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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

11
Ago18

Amadorismo

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Os anos de vida que me permitem ser um espetador de vários espetáculos levam-me a ser algo critico com o que vou assistido e quando entro numa sala onde me vai ser apresentado um projeto e logo de início percebo que os horários não são cumpridos, tudo fica apresentado porque está mais que claro que o rigor com o cumprimento do que foi anunciado não é para levar a sério, mas o pior vem sempre depois.

O espetáculo finalmente começa e logo se percebe que em palco vão desfilar grupos amadores de música que não fizeram um e só um ensaio no palco onde estão a atuar para o público. Luzes não estão preparadas, o som nem sempre é o melhor, microfones ligados e desligados, com melhor ou pior qualidade. Os mestres de palco a fazerem sinais para a equipa sobre o estado do que se está a ouvir, as indefinições de posições perante o público, a desorganização sobre quem entra e quem sai.

O que ainda mais destaquei e que podia quebrar um pouco os tempos mortos do evento foi a apresentação entre os vários grupos. Colocarem duas crianças a lerem rápidos apontamentos enquanto o palco era alterado para quem vinha de seguida. Claro que não resultava porque o que era lido num rápido minuto não compensava o tempo de movimentações, necessitando estes espetáculos de alguém que saiba entreter para que a assistência não se concentre nas falhas e tentativas de organizações de última hora que estão a acontecer no momento em que tudo já devia estar estabelecido e composto.

25
Jun18

Distância bloqueadora

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Gosto do Alentejo, não escondo que talvez me adaptasse a uma vida mais calma e longe da correria do dia-a-dia pela região, zona de Évora talvez, no entanto existem pontos que acabam por mostrar que as distâncias e desigualdades acabam por pesar e justificar o afastamento ao longo dos anos da população mais jovem das zonas rurais.

Vamos imaginar uma semana de calor no Alentejo, numa aldeia que conta com uns vinte minutos de distância da grande cidade vizinha. As pequenas vilas existem e os consequentes supermercados também estão fixados nessas vilas que vejo mais como aldeias. Os ditos pequenos supermercados para a população local parecem servir, no entanto para quem vai de fora passar uns dias não chegam. Vamos criar dois episódios que aconteceram comigo e que no quotidiano mais urbano ou mesmo na aldeia na região de Lisboa se conseguem resolver nuns rápidos minutos.

Primeiro incidente... O gás, de bilha, faltou a meio da confeção do jantar. Teríamos de imediato de resolver o problema para finalizar o que já estava a ser feito. Peguei na bilha e tentei ir a um café da aldeia que vende da mesma marca. Cheguei e logo fui informado que não tinham uma única unidade cheia para poder comprar, deixando a vazia em troca. O local mais próximo seria a uns dez minutos de distância mas como era supermercado já tinha encerrado porque no Alentejo profundo os supermercados mais conhecidos fecham praticamente no horário do comércio tradicional. Ou seja, nesse mesmo dia o gás não existia em lado algum. Tivemos de repensar nos pratos e tentar a sorte no dia seguinte, fazer os ditos quilómetros, entrar num estabelecimento onde os empregados estavam na hora do pequeno-almoço e pedir, tendo ainda de esperar, que me vendessem gás. Em casa tinha trocado o gás num ápice porque até as bombas de combustível o vendem, mas pelo Alentejo até colocar gasóleo tem de ser bem pensado porque os horários são somente diurnos, sem possibilidade de pagamento automático, e as bombas encontram-se a boas distâncias umas das outras.

30
Mar18

Um género de folar

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Não provando não sabemos se é bom, já lá dizem os mais velhos e a mensagem vai passando de geração em geração e esta é a pura das verdades! Já provei folares tradicionais da zona Norte do país e confesso que não me cativaram assim tanto, mas acabei por comprar um género de folar alentejano, que no momento da compra ouvi o nome mas que não me ficou na memória, tendo pesquisado e não consegui encontrar a identidade deste produto, mas o que é certo é que com ou sem o nome real, o sabor é fantástico.

Uma massa doce, que comi em modo sandes onde coloquei queijo e salpicão, e que me deliciou! Este género de folar é verdadeiramente uma delícia, daquelas delícias inesperadas que chegam a uma montra de pastelaria e que te piscam o olho. Comprado, levado para casa e servido para transmitir a sua verdadeira essência, mostrando que os lugares e mesmo as mãos pasteleiras que produzem quase o mesmo produto conseguem provar a diferença em termos de qualidade para que se fique com uma boa memória para se voltar a repetir mais tarde. 

13
Fev18

Curtas e Diretas | 121 | Regresso

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Acabei de regressar a casa, após quase quatro dias pelo Alentejo. Amanhã a rotina está de volta para três dias de trabalho. No meio desta mini pausa recebi nova chamada telefónica para entrevista e logo fiz as questões necessárias. Para mudar e ficar pior, prefiro continuar mais umas semanas onde estou. 

23
Out17

Capela das Conchas, em Alcáçovas

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Situada no centro de Alcáçovas, vila alentejana, encontramos a Capela das Conchas, fundada em 1622 por D. Henrique Henriques.

Com uma decoração fora do comum, para mais num local distante do mar, esta capela tem as suas paredes e tetos recheados de conchas. Segundo a história, estes elementos foram recolhidos ao longo dos caminhos que os portugueses navegaram e colocados assim, por pessoas dedicadas e verdadeiros artistas, neste espaço que ainda hoje contém vestígios da beleza implantada. Fazendo jus pela tradição marítima nacional, esta capela e seus jardins adjacentes estão adornados com verdadeiras obras de arte com desenhos pormenorizados sobre o tema religioso, como é o caso das pombas que se encontram nos cantos do teto e os anjos junto de uma das entradas exteriores. No jardim também os canteiros e fontes estão embelezados com coloridos trabalhos de conchas de diferentes cores e tamanhos.

15
Out17

Vinho alentejano

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Visita pelo Alentejo que também pode servir um pouco para vos relembrar sobre os bons produtos que a região tem e que todos podem adquirir. Apeteceu-me fazer por aqui uma rápida lista sobre vinhos alentejanos, disponíveis nos locais habituais, e cujos preços variam bem, a favor da qualidade, grau e do nome da casa onde são produzidos.

Geralmente é nos vinhos brancos do Alentejo e do Dão pelos quais me deixo mais facilmente levar, mas como esta semana de Outubro está a ser passada pela região alentejana, deixo-vos com uma pequena amostra, sobre a qual até podem comprar de forma online, de vinhos que são feitos pela zona. Dos suaves frutados aos secos, existem variações para todos os gostos e há que provar para perceber em qual reside o paladar que melhor agrada a cada um. A mim são os frutados suaves que me deixam satisfeito, mas não descarto provar um vinho mais pesado e seco.

guerra-dos-tronos-mrec

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