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O Informador

É necessário «conter os contactos»

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António Costa apresentou ao país as novas medidas para combater o crescimento de novos contágios por Covid19 em toda a Europa e quando Portugal começa a entrar em valores de contágio acima do esperado. Estas novas regras irão entrar em vigor no próximo dia 01 de Dezembro, dia em que entramos de novo em Situação de Calamidade, mas para já os números começam a passar os 3 mil casos diariamente.  

Para já existe a recomendação para sempre que seja possível o regresso ao teletrabalho aconteça, sendo também pedida uma testagem mais massiva pelos próximos tempos numa ideia de precaução. Em discotecas, bares, visitas a lares e grandes eventos sem lugares marcados será necessário o teste negativo obrigatório. Já o certificado digital passa a ser obrigatório em restaurantes, estabelicimentos turisticos e alojamento local, ginásios e eventos com lugares marcados. Além destas recomendações também a utilização da máscara volta a ser obrigatória em todos os espaços fechados, deixando de ser uma opção em certos locais. Nas fronteiras o teste negativo é obrigatório para todos os voos que cheguem ao país, estando as companhias aéreas obrigadas a pedir o teste. 

Para mais tarde, de 02 a 09 de Janeiro, já se ficou a saber que o teletrabalho será uma obrigatoriedade, visto ser a semana após os festejos de Natal e Ano Novo, existindo só nessa altura a apelidada por "contenção de contactos". Também o recomeço das aulas será adiado para dia 10 de Janeiro e as discotecas serão encerradas temporariamente por estes dias de início de ano. Se estas medidas para Janeiro são suficiente para conter o vírus? Claramente que esta é daqueles erradas medidas que surgem já depois do mal estar feito. 

Chegou a CNN Portugal

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As 21h00 do dia 22 de Novembro de 2021 assinalaram o arranque da CNN Portugal, o canal informativo que veio substituir na posição 7 a TVI24, e cujo objetivo é ajudar a formar um novo caminho na forma como se transmite a notícia no nosso país. Com marca reconhecida a nível internacional, a CNN aposta agora através do Grupo Media Capital no nosso país e o arranque, mesmo que não o tenha visto em direto por motivos profissionais, foi auspicioso e com direito a exclusivo com o homem mais procurado no momento, João Rendeiro, o ex Presidente do BCP. 

De rostos já conhecidos do público, cuja maioria transita diretamente da extinta TVI24 para a CNN Portugal, e com Judite Sousa e Júlio Magalhães de regresso aos ecrãs no principal noticiário do canal, este novo projeto promete o rigor conhecido internacionalmente, a qualidade e a forma de fazer diferente na forma como o projeto chega junto do telespectador que não se fica atualmente somente pelo pequeno ecrã. 

Primeiramente tudo arrancou com pompa e promessas, no entanto só o tempo pode demonstrar que esta CNN vem mesmo com a diferença com que foi anunciada sem ser somente a continuação do projeto que vinha a ser feito no mesmo espaço numa edição 2.0. Espero ver a partir de agora o debate dos temas do dia, não se ficando muitas vezes a situação do país e do mundo pela notícia, sendo necessário demonstrar mais sobre o bom e o mal de cada decisão, de cada circunstância e de muitos movimentos. É necessário mais que noticiar, sendo importante ouvir as vozes opinativas e especialistas e é um pouco por esse prisma que espero ver uma CNN mais interativa e a percorrer o caminho certo.

Está Cara a Gasolina

by Vasco Palmeirim

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Um dos temas do momento é o aumento do valor e dos impostos sobre os combustíveis, ainda para mais com a novidade de que a partir do dia 01 de Novembro também contaremos com o sistema IVAucher nos combustíveis. Para lembrar que o preço de gasóleo e gasolina não para de aumentar, eis que Vasco Palmeirim voltou a dar o ar da sua graça enquanto autor e cantor de letras com os temas do momento e surgiu assim o Está Cara a Gasolina na antena da Rádio Comercial. Deixo-te assim o videoclip deste novo tema do Vasco para te ajudar a relembrar como está cara a gasolina e seus companheiros. 

Covid19 e Sporting nos Destaques

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Falei dos três Fs num só texto e eis que acabei por ver essa mesma publicação na página principal do Sapo. Sem seguir a linha exata com que os portugueses estão habituados a ouvir falar dos três Fs, que geralmente se referem a Fado, Fátima e Futebol, o meu destaque foi mais pelo campo do Futebol, Festividade e Fatalidade, e acabei por perceber que os responsáveis da redação pela seleção dos textos dos blogs que passam a ganhar destaque no Sapo principal gostaram da minha partilha e decidiram dar-lhe alguma ajuda para que chegasse mais facilmente a outros leitores através do espaço Opinião & Blogs.

Obrigado a quem detetou o meu texto e o fez ganhar um maior destaque dentro da comunidade e a todos os que acabaram por passar pelo blog e que não conheciam este espaço, esperando que possam regressar em breve, estando este acumulado de textos e partilhas sempre disponíveis para vos receber. 

 

Covid19 a verde e branco

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A 20 de Maio de 2021, seis dias após os festejos dos sportinguistas para com a vitória na Primeira Liga do clube, eis que os números de novos contágios de Covid19 na região de Lisboa e Vale do Tejo começam a subir de forma inesperada e estranha, nas idades entre os 18 e os 40. Quem andou a festejar em multidão, sem distanciamento e sem máscaras? A DGS já se encontra a cruzar dados, mas a comunicação social e a sociedade do bom senso e das suposições já lançam os prognósticos que até foram antecipados logo no passado dia 16. Convêm adiantar que por vezes não existem coincidências!

Obrigado aos adeptos do Sporting que não se conseguiram controlar e que decidiram, em tempos de início de desconfinamento, libertar a sua excitação nos arredores do estádio de Alvalade e pelas Avenidas da capital. Os números sobem na faixa etária dos mais festeiros, somam-se maiores aumentos em Lisboa e seus arredores e se os dados forem bem vistos percebemos que a maioria dos indivíduos que estão positivos para com o vírus são mesmo do Sporting e que no dia da festa andaram em euforia disparatada.

Sporting gera festa de confrontos

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O maior ajuntamento dos últimos tempos em Portugal começou a surgir junto ao Estádio de Alvalade ao longo da tarde devido à possibilidade do Sporting ser vencedor da Primeira Liga. As autoridades sabiam que isto ia certamente acontecer e deixou que os adeptos se fossem juntando e eis que só com o jogo já a decorrer e com milhares de pessoas aglomeradas em redor do Estádio as forças policiais começam a agir e claro que a partir desse momento a festa que todos os sportinguistas tentavam fazer, no exterior e contra todas as recomendações, acabou numa batalha campal.

A polícia de intervenção viu-se forçada pela grande multidão a agir e tarde foi quando o fez. Quando comecei a ver as imagens partilhadas pelos canais informativos e nas redes sociais logo percebi que existe muita falta de noção e bom senso de adeptos que ao não conseguirem agir em conformidade com a realidade mundial optaram por colocar a febre que sentem por um clube de futebol à frente da sua própria saúde e da dos outros. Neste momento, em que o país está a sair de um segundo pesado confinamento, o que estas pessoas têm em mente para colocarem o fanatismo na frente do bem de todos? É que não consigo encaixar a falta de exatidão destas milhares de pessoas que em poucas horas consegue mostrar um lado tão mau da nossa sociedade.

As imagens são bem reveladoras... Uma multidão sem distanciamento, a maioria sem máscaras individuais de proteção porque mesmo com as regras a ditarem a proibição do consumo de álcool em locais públicos isso aconteceu desde o início da tarde. Não existiram regras a serem cumpridas, as forças policiais estiveram mal por deixarem desde logo que existisse este ajuntamento e quando começaram a agir já foram bastante tarde, com o mal já feito e tudo acabou como disse já, numa espécie de batalha campal em Alvalade enquanto o jogo decorria à porta fechada e a ser transmitido em ecrãs gigantes. Quem autorizou estes ecrãs exteriores no estádio para se poder fazer a festa? Petardos a ser lançados, garrafas de vidros atiradas, protestos a decorrerem e as forças policiais a agiram com balas de borracha e alguma pancada aos mais indisciplinados que resultou desde logo em alguns feridos que se queixaram no local. 

«Isso não é verdade!»

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Após a entrevista que José Sócrates deu a José Alberto Carvalho em pleno horário nobre na TVI, só tenho a dizer que se for acusado de alguma coisa que possa ter feito de mal pelos próximos tempos a minha resposta só poderá ser uma... «Isso não é verdade!», não sem antes tentar dar uma explicação estapafúrdia com um «Se me permite!».

Não ouses assim questionar-me seja com o que for porque pelas semanas vindouras a resposta estará sempre na ponta da língua, não te deixando sequer iniciar a possível questão difamatória que terás para me fazer sobre o desaparecimento daquela última bolacha do pacote ou do bombom que restava na caixa.

Foste tu? «Isso não é verdade!»

WOKE | Titania Mcgrath

Guerra e Paz

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Título: Woke - Um Guia Para a Justiça Social

Título Original: Woke - A Guide to Social Justice

Autor: Titania Mcgrath

Editora: Guerra e Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2021

Páginas: 136

ISBN: 978-989-702-604-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse:  Considerado um dos melhores livros do ano em Inglaterra, WOKE é o retrato do delírio que invadiu uma legião de activistas, que julga querer bater-se pela justiça social. Ricky Gervais afirmou tratar-se de uma «sátira maravilhosa».

Quem é Titania McGrath, a sua autora? É uma «activista interseccional», seja lá o que isso for. Ela jura-nos que a justiça social se conquista juntando uma bandeira arco-íris no perfil do Facebook, ou intimidando quem diga desconhecer o significado de «não binário», ou chamando nazi a quem pense votar num partido conservador. Em suma: os que defendem a liberdade de expressão são criptofascistas.

Mas será que Titania existe? Titania é a genial invenção do comediante Andrew Doyle, o verdadeiro autor de um livro que satiriza a loucura activista destes tempos.

A loucura do fundamentalismo está presente em várias colorações da direita, como se viu com Trump, mas também tingiu fortemente uma certa visão da esquerda progressista que distorce o que é o progresso.

A melhor forma de desconstruir o perigo do radicalismo é a sátira. Em WOKE assistimos à irrisão por absurdo das loucuras identitárias, do radicalismo feminista, e das extravagâncias de género, da deposição de estátuas e do cancelamento da cultura. É um livro político? É, garantimos, o livro cómico mais sério do ano.

 

Opinião: WOKE, o livro que é definido como sendo Um Guia Para a Justiça Social, veio ajudar a provar que não sou um bom leitor de textos que funcionam como sátira social. Do início ao fim da leitura deste livro de Titania Mcgrath, ou melhor, de Andrew Doyle, que decidiu que se surgisse no Twitter como uma mulher ativista na procura pela justiça social teria melhor impacto para com o seu público, não consegui encontrar um ponto positivo para estar a desperdiçar o meu tempo com este conjunto de argumentos que em nada veio acrescentar. Aceito que o problema seja meu por não conseguir achar a mínima piada à forma como os variados temas foram tratados pelo seu autor, perdão autora, mas realmente a comédia literária parece não ser o meu ponto forte.

Portugal abandonado

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Neste social básico dos nossos dias custa perceber que não existe vida pelas ruas e avenidas deste país junto ao mar plantado. Espaços desertos, calçadas vazias, bancos isolados e jardins abandonados. O dia-a-dia rotineiro e movimentado de todos nós deixou de existir e os locais estão desprezados e a mostrarem falta de circulação. Que tristes pensamentos que surgem quando passo devagar junto a certos espaços e percebo o silêncio feito de ausências e perdas diárias que se vão assumindo num tempo que não sabemos quando e como termina. Neste momento vivemos num Portugal abandonado e a viver da solidão num ciclo depressivo. 

Chega de dejetos

cocó emoji

 

No dia em que Portugal foi a votos para eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos, renovando Marcelo Rebelo de Sousa o seu mandato, eis que passei grande parte do dia a ler, em casa, respeitando o confinamento e só tendo saído logo pela manhã para exercer o meu poder e dever de voto. E foi a meio da tarde, na leitura do livro Não Te Esqueças de Mim, da autoria de Mhairi Mcfarlane, lançado entre nós pela editora Topseller, que encontrei a frase que passo a citar.

É tão bem-vindo como encontrar cocó de gato em nossa casa, quando não temos um gato.

Mhairi Mcfarlane, em Não Te Esqueças de Mim