuais. Que mais tem Maio reservado para este condutor? Que mais senhores, que mais?!

Toda a Gente Nesta Sala um Dia Há de Morrer | Emily Austin

Topseller

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Título: Toda a Gente Nesta Sala um Dia Há de Morrer

Título Original: Eneryone in This Room Will Someday Be Dead

Autor: Emily Austin

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2022

Páginas: 288

ISBN: 978-989-564-974-7

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Gilda não consegue parar de pensar na morte, imaginando cenários terríveis e improváveis que a deixam de coração aos saltos e com falta de ar. A sua ansiedade é tão grave, que os funcionários das urgências já a conhecem. Desesperada por encontrar algum alívio, dirige-se a uma igreja católica que oferece serviços de psicoterapia, onde é recebida pelo padre Jeff, que depreende que ela está ali para uma entrevista de emprego. Demasiado envergonhada para o corrigir, Gilda confirma e acaba por ser contratada como rececionista, para substituir a antiga funcionária, Grace, uma mulher idosa recentemente falecida.

O problema é que Gilda não só não é católica como também é ateia e lésbica. Sentindo que tem de manter as aparências, decide aprender os procedimentos da igreja, enquanto tenta ganhar coragem para lavar a pilha de louça que se acumula no chão da sua casa e convencer a namorada de que, apesar do seu aspeto cada vez mais preocupante, está tudo bem consigo.

No decorrer das suas funções, Gilda encontra a correspondência trocada entre Grace e a sua velha amiga Rosemary, mas não tem coragem de lhe dar a má notícia, pelo que começa a fazer-se passar por Grace por e-mail, encontrando algum consolo naquela troca de palavras generosas. Contudo, quando a morte de Grace começa a ser investigada pela polícia, Gilda vê-se obrigada a lidar com as mentiras que contou e que podem revelar a toda a gente a forma como tem verdadeiramente vivido.

 

Opinião: Toda a Gente Nesta Sala um Dia Há de Morrer é anunciado com a manchete do Library Journal como sendo «hilariante, solidário, exasperante e comovente» e tenho a dizer que após esta mensagem acreditei que me iria deixar conquistar e emocionar facilmente com esta obra de Emily Austin. No entanto não consegui sentir, nem de perto, os altos e baixos anunciados como sendo um bom aperitivo de aproximação da obra junto do leitor. 

Convites duplos | O Sangue das Palavras

20, 21 e 22 de Maio | ArtFeist

O espetáculo O Sangue das Palavras regressou ao palco do Auditório do Casino Estoril de Quinta-feira a Domingo e em parceria com a ArtFeist existem convites duplos para sortear sobre o espetáculo que Henrique Feist leva a palco ao lado de Pedro Pernas, Valter Mira e Nuno Feist.

Imaginemos Ary dos Santos vivo nos tempos que correm com as redes sociais a fazerem parte do seu dia-a-dia, como praticamente acontece com todos nós. Ary nos tempos modernos é o ponto que dá o mote para o início do espetáculo O Sangue das Palavras que conta com Henrique Feist, Diogo Leite e Valter Mira no elenco, com Ricardo Castro encarregue da voz de Ary dos Santos e Nuno Feist encarregue pela direção musical. Esta produção está em cena de Quinta-feira a Sábado, pelas 21h00, e Domingos, pelas 17h00, e todos podem assistir com as devidas precauções de prevenção pelas próximas semanas a esta aposta da ArtFeist.

Vamos imaginar que o Ary dos Santos ainda hoje era vivo...com Facebook e Instagram. Com acesso às redes sociais. E basta só imaginarmos isto porque o resto, até podemos calcular o que seria. Uma festa. Com tudo à mistura.

É este Ary que nos interessa. A pessoa. O homem. Pois foi do homem que nasceu um dos melhores poetas contemporâneos de Portugal.

O Sangue das Palavras. As palavras de Ary. O dom da palavra do Ary. Palavras ensanguentadas porque põem o dedo na ferida. Porque são uma arma. Mas é nele que também encontramos a nossa alma. A nossa verdadeira alma. Enquanto o ser humano for contra qualquer injustiça, não importa qual ou de que género, haverá sempre um Ary. Somos todos Ary. E o conceito que temos sobre liberdade e justiça vai muito para além da nossa cor política, ou até mesmo de qualquer outra cor.

O Sangue das Palavras acompanha a vida deste poeta, passando por muitos dos seus mais belos poemas cantados.

É este Ary que nos interessa. O Ary das canções que ainda hoje são cantadas. Mas nem o talento nem o dom imensos conseguiram preencher a tristeza e profunda solidão que nele habitavam. E foi essa solidão que pôs fim a esta alma inquieta.

Leandro sai e António fica... Manipulação?!

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Cristina em modo princesa Disney com trança longa e vestida brilhante abre a gala e logo começa a atirar achas para a fogueira já por si quente para dentro da casa, onde o ambiente tem estado de cortar à faca entre os dois grupos existentes na casa ao longo da semana mas que em plena gala um dos lados afirma não existirem frações adversárias. Amigos, existem dois grupos no jogo, liderados respetivamente por Ana Barbosa e Nuno Homem de Sá e a querida que não venha dizer que os factos que todos podemos ver não são reais. 

Após uma semana onde as guerrilhas internas continuaram em destaque, a produção preparou uma série com vários episódios intitulada por Desafio Final... Uma Casa Dividida com o reforço do tema da divisão entre dois grupos na casa com Ana e Nuno como líderes dos respetivos lados da barricada. Nesta película o comenta e diz que diz foi mostrado e a divisão foi bem comentada entre os dois lados do jogo. Gonçalo vs. Leandro com as provocações mútuas entre os dois concorrentes a persistirem e ambos os lados da casa a apoiarem e a ajudarem na provocação entre os dois que afirmam mutuamente não se poderem ouvir e suportar. O Que um Nuno Incomoda foi exibido para se verem as imagens do concorrente a planear as provocações para com a maioria dos colegas de casa e posteriormente as queixas dos adversários para com as suas atitudes e comentários. Omeletes em Ovos onde a discussão de quantos ovos pode comer cada um com o esconde esconde e o arrebanha para nós para eles não comerem a suscitar bicadas e guerrilhas com gemas contra claras durante toda a semana. Quando a comida escasseia todos a querem e poucos a querem dividir. António e Pedro "Santo Não Bate" com os dois concorrentes a trocar galhardetes entre si durante dias. António provoca e parece uma comadre a espicaçar, já Pedro brinca e goza com a situação o que irrita o António por ser ver provocado e gozado muito no gosta de fazer mas não gosta que lhe façam. 

A curva da vida da noite a ser mostrada foi a de Nuno Homem de Sá, nascido em 1962, cedo viu os seus pais separarem-se, vivendo uma adolescência conturbada. Jovem acompanhou um amigo a um casting para a primeira telenovela portuguesa e acabou por ser o próprio Nuno a fazer um casting que o tornou desde então ator. Uns anos mais tarde percebeu que era pai quando o filho já tinha sete meses de vida, assumindo a paternidade, finalizando a vida de bon vivant. Mais tarde voltou a ser pai para uns anos depois perder o seu próprio pai. Mais recentemente, em 2010 voltou a ser pai, entrou no primeiro Big Brother Famosos feito em Portugal, algumas novelas, caminhou pelo mundo das drogas durante uns anos, reencontrou-se após fazer um retiro na Amazónia e nos dias que correm é um dos atores mais requisitados pela TVI, avô, voltou a entrar no Big Brother e encontrou o amor ao lado da sua namorada Frederica. Altos e baixos e como a Cristina disse, ao longo do tempo foram colocando na vida do Nuno amor para sair reforçado quando se deixava cair e aprender realmente a amar e seguir em paz. 

Com 3% da votação para expulsão, Pedro Guedes foi o primeiro nomeado a ser salvo logo ao início da noite. Mais à frente com 6% Gonçalo Quinaz viu a salvação do seu lado. Na disputa final António permanece no jogo com 42% e Leandro viu-lhe a porta da casa ser aberta com 58%. Querem mesmo que acredite nestes valores finais que acabaram por deixar o António em jogo após gozar com crianças e jovens adultos com deficiência, ter feito jogo sujo com os companheiros de casa. Não acredito nesta permanência forçada do tio na casa, mas cada vez se percebe mais quem são os preferidos e bem protegidos pela produção. 

Ao longo da semana os concorrentes jogaram ao Gota Certa e na gala o António, vencedor da prova, ficou a saber a sua vantagem ganha, tendo obtido um lugar na Prova do Líder. Os restantes começaram desde cedo, com Ana e Nuno ao já terem sido líderes a não poderem participar, tal como António já com lugar na prova final. Os restantes seis jogaram ao jogo do Nim de uma forma tão estranha que não percebi nada desta prova sem graça alguma e que não passou de um mau momento televisivo em pleno horário nobre. Francisco, Catarina e Gonçalo venceram em equipa contra Pedro, Bruna e Leandro e a tripla atribuiu a possibilidade de ir à prova do líder ao Gonçalo. Numa nova prova com experiências cientificas entre os cinco restantes, os concorrentes tiveram de se tornar em cientistas. Assim António, Catarina e Gonçalo disputaram a prova do líder com o já conhecido Toca a Cantar e eis que o malogrado António além de não ter saído da casa como devia ter acontecido ainda tomou a liderança e assim a imunidade para a semana. Coincidências? Neste jogo já não acredito em tal coisa!

Maio é aquele mês do carro

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Sabes uma coisa? Maio é aquele mês do ano em que todas as despesas extra que surgem perante os restantes meses parecem estar ligadas ao carro.

Vem o Imposto Único de Circulação, vem a mudança de pneus, a procura de uma lâmpada lateral do pisca por me terem roubado, o seguro que é pago em duas frações no ano com uma a surgir também este mês e ainda a revisão anual. Se isto não é demais para um só mês o que será?

Os Filhos no Teatro Aberto

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A peça Os Filhos estreou em Londres, em 2016, e encontra-se atualmente em cena na Sala Vermelha do Teatro Aberto, em Lisboa. Da autoria da britânica Lucy Kirkwood, com encenação de Álvaro Correia e interpretação de Custódia Gallego, João Lagarto e Maria José Pascoal, este texto coloca em debate a forma como cada um de nós, enquanto indivíduos únicos numa sociedade coletiva, pode melhorar a forma de estar para a proteção do planeta acontecer a bem do próprio bem-estar e das gerações seguintes.

Através de três engenheiros nucleares, Hazel, Robin e Rose, na reserva, com mais de sessenta anos, o debate para com as preocupações ecológicas com as alterações climáticas e a questão da energia nuclear estão como ponto central neste debate de palco onde a intervenção e invenções humanas nos distúrbios ambientais trazem consigo grandes consequências a médio e longo prazo, sendo necessário reverter a situação o quanto antes perante o que o próprio humano idealizou.

Numa partilha de palco onde as complicações sociais, os conflitos pessoais e próprios encontramos o casal Hazel e Robin a viverem numa pequena casa de campo para onde se mudaram após um relevante acidente na central nuclear onde sempre trabalharam. Nesse acidente a área próxima à central ficou contaminada com radioatividade, levando-os para outras paragens onde atualmente vivem com um grande controlo no racionamento da água, eletricidade e bens alimentares. Um dia recebem nos seus simples aposentos Rose, uma antiga colega, que após reviver momentos menos bons entre os três enquanto equipa, mostra vontade de regressar à central para recuperar o mal que foi feito e fazer com que as equipas mais novas não venham a sofrer como eles próprios, querendo dar assim o seu corpo já mais velho para poderem dispensar as equipas de jovens para que os mesmos não venham a sofrer. E aqui está a questão final do texto... Rachel vai voltar ao trabalho na central nuclear de livre vontade. Estarão Hazel e Robin, que se pouparam nos últimos anos com a proteção e cuidados necessários, preparados para enfrentarem os seus derradeiros anos de vida a sofrerem ainda mais com as mazelas de quem vive dentro de uma bomba pronta a rebentar?