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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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12
Jan19

Biblioteca na árvore

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biblioteca na árvore.jpg

O projeto internacional de pequenas bibliotecas partilhadas, Little Free Library, ganhou há pouco tempo uma nova biblioteca que resultou dos restos de uma árvore morta num jardim privado de uma casa em Coeur d'Alene, no estado de Idaho, nos EUA. Após deixar de dar sombra, o proprietário da árvore, Sharalee Howard resolveu transformar o que restou numa biblioteca, dando-lhe uma nova vida e criando um cenário que encanta leitores e viajantes que passam pelo local. 

A proprietária na sua página de Facebook explica que «Tivemos que remover uma árvore enorme que já tinha 110 anos, então decidi transforma-la numa Little Free Library, algo que sempre quis fazer», revelando assim que a ideia já havia sido pensada, aliando neste caso a necessidade de retirarem a árvore com a vontade e gosto pelos livros e pela leitura partilhada. 

Os ramos e folhas foram removidos para darem lugar ao telhado, no interior o que restou tornou-se oco, tendo sido colocada uma porta de vidro, várias prateleiras e os livros tão importantes para este projeto pessoal que serve a comunidade na troca e divulgação de literatura.

06
Set18

Doar literatura

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livros.jpg

Encontrei livros! Sim, encontrei dois sacos cheios de livros, no total dezanove, junto a um caixote do lixo, prontos para serem recolhidos por quem passasse ou caso contrário seriam levados e destruídos no processo comum de reciclagem. 

Estacionei o carro e ao sair olhei para o lado e reparei que dois sacos estavam pousados ao lado do verde contentor de lixo comum. Poderiam passar despercebidos ao olhar como sendo lixo normal, mas por acaso um dos sacos estava aberto e reparei que livros espreitavam, todos travessos e emaranhados, suspirando para que alguém os salvasse do adeus definitivo de uma vida entre leitores onde poderão ganhar segundas e terceiras oportunidades. Não hesitei, peguei nos dois sacos, abri a mala do carro, espreitei por alto os títulos que tinha acabado de encontrar e segui no caminho que estava destinado fazer. 

Mais tarde levei os achados para casa e espalhei-os pela mesa para perceber o que alguém tinha dispensado da sua biblioteca caseira. Três obras que já li, duas para ficarem na biblioteca cá de casa em espera para serem lidas e as restantes dei e deixei na biblioteca municipal para que ganhem uma nova vida. 

17
Fev18

Ruído na Biblioteca

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biblioteca fábrica das palavras.jpg

Frequentar uma biblioteca tem como característica encontrar algum silêncio para que a concentração seja exata, já que o local não é um centro de convívio nem uma parque de diversões. Geralmente nas entradas existem avisos para ser mantido o silêncio, só que por vezes o problema não vem dos visitantes mas sim dos próprios funcionários.

Há uns anos, quando era adolescente, para fazer tempo até apanhar o autocarro que me levava do centro do concelho para a aldeia, acabava por ficar um pouco na biblioteca pelos computadores municipais, aproveitando também para ler alguma da imprensa que estava exposta. Já na altura lembro-me de ver os bibliotecários responsáveis pelo espaço a andarem constantemente atrás das pessoas a pedirem silêncio e com o típico som «xchiuuuu». Hoje, mais de quinze anos depois, a história continua a mesma e os pensamentos que tenho também se mantém.

Se formos analisar, o que aquelas pessoas que estão como responsáveis não fazem, é que pedem silêncio aos visitantes da biblioteca, no entanto depois estão atrás do balcão ou andam pelos corredores, a falarem uns com os outros em alto e bom som, como se não estivessem dentro de um local onde os próprios pedem para as pessoas falarem baixo para que não perturbem os outros. Afinal em que ficamos? É que quem devia dar o exemplo acaba por mostrar exatamente o contrário e por vezes dá vontade, mesmo que o barulho dos outros não me perturbe, de perguntar aos funcionários se as regras que tentam impor não se aplicam aos próprios.

27
Jan18

Do Lixo para a Biblioteca

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homens biblioteca lixo.jpg

O passado mês de Setembro assinalou a abertura de uma biblioteca pública bem especial em Ancara, a capital da Turquia. Livros abandonados voltaram a estar ao dispor de todos graças aos homens que recolhem o lixo da cidade.

Tudo começou com a partilha de livros encontrados entre os trabalhadores e suas respetivas famílias, mas o projeto foi ganhando destaque e os habitantes da cidade além de começarem a deixar livros que já não queriam em casa em locais estratégicos onde sabiam que os funcionários camarários iriam passar para recolher o lixo, começaram também a entregar diretamente algumas das suas obras já lidas para uma segunda utilização e leitura, dando assim a oportunidade a que todos possam usufruir de boa literatura. 

A adesão, que começou fraca, foi ganhando força e acabou por existir necessidade de criar uma biblioteca pública para depositar todos estes livros encontrados e trocados, existindo atualmente mais de seis mil exemplares pelas estantes do espaço que a autarquia disponibilizou para o efeito. Situada numa antiga fábrica de tijolos, a nova biblioteca social conta com obras para todos os gostos literários sendo fruto de uma coleção que acaba por ganhar valor pelo modo como foi e tem sido conseguida. 

03
Out16

Silêncio na biblioteca

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Ao longo das férias alentejanas fui até ao espaço de internet da biblioteca da vila e se há coisa que me irrita é ouvir constantemente as funcionárias a pedirem aos miúdos para falarem baixo e não arrastarem as cadeiras quando depois são elas próprias a falarem alto entre si, ao telemóvel ou com quem passa na rua.

Afinal de contas quem acaba por incomodar mais com o barulho? Os miúdos que estão a jogar e falam entre si sobre o que estão a fazer ou aquelas funcionárias, tão preocupadas, que estão constantemente a mandar vir e depois infringem as regras que tentam impor aos mais novos? 

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