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O Informador

16
Out20

Literatura recheada de Covid19

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Por estes dias, ao ler uma romance de autor nacional e com características bem rurais do nosso país, dei por mim a perceber que enquanto lia estava a visualizar cada cena, mas a colocar as personagens de máscara de proteção para com o querido Covid19 no rosto quando não estavam entre familiares em casa, existindo mesmo momentos em que por esquecimento achei estranho, de forma inconsciente, personagens estarem num bar após um jantar bem animado de grupo, com o espaço cheio e sem quaisquer problemas. 

Detetei naquele momento, e já não foi um acontecimento isolado ao longo desta leitura e de outras, que o meu inconsciente começa a estranhar ler e seguir histórias de ficção onde a nossa atual realidade não é descrita. Isto é mau psicologicamente, eu sei, mas estas ideias surgem enquanto estou calmamente no meu canto a ler e a tentar desfrutar dos momentos que tenho para me dedicar aos livros, não me conseguindo assim abstrair deste caos que nos veio atormentar. Será de mim ou alguém já deu por si a criar o cenário das histórias que está a ler em ambiente de pandemia e a perceber que cada cena não é possível por existir demasiada proximidade entre desconhecidos e colegas de trabalho e sem qualquer tipo de proteção para com o Covid19?

29
Mar18

Basta!

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Portugal, pleno século XXI, uma sociedade supostamente desenvolvida mas com grandes falhas no que toca à igualdade de género e onde infelizmente a violência doméstica ainda persiste com as mulheres a serem vítimas de um crime não conjugal mas sim público. 

O Mundo continua a conviver com atos desumanos de agressões e maus tratos entre seres que não respeitam os que estão do seu lado, tal como não se respeitam a si próprios ao rebaixarem de forma física e psicológica parceiros que se deixam muitas vezes levar em conversas de mudanças e exceções para continuarem a conviver com o medo diário, numa luta desigual de forças de carácter. É necessária existir uma voz coletiva que todos ajude, porque nem só as mulheres são as vítimas, para que se consiga agir, não se ficando calado porque a denúncia é um bem necessário para que os maus feitores sejam levados perante a justiça sobre os seus comportamentos. O respeito perante o próximo é um bem necessário que cada um deve exigir socialmente porque nunca e em momento algum alguém se pode achar acima de qualquer outro. Infelizmente e em pleno momento de liberdade onde a palavra ganha força, os atos destes malfeitores continuam a ser silenciados pelo medo e confronto por quem se deixa ficar com o seu sofrimento num silêncio individual partilhado por muitos que não conseguem gritar «Basta!» num momento de pedido de auxílio para se sair de uma situação onde são praticados crimes abusivos de não respeito pelo ser humano. 

A agressão dentro do seio familiar, onde além de cônjuges também filhos, progenitores, irmãos e avós, são muitas vezes violentados das mais diversas formas e onde o silêncio continua a persistir, dando força ao agressor que segue o seu modus operandi como se nada interferisse entre o bom senso e a razão dos seus atos. Chega de violência e chega essencialmente de ver tudo a ficar silenciado a favor da continuação de formas de agressão praticadas por seres inglórios que pelos quatro cantos do planeta continuam a praticar e muitas vezes a incentivarem estes atos como um bem fundamental para a covivência perfeita e essencial. 

A violência doméstica tem ainda alguns problemas relacionados além do medo perante o agressor. Muitas vezes a vítima consegue ainda sentir a falta de apoio e a crítica gratuita da sociedade que a rodeia, sociedade essa que defende a denúncia, mas que ao mesmo tempo aconselha a aguentar um crime para que não se destrua uma família. Pensar em si, no seu bem-estar e mesmo nos que estão próximos não é aguentar a violência emocional e física, é sim sair, fugir e recomeçar de novo, longe de uma vida de dor e medo. 

26
Jan18

Animais em Risco

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Num parque na freguesia da Ajuda, em Lisboa, foram encontrados vários pedaços de pão com pregos numa tentativa de matarem os animais que passeiam com ou sem dono pelo local. Foi através de algumas publicações nas redes sociais que o alerta foi dado e é necessário passar a palavra para que neste e em outros locais públicos todos os cuidadores de animais tenham atenção ao que os mesmos possam colocar na boca enquanto passeiam. 

Esta armadilha consiste, como se pode ver, em colocar pregos em pão cortado, mostrando um claro ato de maldade. Os animais ao tentarem comer os pedaços de comida encontrados no chão ingerem também os pregos que lhes farão ferimentos internos. Além desta situação é cada vez mais recorrente ver partilhas sobre vidros espalhados pela relva dos jardins, salsichas com lâminas e vários outros métodos para magoarem os animais e mesmo até matar. 

Pelos comentários partilhados, esta situação em específico já foi comunicada às autoridades, estando também a autarquia consciente sobre a situação que segundo alguns moradores das ruas do bairro lisboeta não é um caso isolado pela zona.

Quem consegue ser tão ruim para ter capacidade de provocar ferimentos de livre vontade a animais que com os seus donos ou abandonados possam passear pelos jardins da capital? Essas pessoas deviam pensar que até uma criança mais pequena pode sair magoada num mero descuido dos adultos cuidadores mas que num segundo olham para o lado e deixam assim de vigiar um pequeno humano que num instante pega no pedaço de pão amaldiçoado.

12
Dez17

Novos espaços no blog!

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Nos últimos tempos tenho andado a pensar em novos espaços aqui para o blog, de periocidade semanal ou mensal, e algumas ideias já surgiram, tendo agora de as definir e embrulhar para que tenham futuro e não se tornem cansativas tanto para mim enquanto autor como para os leitores que vão passando por aqui.

Como tal e porque gosto de agradar aos leitores e seguidores do blog, deixo-vos o convite para me enviarem em comentário, mensagem privada (na barra lateral do blog) ou através das redes sociais ideias que poderei adoptar e colocar em prática no início de 2018 aqui pel' O Informador. 

A ideia é voltar a animar o espaço, remodelar um pouco os conteúdos do blog e seguir ao mesmo tempo os gostos de quem por aqui vai passando e tem deixado os seus comentários. Partilhem ideias de rúbricas, temas e comentem o que gostavam que alterasse para melhorar o blog. 

Conto convosco e de forma anónima e privada ou com nome, o que quero é que partilhem as vossas ideias comigo! 

17
Jan17

Metro ajuda sem-abrigo

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O Metro de Lisboa irá abrir as portas de cinco estações ao longo de toda a noite para acolher os sem-abrigo durante as noites que se aproximam, onde as baixas temperaturas irão fazer-se sentir. 

As estações do Rossio, Intendente, Saldanha, Oriente e Colégio Militar irão estar de portas abertas durante a noite para que quem passa as horas noturnas a dormir pela rua da capital possa ficar abrigado das baixas temperaturas que irão fazer-se sentir entre os zero e os quatro graus por todo o país. 

Para além disto também a Câmara de Lisboa se encontra a distribuir refeições quentes, alimentos e agasalhos juntamente com as instituições e grupos solidários que o fazem ao longo do ano. 

A questão que aqui coloco é só uma! Está bastante frio e os institutos públicos e público-privados só assim se lembram das centenas de pessoas que dormem pelas ruas da capital? Não estará na altura da autarquia assumir um novo papel para com este flagelo que é bem notório pelas portas recônditas de edifícios e bancos de jardins ao longo de todo o ano? É necessário assumir que os sem-abrigo existem e a ajuda tem de ser feita para além das refeições e mantimentos, é preciso ajudar a dar volta, acompanhar psicologicamente, encaminhar estas pessoas para casas de acolhimento onde aos poucos comecem a refazer a sua vida com um trabalho assalariado e futuramente a sua independência com acompanhamento institucional para que não voltem a cair.