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O Informador

Bancos desconfinados

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Os bancos de jardim voltaram a ganhar liberdade após dois meses em que ficaram confinados, suspensos e com fitas e placas a ditarem as regras do "não sentar" para quem passava.

Portugal começou a desconfinar aos poucos e os bancos de jardim voltaram assim a ficarem disponíveis, de forma legal, uma vez que muitos, eu incluído, sempre se continuaram a sentar de forma clandestina durante este período de tempo. Se as pessoas iam ao seu passeio diário e faziam as suas paragens, qual a necessidade de nos fazerem sentar nos muros, na relva, nas escadas, quando existe um banco mesmo ao lado? Qual a diferença de sentar no chão ou num banco em tempos de pandemia?

Sem grandes confinamentos

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Primeiro dia de confinamento a meio gás em Portugal continental e eu, que fui para o último dia de trabalho antes de entrar de lay-off, constatei pelas estradas e por passar pelo interior de localidades na deslocação casa/trabalho e trabalho/casa e também pelas imagens que fui vendo ao longo do dia, tanto nas redes sociais como na televisão, que de confinamento pouco existiu nesta Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2021.

Alunos nas escolas, com pais a deslocarem-se para deixarem os filhos nos institutos de ensino e mais tarde os voltarem a levar para casa ou transportes públicos cheios com jovens que se deslocam assim para as aulas. Supermercados, farmácias, clínicas, veterinários, igrejas, bancos, oculistas, dentistas, talhos, peixarias, papelarias, padarias e outros tantos serviços abertos como se nada se estivesse a passar. Restaurantes em take-way, cafés e pastelarias a servirem o que os clientes pretendem junto a portas e janelas, esplanadas como que montadas só porque ainda não existiu tempo de serem retiradas, e muitos incumprimentos logo na partida para esta jornada. Encontros em grupo nas esquinas e jardins, pais que esperam na conversa junto dos carros que os filhos saiam da escola, crianças que saem dos autocarros e que de imediato retiram as máscaras. Ou seja, confinamos em termos laborais mas ao que parece existe tanto para se fazer lá fora que a vontade é mesmo a de sair e arranjar uma das várias desculpas possíveis para se poder circular na via pública.

Bancos, Desconhecidos e Eu!

Lembras-te do post que publiquei sobre a senhora que me apanhou na pastelaria onde pretendia passar de forma rápida e acabei por ficar volta de hora e meia?! Pois, com essa senhora voltei a perceber que existem pessoas, principalmente com mais idade, que já não devem ficar sozinhas em casa! 

É que se tivesse puxado conversa tinha sabido talvez o seu extrato bancário, porque a octogenária disse-me em que banco tem as suas duas contas, quanto ganha de pensão, sua e do marido,... E eu sempre a tentar mudar o rumo da conversa porque não me interessava nada saber aquelas coisas, para mais porque poderia passar alguém e ouvir que a senhora me estava a dar informações e que poderia aproveitar-me disso! 

Maria Rueff na Caixa, com Certeza

Alguém já viu o novo anúncio da Caixa Geral de Depósitos? Maria Rueff é o rosto da instituição bancária e sinceramente, embora adore a Maria, não percebo esta escolha! Vejo que os vários anúncios que estão no ar requeriam uma viragem para os lados da comédia, mas a escolha de Rueff não me entra na cabeça!

A Maria Rueff está na Caixa, com Certeza nesta campanha de 2016, mas não a vejo na Caixa, com Certeza, isto talvez porque naquele papel muito mais rapidamente via outras figuras da nossa praça, com uma maior presença televisiva e que causam um maior impacto, sem esquecer o rigor que é necessário neste caso!

Do NIB para o IBAN

Não te esqueças que a partir de hoje foi-se o NIB para que o IBAN ganhe destaque entre nós. São somente duas letras e dois números a mais naquele grande número bancário que irão fazer toda a diferença a partir de agora. Transferências e depósitos a partir de hoje só com o IBAN, não se esqueçam, só com o IBAN! O velhinho NIB já era!

Daqui a uns anos poderemos dizer que «ainda sou do tempo do NIB»!

E agora o Banif

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Ora vem o BPN, segue-se o BPP e logo depois o BES, agora vem o Banif e o tema dos bancos volta à ribalta, sem nunca ter deixado de lá estar de forma total.

Os nossos sistemas financeiros continuam a mostrar que a sua rentabilidade é pouca ou nenhuma. Em poucos anos quatro bancos caíram e os contribuintes a pagarem de uma maneira ou de outra!

Uma ida ao banco...

Vou ao balcão do banco da vila que mais utilizo fazer umas coisas e coloco a questão sobre os três cartões que tenho, que foram enviando sem qualquer necessidade ao longo dos últimos dois anos. Explico quais os cartões que tenho e a balconista informa-me que não é possível ter os três. Como não tinha o que queria cancelar comigo e não quis teimar muito mais após duas ou três vezes em que disse ter e a resposta a ser de que isso não podia acontecer, resolvi redimir-me e verificar ao certo o extra que tinha em casa. 

E claro que tinha razão! Além do mega cartão jovem, tenho também o cartão Fernando Pessoa e tinha o tradicional maestro. Lá voltei ao balcão com todos os cartões para poder cancelar este último, já que não quero anuidades sem sentido porque sou somente um e tinha três bocados de plástico a consumirem valores ano após ano. 

Quando me viu de volta começou-se logo a rir, claro está! Percebeu ai que o jovem tinha razão e que a caixa teima em colocar os seus clientes a gastarem mais do que querem porque fazem envios sem qualquer pedido ou aviso prévio!

Brincadeira de Ricciardi

As notícias que surgiram pelas últimas horas e que revelam que José Maria Ricciardi, o célebre envolvido no caso do BES que ver a TVI sem a licença de emissão televisiva é de rir há descarada. Será que o senhor não gosta que as verdades sejam contadas sobre as suas falcatruas ou acha que é o rei do país e que pode mandar em tudo como se tivesse numa brincadeira de crianças?

Segundo o sensacionalismo do Correio da Manhã, o banqueiro quer que a Entidade Reguladora da Comunicação Social retire a licença à estação de Queluz por considerar que o canal foi longe demais com as notícias e as gravações sobre o caso do banco pelo qual dava a cara. Ao que parece, além de querer ver o canal sem emissão, Ricciardi também ataca Marcelo Rebelo de Sousa que acusa de parecer ser o «dono disto tudo», sendo que «tudo é permitido» ao professor que comentou no seu espaço semanal o caso BES, o que não caiu bem a Ricciardi, claro está. 

Faz-me uma certa confusão como este senhor que colocou muito portugueses sem as poupanças de uma vida aparecer a afirmar tais factos como se tudo se resolvesse assim, com o silêncio dos meios de comunicação social que informam os cidadãos sobre os podres que estão por detrás de tantos erros no nosso país. O senhor Ricciardi não deveria estar calado no seu canto e sem dar nas vistas? 

Quer dizer, os antigos altos cargos do antigo banco meteram as mãos nos bolsos de muitos, deixando os atacados irritados e agora que as verdades surgem e são reveladas fazem birra e tentam comprar tudo com o dinheiro que apareceu sabe-se lá de onde. 

Um ano de Corrupção

Ao longo das últimas semanas de 2014 a Porto Editora teve em votação um conjunto das palavras mais procuradas e utilizadas por todos nós ao longo do ano. Agora sabe-se que o passado ano nacional foi marcado por Corrupção, a palavra eleita com 25% dos votos.

Em segundo ficou com 22% das escolhas dos portugueses a palavra Xurdir, seguindo-se Selfie na terceira posição do pódio. Este é o trio do concurso Palavra do Ano da editora que ano após ano lança o desafio a todos através do seu portal. 

Para trás na votação ficaram as palavras Banco, Basqueiro, Cibervadiagem, Ébola, Gamificação, Jihadismo e Legionela que não conseguiram conquistar as preferências totais. Em 2012 a vitória ficou do lado de Entroikado e em 2013 foi Austeridade a eleita. Agora a Corrupção que tanto marcou 2014 saiu vitoriosa, dando ao mesmo tempo o mote para o início de 2015 que continua com casos bem marcantes nas notícias do país!

Palavra do Ano

Palavra do Ano 1O ano está a terminar e estamos na altura de também seleccionar a palavra do ano. Dez vocábulos de diferentes origens já estão a votos em http://www.infopedia.pt/palavra-do-ano/ e agora a escolha cabe a todos nós.

Política, saúdes, sociedade, comunicação e religião, as dez candidatas a Palavra do Ano estão escolhidas e o site da Infopédia.pt tem a votação aberta até 31 de Dezembro.

Eis as dez magníficas...


banco – Toda a polémica em torno da situação de uma conhecida instituição bancária colocou este vocábulo no centro do nosso quotidiano, levando ao aparecimento de expressões como "banco bom" e "banco mau".

basqueiro – Um vocábulo que surpreendeu a opinião pública quando foi utilizado pelo atual ministro da Economia num debate parlamentar.

cibervadiagem – A utilização de plataformas digitais, como as redes sociais, com fins lúdicos durante o exercício de funções profissionais é cada vez mais frequente e é um fenómeno que começa a ser objeto de análise jurídica.

corrupção – Ao longo do ano, foram sendo conhecidos vários casos de suspeita de corrupção em vários setores da sociedade, envolvendo inclusive entidades e personalidades públicas.

ébola – O surto de ébola, que atinge maioritariamente África ocidental, tornou-se uma das preocupações das entidades públicas e das populações durante todo o ano.

legionela – Recentemente, registou-se no nosso país um inesperado surto de legionela, e o impacto que teve fez com que o uso deste vocábulo se tornasse generalizado.

gamificação – Cada vez mais e em inúmeros contextos – educação, saúde, política, etc. – se faz uso de técnicas características de videojogos para resolver problemas práticos ou consciencializar ou motivar um público específico para um determinado assunto. Uma estratégia que tem o nome de gamificação.

jihadismo – O afirmar do jihadismo no Iraque e na Síria, através da utilização dos media e das novas plataformas como formas de propaganda à escala global, colocou este movimento no topo da agenda mediática.

selfie – Mais do que uma moda, mais do que uma tendência, as selfies fazem parte do nosso dia a dia, com presença constante nas redes sociais.

xurdir – Talvez pelas circunstâncias socioeconómicas que o país atravessa, ou pela riqueza da língua portuguesa, verificou-se este ano um aumento significativo da utilização desta palavra que significa “lutar pela vida; mourejar”.


A lista escolhida deriva de uma análise sobre a realidade da língua portuguesa realizada pela Porto Editora ao longo dos últimos meses. O uso e relevância de cada vocábulo nos meios de comunicação e redes sociais teve aqui a sua cota parte, tal como a pesquisa nos dicionários online da conhecida editora.

Nesta iniciativa o objetivo é enaltecer o património da língua portuguesa, valorizando a importância das palavras e os seus sentidos no nosso dia-a-dia.

Não esquecer que as últimas Palavras do Ano foram «esmiuçar» (2009), «vuvuzela» (2010), «austeridade» (2011), «entroikado» (2012) e «bombeiro» (2013). Qual será a escolha em 2014? A decisão é de todos nós!