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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Greve dos motoristas vs. Ganhos extras

12
Ago19

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A greve dos motoristas de matérias perigosas, e não só, começa hoje e é por isso que tenho somente um ponto a destacar contra os senhores que tanto protestam pelos seus direitos e por melhores ordenados. Vamos lá ser sinceros, uma coisa é o que se queixam de ganhar ao final do mês de forma leal, com direito a descontos e afins como todos os trabalhadores dos mais diversos setores. Outra diferente e que ninguém comenta vai de encontro aos rendimentos que são obtidos por fora, como um saco azul, amarelo ou da cor que lhe quiserem dar, por muitos destes mesmos motoristas. Isto existe e somente quem não quer ver acredita no mundo mágico de que tudo no setor dos transportes é feito de forma legal, seja nos pagamentos, horas de trabalho, contratos e afins. 

Será que nos querem mesmo fazer crer que os ordenados, subsídios e horas que são apontados na folha de ordenado a cada mês mostra os verdadeiros pagamentos recebidos? Claro que não e todos sabemos que os extras que vão em direção a cada carteira existem nas mais diversas empresas do sector, tal como em outros. Percebo esta greve com tanto desabafo e boas intenções no futuro, mas tudo não passa de uma preparação para as reformas da maioria das pessoas que andam dia após dia a conduzir transportes pesados de mercadorias. Sim é um esforço, sim é uma responsabilidade, mas também é sim o facto de ganharem bem só que nem tudo entrar nos descontos que são revelados aos serviços financeiros do país. Agora que os anos para a paragem aproximam-se, muitos começam a perceber que aqueles extras que lhes foram atribuídos durante anos não irão contar em nada no que irão receber enquanto reformados.

Televisão | A liderança que se foi...

17
Jun19

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Chegamos praticamente a meio do ano de 2019 e as questões sobre como tenho visto o atual panorama de mudanças televisivas já me foram feitas várias vezes. Hoje apetece-me entrar numa viagem para mostrar o que entendo perante a liderança que se esfomou da TVI por terem ficado à sombra da bananeira no primeiro lugar do pódio por não sentirem uma forte concorrência que lhes fizesse frente. Agora o canal líder durante anos deixou a torre ruir em menos de nada e não venham com as desculpas que esta derrota só aconteceu devido ao salto de Cristina Ferreira da quatro para a três. 

Sim, a outrora companheira de Manuel Luís Goucha bateu com a porta do canal que a ajudou a alcançar o estrelado. Hoje entendo a sua saída. Na SIC dirigida por Daniel Oliveira, Cristina percebeu que tinha capacidade e espaço para fazer televisão como queria e a pensar no que o público quer ver e não estar ligada a formatos que ganham simplesmente porque do outro lado não existe capacidade de fazer melhor. As coisas mudaram, a direção do canal da Impresa foi alterada e a capacidade de reerguerem um projeto que andou anos perdido foi evidente desde os primeiros meses de poder. Alterações simples na grelha, contratações, arrumar de casa e Janeiro entretanto chegou. Cristina estreou e venceu, sem deixar o primeiro lugar das manhãs. Consigo ajudou Júlia Pinheiro a mostrar os conteúdos do seu programa das tardes. Com isto e porque o formato reality show escolhido aliou campo, amor e conflito, o sucesso surgiu. Não, a SIC não alcançou em 2019 a liderança somente por causa da apresentadora da Malveira. Ajudou muito sim, isso é um facto, mas o bolo foi todo muito bem embrulhado e as novas apostas estrearam a seu tempo e bem, com um bom estudo de mercado e a capacidade de prender o público ao longo da semana para as estreias que iam acontecer. Hoje a SIC reina de manhã, de tarde e praticamente anda na luta pelo horário nobre que é cada vez mais seu.

Do outro lado a TVI caiu em Janeiro, baralhou em Fevereiro, piorou em Março e quando chegou a Abril o caos estava instalado. Programas a estrear e a serem retirados da grelha sem aviso, horários todos trocados de dia para dia. Apresentadores que surgem e desaparecem dos seus formatos. Atores na apresentação, especiais pimba a torto e a direito. Estagiários a promoverem estreias tão bem que o público nem dá pelas mesmas. O que aconteceu a uma TVI que parecia tão bem e que só sobrevivia no topo por falta de motivação dos vizinhos do lado? Assim que a concorrência respirou alto a direção do canal de Queluz eclipsou, tentou e criou tanto degredo em poucas semanas que só acabaram por conseguir piorar o que logo ficou mal quando se viram a perder. Não estar preparado para sair derrotado é lixado, mas quando se vive na sombra e não se tenta fazer sempre mais, melhor e diferente o risco é um facto. Agora têm de correr atrás dos seus próprios erros e o trajeto não será assim tão fácil.

Neste momento o caminho é somente preparar o novo ano televisivo com pinças bem cuidadas, começando as alterações aos poucos como o que foi feito por Daniel Oliveira e companhia quando pegaram no início do Verão de 2018 numa SIC atrofiada pela direção anterior do canal. Será que em Queluz têm assim tanto medo neste momento de cortar todos os males pela raiz para começar de novo e não cairem ainda mais? É que a RTP anda a trincar os calcanhares em alguns dias e se continuarem assim levam mesmo com a terceira posição do seu lado. 

Porto recebe Madonna

18
Ago18

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Portugal recebe Madonna de forma permanente há mais de um ano, no entanto a artista que tem vivido em Lisboa tem feito a sua vida mais pela zona da capital, visitando cidades como Sintra e Cascais, por exemplo. O Norte, ao não ter Madonna no seu território com tanta regularidade, tem agora uma exposição dedicada à rainha da pop na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 

Esta exposição encontra-se incluída no congresso anual sobre música punk/rock, KISMIF, contendo além de imagens sobre o percurso da cantora, também peças que a acompanharam ao longo do tempo, tal como o livro Sex, revistas onde foi capa, peças jornalísticas de destaque e vídeos sobre diversas atuações. 

À facada no Correio da Manhã

23
Mar18

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A imprensa por vezes lança notícias tão boas como os títulos que lhes dá, o que não acontece assim tanta vez é colocar na mesma linha de visão uma manchete sobre um ataque à facada a um jogador de futebol e bem perto promover que com o jornal do dia oferecem uma faca. 

Isto aconteceu e «nós por cá» conseguimos não ter o melhor, mas sim o mais lido e o mais sensacionalista jornal que tanto gosta de dar notícias sobre crimes como os acaba por promover, dando até a ideia de que ao oferecerem uma faca, uma mente mais assassina pode usa-la para esfaquear quem encontrar pela frente. 

Uma coincidência que de certo foi detetada por alguém dentro do diário imprenso mas que passou, não fosse o jornal gostar de focar os crimes nacionais e internacionais que vão acontecendo a todo o momento. 

Criminosos e assassinos deste país deixo-vos um conselho... Se querem ter ideias para os vossos atos coloquem os olhos neste jornal porque os incentivos existem e embora tentem passar que são meros erros de colocação dos vários espaços sem se terem dado conta, cá para mim, isto não passa mesmo de uma estratégia para serem falados, como o estou a fazer. 

Ministério Público arquiva Centeno

02
Fev18

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O Ministério Público andou a rondar Mário Centeno pelos últimos dias devido aos bilhetes oferecidos para ir ver um jogo do Benfica em troca da isenção de IMI do filho de Luís Filipe Vieira, presidente do clube da Luz, só que os dias passaram e agora arquivam o processo. 

O que me chateia neste caso é o facto de não terem dado explicações a todos nós sobre esta investigação. Se andaram a rondar e com suspeitas é porque existiam indícios e agora, do pé para a mão terminam tudo, como se o assunto nem tivesse existido e sido comentado em praça pública. 

Com Luís Filipe Vieira na Operação Lex, o Ministério Público deixa assim passar um caso que podia vir a queimar em Portugal e na Europa o Ministro sorridente e com ar de que tudo faz pela calada. Mais um caso político de possível corrupção onde se fala e nada é verdadeiramente investigado.

Afinal de contas o que aconteceu ao IMI do filho de Vieira para ter ficado esquecido logo na semana em que os bilhetes foram atribuídos? Existiu tramoia para ser tudo abafado ou afinal não passou tudo de um mal entendido e nem existia perdão ao dito valor do IMI?

Nada contra a oferta por parte do Benfica de bilhetes a quem quer que seja, o que me deixa com a pulga atrás da orelha é mesmo a conta que havia, supostamente, para pagar às Finanças e que talvez tenha desaparecido, caso tenha existido. Alguém um dia me conseguirá explicar o que aconteceu então no meio de toda esta situação que estava a começar e quando demos conta já foi?

Costa leva novo chá de Marcelo

16
Dez17

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Portugal é um país bem ligado às memórias, embora por vezes o nosso Primeiro-Ministro se esqueça que todos sabemos o que se passou ontem, a semana passada e ao longo do ano. 

Há uns dias António Costa proferiu uma frase que lhe ficou tão bem como outras reações que foi tendo ao longo do ano. O nosso governante afirmou junto da comunicação social que «Este foi um ano particularmente saboroso para Portugal». Foi? Sabores e coisas boas aconteceram ao longo de 2017 e as polémicas e o flagelo dos incêndios ficam onde no meio de tanta coisa agradável que Costa tem visto?

Ouvi tal profanação e pensei que o senhor voltou a deixar escapar nova ideia absurda perante o país! Eis que umas horas depois Marcelo Rebelo de Sousa, senhor Presidente da República que não deixa nada escapar, reagiu e já deu novo chá, de modo suave, ao querido governante que necessita de uns bons comprimidos para a memória. Marcelo apelou para que «haja memória daquilo que aconteceu», frisando que «não haja ideia de que o ano foi todo muito bom, com um pequeno problema que foram as tragédias. Não é verdade. Houve neste ano o melhor e o pior».

Parece-me que António Costa volta não volta tenta limpar os temas desagradáveis que têm marcado o seu tempo de governação com um bom tira nódoas mas em vão. Neste momento ninguém anda tapado e o Presidente Marcelo está tão atento que atira logo o seu alfinete para mostrar que não se podem tapar os maus momentos com os positivismos que muito querem mostrar mas que pouco nos convencem.