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O Informador

Black Friday da Wook é Hoje!

Black Friday-billHoje, Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021, é o dia que a Wook escolheu para fazer o seu Black Friday, devolvendo 50% do valor gasto para uma futura compra, nesta que é a maior livraria online do país. 

Segundo as regras desta campanha, só serão válidas as encomendas registadas e pagas das 00h00 às 24h00 do dia 26 de Novembro de 2021, estando esta campanha válida para livros, eBooks e audiolivros assinalados com o símbolo , não sendo esta promoção aplicada a todas as publicações com menos de 18 meses de edição. Como sempre o stock é limitado ao existente, sendo que esta campanha não é acumulável com outras promoções e descontos em vigor. 

A compra será feita a 26 de Novembro e o Vale 50% será devolvido 15 dias após o envio da totalidade da encomenda, nunca sendo atribuído antes do dia 16 de Dezembro, mas ainda a tempo das últimas compras de Natal. O prazo do vale será de 60 dias, não sendo, como sempre, reembolsável, podendo ser aplicado numa ou vários encomendas cujo limite seja de 50% do valor da encomenda. 

Os portes de envio serão oferecidos se a encomenda for de valor igual ou superior a 15€ através do envio Entrega Standard, sendo que se o valor for inferior os portes serão devolvidos em cartão Wookmais, não ficando a perder este valor. 

Os Guardiões do Farol | Emma Stonex

TopSeller

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Título: Os Guardiões do Farol

Título Original: The Lamplighters

Autor: Emma Stonex

Editora: TopSeller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2021

Páginas: 336

ISBN: 978-989-564-739-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Um farol abandonado.

Três homens desaparecidos.

Um mistério impossível, inspirado numa história real.

Na véspera de Ano Novo de 1972, um barco com dois tripulantes chega a Maiden Rock, um farol situado a quilómetros de distância da costa oeste da Escócia, para substituir um dos faroleiros. Porém, não se encontra ninguém no interior do farol para os receber. Os homens deparam-se com uma torre vazia e estranhos factos por explicar. A porta de entrada está trancada por dentro. Uma mesa foi posta para apenas duas pessoas. O registo meteorológico do faroleiro chefe descreve uma forte tempestade em redor da torre, apesar de o céu ter estado limpo naquela semana. E todos os relógios pararam às 8h45.

Vinte anos depois, as mulheres dos faroleiros desaparecidos recebem a visita de um escritor determinado a desvendar o mistério. Movendo-se por entre os testemunhos das três mulheres e as últimas semanas dos guardiões do farol, segredos de longa data, que apenas as ondas parecem ter testemunhado, começam a vir à superfície. Irá o mar revelar os segredos dos três desaparecidos e trazer alguma paz às suas mulheres?

 

Opinião: Inspirado no mistério real que levou ao desaparecimento dos faroleiros de Eilean Mon, nas Ilhas Flannan nas Hérbridas Exteriores em 1900, Emma Stonex alterou a localização e o tempo para Cornualha em 1972, e criou assim Os Guardiões do Farol, onde três homens desaparecem de forma duvidosa do farol onde estão confinados em trabalho, deixando as suas família em terra e neste caso, após o desaparecimento, órfãs. Com os relógios parados assim que o desaparecimento dos faroleiros é descoberto e todas as fechaduras interiores do local trancadas, o mistério está lançado e entre o presente das mulheres que são convidadas a relembrar um passado com vinte anos e os últimos dias dos homens do mar, este thriller vive de rumores e secretismo entre quem sobreviveu e quem viveu na solidão durante anos seguidos. 

Gente Feita de Terra | Carla M. Soares

Cultura Editora

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Título: Gente Feita de Terra

Autor: Carla M. Soares

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2021

Páginas: 312

ISBN: 978-989-9039-69-8

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Até onde terá de ir uma mulher para saber de que é feita?

Gente Feita de Terra conta a história de duas mulheres, mãe e filha, dos anos 60 até ao início do século XXI.

A mãe parte jovem de um Alentejo sem futuro, perseguindo um amor na Angola colonial portuguesa, que de princípio a recebe como lhe pertencesse, para depois a expulsar, como a todos, em desespero, mostrando-lhe que a pertença não passara de ilusão. A filha é uma jovem viúva que habita a Lisboa suburbana do nosso século, rápida e desenraizada, e que na história da mãe tenta perceber a que lugar pertence.

Gente Feita de Terra transforma, num estilo clássico e bem elaborado, as histórias recentes de Portugal e Angola, com as suas violentas atribulações, em sentimentos, sensações, sentidos de uma grande riqueza.

Serão os lugares o que as pessoas deles fazem, ou serão as pessoas o resultado dos lugares?

 

Opinião: Gente Feita de Terra entrega ao leitor uma história familiar onde conhecemos Filomena, filha, mãe e viúva, em 2015, que ao mesmo tempo que fala da sua vida atual, recorrendo à memória pessoal para lembrar o seu passado, conta também a história de um amor nem sempre auspicioso entre os seus pais, dando destaque ao lado de Brígida, a sua mãe. 

No presente a viver em Lisboa e com o passado da família em Moçamedes, Angola, Filomena recorda o momento em que se apaixonou pelo pai do seu filho e como se tornou mãe para ficar sozinha com uma criança nos braços. Com o tempo percebe que está na altura de deixar o seu refúgio para voltar a viver e rodear-se de pessoas na procura pela felicidade. Ao mesmo tempo, quase de forma paralela, é contada a história de Brígida que casou por amor, deixando o seu Alentejo e a boa vida da linha de Cascais para se deixar levar por amor para terras africanas onde percebeu que o prometido amor idílico não acontecia como lhe foi oferecido, estando destinado à solidão, traições e mentiras de casal que permaneceu junto mas de forma distante, tanto física como psicologicamente. 

A Baleia no Fim do Mundo | John Ironmonger

Bertrand Editora

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Título: A Baleia no Fim do Mundo

Título Original: The Whale at the End of the World

Autor: John Ironmonger

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2021

Páginas: 368

ISBN: 978-972-25-4213-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Tudo começou com a baleia.

Um homem nu dá à costa no areal da aldeia de St. Piran, na Cornualha. Torna-se de imediato evidente para os locais que este não será um dia como os outros. Que motivo o terá levado ali? E que crise é aquela que ameaça não só a sua pequena comunidade como também toda a civilização - e que apenas ele compreende?

Com uma pandemia como pano de fundo, e uma baleia à espreita na baía, os habitantes de St. Piran terão de se unir para sobreviver.

John Ironmonger oferece-nos uma narrativa envolvente e otimista, escrita com muito humor, contando-nos uma história desarmante acerca daquilo que é realmente importante para cada um de nós, aquilo que nos mantém a todos juntos, e de como a esperança pode ser sempre encontrada, até no fim do mundo.

 

Opinião: A Baleia no Fim do Mundo é em 2021 uma realidade, mas se olharmos para trás no tempo, aquando do seu lançamento mundial, hoje percebemos que é uma obra futurista, mostrando uma realidade que viria, de forma semelhante, a acontecer aquando do surgimento do Covid19. 

Numa obra envolvente e bem elaborada, esta narrativa de John Ironmonger retrata a necessidade do ser humano de se organizar aquando do momento de uma catástrofe mundial, um vírus gripal que se alastra de forma galopante e que acaba por condicionar mercados, fornecimentos e o bem estar de todos que em qualquer recanto, em comunidade, se sentem confrontados pela falta de alimentos e condições essenciais. 

No mundo moderno, onde o acesso a tudo é cada vez mais fácil e rápido, uma perigosa gripe surge e coloca a sociedade em risco de guerra, com os noticiários a mostrarem o flagelo que começa a surgir pelos mais variados locais do planeta onde o petróleo escasseia, a eletricidade falha, a água canalizada não chega ao seu destino.

O que acontece quando o Mundo começa a parar é o debate essencial feito em A Baleia no Fim do Mundo, onde através das vivências numa vila na costa da Cornualha, em Inglaterra, acompanhamos a chegada de um matemático com as suas ideias e conhecimentos bem definidos para se isolar com os habitantes que não conhece mas que pretende ajudar a se salvarem do que está para chegar. Juntando recursos prévios de sobrevivência e conquistando a comunidade, Joe começa por ser o herói de um população que percebe que os poucos recursos e mantimentos que possuíam antes dos problemas mundiais surgirem não dariam para seguirem em frente, se não tivesse surgido este bondoso homem que rapidamente os uniu para se defenderem do que começou por ser um desastre natural através de uma gripe incontrolável nos primeiros tempos. Ao mesmo tempo que Joe chega a uma vila que necessita de apoio para dar a volta, também uma baleia de grande porte dá à costa numa baia sem água para poder voltar atrás, tentando a sua sobrevivência. Existem coincidências perante o que acontecerá no futuro?

O Sonho de Amadeo | Leonardo Costa de Oliveira

Guerra e Paz

O Sonho de Amadeo

Título: O Sonho de Amadeo

Autor: Leonardo Costa de Oliveira

Editora: Guerra e Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Agosto de 2021

Páginas: 136

ISBN: 978-989-702-655-3

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Amadeo acorda esbaforido após sonhar que foi assassinado com um tiro no peito. Um homem idoso, que não reconhece, aponta-lhe um revólver e atira. Amadeo pinta e faz gravações dos pormenores de que se consegue lembrar, mas falta sempre o detalhe principal: o rosto do assassino.
Certo dia, recebe um envelope com um cartão-postal de uma cidade sobre a qual nunca ouviu falar. No cartão há uma imagem que o remete para um dos sonhos. Amadeo toma uma decisão: tentará encontrar aquela cidade. Por onde começar? Talvez a pista esteja na próxima noite mal dormida.

 

Opinião: O romance de Leonardo Costa de Oliveira, O Sonho de Amadeo, é a obra vencedora do Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa: Novas Obras em Língua Portuguesa, tendo sido publicada em simultâneo em Portugal e no Brasil, no entanto esta narrativa premiada não me conseguiu convencer, fazendo com que a sua leitura se tornasse arrastada. 

Falhanço com a Feira do Livro em 2021

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Em 2021 estou prestes a falhar redondamente para com as minhas visitas à Feira do Livro de Lisboa. Todos os anos passo pelo menos duas vezes pelo certame literário que é montado durante semanas no Parque Eduardo VII. Agora, em pleno 2021, e já com a feira a caminho do final, começo a perceber que não vou conseguir marcar a minha presença.

Horários de trabalho que não permitem, pausas que acabam por ser tornarem de forma imprevista em dias de trabalho e cansaço nas poucas oportunidades de descanso fizeram com que primeiro adiasse a ida porque tinha tempo, depois em dia de pausa senti que o corpo precisava de ficar mais por casa e não estava em condições para desfrutar de horas literárias a subir e a descer o Parque para perceber as promoções do dia, procurar as melhores ofertas e as melhores opções para comprar na famosa Hora H.

Um Por Um | Ruth Ware

Clube do Autor

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Título: Um Por Um

Título Original: One By One

Autor: Ruth Ware

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2021

Páginas: 376

ISBN: 978-989-724-572-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Neste thriller, tudo começa quando o cofundador da Snoop, uma start-up tecnológica em ascensão, organiza um encontro de empresa num retiro de luxo. Da agenda constam apresentações e sessões de estratégia, seguidas de momentos de lazer. Mas assim que uma acionista altera a programa inicial, empurrando a empresa para uma lucrativa mas controversa oferta de compra, as tensões aumentam e a lealdade é testada.

O ambiente tenso é agravado quando o grupo fica isolado do mundo exterior. Pior, um dos membros da equipa está desaparecido…

À medida que cada hora passa sem qualquer sinal de resgate, o pânico aumenta e o grupo vai diminuindo, um por um… Oito colegas de trabalho - cada um com algo a ganhar, algo a perder e algo a esconder. Quem resistirá a este complexo jogo de manipulação e encobrimento?

 

Opinião: Um Por Um tem início quando os fundadores da Snoop e a sua equipa de trabalho chegam a um belo chalé numa bela estância turística no meio das montanhas nevadas de França como que para aproveitarem uns dias fora da rotina do dia-a-dia e se reuniram para decidirem o futuro da empresa. Entre apresentações perante o futuro da Snoop, aplicação que permite ouvir as músicas que alguém do outro lado do mundo está a ouvir, seja uma celebridade, um amigo ou um completo desconhecido. Tudo parecia estar preparado para sucessivas reuniões com base a definir o futuro neste chalé no seio das montanhas onde a par da equipa da empresa conhecemos Erin e Danny, a equipa responsável pelo bem estar dos hospedes e manutenção do espaço. 

O local prometia ser o perfeito para oito colegas e amigos se reunirem, mesmo com alguma tensão entre acionistas e membros, não tivesse surgindo uma avalanche durante um momento de lazer no grupo que acabou por transformar um bom ambiente já de si remendado numa verdadeira tortura. O nome da obra acaba por dizer tudo e Um Por Um, várias são as personagens que são desviadas do centro da ação por um dos presentes no chalé e a questão impera entre todos. Quem é o assassino em série entre os conhecidos e desconhecidos que ficam isolados num local longínquo e sem conseguirem ser socorridos de forma rápida? Sem energia e sem contactos após a avalanche, as cabeças começam a rolar e todos podem ter em si algo de suspeito. Ruth Ware tem a capacidade, ao longo de quase quatrocentas páginas, de criar e manipular o próprio leitor que vai sendo levado a desconfiar de cada um em vários momentos da ação. Tudo acontece num espaço curto de dias, as questões são mais que muitas e se uns podem ficar a ganhar com determinadas mortes, já outros conseguem sentir alívio por outro prisma. Afinal em quem se pode confiar num grupo tão restrito onde a ganância e a ambição imperam perante a visão do que cada um pretende para o futuro da Snoop?

 

Um Fogo Lento | Paula Hawkins

Topseller

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Título: Um Fogo Lento

Título Original: A Slow Fire Burning

Autor: Paula Hawkins

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2021

Páginas: 344

ISBN: 978-989-5644-91-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Um homem é encontrado brutalmente assassinado em Londres, dentro de um barco, o que levanta uma série de questões sobre três mulheres que o conheciam.

Laura é a jovem problemática que foi vista pela última vez com a vítima. Carla é a tia inconsolável, ainda de luto por outro familiar falecido pouco tempo antes. E Miriam é a vizinha bisbilhoteira que encontrou o corpo coberto de sangue, mas que claramente esconde segredos da polícia.

Três mulheres com ligações distintas a este homem. Três mulheres consumidas pelo ressentimento que estão ansiosas por se vingarem do mal que lhes foi infligido. E, quando toca a vingança, mesmo as melhores pessoas são capazes dos atos mais terríveis.

Até onde irão estas mulheres para encontrar a paz de espírito? E durante quanto tempo podem os segredos arder em fogo lento antes de irromperem em chamas descontroladas?

 

Opinião: Paula Hawkins regressa com um terceiro thriller e consegue manter a mesma linha dos seus sucessos anteriores. Após o sucesso de A Rapariga no Comboio e de Escrito na Água, desta vez é com Um Fogo Lento que se volta a juntar aos seus já fiéis leitores para se desvendar um novo crime onde entre assassinos e inocentes até ao momento final todos podem ser considerados suspeitos.

Neste novo thriller psicológico tudo começa quando o jovem Daniel é encontrado morto no seu barco casa onde viveu ao longo dos últimos tempos. Miriam é a mulher que faz a descoberta e que vive igualmente num barco, dando assim o alerta para que a investigação se inicie. No surgimento de várias personagens, entre as quais duas narradoras em que rapidamente se percebe que não se pode confiar, o leitor é convidado a percorrer percursos onde aparentemente alguns se cruzaram nas horas que antecederam o crime. Quem terá cometido o ato final para com este jovem agora morto?

Conhecendo Theo e Carla, os tios de Daniel, que viram o seu casamento desmoronar no momento da morte do pequeno filho aos três anos de idade e também Angela, a mãe de Daniel e irmã de Carla, que vive sozinha após o filho ter abandonado a convivência maternal por existir um relacionamento com vários transtornos pelo meio, de imediato ficamos a perceber que por detrás deste jovem morto existe um passado bem pesado e uma família destruída por um acidente que alterou o rumo de todos. 

A Mão Que Mata | Lourenço Seruya

Cultura Editora

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Título: A Mão Que Mata

Autor: Lourenço Seruya

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2021

Páginas: 320

ISBN: 978-989-9039-39-1

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Uma casa. Dez pessoas. Alguém não sairá com vida.

Naquela fria manhã de inverno, a família Ávila acordou em sobressalto: na sala de estar, jaz a tia Manuela numa poça de sangue. A vítima não era adorada pelos familiares, mas nenhum tinha motivos para a querer morta, portanto o homicídio só poderá ser resultado de um assalto.

O inspetor Bruno Saraiva da Polícia Judiciária é chamado para investigar o caso e rapidamente conclui que o assassino não só está naquela casa, como é alguém conhecido de todos.

As opiniões dividem-se e a família Ávila não parece muito disposta a colaborar com a polícia, até que é encontrado um segundo cadáver na mansão da Serra de Sintra...

 

Opinião: Pelo título logo se entende que o crime está na base desta primeira obra de Lourenço Seruya, que através da Cultura Editora viu o seu A Mão Que Mata ser publicado, juntando-se a um recente lote de novos autores bem equilibrados que a chancela tem reunido e conquistado os leitores. 

Num thriller passado perante o nevoeiro e os mistérios da serra de Sintra, sem esquecer os famosos travesseiros da Piriquita, A Mão Que Mata tem tudo o que aprecio numa história de suspense. Num enredo que prende do início ao fim, o leitor é convidado a entrar na casa da família Ávila onde o encontro entre irmãos e seus associados acontece para que se façam as partilhas após a morte do patriarca. Preparados para um fim-de-semana familiar, que tinha tudo para correr bem, só que uma morte acontece ao longo da primeira noite e o rumo dos próximos dias é totalmente alterado. A Tia Manuela pouco ou nada tinha a herdar, mas o certo é que contra a vontade da maioria foi convidada para a reunião mas acabou por ver a morte do seu lado. O que escondia esta mulher consigo para alguém a querer silenciar? Com esta morte a Polícia Judiciária é chamada ao local e a investigação perante a alçada de Bruno Saraiva começa. Inspetor galã, com um passado por revelar num futuro próximo que deixa desde logo o leitor a querer saber mais, Bruno tem em mãos, com a sua equipa, a descoberta de um assassino quando, sem aviso, também Cláudia, a empregada, surge morta. Num contraste entre a velha e a nova guarda de inspetores perante a investigação, é a voz de Bruno que se faz ouvir até ao final e até que tudo fique esclarecido. 

O Agente Americano | Vince Flynn

Lua de Papel

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Título: O Agente Americano

Título Original: Kill Shot

Autor: Vince Flynn

Tradutor: Raquel Dutra Lopes

Editora: Lua de Papel

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2021

Páginas: 432

ISBN: 978-989-23-5111-7

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: A missão de Mitch Rapp é aparentemente simples: instalar‑se em Paris, montar uma operação de vigilância ao Ministro da Energia da Líbia e eliminar o alvo. Discretamente. Ele aceita a missão, já não é a primeira vez que executa um terrorista ao serviço da CIA. Mas talvez seja a última. Porque no hotel de luxo parisiense algo corre terrivelmente mal. A consequência é um banho de sangue, e pelo menos três civis mortos. E notícias destas, nem os serviços de segurança franceses conseguem manter fora dos jornais. De repente, o Agente Americano da CIA é um homem a abater, envolvido num grave incidente internacional. Os serviços secretos tiram-lhe o tapete; a polícia francesa persegue-o, os terroristas também. Mitch Rapp, com uma bala cravada no ombro, vê‑se completamente sozinho. E não há nada mais perigoso do que um Mitch ferido. E encurralado.

 

Opinião: O Agente Americano faz parte da série Mitch Rapp dentro do estilo político militar e de início conseguiu ganhar o meu interesse como leitor. O pior veio depois, consoante os capítulos iam avançando e fui percebendo que nesta história o espião central consegue estar no centro da ação da espionagem, sendo ele próprio o alvo a abater. Com múltiplos acontecimentos a surgirem ao mesmo tempo em zonas territoriais distantes, numa confusão entre nomes e equipas numa história contada de formas diferentes e bem complexa, senti que o irreal acontece dentro de uma confusão literária que não me cativou minimamente.